O leitor Rafael Debastiani pergunta qual a diferença entre o investidor e o especulador, preocupado com o fato de haver certa demonização do segundo personagem.
Pesquisei rapidamente o assunto e percebi que existem diversas abordagens.
Se formos bem simplistas, o investidor vê a bolsa a longo prazo. O especulador a curto.
Mas isso ainda é muito simples.
No livro O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, temos que:
Uma operação de investimento é aquela que, após a análise de suas premissas, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atenderem a estes requisitos são especulativas. (Resumo do livro)
Nessa definição curta temos mais alguns elementos para moldar e construir mais algumas noções.
A palavra segurança, por exemplo.
O investidor, então, garantiria a segurança do seu patrimônio, sem no entanto deixar de ter um retorno. O especulador abriria mão de parte dessa segurança - assumindo mais riscos - se houver a possibilidade de um retorno acima do adequado.
Portanto, a equação “se eu perder, perderei quanto?” versus o “se eu ganhar, ganharei quanto?” está sempre no quadro negro do especulador.
Para o investidor seria mais como “quanto poderei ganhar sem arriscar meu capital?”. Por isso você poderá ver o investidor sempre acumulando papéis de empresas com grande representatividade no índice Bovespa sem se importar excessivamente com as oscilações do mercado.
Não que o investidor não possa ter seu lado especulador. Mas ele usará a sua pequena porcentagem de operações mais arriscadas para remunerar a sua carteira de Blue Chips.
E pode ter certeza de que muitos especuladores também têm seus portos seguros.
Continua em Iniciante na Bolsa
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