Dirceu foi especialmente duro com os críticos internos da legenda à gestão do ex-secretário nacional de Finanças e Planejamento da sigla Delúbio Soares, envolvido no escândalo do "mensalão" e expulso da agremiação. "Esse pessoal é assim. Chegava para o Delúbio e falava: 'Delúbio, preciso de R$ 1 milhão.' Como é que alguém vai arrumar esse dinheiro assim, de uma hora para outra? Aí, quando não recebiam o dinheiro, diziam que estavam sendo preteridos porque eram de uma outra corrente, de uma outra ala, que a direção era autoritária. O pobre do Delúbio tinha de ir aos empresários conseguir doações. Aí, estoura o 'mensalão' e esse pessoal vem dizer que o Delúbio era o homem da mala? O que não dizem é que a mala era para eles", afirmou.
Sobre a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, Dirceu lembrou do episódio da votação da cassação do ex-senador Luiz Estevão (DF). "Ela votou contra. (...) Votou mesmo e por motivos impublicáveis. Mas nunca a deixamos sozinha, defendemos o tempo todo, mesmo sabendo que a história era diferente. Depois, olha o que fazem."
Segundo o texto, o ex-deputado do PT encontra-se, semanalmente, com o deputado Antonio Palocci (PT-SP). Semanas antes da entrevista, Dirceu e Palocci jantaram na casa do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), em companhia de Delúbio. A entrevista relata ainda casos de populares que ofendem Dirceu em restaurantes ou filas de aeroportos, aos quais ele não responde, e aborda os negócios dele como consultor. Os clientes brasileiros de Dirceu, segundo o texto, lhe pagam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.
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