Num esforço para transferir o aumento de custos com energia e matérias-primas aos clientes, a gigante do aço ArcelorMittal planeja uma série de aumentos de preços, de 6% a 9% na América do Norte e de um montante não revelado na Europa, no primeiro semestre do próximo ano.
O aumento da maior siderúrgica do mundo em produção representa um reconhecimento de que o preço do minério de ferro, um ingrediente de produção do aço, está prestes a subir durante as negociações em curso entre as siderúrgicas e as maiores produtoras do minério - entre as quais a Cia. Vale do Rio Doce. As mineradoras estão pedindo um aumento de 30% a 50%.
O aumento esperado também ressalta as incertezas no setor quanto à tentativa de aquisição da mineradora Rio Tinto PLC pela BHP Billiton PLC, um negócio de US$ 128,22 bilhões que criaria uma gigante do minério de ferro. Ontem, o Instituto Internacional do Ferro e do Aço, de Bruxelas, que representa cerca de 180 siderúrgicas de todo o mundo, manifestou-se contra o negócio.
O aumento planejado pela ArcelorMittal sinaliza a forte posição da indústria do aço para definir preços. Avalia-se que as siderúrgicas estejam numa boa posição para repassar parte de seus custos maiores para as indústrias da construção, máquinas-ferramentas, fabricação de tubos e outros clientes porque a oferta do aço está limitada em alguns mercados, particularmente nos EUA. O aumento anunciado pela ArcelorMittal é mais ou menos o dobro de um feito no quarto trimestre.
Clientes como montadoras e fabricantes de eletrodomésticos não devem sentir imediatamente o aumento porque geralmente têm contratos de um ano. Mas isso pode resultar em preços mais caros para elas se o aumento vingar.
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