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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O Beato Salú

Luiz Carlos Mendonça de Barros tem alguns problemas que atrapalham suas análises – embora seja um dos maiores especialistas em mercado.

O primeiro é a mistura do seu lado político com seu lado de mercado. O político defendia o “desenvolvimentismo”. O de mercado defende o mercado. Depois que o político perdeu horizontes, só o de mercado investe em previsões. E os de mercado costumam ser absolutamente “overshooting” em suas avaliações – exagerando pesadamente para cima ou para baixo. Para isso, recorrem a afirmações absolutamente taxativas.

No início de 2002, em uma reunião de conjuntura, humilhou Paulo Rabello de Castro, garantindo que o ano de 2002 seria tranqüilo, e, portanto, favorável à renda fixa. Tudo isso em um ano eleitoral, veja só.

Na atual crise, não tem se comportado de forma diferente. Meses atrás publicou sua coluna na “Folha” sob o título “Que crise?”, onde garantia que a crise internacional tinha passado. Agora, segundo FHC, na entrevista ao caderno “Aliás”, do Estadão, Luiz Carlos diz que o cenário está negro.

Em artigo para o “Valor”, ele recomenda elevação da taxa Selic. Em reportagem na mesma pagina, o excelente Luiz Sérgio Guimarães ouve diversos economistas que rebatem o tom alarmista de Luiz Carlos.

Sérgio Vale – economista-chefe da MB Associados (dos irmãos Mendonça de Barros que fazem só análise econômica, isenta e das melhores) diz que dificilmente os choque que aumentaram a inflação agora irão se repetir no futuro.O título é em homenagem a uma das grandes sacadas de Luiz Carlos: batizar Paulo Guedes de Beato Salú por suas previsões catastrofistas.

luis Nassif Online.

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