A redução de 8,5 pontos percentuais na taxa básica de juros , desde setembro de 2005, teve mais efeito do que parece nas despesas de juros do setor público. Vista na sua totalidade, a conta juros até cresceu em valores nominais, quando se comparam os gastos de janeiro a outubro de 2007, com os de igual período de 2005 e 2006. Mas isso só ocorreu porque o impacto da queda da taxa Selic foi mascarado pelo efeito da variação do dólar sobre as operações de swap cambial do Banco Central. Só esse ano, a conta foi inflada em R$ 8,85 bilhões, até outubro.
Com base em informações do próprio BC, o Valor retirou das cifras oficiais o efeito dessas operações. Concluiu que os governos e empresas estatais gastaram com juros, nos primeiros dez meses de 2007, R$ 126,38 bilhões, cerca de R$ 9,14 bilhões ou 6,75% a menos do que em igual período de 2005. De 2005 para 2006, o volume de gastos até outubro já tinha registrado queda, saindo de R$ 135,53 bilhões para R$ 129,69 bilhões, pelo mesmo critério.
Os dados do BC indicam que o alívio foi proporcionado pela redução da taxa Selic efetiva, que caiu junto com a meta da Selic - fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Medida para os mesmos períodos, ou seja, janeiro a outubro, a correção pela Selic, que chegou a 15,65% em 2005 e a 12,74% em 2006, foi de apenas 9,96% este ano.
Continua
Com base em informações do próprio BC, o Valor retirou das cifras oficiais o efeito dessas operações. Concluiu que os governos e empresas estatais gastaram com juros, nos primeiros dez meses de 2007, R$ 126,38 bilhões, cerca de R$ 9,14 bilhões ou 6,75% a menos do que em igual período de 2005. De 2005 para 2006, o volume de gastos até outubro já tinha registrado queda, saindo de R$ 135,53 bilhões para R$ 129,69 bilhões, pelo mesmo critério.
Os dados do BC indicam que o alívio foi proporcionado pela redução da taxa Selic efetiva, que caiu junto com a meta da Selic - fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Medida para os mesmos períodos, ou seja, janeiro a outubro, a correção pela Selic, que chegou a 15,65% em 2005 e a 12,74% em 2006, foi de apenas 9,96% este ano.
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