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sexta-feira, 4 de julho de 2008

A "arapuca"

Apesar de todas as evidências que o passado nos propícia, ainda é possível encontrar muita gente no mercado que não acredita ou não valoriza de forma correta a importância dos estrangeiros na bolsa brasileira. Diante disso, resolvi escrever este artigo, onde fica evidenciada a " arapuca " que nossos queridos investidores internacionais armaram recentemente aqui na Bovespa.

Incialmente trago para vocês 3 gráficos:

IBOV

fluxo

fluxosaldo

Ibov - Diário

Fluxo Bovespa

Fluxo - Saldo Mensal

O primeiro é o do Ibovespa diário, onde sinalizei alguns eventos: o dia dos dois investment grades, o dia em que os estrangeiros começaram a injetar dinheiro na bolsa e o dia que bateram em retirada.

O segundo gráfico é do fluxo dos investidores na Bovespa. A linha azul evidencia o movimento dos gringos e confirma o exposto no gráfico do Ibov.

No terceiro gráfico, eu apresento o fechamento mensal do saldo dos estrangeiros na nossa bolsa. Incluindo já, o surpreendente saldo do mês de Junho (-R$7,4 bilhões !).

Fica bastante claro, conforme eu já havia mencionado no vídeo semanal deste sábado, que a alta de mais de 25%, iniciada em meados de Março e concluída em meados de Maio, foi graças quase que exclusivamente aos estrangeiros. E que agora, após o anúncio do segundo investment grade, os gringos começaram a grande liquidação de ativos brasileiros.

Agora vejamos o mês de Abril em especial. Conforme podemos observar no fechamento mensal, os estrangeiros chegaram no final do mês com um saldo acima de R$6 bilhões. Lembro bem, que na época escrevi um artigo intitulado "Eles voltaram !", onde mostrava minha surpresa com o saldo elevadíssimo. Comentei inclusive, que um movimento de tamanha magnitude era inédito para mim, desde quando comecei o estudo dos fluxos da Bovespa.


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CHR Investor

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Atualizando fluxo das 10 Mais

Conforme detalhei no artigo anterior sobre o fluxo das 10 Mais, comecei a fazer um acompanhamento diário e semanal do comportamento das 10 principais corretoras estrangeiras na nossa bolsa.

Depois de muito trabalho, consegui reunir os dados e trago para vocês agora o comportamento deste fluxo importantissimo.

Abaixo podemos observar o andamento semanal do fluxo. Percebe-se que no fluxo normal, considerando apenas o saldo de cada semana de forma independente, os estrangeiros parecem reduzir o movimento de venda.

Já no acumulado, essa impressão se desfaz e o fluxo segue exatamente a queda do índice.

semanal

semanalacum

Fluxo 10 Mais Semanal

Fluxo 10 Mais Semanal Acumulado

No gráfico diário do fluxo, a situação é a mesma:

diario

diarioacum

Fluxo 10 Mais Diário

Fluxo 10 Mais Diário Acumulado

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Volatilidade e o scalper

"Hoje consegui uma rentabilidade incrível ! Apenas operando no intraday… daytrade… meu trading system é infalível. Comprei nos fundos e vendi nos topos. Veja as setas do gráfico abaixo… Adoro essa volatilidade toda… e o melhor é que vou dormir sem nenhuma posição em aberto !!! "

Não é raro encontrarmos esse tipo de comentário nos diversos fóruns e blogs do mercado, depois de um dia como o de hoje. O mercado, principalmente o americano, voltou a mostrar uma volatilidade voraz. Basta ver o gráfico de 1 mínuto do Dow Jones abaixo.

DJI

Dow Jones - Gráf. 1 minuto

Antes que os daytraders comecem a entupir minha caixa postal com ofensas e insultos, deixem eu explicar minha forma de encarar o assunto.

