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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Merrill Lynch adverte sobre possibilidade de GM se declarar em moratória

A Merrill Lynch advertiu hoje que a moratória da General Motors "não é impossível", um dia após a publicação das vendas do setor automobilístico nos Estados Unidos durante junho.

As vendas da GM caíram mais de 18% em comparação com o mês de junho de 2007.

Embora os números tenham sido melhores do que os analistas esperavam, a queda reforça a idéia de que o fim da crise do setor automobilístico nos EUA ainda está distante.

A Merrill Lynch justificou o rebaixamento da classificação da GM de "compra" para "rendimento menor" ao destacar que a principal mudança na perspectiva é uma previsão muito mais baixa de vendas de automóveis nos EUA.

A situação está fazendo as empresas do setor gastarem muito mais dinheiro, já que precisam atrair muito mais capital "do que o mercado está antecipando atualmente".

A Merrill Lynch estimou em US$ 15 bilhões a quantidade de dinheiro que a GM precisa para poder enfrentar bem as dificuldades, quase o dobro do inicialmente esperado.

Investidor Informado

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Louis Dreyfus assina acordo para capitalizar Agrenco

A Agrenco, que viu suas ações quase virar pó no final da semana passada depois que os controladores foram presos em operação da Polícia Federal, anunciou hoje uma parceria para ajudar a reduzir seu endividamento.

A Agrenco e o grupo francês Louis Dreyfus Commodities (LDC) assinaram um Memorando de Entendimentos que trata sobre um aumento de capital na companhia, e também busca fornecer uma alternativa de financiamento estável no curto prazo.

Pelo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o acordo contempla uma série de medidas, como um aumento de capital no valor de US$ 33,521 milhões, seja por meio de um empréstimo conversível em ações, seja por meio de aumento do capital social da Agrenco Holding. Após a capitalização, a LDC será a principal acionista da holding. Essa fase da operação proposta não afetará ou diluirá qualquer um dos acionistas da Agrenco.

Outra medida é um aumento de capital da Agrenco Limited, com respeito ao direito de preferência aos acionistas, através da emissão de novas ações, no valor de US$ 65 milhões, das quais a LDC subscreverá, no mínimo, US$ 33,521 milhões. Essa operação tem duas estruturas propostas. Pela primeira, seriam emitidas 77.380.952 ações ordinárias a US$ 0,84 cada. A outra opção prevê a emissão de 92.857.143 ações ordinárias, com 30.952.381 bônus de subscrição anexados a elas. O preço de subscrição seria de US$ 0,70 cada. O preço do exercício do bônus de subscrição ficaria em US$ 1,25 por bônus, com prazo de o vencimento em três anos.

A operação também prevê um empréstimo conversível em ações de emissão da companhia, a ser concedido pela LDC, com prazo de 5 anos e taxa de juros de 7,75%, no valor de US$ 35 milhões, preservando o direito de preferência dos acionistas minoritários, para optar por subscrever ações da companhia, quando da conversão do empréstimo, ao mesmo preço que a LDC. A conversão do empréstimo será feita ao mesmo preço por ação do aumento de capital da Agrenco.

As companhias também buscarão uma linha de crédito rotativa no valor de US$ 150 milhões com prazo para vencimento de pelo menos 3 anos.

O comunicado também afirma que a proposta está sujeita a algumas condições como: viabilidade legal, a ausência de uma oferta pública de aquisição para os acionistas da companhia, a não ocorrência de um evento de insolvência ou falência em relação à Agrenco, as aprovações societárias necessárias e a diligência de contas.

A Agrenco, com sede nas Bahamas e atuação no agronegócio brasileiro, chegou à Bovespa em outubro do ano passado com suas ações valendo R$ 10,40. O último negócio realizado com o papel, na sexta-feira, apontava a ação a R$ 1,25.

