Em busca dos votos da base aliada para aprovar a prorrogação da CPMF -o imposto do cheque-, o governo cedeu ontem às pressões do PMDB e do PDT, aceitou uma redução da alíquota da contribuição maior do que a planejada e já ensaia uma nova rodada de negociação com o PSDB.
O acordo fechado ontem prevê uma redução da alíquota de 0,02 ponto percentual por ano até 2011, quando cairia dos 0,38% atuais para 0,30%; uma faixa de isenção da cobrança da CPMF para quem ganha até R$ 2.894,28 e um limite anual para o aumento dos gastos com pessoal da União de 2,5% reais.
A proposta não era a preferida do ministro Guido Mantega (Fazenda), que ofereceu inicialmente aos líderes da base um corte anual de apenas 0,01 ponto percentual na alíquota e uma faixa de isenção R$ 1.640.
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