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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ecos do pacote

Alguns pontos a se considerar nesse debate sobre o aumento de impostos do governo Lula, para compensar a não prorrogação da CPMF. Há mais dúvidas do que certezas, mesmo porque só agora de manhã a Secretaria da Receita Federal iria detalhar as medidas:

1. Ainda não ficou claro o aumento do custo do crédito com a substituição da CPMF pelo aumento do IOF. Quando se tomava um financiamento, o cliente pagava CPMF para sacar o dinheiro e quando pagava todas as prestações. Agora pagará mais IOF, mas não pagará CPMF. A Anefac diz que pagará mais IOF do que pagaria em CPMF. Estou pedindo para meu pessoal conferir, mas fiquei em dúvidas sobre as contas dela.

2. Os atrasos na liberação do PAC, no ano passado, poderão salvar o PAC este ano, já que os recursos foram empenhados e poderão ser gastos este ano. Mas há limites para esses gastos (que ficam na conta “restos a pagar” do Orçamento).

3. A oposição blefa, quando diz que o acordo com o governo era o de não ter aumento de impostos. Alguns próceres do governo passado (como o ex-Secretário da Receita Everardo Maciel e o ex-Secretário do Planejamento da Seplan José Paulo Silveira) já haviam alertado ser impossível não sentir uma perda desse tamanho. O mesmo foi dito por Raul Velloso.

4. Por outro lado, o governo blefa quando fala em racionalização de despesas ou em economia de R$ 20 bi. A não ser que os “restos a pagar” compensem.

5. Ainda não está claro se investimento externo pagará IOF.


enviada por Luis Nassif

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