Não dúvido que muitos scalpers consigam ótimos ganhos com o mercado na atual situação (eu mesmo conheço alguns… "poucos" :) ). É verdade, a volatilidade alta é o melhor dos mundos para este tipo de trader. Mas infelizmente, nem todos conseguem reunir as aptidões necessárias para esse tipo de operação.

trader Confesso que já tive a possibilidade de arriscar (e perder…) um bom dinheiro neste tipo de trade e não obtive sucesso. A necessidade de agir com rapidez fugiu um pouco das minhas características. Gosto de me debruçar no objeto do meu estudo, trabalho ou investimento. E o daytrader/scalper exige raciocínio e ação praticamente instantâneos.

Além disso, a questão do manejo de risco e a expectativa positiva me preocupam neste tipo de operação. Segundo estudos estatísticos, a única forma deste tipo de trading superar, em termos de rentabilidade, uma estratégia de mais longo prazo é através de uma abordagem quantitativa. Ou seja, quanto mais o trader operar maior será a expectativa positiva da estratégia. E mais… a quantidade de trades deve ser inversamente proporcional ao time frame utilizado nas operações. Quanto menor for o espaço de tempo que o scalper permanecer posicionado mais trades ele precisará fazer para alcançar uma expectativa positiva vantajosa (isso considerando a média das operações).

Portanto, concluindo, avalie bem suas operações de curto prazo. Se você não consegue, ou não pode, operar exaustivamente no mercado todos os dias, reveja seu horizonte de investimentos. Sua carteira agradecerá !

CHR Investor

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Depois de 8 meses…

Desde o dia 17/10/2007 os estrangeiros não operavam do lado comprado nos contratos do índice futuro da BMF. No fechamento de ontem os gringos terminaram com um saldo positivo de 2.131 contratos.

fluxobmf

Fluxo Estrangeiros BMF

Olhando para o gráfico do fluxo podemos notar, que a barreira do "0", que funciona como divisor entre operar comprado ou vendido, foi testada algumas vezes durante esse ano, mas sem sucesso. Podemos também observar, pelo histórico, que os estrangeiros sempre ficaram pouco tempo trabalhando do lado comprado. Possivelmente, pelo fato do índice na maioria das vezes servir como hedge da carteira de grandes fundos.

Mesmo assim, acredito esse fato que representa um sinal de força e vale a pena acompanharmos de perto.

WINFUT

Índice Futuro - Gráf. Diário

Outro detalhe de relevância pode ser atribuido ao atual cenário que se configura no gráfico do índice futuro. No momento, testa uma LTA importante juntamente com a média móvel de 200 periódos, além de um suporte horizontal e a retração de 61,8% de fibonacci da última perna de alta. Sem dúvida, um setup de compra interessante.

.CHRInvestor

terça-feira, 24 de junho de 2008

No aguardo da superquarta-feira

Finalmente o mercado americano, mas precisamente o Dow Jones, chegou no patamar crucial dos 11700 pontos.

Logo de manhã o índice americano beijou o forte suporte, mas em seguida reagiu com força. Deixando uma mínima nos 11725. Teve uma valorização de quase 0,5%, superando a máxima do dia anterior, mas no fechamento voltou a trabalhar no campo negativo e encerrou o pregão com uma baixa de 0,29%, nos 11807 pontos.

Ponto a ressaltar: O IFR se encontra em uma zona que já serviu outras vezes como ponto de inflexão e de reação nos preços.

DJI

DJI - Gráf. Diário

Essa volatilidade refletiu da mesma forma aqui no nosso Ibov. As ações da Petrobras e da Vale (principalmente esta) mostraram força e trabalharam boa parte do dia no azul. Isso levou muitos especuladores afoitos às compras.

Sabendo (ou lembrando) da agenda de amanhã,talvez devessem ter revisto suas estratégias e tido um pouco mais de paciência. É inegável que independente do horizonte de investimento de cada um , quando se observa ações como as da Vale e da Petro em cima de suportes interessantes, depois de perderem mais de 15 % nas últimas semanas e vendo o mercado americano reagindo, a vontade de abrir a carteira e ir as compras se torna muito grande.