Valor


Investidor Informado

BC: crédito à pessoa física já mostra acomodação

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou hoje que há uma tendência de desaceleração no ritmo de crescimento do crédito para pessoa física, quando se excluem as operações de leasing. Ele lembra que o segmento vinha registrando ritmo de expansão superior a 3% ao mês, mas em maio o crescimento foi de 1,4% e em junho, até o último dia 12, a elevação era de 1,3%. "Há uma clara acomodação no crédito à pessoa física, especialmente no crédito pessoal", disse Altamir.

"Por outro lado, há uma elevação no crédito pessoa jurídica, que tem como característica captação de grandes empresas. Nós observamos um crescimento muito forte em maio nas operações de capital de giro", acrescentou o chefe do Depec, destacando que esse movimento está relacionado a uma mudança de perfil de captação de recursos pelas empresas, que estão utilizando menos o mercado de capitais e mais o sistema bancário para se financiar.

Em maio, o crédito para pessoa jurídica cresceu 3,3% e em junho, até o dia 12, a expansão do saldo de empréstimos nesse segmento estava em 3,5%. Os dados parciais de junho mostram que o volume total de crédito até o último dia 12 teve alta de 2,5%.

Investidor Informado


quinta-feira, 19 de junho de 2008

Citybank compra corretora Intra

Depois de meses de negociação, as partes entraram em acordo e o banco americano comprou uma das maiores corretoras do País.

A Intra é a segunda maior corretora do Brasil no segmento de home broker.

Recentemente, o Bradesco anunciou a compra da corretora Ágora.

A operação de compra City/Intra ainda está sujeita à aprovação das autoridades financeiras.

IG

Investidor Informado

terça-feira, 17 de junho de 2008

InBev reitera oferta por fabricante da Budweiser

O fabricante de cerveja belgo-brasileiro InBev reiterou neste domingo (15) sua oferta de compra ao concorrente Anheuser-Busch e advertiu que uma aliança alternativa pode alterar essa oferta, se o grupo americano buscar um resgate defensivo com o mexicano Grupo Modelo.

A InBev enviou uma mensagem à diretoria da americana Anheuser-Busch, "depois de ler matérias na imprensa que sugeriam que [a Anheuser-Busch] sondou o Grupo Modelo, visando a uma aproximação possível", informou a companhia em um comunicadio.

"Depois de ter estudado minuciosamente os benefícios da nossa oferta, estamos profundamente convencidos de que nenhuma outra transação alternativa que decida poderá criar tanto valor para os acionistas", diz o documento, destacando que "estamos convencidos de que seus acionistas chegarão às mesmas conclusões".

A InBev insistiu em que sua oferta representa 35% a mais do que a média da empresa americana antes dos boatos de resgate, e que o preço de US$ 65 por ação (chegando a US$ 46 bilhões) foi proposto "tendo como base os ativos, tendo como base a atividade e tendo como base a estrutura de capital atual" da Anheuser-Busch.

Na semana passada o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ") informou que a Anheuser-Busch entrou em negociações preliminares com o Grupo Modelo (que fabrica a cerveja Corona) sobre uma eventual união das duas empresas, como forma de fazer oposição à oferta não-solicitada feita pela InBev.

Segundo o "WSJ" a Anheuser-Busch procurou o executivo-chefe do Grupo Modelo, Carlos Fernandez (que também é um dos diretores da empresa americana), nas últimas semanas, depois do surgimento de rumores de que a InBev faria uma oferta de compra.

O executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, disse, também na semana passada, estar "muito animado" com a combinação com a AB e que a união entre ambas as empresas é o "próximo passo natural" na evolução de acordos de parceria iniciados entre ambas há 28 anos.

A AB já possui uma participação de quase 50% no Grupo Modelo. Caso adquira o restante da empresa, a AB se tornaria cara demais para ser comprada pela InBev, diz o diário americano.

Folha
Investidor Informado

terça-feira, 10 de junho de 2008

Saiba mais sobre a Freeport McMoran, possível alvo da Vale

Com as especulações de que a Vale pode adquirir a norte-americana Freeport-McMoRan Copper & Gold, cresce a curiosidade de investidores a respeito da empresa-alvo, que registrou lucro de US$ 1,186 bilhão no primeiro trimestre deste ano.

