do Uol
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu manter a Selic (taxa básica de juros) em 11,25% ao ano, percentual que está em vigor desde setembro.
Há quatro reuniões do Copom, a taxa está em 11,25%: antes, em 5 de setembro, 17 de outubro e 5 de dezembro, a instituição já havia optado pelo mesmo percentual. A decisão de agora sobre a taxa valerá pelos próximos 45 dias.
A justificativa do comitê foi a seguinte: “Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem viés. O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.
O próximo encontro do comitê ocorrerá nos dias 4 e 5 de março.
O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.
O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.
Acerto de Contas

3 comentários:
Decisão do Copom não surpreende, diz confederação da indústria
da Agência Brasil
A decisão de ontem (23) do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter em 11,25% a taxa Selic não surpreendeu a Confederação Nacional da Indústria (CNI), pois já estava sinalizada em atas de reuniões anteriores.
Em nota, economistas da entidade afirmam que a decisão está fundamentada “nos sinais de manutenção da robusta taxa de crescimento da demanda interna em um ambiente de incertezas quanto ao cenário prospectivo da inflação”.
A CNI também afirma que os cortes no orçamento de 2008 deverá promover “maior sintonia entre as políticas monetária e fiscal” durante o ano, de modo a permitir a trajetória de queda da taxa básica de juros.
Autor: André Raboni
Para Fiesp, manutenção da Selic vai na contramão de economias mundiais
Paulo Skaf_ Presidente da Fiesp
da Agência Brasil
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) condenou a manutenção da taxa Selic em 11,25% ao ano, conforme a decisão de ontem (23) do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Em nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirma que medida vai na “contramão” do Banco Central dos Estados Unidos, que esta semana baixou os juros de 4,25% ao ano para 3,5% ao ano, e de outros bancos centrais, como o da China, que também reduziu a taxa básica de juros.
Presidente da Força Sindical considera “decepcionante” a decisão do Copom
presidente da Força Sindical
da Agência Brasil
A manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 11,25% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desapontou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
Em nota oficial, ele afirma que a decisão inibe o crescimento do setor produtivo: “É decepcionante a decisão do Copom de continuar com taxa Selic em 11,25%. O Banco Central insiste em manter uma camisa-de-força no setor produtivo, inibindo a geração de empregos e renda. Manter esta política de juros altos é o mesmo que beijar a mão dos especuladores. Esta medida desagrada os trabalhadores brasileiros que anseiam por uma robusta queda na taxa básica de juros.”
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