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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Viver de aluguéis

O sonho de muitos brasileiros é construir duas ou três casinhas e viver de aluguel na velhice. Nos
últimos cinqüenta anos a população brasileira cresceu de 50 para 176 milhões de habitantes, gerando enorme valorização dos preços de imóveis e terrenos para a construção. Por isso, os imóveis eram sempre nossa primeira opção de investimentos.

Só que nos próximos cinqüenta anos nossa população não vai mais crescer 300%, mas somente 30%. E ainda bem. Isso significa que a necessidade primária de novos imóveis ficará em menos que 0,5% ao ano. Será que os imóveis se valorizarão como no passado?

Dez anos atrás vendi um apartamento de um dormitório que me rendia um aluguel e coloquei os 60.000 reais em ações de seis empresas, cotadas em bolsa. Minha primeira alegria foi descobrir que a corretagem em ações não chegava a 0,5% por transação, enquanto em imóveis o valor da corretagem chega a 6%, mais Imposto sobre Aquisição de Imóveis (Sisa), mais CPMF, mais o custo do cartório e do advogado independente, que hoje é imprescindível, o que pode elevar a brincadeira toda para 8%.

A segunda alegria foi perceber que, enquanto meu inquilino me considerava seu algoz, as empresas me chamavam de sócio e de parceiro. Meu inquilino considerava meu aluguel uma despesa a ser reduzida de tempos a tempos, já que o prédio envelhecia ano após ano. Por outro lado, as ações valorizavam-se com o tempo.

Íntegra do artigo em Kanitz.com

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