Os principais produtos da companhia são ouro e cobre, com volume de vendas respectivo de 280.000 onças e 911 milhões de libras (medida de peso) registrado durante o primeiro quarto de 2008. A empresa estima que a produção de cobre atinja 4,2 bilhões de libras até o final do ano, enquanto a de ouro chegue a 1,4 milhão de onças.

Sediada em Phoenix, nos EUA, a empresa também é das maiores produtoras de molibdênio, metal aplicado em diversas ligas de aço para endurecê-lo e torná-lo resistente à corrosão.

O volume deste metal produzido durante o trimestre atingiu 20 milhões de libras, volume 10 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A produção destes minérios é realizada nos EUA - estados de Arizona, Novo México e Colorado - Chile, Peru e Indonésia, operados majoritariamente pela companhia, com algumas parcerias locais ou de empresas como a japonesa Sumitomo.

Há também um projeto de larga escala sendo desenvolvido na República Democrática do Congo.

Em 2004, a Freeport-McMoran adquiriu 23,9 milhões de ações ordinárias da Rio Tinto, concorrente da Vale no mercado de minério de ferro, por US$ 882 milhões, enquanto, no ano passado, a companhia realizou aquisição da concorrente Phelps Dodge.

Nesta sessão, as ações da empresa são negociadas com alta de aproximadamente 4% em Wall Street, cotadas a US$ 122,91.


Investidor Informado

terça-feira, 27 de maio de 2008

Crédito total no país atinge 36,1% do PIB, ou R$ 1 trilhão, em abril

As operações de crédito oferecidas pelo sistema financeiro somaram R$ 1,018 trilhão em abril, o equivalente a 36,1% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta terça-feira. O crescimento foi de 2,5% em relação a março, quando o volume total do crédito foi equivalente a 35,8% do PIB ou R$ 993,008 bilhões.

Em 12 meses, o volume de crédito cresceu 30,9%. Levando em conta apenas as operações com recursos livres, cujas taxas são definidas sem a interferência do governo, o volume somou R$ 725,5 bilhões, o equivalente a 25,8% do PIB.

A taxa média de juros cobrada pelos bancos recuou para 37,4% ao ano em abril, frente a 37,6% em março. Esse percentual corresponde à média das taxas cobradas em operações prefixadas, pós-fixadas e flutuantes, com pessoas físicas e jurídicas.

Para pessoa física, os juros tiveram ligeiro recuo, de 0,1 ponto percentual, a 47,7%. A taxa média de juros para pessoa jurídica cedeu 0,3 ponto percentual, para 26,3%.

Tomando-se apenas as operações prefixadas, a taxa média permaneceu em 43,9% em abril.

O spread bancário -diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes- caiu para 25,0 pontos percentuais, ante 25,4 pontos no mês anterior.

Investidor Informado


sábado, 24 de maio de 2008

Desaceleração nos EUA já afeta vendas da Embraer no país

Comercialização de jatos executivos entre os emergentes, porém, compensa queda no mercado americano.

A Embraer admite que a desaceleração da economia americana já está afetando suas vendas para o mercado dos Estados Unidos, pelo menos no setor de jatos executivos. Em compensação, está conseguindo bons resultados nos mercados emergentes, entre eles Rússia e Oriente Médio.

"O que estamos vendo é uma leve queda nos Estados Unidos em termos de compras, ainda que nenhuma encomenda já feita no passado tenha sido cancelada", afirmou Luis Carlos Affonso, vice-presidente da Embraer e responsável pelo setor de jatos executivos.

Nesta segunda-feira, 19, durante a feira de jatos executivos que ocorre todos os anos em Genebra, a Embraer iniciou a venda de dois de seus novos modelos, com valor de US$ 18,4 milhões e US$ 15,2 milhões. As primeiras entregas desses modelos estão previstas para 2012, exigindo investimentos de cerca de US$ 750 milhões.