Mas é prudente lembrarmos a situação atual da economia mundial. O Fed amanhã tem uma decisão difícil. Aumentar os juros pode representar um sinal de que as pressões inflacionárias são piores do que se imaginam. Continuar baixando as taxas (muito improvável !) levaria o mercado ao pânico, já que ficaria evidente que períodos recessivos ainda estão por vir. O mais esperado é que Bernanke, não faça nada. Ou seja deixe a taxa nos 2% aa, sinalizando um pouso suave na política de cortes iniciada em 2005.

vix

VIX - "Índice do medo"

Além do Fed, amanhã, completando a superquarta-feira, temos o anúncio de vendas de casas novas e as encomendas de bens duráveis nos EUA.

Uma agenda cheia que trará ainda mais oscilações. Levando provavelmente o VIX, o "índice do medo" de Nova Yorke, a testar as máximas alcançadas em Janeiro e Março.

Uma boa superquarta-feira para todos nós !


CHR Investor

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Fluxo das 10 Mais

Queria apresentar para vocês um estudo que elaborei sobre o comportamento do investidor estrangeiro.

Como muitos já sabem, eu periodicamente publico aqui no blog como se comporta o fluxo dos investidores estrangeiros na Bovespa e na BMF. Desta vez, resolvi esmiuçar um pouco mais esta questão.

Antes de mais nada selecionei as 10 principais corretoras gringas que operam na Bovespa. São elas: Citibank, Credit,Ubs , Finabank, Griffo, JP Morgan, Merril Lynch, Santander, Deutsche e Morgan Stanley. Em seguida, usando uma combinação de plataformas, identifiquei a movimentação financeira destes players.

Na planilha, que você pode fazer o download abaixo, eu apresento duas tabelas que ilustram o saldo financeiro dos estrangeiros em cada uma das ações que compõem o IBX100, nas três primeiras semanas de Junho. Na primeira tabela, as ações estão divididas por ordem alfabética e na segunda por ordem de valor.

A intenção deste estudo é tentar identificar de maneira mais precisa como é alocado o capital estrangeiro na nossa bolsa. Afinal de contas, conforme já foi mostrado em um artigo publicado aqui no blog, os estrangeiros ainda mandam no Ibov. Sabendo em que ativo eles preferem investir, talvez consigamos ter mais êxito nas nossas operações

Sugiro que todos examinem a planilha juntamente com o desempenho das ações e se possível comentem o que acharam.

Para fazer o download da planilha clique aqui .

Completando o estudo, segue na imagem abaixo o fechamento de hoje:

fluxo

Ainda não elaborei nenhuma estratégia em cima das informações aqui contidas, mas confesso que a princípio estou bastante empolgado com a análise.

Continuarei acompanhando e postanto aqui para vocês.


ChrInvestor

sábado, 21 de junho de 2008

PIBB11 - Análise

Atendendo ao pedido da leitora Cristina Fonseca, vou analisar o desempenho do papel PIBB11.

Para quem não sabe, esse papel representa quotas do fundo PIBB Fundo de Índice Brasil - 50 - Brasil Tracker, o primeiro fundo de investimento em índice de mercado. O PIBB Fundo de Índice Brasil - 50 - Brasil Tracker - é um fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio aberto e destina-se à aplicação em carteira de títulos e valores mobiliários que visa a buscar resultados semelhantes à performance do IBrX 50. Mais detalhes, www.pibb.com.br .

Em poucas palavras, ao comprar o PIBB11, você está automaticamente diversificando a sua carteira.

O primeiro lançamento dos papeis ocorreu em 2004. Desde então, conforme podemos observar no gráfico semanal, o papel vem apresentando uma forte valorização. Assim como ocorreu com o Ibovespa. Aliás, para aqules que querem comprar o índice da bolsa de São Paulo, mas não tem familiaridade com as operações no mercado futuro (BMF), o PIBB11 surge como uma alternativa excelente. Afinal de contas, o IBrX 50 e o Ibov, possuem uma forte correlação.

