Incertezas
A Ásia teve um dia de recuperação dos mercados, refletindo o alívio com a queda das taxas de juros americanas feita de surpresa ontem, mas a Europa já abriu em baixa.
O mercado continuará oscilante, procurando uma maior certeza sobre as tendências. Agora há duas expectativas no ar: a nova queda dos juros americanos na semana que vem, e o pacote que está sendo negociado no Congresso. No comitê de orçamento do Senado americano, a preocupação da oposição é com a calibragem do pacote: não pode ser tão pequeno que não produza efeito, nem tão amplo que alimente a pressão inflacionária.
Em Davos, o presidente da Petrobras concedeu uma entrevista sobre a situação econômica global e a empresa. José Sérgio Gabrieli disse que o desafio da Petrobras é aumentar a produção. Ele foi convidado pelo repórter da rede a votar entre duas opções: desaceleração da economia americana ou recessão, o que vai acontecer. Gabrieli não pestanejou e votou em recessão. Ele acha que vai ser uma recessão não profunda, nem muito longa, mas uma recessão.
Os fantasmas da recessão, dos rombos nos bancos e seguradoras vão continuar assombrando o mercado com momentos de alta e de queda. Este ano inteiro será assim bem mais inseguro do que o ano passado.
Hoje o Copom vai se reunir na segunda parte da reunião para decidir a taxa de juros do Brasil. A decisão será manter a taxa de juros diante das incertezas mundiais e da pressão da inflação aqui dentro. Mas o dilema do Copom aumentou porque o mundo entrou agora numa fase de derrubada de taxas de juros.
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