A empresa não disfarça que parte de sua atenção está mesmo voltada aos mercados emergentes. Só no Oriente Médio, a Embraer fez uma revisão de seus planos e poderá abrir não apenas uma central de atendimento em Dubai, mas também outra em Abu Dhabi.

Os esforços da empresa é de se posicionar para abocanhar parte um mercado que promete movimentar a todos os construtores US$ 201 bilhões até 2015, com vendas de 13 mil jatos executivos em todo o mundo. Um terço dessas vendas ocorreria na Europa e Oriente Médio.

Para competir com as gigantes de todo o mundo, a Embraer tem seis modelos de jatos executivos e cerca de 120 já em operação. Só em 2009, o plano prevê a entrega de até 150 unidades.

Um dos modelos mais requisitados é o Phantom, com 750 ordens de mais de 44 países. O jato está sendo vendido com um preço que varia entre US$ 3 milhões e US$ 6 milhões cada. Hoje, os jatos executivos já representam 16% dos lucros da Embraer.

Nesta segunda, a Embraer ainda anunciou a criação de um programa em que permite que um comprador de um jato possa compensar a poluição gerada pelo avião. Pelo esquema criado pela Embraer, o novo proprietário pode pagar mensalmente um valor à empresa correspondente às toneladas de CO2 que emitiu naquele mês.

O dinheiro será usado pela Embraer para projetos de reflorestamento e conservação no Brasil. A empresa, porém, admite que um tratamento completo das emissões de CO2 dos aviões somente será atingido quando bioquerozenes forem introduzidos no mercado. A esperança da Embraer é de 20% da mistura do combustível dos jatos venham de fontes renováveis até 2015.

Ultrapar obtém investment grade pela Moody’s

A Ultrapar, empresa com atuação nos setores de distribuição de combustíveis (Ultragaz/Ipiranga), químico (Oxiteno) e de soluções logísticas integradas para granéis especiais (Ultracargo), informa que a agência de classificação de risco Moody's a atribuiu a classificação (rating) Baa3, correspondente ao grau de investimento (investment grade).
De acordo com a Moody's, o rating atribuído à Ultrapar reflete o histórico de uma gestão focada em custos, bem como a posição de liderança da companhia nos três setores de atuação, suportada pelos investimentos contínuos em suas fortes marcas em distribuição de combustíveis e em pesquisa e desenvolvimento para especialidades químicas.
Em separado, a agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) elevou a perspectiva do seu rating de Ultrapar de 'estável' para 'positiva'.
A obtenção do investment grade ressalta a capacidade de geração de caixa dos negócios em que a Ultrapar atua e sua sólida administração financeira e governança corporativa, reforçando sua estratégia de criação de valor.

Repercutindo Nossa Caixa, mercado especula sobre Banrisul e ações sobem

O desempenho positivo dos papéis do Banrisul (BRSR6), após o assédio de grandes bancos brasileiros sobre a Nossa Caixa, levanta questões a respeito do processo de consolidação do setor financeiro, bem como do papel reservado aos bancos regionais neste processo.
Com o desempenho vigoroso dos papéis do banco estatal paulista na sessão desta sexta-feira (23), o mercado poderia antecipar os novos capítulos sobre fusões e aquisições no setor, premiando os papéis que despontam como potenciais alvos dos grandes atores no Brasil.
Seria este o caso do Banrisul, cujos papéis sobem cerca de 3,5% em um dia pouco favorável para os negócios na bolsa paulista? Em entrevista concedida ao InfoMoney em outubro do ano passado, o diretor de Relações com Investidores do banco, Ricardo Hingel, foi categórico ao negar a possibilidade de uma alienação.
De acordo com Hingel, existe um dispositivo na constituição do estado do Rio Grande do Sul que impede tal operação. À época, as especulações derivavam da aquisição do ABN Amro pelo Santander. Até o fechamento desta notícia, não houve resposta do RI do Banrisul a respeito do tema.
Contudo, as especulações são alimentadas por um fator simples, salientado pelo próprio diretor de RI na referida entrevista, que afirmou tratar-se "de uma indústria que só sobrevive em economias de inflação controlada se tiver escala".
Questiona-se a possibilidade de instituições regionais deste porte sobreviverem no ambiente cada vez mais competitivo do setor financeiro no país. Para efeito de comparação, o Banrisul possui cerca de 3 milhões de correntistas, frente aos mais de 26 milhões do Banco do Brasil.

