Gente, o dia começa péssimo, lá fora e aqui mesmo.
Lá fora: as vendas no varejo nos EUA caíram 0,6% em fevereiro. A notar: a economia americana se move na base do consumo das famílias. Se o consumidor compra menos, é recessão na certa. Fevereiro é apenas um mês e, em janeiro, as vendas haviam subido. Mas é um baita sinal de alerta.
Lá fora: o grupo Carlyle Capital informa que um de seus fundos de investimentos não se acertou com os credores, não conseguiu crédito com os bancos e deve ser liquidado. Um susto, pois o Carlyle é grande; administra 59 fundos, com um total de US$ 76 bilhões. É a crise financeira se espalhando.
O dólar perdeu mais valor diante das principais moedas. O iene, por exemplo, rompeu a barreira dos 100. Com 99,75 ienes se comprava um dólar hoje. Um ano atrás, eram necessários 117 ienes.
Mau humor generalizado no mundo.
Aqui no Brasil, a ata do Copom — que resume visão da economia do Banco Central — disse que o BC pensou em elevar os juros na última reunião, da semana passada. Diz ainda que o BC continua muito preocupado com o aquecimento da demanda (do consumo), tudo levando à tese de que a alta dos juros é cada vez mais provável.
Assim, a Bolsa cai e o dólar sobe. Mas sobe não por causa das medidas baixadas pelo governo, mas pela aversão ao risco. Embora desvaslorizado, o dólar ainda é moeda de menos risco.
Ponta de esperança para hoje: o governo americano deve divulgar um plano para regulamentar o mercado de crédito e tentar evitar os problemas ocorridos a partir do sistema imobiliário. Talvez traga alguma medida de alívio imediato. Talvez…
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