PIBB11

PIBB112

PIBB11 - Gráf. Semanal

PIBB11 - Gráf. Diário

No gráfico semanal percebemos como o PIBB11 vem respeitando um canal de alta em escala logartímica desde a sua criação. Inclusive diria que atualmente além de testar o antigo topo histórico está bem próximo da banda inferior do canal. Um setup interessante.

O gráfico diário, nos permite traçar como objetivo, caso a tendência de alta não seja perdida, o patamar dos 120 reais. Vale lembrar, que infelizmente a líquidez do papel deixa a desejar. Isso ocasiona muitas vezes um spread muito alto entra as ofertas de compra e venda.

Por outro lado, se o horizonte de investimento for de longo prazo, o PIBB11 se enquadra perfeitamente. Lembrando é claro, que por representar um "pacote" de ativos, o PIBB11 não paga dividendos. O que pode se tornar um impencilho para aqueles que gostam de uma remuneração extra além da valorização do ativo.

Sugiro a leitura do artigo escrito, a algum tempo aqui no blog, sobre a incidência do imposto de renda nas operações com o PIBB11 ( Atenção investidores do PIBB11 ) . Depois de alguma confusão, e graças a ajuda dos leitores do blog, conclui que o PIBB11 é tratado pela receita como um ativo comum e não como um fundo de ações.

CHR Investor

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A obrigação de operar

operar Nestas últimas duas semanas a volatilidade voltou a se intensificar no mercado brasileiro e mundial. Nestas horas, muitos analistas de renome apregoam que o mais prudente é sair rápido do mercado. Seja com um pequeno lucro ou até mesmo com um prejuízo, decorrente de um stop de proteção.

Ficando líquido, a intenção é tentar não correr riscos exagerados com a volatilidade do mercado. De fato, a movimentação dos preços no Brasil é notoriamente alta. Desde 1999, a volatilidade do índice Brasil MSCI ficou acima de 11% ao mês, quase o triplo do observado nos EUA e o dobro da média dos países emergentes. Alem disso, eventos de dois desvios padrão, que no mercado acionário brasileiro significam ganhos ou perdas superiores a 22% em um único mês, ocorrem, em média, uma vez a cada 15 meses.

Resumindo… o mercado brasileiro além de uma volatilidade mensal de 11%, oferece ao investidor a oportunidade de ganhar ou perder um quarto de seu investimento em um único mês. Sem dúvida, as ações brasileiras são de alto risco.

No entanto, vale lembrar o que ensina a teoria econômica. Alta volatilidade representa ganhos acima da média. E no Brasil, isso tem sido verdade.

Estudo do UBS Pactual Wealth Management, publicado no Valor Economico, demonstrou que desde 1999, as ações brasileiras renderam 542%, em comparação aos 265% nos países emergentes e 9,1% nos EUA. Lembrando porém, que para auferir este resultado o investidor deveria ficar posicionado e suportar as fortes oscilações do mercado.

Assim, chegamos em um impasse. Devemos surfar as ondas da volatilidade, entrando e saindo do mercado ou a estratégia mais viável é o tradicional buy & hold ?

Não acredito em uma resposta única e definitiva. Como já mencionei outras vezes aqui no site é totalmente viável direcionar uma parte do capital investido para investimentos de longo prazo que sirvam de sustentação da carteira e outra para operações de trading que procuram maximizar os ganhos.

Por fim, vale citar mais um dado sobre o estudo citado acima. As ações brasileiras, desde 1999, registraram um retorno 415 pontos percentuais acima da renda fixa local. Ou seja, elas podem de fato proporcionar retornos generosos, mas vale lembrar, que o investidor estará sujeito a uma queda superior de 22% da sua carteira em um único mês.

Se você não tem coração fraco, a renda variável pode ser o melhor dos mundos.