domingo, 18 de maio de 2008

China propõe boicote à Rio Tinto no mercado à vista de minério

Siderúrgicas e tradings chinesas foram convocadas a boicotar o minério de ferro extraído pela Rio Tinto e vendido no mercado à vista, já que as negociações de contratos de longo prazo se arrastam.
A Associação Chinesa de Ferro e Aço afirmou em um comunicado suspeitar que a Rio, um dos maiores fornecedores de minério para a China, estaria desviando intencionalmente minério para o mercado à vista, que tem preços maiores.
'Convocamos todas as siderúrgicas chinesas e todas as empresas de comércio que importam minério de ferro a não apoiarem ou participarem das atividades da Rio Tinto para promover o comércio à vista de minério de ferro no mercado chinês', disse a associação no comunicado.
O chefe da área de minério de ferro da Rio Tinto, Sam Walsh, afirmou que a empresa cumpriu seus contratos e continuará a negociar o fornecimento de longo prazo para seu minério de ferro com boas intenções.
'Como com qualquer outra fornecedora de minério de ferro, a Rio Tinto está autorizada a vender no mercado à vista.
Sugerir uma ação conjunta da indústria de aço chinesa para impedir isso é algo bastante preocupante', disse Walsh através de um porta-voz.
Essa é a segunda vez neste ano que a mineradora australiana irrita seus clientes chineses ao pressionar por preços mais altos para seu minério em relação aos competidores.
Siderúrgicas chinesas têm ajudado a finaciar outras mineradoras australianas, como Fortescue Metals Group, Gindalbie Metals e Atlas Iron, em troca de acordos de fornecimento para reduzir a dependência da Rio e da BHP Billiton Ltd, apesar de nenhuma dessas chegar perto de fornecer as centenas de milhões de toneladas de minério que a China precisa importar.
Tanto a Rio quanto a BHP estão gastando bilhões de dólares para abrir novas minas na Austrália, visando a crescente necessidade da China por minério.
O minério de ferro à vista é vendido por quase o dobro dos contratos de longo prazo. A Rio tem ameaçado vender mais à vista, já que as negociações do contrato de longo prazo estão paralisadas devido aos prêmios de frete que a mineradora afirma merecer.
A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, acertou no início do ano aumentos de 65 a 71 por cento para o preço da commodity em 2008, mas pela primeira vez em muitos anos não foi seguida pelas mineradoras australianas.
Até agora a Rio vendeu cerca de 15 milhões de toneladas de minério à vista, contra pouco ou nada nos anos anteriores.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Inbev sonda dona da Budweiser - Anheuser-Busch

Negócio de gente grande
O mercado financeiro está tomando pelos rumores de uma aquisição daquelas, destinada a balançar as estruturas do mundo dos negócios. Coisa grande - em nível global. Seria a compra da gigante americana Anheuser-Busch, a maior cervejaria americana, pela belgo-brasileira InBev, a maior do mundo. É um rumor recorrente, que voltou a carga com força nesta semana nos EUA e na Europa.


Tacada final
Há anos o trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira pensa no assunto. Alguns de seus interlocutores mais próximos inclusive dizem que eles não descansarão enquanto não comprarem a fabricante da Budweiser. A aposta deles no setor, que começou com a compra da Brahma em 1989, só estaria concluída depois dessa tacada final.

