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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Por que o mercado de ações vale a pena no longo prazo

Alcides Leite Júnior


Em seu livro, "A Era da Turbulência" (Campus/Elsvier), o ex-presidente do banco central americano Alan Greenspan afirma que a aversão ao risco, comum aos seres humanos, não mudou ao longo dos tempos, mas, sim, a facilidade de acesso às informações, que permite ao investidor maior conhecimento das opções. Dada a evolução do ambiente institucional e corporativo, o investidor, mesmo sem ferir o seu perfil, consegue ampliar seu leque de opções.

No Brasil, o aplicador corrente sempre se manteve longe da bolsa de valores. A alta remuneração e o baixo risco dos investimentos em fundos de renda fixa, aliados à falta de confiança no ambiente institucional e ao desconhecimento sobre o funcionamento do mercado mobiliário, desestimulavam investimentos em renda variável, ainda que estes apresentassem casos de melhor relação risco-retorno.

A redução das taxas de juros, a melhoria do gerenciamento das empresas e da Bovespa e o esforço regulatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiram aproximar o mercado mobiliário da população. As recentes aberturas de capital da Bovespa e da BM&F podem ser consideradas como marcos na história das bolsas de valores no Brasil. Esses eventos, que atraíram mais de 300 mil investidores, indicam que a aplicação em ações começou a se popularizar.

Continua em Palpite Ações

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