Tome-se, por exemplo, o reconhecimento por parte de John McCain de que economia não é sua praia. "Tenho o livro de Greenspan", disse ele. Será que não devemos nos preocupar com um candidato que está tão desligado que vê o Sr. Bolha, o homem que se recusou a regulamentar os empréstimos imobiliários e nos assegurou que havia no máximo "um pouco de espuma" no mercado habitacional, como uma fonte de bons conselhos?
• Rudy Giuliani quer que apostemos na quebra. A resposta que ele propõe aos problemas de curto prazo é um corte imenso e permanente nos impostos, que, diz, se pagaria sozinho. Não o faria.
• Quanto a Mike Huckabee, o que se pode dizer de um candidato que faz um discurso populista e, ao mesmo tempo, propõe elevar a carga tributária da classe média e reduzir a dos ricos?
• E há o caso curioso de Mitt Romney. Fui informado de que ele possui conhecimento considerável de economia. (...)Ele ainda não propôs nada exceto o papo furado republicano padrão sobre impostos baixos e um ambiente pró-empresas.
• Do lado democrata, John Edwards propôs, no mês passado, antes de o consenso econômico tornar-se tão negativo, um pacote de estímulos que incluía assistência a trabalhadores desempregados, ajuda para governos estaduais e locais necessitados, investimentos públicos em fontes de energia alternativa e outras medidas.
• Na semana passada Hillary Clinton fez uma proposta semelhante à de Edwards, em linhas gerais, porém mais ampla. As duas propostas contêm prescrições de estímulos maiores para o caso de a situação da economia se agravar. E é obrigatório reconhecer que Hillary parece sentir-se à vontade com o tema da política econômica e conhecer o assunto.
• Obama apareceu com um plano real de estímulo. Como foi o caso com seu plano para a saúde, que não chegou a prever a cobertura universal, seu plano de estímulo é semelhante aos dos outros candidatos democratas, mas enviesado para a direita. Por exemplo, o plano de Obama parece não conter nenhuma das iniciativas sobre energia alternativa contidas nos de Edwards e Clinton e dá mais peso aos cortes de impostos para todos que à assistência às famílias mais carentes e à ajuda aos governos estaduais e locais. Obama é realmente menos progressista que seus rivais em política doméstica.
Comentário
Teste de única escolha: quem é o candidato de Krugman? Basta ver como forçou a barra contra Obama.
enviada por Luis Nassif
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