Investidor Informado

Setor de PCs dá sinais de desaceleração

Depois de viver os melhores quatro anos de sua história, o mercado brasileiro de computadores pessoais (PCs) começa a dar sinais de desaquecimento. Essa é, ao menos, a conclusão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta semana os resultados da produção industrial do país.
Os números surpreenderam boa parte dos analistas e empresários ouvidos pelo Valor. Segundo o IBGE, o setor de máquinas para escritório e equipamentos de informática - que engloba computadores, monitores, impressoras, caixas de auto-atendimento (ATMs) e periféricos - registrou a maior queda entre os 27 setores medidos no primeiro trimestre do ano. A produção entre janeiro e março foi 12% menor que a do mesmo período de 2007. Se destacado apenas o mês de março, o saldo negativo é de 5,8% ante fevereiro, e de 16,9% sobre o mesmo período do ano passado.
"Estamos diante de um setor que viveu seu momento de pico, mas que agora começa a passar por um ritmo menos acelerado", diz Isabella Nunes, gerente da pesquisa de produção industrial do IBGE. A analista lembra que em 2006, enquanto a produção industrial do país cresceu 3%, o setor de bens de informática sozinho saltou 51,6%.
"O efeito das ações do governo tem começo, meio e fim", diz Isabella. "O que vemos nesse início de ano não reflete um saldo negativo, apenas um ritmo mais moderado de crescimento."
Continua em

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Braskem lucra R$ 83 milhões no trimestre, queda de 35%

A Braskem, gigante do setor petroquímico, anunciou nesta quarta-feira lucro líquido de R$ 83 milhões no primeiro trimestre deste ano, número 35% abaixo do resultado registrado em idêntico período de 2007.
O balanço da empresa já incorpora 100% dos resultados da Ipiranga Química, da Ipiranga Petroquímica e da Copesul. Segundo a diretoria da Braskem, os números sofreram impacto tanto do crescimento econômico doméstico, o que determinou o incremento na venda de resinas, como do aumento dos preços das commodities, que teve influência sobre os custos.
A receita líquida totalizou R$ 4,410 bilhões, praticamente o mesmo que o apurado nos primeiros três meses do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 583 milhões, um decréscimo de 32% sobre o primeiro trimestre de 2007.
A queda do Ebitda é explicada pela Braskem pelo impacto negativo de R$ 467 milhões com o aumento do custo da nafta, que representa quase 80% dos custos da empresa. O chamado CPV (Custo do Produto Vendido) atingiu R$ 3,8 bilhões no trimestre, um salto de 10% na comparação com o início de 2007.
Por outro lado, foram comercializadas cerca de 506.000 toneladas de resinas no primeiro trimestre, com destaque para as vendas de PVC (aumento de 13%), puxado pelo incremento da demanda no mercado doméstico.
Os resultados da Braskem também sofreram influência da variação cambial, tanto pelo lado das exportações, que cresceram somente 1% - para US$ 509 milhões - como também pelo lado financeiro. O chamado resultado financeiro líquido (receitas financeiras menos despesas) registrou uma despesa de R$ 200 milhões ante uma despesa de R$ 108 milhões no primeiro trimestre do ano passado.
Investidor Informado

quarta-feira, 7 de maio de 2008

CSN anuncia recompra de ações avaliada em R$ 800 milhões

O conselho de administração da CSN aprovou hoje uma recompra de ações ordinárias no valor aproximado de R$ 800 milhões, considerando o preço de fechamento da ação nesta terça-feira (R$ 74,37).
Segundo a empresa, o plano é comprar até 10.800.000 papéis, que equivalem a 2,37% das ações da CSN em circulação no mercado. O prazo final para a companhia realizar as operações é o dia 28 de maio deste ano.
As ações adquiridas serão mantidas em tesouraria para posterior alienação ou cancelamento. As operações de recompra devem ser efetuadas por meio das corretoras do Itaú, Pactual e Credit Suisse.
No dia 20 de março deste ano, a empresa anunciou programa de recompra semelhante, também de 10.800.000 ações, com prazo de encerramento no final de abril. A companhia não informou, no entanto, se realmente recomprou as ações naquela ocasião.

