ano começou em baixa, com a Bolsa de Valores de São Paulo iniciando 2008 em queda de 0,35%. É hora de fazer uma rápida retrospectiva de 2007 e alinhavar alguns prognósticos para o ano que se inicia.
O ano de 2007 foi marcado por três grandes fatos econômicos, um global e dois locais:
1) a crise do crédito global. O que parecia um pequeno problema localizado em agosto hoje é estimado pelos especialistas como um rombo de meio trilhão de dólares nas contas dos principais bancos americanos e europeus. Resumidamente, os bancos emprestaram muito dinheiro para quem não conseguia pagar, sob a forma de financiamentos imobiliários. Parecia um excelente negócio: se o devedor não pagasse, o banco tomava a casa e a revendia, recuperando o dinheiro. O problema é que quando todos os bancos tentam vender milhões de imóveis ao mesmo tempo, os preços caem abaixo do valor emprestado. Mesmo que o banco consiga vender o imóvel, ele vai apurar o prejuízo. A saída para isso é fazer o que o mercado chama de securitização, ou seja, emitir um título garantido pelo valor do empréstimo e vendê-lo para quem for ingênuo o bastante para comprar. No frigir dos ovos, milhares de investidores em fundos de hedge acabaram perdendo dinheiro.
Resultado: menos dinheiro para os investidores comprar ações, e tempos de baixa nas bolsas.
2) o fim da CPMF. Depois de 14 anos infernizando os bolsos dos investidores, o temido "imposto do cheque" deixará de existir a partir do dia 2 de janeiro (embora seja recomendável esperar mais dois ou três dias antes de fazer grandes transações, devido ao funcionamento dos sistemas dos bancos). Com isso, espera-se um aumento de outros impostos.
Resultado: mais carga fiscal sobre as empresas, e menos lucros
3) A aceleração da inflação brasileira, em dezembro. O IGP-M registrou uma alta de 7,75% nos preços, muito acima das metas. A pressão ocorreu principalmente devido à alta dos alimentos. Como o IGP-M é usado para a correção de diversas tarifas de serviços (telefonia e energia, por exemplo), além de corrigir alguns aluguéis, os economistas esperam uma alta dos índices ao longo deste ano.
Resultado: menos espaço para redução dos juros
O que esperar de tudo isso?
Leia a segunda parte em Blog do Investidor
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