O fato é que as extremidades desse canal representam importantes pontos de suporte e resistência. O rompimento para um dos lados deve desanuviar o cenário e deixar mais clara a tendência a ser seguida pelo mercado.
Hoje o tão esperado pronunciamento do presidente do Fed, Ben Bernanke, não ajudou a elucidar o mistério que gira em torno do possível (ou não) corte dos juros americanos na próxima semana. Se restringindo ao tema dos desequilíbrios na economia global, Bernanke, não passou nem perto da política de juros americana.
Vou encerrar o artigo hoje, com um parecer (em tom poético) do estrategista-chefe do banco de investimentos Merrill Lynch, Richard Bernstein, sobre a atual conjuntura dos mercados mundiais:
“O céu dos mercados financeiros pode parecer cinza, os ventos podem estar atingindo força glacial, e as ondas podem estar crescendo de forma intimidadora. Alguns investidores vão se recusar para a admitir que o clima mudou e podem pagar um preço caro por isso. Outros farão ajustes táticos e mudarão seus investimentos, navegando pelo mar financeiro, e assim continuarão construindo renda no longo prazo.”
Vejam o gráfico em CHR Investor
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