CHR Investor

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A gangorra financeira continua…

gangorraA inflação mais uma vez surge como o principal vilão a ser combatido pelos países no mundo. Hoje, foram anunciados os números da inflação aqui no Brasil. Os dados vieram bem piores que a expectativa. O IPCA de Maio subiu 0,79% (o consenso era 0,65%) e a prévia do IGPM bateu em 1,97% (o consenso era 1,15%). Assim, com os recentes aumentos da taxa Selic, o Brasil se junta ao bloco mundial de combate a inflação, fazendo força de um lado da "gangorra".

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) sinalizou na semana passada a intenção de iniciar movimento de alta do juro.

O Canadá, contrariando o prognóstico consensual de que cortaria a taxa em 0,25 ponto, surpreendentemente manteve ontem o juro em 3%.

Na noite desta segunda-feira foi a vez do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, posicionar-se de maneira inesperadamente rude contra a inflação.

A movimentação dos BCs tem impacto imediato na carteira dos grandes fundos de investimentos internacionais. Estes passam a vender ativos (commodities, ações, moedas e bônus) de países emergentes e a comprar moedas e títulos de países desenvolvidos.

Por esta razão, o juro dos títulos de 2 e 5 anos do Tesouro americano subiram até o momento na semana, 18,92% e 9,30%, respectivamente.

Continua em CHR Investor

terça-feira, 10 de junho de 2008

Vale - Apenas boatos ?

As ações da Vale mais uma vez se apresentam como destaque negativo no pregão de hoje. A VALE5 cai até o momento 3,45%, cotada a 48,95 reais.

Boatos sobre uma possivel aquisição da norte-americana Freeport-McMoran se apresentam como o principal motivo para esta desvalorização. Com a compra, a Vale estaria diversificando ainda mais a sua área de atuação, se inserindo em setores como o de cobre, prata e ouro. Por outro lado, o mercado teme que esta aquisição afetaria o endividamento da empresa.

Coincidência ou não, a empresa informou que a diretoria executiva aprovou, no dia 26 de maio de 2008, o encaminhamento ao Conselho de Administração, de proposta de realização de uma oferta pública primária de ações ordinárias e preferenciais classe A (PNA), com valor máximo de US$ 15 bilhões, incluindo oferta inicial e exercício da opção de lote suplementar.

Mesmo parecendo que uma coisa está ligada com a outra, a companhia fez questão de desmentir os rumores e declarou no comunicado: "A Vale informa, ainda, que no momento não mantém negociações para realização de aquisições estratégicas ".

Vamos acompanhar.

Graficamente a VALE5 apresenta até o momento a quinta semana seguida de baixa. Desde fevereiro/março de 2005 isso não ocorre.

No gráfico diário, a briga hoje se encontra na perda ou não do gap por volta dos 48,50. Olhando para o IFR de 14 períodos, atualmente o ativo parece estar próximo de uma zona ou onde costumeiramente realiza um fundo.

CHR Investor

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Definições financeiras e fundamentalistas

Resolvi reunir neste artigo algumas definições sobre indicadores financeiros e fundamentalistas.

Confesso que alguns, eu nunca utilizei, mas julgo importante o seu conhecimento.

Já outros são fundamentais para uma análise mais minuciosa de um investimento de médio/longo prazo.

  • Alfa: medida usada para avaliar a eficiência do gestor de uma carteira de investimentos ou fundo. De forma simples, o quanto sua gestão contribui além do retorno esperado. O ideal é que a carteira tenha um alfa elevado, com risco baixo, maximizando a relação entre esses dois. Em determinados tipos de produtos, como os fundos long/short, por exemplo, existe o chamado duplo-alfa, uma espécie de duplicação do retorno, via posições compradas e vendidas.
  • Beta: é a correlação entre a variação do preço da ação e o retorno de mercado. Pode-se dizer que é a parcela de risco não diversificável que uma açãoindi carrega consigo. O beta indica o perfil de comportamento da ação em comparação a um indicador de referência (Ibovespa, IBrX, etc.). Se o beta é superior à unidade, esse ativo será considerado agressivo, pois terá um desempenho melhor do que o índice. Se for inferior, diz-se que o ativo tem perfil conservador ou defensivo e ,caso seja igual à unidade, será um ativo neutro. A analogia é total em relação ao beta de uma carteira/fundo calculado por média ponderada. Há diversos softwares no mercado que disponibilizam o beta histórico das ações.
  • Delta: é a mudança no preço da opção em relação à mudança no preço do ativo objeto. Por exemplo, se o preço de uma ação sobe R$ 1 e a opção valoriza-se R$ 0,4, então o delta da opção será de 40% (R$ 0,4/R$ 1). O delta, entretanto, não é um número estático. Ele oscila dependendo de variações nos preços do ativo. Para essa variação destacamos outra letra grega, o Gama.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Fluxo Bovespa - Maio

