Cortar despesas não é a grande vocação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a perda de R$ 40 bilhões da CPMF torna o assunto inevitável. O Fisco poderá compensar uns R$ 20 bilhões, graças ao crescimento econômico previsto e à majoração de dois tributos. Restará um buraco de R$ 20 bilhões e esse problema só será resolvido com a redução dos gastos embutidos na atual versão do orçamento. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deu algumas pistas de como poderão ser os cortes, mas limitou-se a citar umas poucas medidas emergenciais.
O governo preservará, segundo o ministro, os R$ 18 bilhões de investimentos previstos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Manterá também o compromisso de elevar o salário mínimo a partir de abril e tentará preservar os chamados gastos sociais.
Os cortes poderão atingir, em primeiro lugar, parte dos investimentos. Ficam sujeitos à tesoura R$ 12 bilhões propostos pelo governo e R$ 15 bilhões adicionados pelos congressistas, mas só uma parte desses R$ 27 bilhões será podada. A decisão será tomada conjuntamente com os congressistas.
Seria saudável cortar amplamente as emendas de parlamentares, em geral de escasso interesse para os programas sociais e econômicos de alçada federal. Mas o ministro, com indisfarçável timidez política, propõe eliminar somente as emendas coletivas e de bancadas, preservando-se as propostas individuais. Por quê? Ninguém oferece uma boa resposta para isso.
Continua ( em EDITORIAL - O Estado de S. Paulo )
O governo preservará, segundo o ministro, os R$ 18 bilhões de investimentos previstos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Manterá também o compromisso de elevar o salário mínimo a partir de abril e tentará preservar os chamados gastos sociais.
Os cortes poderão atingir, em primeiro lugar, parte dos investimentos. Ficam sujeitos à tesoura R$ 12 bilhões propostos pelo governo e R$ 15 bilhões adicionados pelos congressistas, mas só uma parte desses R$ 27 bilhões será podada. A decisão será tomada conjuntamente com os congressistas.
Seria saudável cortar amplamente as emendas de parlamentares, em geral de escasso interesse para os programas sociais e econômicos de alçada federal. Mas o ministro, com indisfarçável timidez política, propõe eliminar somente as emendas coletivas e de bancadas, preservando-se as propostas individuais. Por quê? Ninguém oferece uma boa resposta para isso.
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