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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Perigo da fusão está na concentração da telefonia fixa

Compra da Brasil Telecom pela Oi

Um dos medos, caso seja concretizada a compra do Brasil Telecom (BrT) pela Oi, é de que isso possa diminuir ainda mais a concorrência no setor de telefonia fixa. Porém, na opinião do consultor Eduardo Tude, da Teleco, o que diminui a importância desse problema é que a telefonia fixa já não tem a mesma força de dez anos atrás no ramo de telecomunicações. Por isso, a menor competitividade pode acabar não implicando em grandes prejuízos para o consumidor.

Um dois sinais da perda da importância da telefonia fixa vem não só na redução do número de aparelhos, mas também da receita bruta. O ano passado, considerando dados até setembro, foi o primeiro ano em que a receita da telefonia celular ultrapassou a telefonia fixa.

No caso da telefonia móvel, Eduardo vê como positivo o aumento da participação da Oi no mercado, que saltará de 13,14% para 16,74%, atrás ainda de Vivo (27,60%), Tim (25,88%) e Claro (21,64%).

- Teremos quatro grupos fortes competindo no mercado de telefonia fixa e banda larga. Isso pode gerar aumento na qualidade de serviços para os consumidores e redução de preços - afirmou.

Miriam Leitão.com

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