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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

COM QUEDA DOS JUROS, POUPANÇA CRESCE 25%

Captação líquida atingiu R$ 33, 4 bi

A caderneta de poupança encerrou 2007 com o melhor resultado da história. O saldo de todas as cadernetas somou R$ 235,3 bilhões. A ausência de taxa de administração, a isenção de IR e a queda dos juros voltaram a atrair para o mais conservador investimento

Aumento de renda levou classes D e E a poupar e queda do juro incentivou classe média a migrar para caderneta

A caderneta de poupança encerrou 2007 com o melhor resultado da história. Em tempos de aumento da renda e queda do juro, o brasileiro voltou a encarar a caderneta como alternativa de investimento.

A ausência de taxas de administração e a isenção do Imposto de Renda são os maiores atrativos. No ano, os depósitos superaram os saques em R$ 33,4 bilhões. O valor é cinco vezes maior que o resultado de 2006 (R$ 6,5 bilhões).

Conforme dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), o resultado recorde foi proporcionado pelos depósitos de R$ 1,03 trilhão e retiradas de R$ 995,1 bilhões. Com o aumento de mais de R$ 33 bilhões, o saldo de todas as cadernetas atingiu R$ 235,3 bilhões no fim de 2007. O valor é 25,18% maior que o de 2006.

O recorde também foi registrado no resultado de dezembro, quando a captação somou R$ 9,1 bilhões, maior cifra para um único mês na história.

Especialistas dizem que o forte resultado pode ser explicado pelo aumento da renda e queda dos juros. Juntos, esses fatores têm levado clientes das classes D e E a poupar mais e feito com que alguns investidores de classe média saiam dos fundos de renda fixa de volta para a poupança.

Continua

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