O mês de Maio terminou com o saldo dos estrangeiros positivo na Bovespa. Apesar de ter ultrapassado os R$2 bilhões em meados de Maio, os últimos dias foram marcados pela saída do capital estrangeiro e o saldo fechou em R$532 milhões positivo.

No gráfico abaixo, é possivel observarmos a queda no saldo dos gringos (linha azul).

fluxo1

Apesar do arrefecimento, o mês de Maio contabiliza o segundo mês consecutivo onde os estrangeiros tiveram mais compras do que vendas. No ano, o saldo é positivo em R$ 758 milhões. Já se considerarmos os últimos 12 meses, os gringos retiraram do nosso mercado mais R$5,4 bilhões.

CHR Investor

terça-feira, 3 de junho de 2008

Por dentro dos gráficos

O mês de Junho iniciou com os investidores realizando os lucros acumulados no mês passado.

Em apenas dois dias o Ibov caiu mais de 3,5%. O IVBX, que constantemente eu venho chamando atenção, perdeu um pouco menos (3,3%).

Desde o seu topo histórico mais recente, nos 73920, o Ibov vem mostrando sinais de estar perdendo força. O que faltava era um empurrãozinho. E isso, a cotação do petróleo fez questão de dar. Se somarmos as perdas da semana passada com os dois primeiros dias de Junho, a commodity já perdeu mais de 5% do seu valor. É verdade que tamanha queda ainda não foi suficiente para reverter a forte tendência de alta, mas agora o petróleo cotado em Nova Yorke deve buscar seu novo suporte gráfico que se encontra nos 120 dólares (veja gráfico).

IBOV

IVBX

IBOV - Gráf. Diário

IVBX - Gráf. Diário

petroleo

Petróleo - Gráf. Diário

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Fosfertil - "Jóia da coroa"

Recentemente a Fosfertil anunciou ao mercado que fará um forte investimento na empresa, visando suprir a forte demanda por fertilizantes que ocorre não só aqui no Brasil mas em todo o mundo. Segundo o presidente da companhia, Vital Jorge Lopes, os aportes deverão somar R$ 2 bilhões, a preços atuais, em recursos próprios e crédito (provavelmente junto ao BNDES).

Desde que a Fosfertil foi privatizada, em 1992, este é o passo mais ambicioso da empresa. Para se ter uma idéia do que ele representa, de 1992 a 2007 os investimentos da ex-estatal que se tornou "jóia da coroa" do segmento somaram R$ 3,3 bilhões. A capacidade de produção de rocha fosfática saltou de 1,1 milhão de toneladas anuais para 3,7 milhões no ano passado (a capacidade total no país é de 6,6 milhões), enquanto a de ácido fosfórico passou de 300 mil para 800 mil toneladas anuais.

Segundo analistas, esse investimento tem potencial de duplicar o faturamento da Fosfertil porque os preços não param de subir, sob influência direta do comportamento externo. Isso aliás, tem provocado fortes reclamações dos produtores aqui no Brasil e no mundo. Recentemente inclusive, o governo brasileiro começou a facilitar as importações e a estimular um incremento da oferta no país.