terça-feira, 6 de maio de 2008

CEO do Yahoo se diz aberto a negociar com Microsoft

O presidente-executivo do Yahoo, Jerry Yang, disse nesta segunda-feira que foi a Microsoft quem deixou a mesa de negociações e que ele ainda está aberto para conversar com a fabricante de software.
"Nós estávamos negociando uma forma de encontrar um terreno comum e no sábado eles decidiram desistir", disse Yang para Reuters em entrevista. "Eles começaram e eles desistiram."
Perguntado se o Yahoo ainda deixa uma porta aberta para conversões, Yang: "Se eles tiverem alguma coisa nova para discutir, nós estaremos abertos... e eu estou mais do que disposto a ouvir".
As ações do Yahoo caíram 15 por cento nesta segunda-feira após a Microsoft retirar sua oferta de 47,5 bilhões de dólares pela empresa da Internet.
Após três meses de negociações, o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer elevou sua proposta para 33 dólares por ação, a oferta inicial era de 31 dólares, mas Yang manteve sua posição pedindo 37 dólares por ação.
Alguns analistas disseram que as ações poderiam ter caído mais, mas que investidores esperam que a Microsoft deve eventualmente voltar à mesa de negociação. Outros esperam que o Yahoo enfrente uma onda de processos questionando a empresa por não ter aceitado a proposta.
Yang disse que tem conversado com diversos acionistas desde sábado e suas reações com o fim das negociações tem sido diversas, desde desapontamento a apoio.
"Existe alguns que estão desapontados com o fim o negócio e existe outros que estão provavelmente satisfeitos por não termos fechado o negócio a 33 dólares", disse ele. "O fundo do poço é que nós fomos para negociar honestamente e com boa vontade e eles foram embora. Nós não fomos embora".
"Minha visão é que nós estamos seguindo em frente e eles disseram que estão seguindo em frente".

Itaú obtém lucro superior a R$ 2 bilhões no primeiro trimestre do ano

O banco Itaú obteve um lucro de RS$ 2,043 bilhões no primeiro trimestre do ano, o que corresponde a um aumento de 7,4% em relação ao mesmo período de 2007, quando registrou RS$ 1,902 bilhões.
A rentabilidade anualizada do banco foi de 28,1% sobre o patrimônio líquido médio.
Já o lucro líquido consolidado por ação foi de R$ 0,86, contra R$ 0,79 nos três primeiros meses do ano passado.
O Itaú registrou um patrimônio líquido consolidado de R$ 29,300 bilhões, evoluindo 17,2% em relação a março de 2007.
As ações preferenciais da instituição tiveram valorização de 9,9% quando comparadas às cotações do primeiro trimestre do último ano.
No resultado anualizado as ações preferenciais do grupo cresceram 9,9% e seu valor de mercado nas bolsas fechou o primeiro trimestre em R$ 93,9 bilhões.
Os ativos consolidados do Itaú evoluíram 27,1% em relação a março de 2007, totalizando R$ 327,6 bilhões.
Já a carteira de crédito apresentou crescimento de 36,2% em relação ao primeiro trimestre do último ano.

Atendendo determinação da CVM, Petrobras vai reajustar preço de OPA da Suzano pelo CDI

Atendendo determinação da Comissão de Valores de Mobiliários (CVM), o preço a ser pago pela Petrobras na oferta pública de aquisição das ações (OPA) em poder dos minoritários da Suzano Petroquímica será corrigido pelo CDI entre o dia do pagamento aos controladores (30/11/2007) e a liquidação do leilão, que ainda não teve a data definida.
O valor total da OPA antes da correção era estimado em R$ 563 milhões. Como a taxa DI acumulada do dia 30 de novembro de 2007 até hoje já é de 4,46%, o montante total a ser desembolsado pela estatal deve ser elevado pelo menos R$ 25 milhões.
A Petrobras informou ainda que o aviso sobre a OPA será publicado até o próximo sábado (10).
De acordo com o Estatuto Social da Suzano, a Petrobras terá que oferecer aos preferencialistas minoritários 80% do valor pago pelas ações integrantes do bloco de controle. À época, a estatal desembolsou R$ 13,27 por cada papel ordinário e R$ 10,61 por papel preferencial.

