Há 2 anos atrás, a taxa Selic era de 19,75%, agora está em 11,25%. Uma queda considerável, em se tratando de um país que historicamente remunera aos detentores de seus títulos uma das mais altas taxas do mundo.
A taxa Selic funciona como uma espécie de mínimo cobrado no mercado. A lógica é simples: nenhum banco empresta a uma taxa mais baixa que ela porque teria a oportunidade de emprestar ao Governo.
A taxa final ao consumidor seria então função de quatro variáveis:
(1) o custo de oportunidade do banco (a taxa Selic);
(2) o custo de transação e o custo operacional do banco;
(3) o risco de inadimplência;
(4) e o lucro do banco.
A soma das variáveis 2, 3 e 4 seria o que chamamos de spread bancário. É a diferença entre o custo de oportunidade do agente financeiro e a taxa final cobrada.
Pois bem, em setembro de 2005 a taxa média mensal cobrada era de 7,61%, e agora é de 7,25%, de acordo com a Anefac. Estamos falando de taxa mensal. Mesmo com a Selic caindo, os bancos não fazem a sua parte.
E o Banco Central finge que não é com ele.
A taxa do cheque especial chega a 141%. A taxa do crédito consignado é de aproximadamente 37%.
O que justifica mais de 100% entre um e outro financiamento?
Teoricamente apenas o risco da inadimplência muda. Era como se uma a cada duas pessoas ficasse inadimplente e não pagasse. Isso simplesmente não existe.
O pior é o Banco do Brasil e a CEF fazerem de conta que não é com eles, e que não estão aí para ajudar a regular o mercado. Tudo com a conivência do Banco Central.
Publicado em Acerto de Contas
Um comentário:
Oi Lauro
Claro que pode colocar, é um prazer. Vou fazer a citação do blog de vocês também lá no Acerto de Contas.
Desculpa não ter respondido antes, eu estava viajando, e André e Bahe seguraram o blog durante 2 semanas.
Grande abraço
Vamos nos falando
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