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Filosofia de Investimento

O blog vem me permitindo manter contato com diversos investidores pelo Brasil e até de fora.
Muitos me questionam a minha filosofia de investimento. Querem entender como eu trato de assuntos inerentes a análise técnica e gráfica e ao mesmo tempo publico artigos relacionados com economia e fundamentos das empresas. Ainda acreditam que existe um abismo entre as escolas técnica/gráfica e a fundamentalista. E que uma não pode andar junto com a outra.
Em agosto do ano passado, já havia publicado um artigo ( AT x AF - A eterna briga ) onde abordava minha maneira de pensar.
Voltando ao assunto, enfatizo que é obrigação de todo bom investidor usar todas as armas que puder para remunerar de forma eficiente seu capital. O importante é definir o horizonte de investimento e os objetivos.
Se quero ficar pouco tempo posicionado no mercado, de nada adianta eu conhecer que tipo de produto a empresa que comprei comercializa ou se o balanço apresentou números positivos no último trimestre. Olhando "apenas" para os gráficos posso identificar a psicologia de massa e tentar seguí-la.
Por outro lado, se o meu objetivo visa o longo prazo, por que motivo eu olharia um gráfico de 15 minutos e estudaria indicadores intraday ? Não teria a menor importância. Me preocuparia sim, em fazer um profundo estudo sobre todos os aspectos que envolvem o negócio e os números da companhia que estou comprando.
Agora, dependendo do tamanho da carteira de cada um, é totalmente possível conciliar uma estratégia de acumulação visando um objetivo de longo prazo e operações especulativas de curto prazo (daytrade e swing trade).
Carteiras muito pequenas (abaixo de 50k) não devem operar exclusivamente especulando no mercado. No longo prazo, dificilmente conseguirão bater um benchmark tradicional como o CDI.
Após montar uma carteira de boas empresas que podem remunerá-lo através de dividendos e lançando opções, o investidor pode tentar maximizar os ganhos com a especulação. Para isso, é importante que as duas estratégias estejam muito bem definidas. Jamais comprar objetivando uma operação de swing trade (1-2 semanas) e depois transformá-la em uma de longo prazo, e vice-versa. Com o tempo, o indivíduo perde o controle emocional necessário e o prejuízo pode ser grande.
Essa é a minha filosofia de investimento. E a sua ? Se baseia em que premissas ? O espaço do blog está sempre aberto.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Muita estrada pela frente

Nos últimos anos a bolsa brasileira vem batendo recordes de movimentação financeira. Cada vez mais, o investidor pessoa física se interessa pela renda variável. Até o fim do primeiro trimestre a CBLC já contabilizava mais de 500 mil cpfs de pessoas que possuem contas de custodia. Apesar do crescimento expressivo, se pensarmos que o Brasil tem 180 milhões de habitantes, ainda temos muita estrada pela frente.
Com a apresentação dos resultados da Bovespa na sexta-feira, foi apresentado um indicador interessante que retrata bem o espaço que a nossa bolsa tem para crescer. Trata-se de um indicador que mostra a velocidade do giro de negocios dentro do mercado brasileiro. O índice anualizado do primeiro trimestre de 2008 foi de 58,7%. O que equivale dizer que a bolsa no Brasil gira pouco mais que a metade da capitalização de R$ 2,5 trilhões, de todas as suas empresas.
Se pensarmos que em países que possuem uma bolsa mais madura esse indicador supera facilmente os 100%, podemos projetar um forte crescimento para o mercado financeiro brasileiro. Beneficiando é claro, empresas ligadas ao setor, como a Bovespa e a BMF. Ou melhor (agora já podemos afirmar)… a Nova Bolsa.
Aliás os papeis de ambas (BOVH3 e BMEF3), desde as IPOs, foram vistos como oportunidades de grande potencial. Porém, com o agravamento do setor financeiro americano, com o aumento do IOF por aqui e principalmente sendo negociadas com PLs bem acima de seus pares internacionais, as ações sofreram com a forte volatilidade dos últimos meses. Agora, mesmo com as questões citadas, ainda não totalmente equacionadas, os papeis parecem ganhar fôlego graças ao anúncio da criação da Nova Bolsa.
No pregão de hoje aliás, as duas ações apresentaram ganhos bem acima do Ibov (BOVH3 +4,77% e a BMEF3 +5,98%).