Oi sinaliza compra, no mercado, de ações preferenciais de empresa operacional da BrT

O diretor financeiro da Oi (ex-Telemar), José Luiz Salazar, sinalizou hoje que a companhia está agindo para adquirir no mercado ações preferenciais da Brasil Telecom S.A., a empresa operacional do grupo de telecomunicações que atua no Centro-Sul do país.
Durante teleconferência com analistas de investimentos, o executivo foi indagado sobre o porquê de a Oi ter comprado papéis da holding Brasil Telecom Participações, e não da operadora controlada por esta. Você pode interpretar como quiser. Eu só sou obrigado a comunicar o mercado quando atinjo participação de 5%, disse Salazar.
Segundo a instrução 358 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um investidor tem de anunciar ao mercado quando atinge mais do que 5% de determinada classe de ações de uma empresa.
Na sexta-feira, a Oi informou que alcançou fatia de 5,92% das ações preferenciais da BrT Participações, mediante a compra de 13,6 milhões de papéis.
As ações adquiridas fazem parte do volume de um terço das ações sem direito a voto que a Oi pretende comprar numa oferta voluntária que deve ser feita nas próximas semanas. Nessas operações, a Oi já anunciou que pretende pagar R$ 30,47 pelas PNs da Brasil Telecom Participações (BRTP4) e R$ 23,42 pelas PNs da Brasil Telecom S.A. (BRTO4). Os valores estão acima da cotação dessas ações hoje na bolsa.
Há pouco, as preferenciais da empresa operacional valiam R$ 18,34, em queda de 1,66%. As da companhia operacional tinham alta de 0,37%, chegando a R$ 23,99.
Salazar afirmou que o objetivo de comprar ações diretamente no mercado é maximizar o resultado da operação, reduzindo o custo das ofertas para a Oi. Se há quem quer sair da companhia agora e vender suas ações por um preço menor, por que não vamos comprar?, observou.
De acordo com o executivo, a Oi está acertando com a CVM e com a Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) os trâmites para lançar as ofertas voluntárias que estão previstas.
A Oi anunciou no último dia 25 uma proposta para adquirir o controle acionário da BrT por R$ 5,8 bilhões. O negócio ainda depende de mudanças na regulamentação do setor. Mas, independentemente disso, a operadora fará ofertas para adquirir ações preferenciais da Brasil Telecom.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Redecard: lucro líquido ajustado soma R$ 222,5 milhões no primeiro trimestre

A Redecard (RDCD3), uma das líderes da indústria de cartões de pagamento no mercado nacional, divulgou nesta segunda-feira (5) os resultados do primeiro trimestre de 2008, quando o lucro líquido ajustado foi de R$ 222,5 milhões, aumento de 26,7% em relação ao mesmo período de 2007.
Entre janeiro e março deste ano, o Ebitda ajustado alcançou R$ 368,6 milhões, um crescimento de 20,5% em relação ao montante de R$ 305,8 milhões registrado no primeiro trimestre de 2007.
É importante ressaltar que o valor do Ebitda ajustado consiste no lucro operacional adicionado dos valores da depreciação e amortização e pelo montante do resultado financeiro líquido, entretanto, sem considerar a exclusão da receita financeira líquida obtida com os negócios de antecipação de recebíveis aos estabelecimentos.
A Redecard capturou e processou um volume financeiro de R$ 27 bilhões de transações com cartões de crédito e débito no primeiro trimestre de 2008, volume 25% maior frente ao registrado no mesmo período do ano passado.
Além disso, o número de estabelecimentos credenciados chegou a 1,168 milhão neste início de ano, um crescimento de 13,1% em relação a 2007.