Um dos motivos para esta segunda-feira complicada nas bolsas de todo o mundo, acredita Alexandre Póvoa, do Modal Asset, é o fato de que, cada vez mais, cai por terra a idéia do "descolamento", segundo a qual o mundo poderia continuar crescendo sem depender da economia americana. Segundo ele, imaginava-se que as commodities poderiam sustentar esse processo, e a queda no preço delas (o petróleo, por exemplo, que já chegou perto dos US$ 100, está agora nos US$ 88) nos últimos dias, mostram que não é bem assim.
A Bovespa está sendo uma das que mais sofre no dia turbulento de hoje. Uma das explicações, diz Póvoa, pode estar justamente no fato de 40% da bolsa brasileira ser composto por empresas de commodities. Com isso, quando elas subiam, a bolsa brasileira subia mais que outras. E agora, quando caem, ela cai mais também. Para completar, a possibilidade de a Vale comprar a Xstrata também está fazendo com que o papel da Vale, bastante relevante no Ibovespa, esteja caindo.
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Um comentário:
Pequeno investidor não pode ter pressa
A segunda-feira do medo espalhou-se pelo mundo inteiro. O mercado americano está protegido pelo Martin Luther King's day. Caiu a Ásia inteira, cai Europa, cai Brasil. A queda da Índia chegou a 7,4%. Até o Banco da China, conforme nota mais abaixo, teve queda de 6,4% pelo medo causado porque o banco também tem créditos podres do mercado imobiliário entre os seus ativos. E do que todos têm medo? Do tamanho da crise americana.
Isso não é o fim do mundo, esta não é a primeira nem a última vez que o mercado tem um faniquito. Mercados financeiros oscilam entre ganância e medo. E hoje é dia do medo. O pequeno investidor não pode ter pressa, nestes momentos, nem de sair nem de entrar. Esta hora é o investidor profissional que lucra mais.
Uma coisa é certa: vai ficar mais volátil o mercado, alternando momentos de alta e de calmaria, com momentos de pânico. Uma boa declaração de autoridade americana, um bom indicador da economia americano, um pacote de Bush que pareça convincente será o suficiente para produzir outros momentos de calmaria e altas. O fundamental a entender é que: o epicentro da crise é lá em Wall Street.
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