Alguns amigos hoje me ligaram, preocupados, pois há alguns meses resolveram investir em alguns fundos de ações vinulados à Bovespa, e estão vendo parte do dinheiro simplesmente desaparecer.
Desde o ano passado as bolsas começaram a ter um comportamento preocupante. Na verdade o problema veio há 3 anos atrás.
As bolsas começaram a subir muito, principalmente a brasileira, em função de forte aumento de liquidez nos mercados emergentes.
No Brasil, particulrmente, o fenômeno foi mais acentuado, em função da queda nas taxas de juros, em que investidores estavam acostumados a rentabilidades elevadas com baixo risco, e foram em grande parte para a Bovespa.
Como retorno passado não é garantia de retorno futuro, uma hora a economia ia acertar as contas com aqueles que apostaram que a bolsa subiria para sempre.
Alguns ativos tiveram retornos muito elevados, como é o caso da Vale do Rio Doce e da Petrobrás, por causa do FGTS, e outros, fortemente ancorados à commodities, viram seu valor aumentar muito mais que a média.
Pois bem. Vai chegar um ajuste de preços, o que não será nada de anormal. Pode até nem vir agora, mas está parecendo, pelos indícios no mercado americano, que ese é o momento mais provável.
O Governo americano anunciou um pacote que aumentará o consumo das famílias, mas não vai ao foco do problema, que é a liquidez de algumas carteiras de crédito, especialmente as do mercado imobiliário americano.
Se quer um conselho, fique longe das bolsas. Se seu dinheiro está lá, não há muito o que fazer, a não ser aguardar. Sair agora pode ser péssimo. Apesar de que ficar também é. Este momento de alta volatilidade não é coisa para amadores. Se até o Citibank está agonizando, imagina você, com suas economias.
Não há como dar uma certeza para os próximos meses. Em momentos de stress os mercados não funcionam de forma racional, e isto pode acarretar grandes perdas para aqueles que esperavam ganhos rápidos.
Esse é o risco de mercado.
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