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sábado, 1 de dezembro de 2007

Um desastre muito mais que monetário

Debate em alto tom e nível II

grande depressao
Em pouco tempo, a crise se espalhou pelos Estados Unidos e ganhou o mundo, ceifando riquezas, destruindo empregos, roubando esperanças, escurecendo o futuro

Este artigo de Renato Perim é a continuação do texto que apresentamos abaixo, do debate entre Krugman e Schartz (leia aqui).

Este assunto vem à tona justamente no momento em que muitos acadêmicos discutem se a crise no mercado imobiliário americano vai nos levar a um processo de destruição de valor, semelhante ao que foi observado na Grande Deperssão americana.

Segue o excelente artigo.

Renato Perim Colistete, para o Valor

A hipótese de Friedman e Schwartz (leia aqui) continua sendo considerada pelos historiadores econômicos uma das explicações clássicas para a Grande Depressão. Ainda assim, há fortes evidências de que o que ocorreu posteriormente à Crise de 1929 - queda livre do produto, níveis elevadíssimos de desemprego, queda acentuada nos preços das commodities no mercado internacional, ondas sucessivas de falências bancárias, enfim, fatos que constituem o que chamamos de Grande Depressão - dificilmente pode ser explicado exclusivamente ou primariamente pelas decisões do FED. A extensão no tempo, a profundidade em termos de setores envolvidos e a abrangência internacional da crise que se sucedeu ao colapso da Bolsa de Nova York parecem ser evidências de que algo mais do que erros eventuais de política monetária se encontra entre os determinantes básicos da Grande Depressão.

Há uma tendência da historiografia para enfatizar duas questões gerais que teriam sido decisivas para a dimensão assumida pela crise nos anos 1930.

Leia texto completo em Acerto de Contas

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