Olá pessoal, sentiram minha falta?
Tô completamente moído, não durmo direito há 02 dias pois estive pulando de aeroporto em aeroporto tentando chegar de Goiânia a Fortaleza. Nessa brincadeira passei pelo Rio e por São Paulo… e os ministros dizem que o Caos Aéreo está melhorando. Tente passar a madrugada numa cadeira de sala de embarque do aeroporto, abraçado com sua mala, tendo como jantar oferecido pela empresa aérea uma barra de cereais e um saco de amendoins. Por isso é que não compro ações do setor aéreo!
Bom, pelo que vi o mercado deu uma negativada severa na semana passada, mas como não acompanhei notícias nem gráficos durante a semana, ainda não estou inteirado do que aconteceu, nem tenho como comentar.
Vou falar de um assunto que está mais urgente, que é o IPO da Bovespa. Eu passei a semana estudando o prospecto e decidi não entrar nessa, ou se entrar, será com pouco capital. A empresa é boa, apresenta uma escalada na lucratividade, tem bom potencial futuro etc. Mas tem 2 pontos que me deixaram com o pé atrás: eles não tem experiência em atuação de empresa com fins lucrativos, e inventaram uma gracinha nesta IPO que vai “punir” os flippers.
Flippers são os investidores de curtíssimo prazo que entram numa IPO para vender logo após a compra. A Bovespa vê a atuação desses investidores como algo negativo para aqueles que querem apostar na empresa a longo prazo, e criou um mecanismo que limita a atuação dos flippers.
Entretanto, na minha opinião, os investidores de curtíssimo prazo são importantes para o mercado, pois garantem a liquidez do papel. Como essa novidade nunca aconteceu antes em nenhum lugar do mundo, não dá pra dizer com certeza o quanto afetará a liquidez dos papéis. Apesar do BOVH ter uma boa perspectiva futura e figurar como uma boa oportunidade, prefiro seguir pela rota da segurança: não quero ser cobaia do novo sistema anti-flipper - vou ficar fora dessa.
Mensalinho
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