CHRinvestor

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Commodities - Até quando ?

Hoje o Petróleo alcançou nova máxima em Nova Yorke, sendo cotado nos US$124,41, alta de 6,50% na semana. O CRB, por muito pouco também não alcançou nova máxima, fechando nos 422 pontos (+3,42% na semana). Apenas em 2008, o Petróleo alcançou uma valorização de mais de 25% e o CRB Commodity Index Price superou 15%.
Até quando perdurará essa impressinante valorização ? Será que ela é sustentável ? Quais as consequências para o mundo ?
Antes de tentar responder a estas importantes questões, acho oportuno enterdermos o que está por trás do principal índice das commodities, o CRB.
O CRB procura capturar em um único índice financeiro os preços futuros das principais commodities.
Continua em

domingo, 6 de abril de 2008

Análise Semanal 05/04

Fechamento semanal das principais bolsas no mundo: IBOV 6,61% DAX 3,10% DJI 3,22% FTSE 4,47% NASDAQ 4,86% NIKKEI -3,70% S&P500 4,20% SHANGAI 3,69%
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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Fundo duplo S&P500


Normalmente nas minhas análises, costumo olhar com mais frequência o Dow Jones, quando quero saber como andam as coisas na matriz.
Mas isso ocorre, principalmente, devido a facilidade de acesso e ao hábito. Porém, sem dúvida, o índice que melhor representa como andam as coisas nos EUA é o S&P500.
Além de ser o índice preferido pelos investidores estrangeiros, o S&P500, por representar uma gama maior de empresas, de diversos setores, retrata de maneira mais fidedigna a realidade do mercado.

E pensando nisso, trago este gráfico do S&P500, que apresenta uma configuração gráfica bastante interessante. Podemos notar a formação de um fundo duplo, com um volume bastante acima da média nos vértices. Essa formação costuma representar uma mudança de tendência.
Sem dúvida, os players do mercado, consideram o patamar dos 1270 pontos, um suporte importante do mercado.


Vale a pena, acompanharmos o desenrolar.


sábado, 29 de março de 2008

Análise semanal 29/03

Fechamento semanal das principais bolsas no mundo:

Ibov
2,48%
DAX
3,80%
Dow Jones
-1,17%
FTSE
3,60%
S&P500
-1,07%
Nikkei
2,71%
Nasdaq
0,14%
Shangai
-5,70%


Olhando a tabela acima é fácil de enteder porque o rumo dos mercados financeiros mundiais está indefinido. Os investidores pelo jeito, ainda não chegaram a um consenso sobre a gravidade e a extensão da crise americana.
E os indicadores nos EUA, durante a semana, não nos ajudaram muito. Acompanhe as notícias positivas e negativas da economia americana:

Positivas:

- Revende de casas nos EUA sobe 2,9% em Fevereiro
- Volume do pedido de hipotecas nos EUA cresceu 48,1% na semana passada
- Gasto do consumidor sobe 0,1% em Fevereiro; rendimento cresce 0,5%
- Núcleo do PCE sobe 0,1%, fica dentro das expectativas, e deixa a impressão de a inflação "ainda" estar sob controle
- Pedidos de seguro-desemprego recuaram em 9 mil na semana passada
Negativas:

- Preços de casas nos EUA continua caindo, segundo a Standard & Poor’s
- Vendas de casas novas recuam 1,8% em Fevereiro
- Encomenda de bens duráveis caem 1,7% em Fevereiro
- O PIB do última trimestre de 2007 ficou em apenas 0,6%
- Índice de confiança do americano é o pior dos últimos 16 anos.

E você… consegue concluir algo ? É possível através destes indicadores fazer alguma previsão ou ter algum indício do que nos espera nos próximos meses ?
Comente, quero saber sua opinião.
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