Plus500
Mostrando postagens com marcador Guilherme Stein. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guilherme Stein. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de junho de 2008

Perguntem a macro, mas quem responde é a micro: Porque matérias-primas sobem de preço?

Em meus estudos para Anpec li algo muito interessante no livro de Microeconomia do Varian.

Ele me fez pensar:

Em que medida a taxa de juros influência o preço de recursos não-renováveis?

Digamos que você é um daqueles caras com “pano na cabeça”, como tão bem disse o nosso querido presidente Lula a respeito dos Sheiks do oriente médio, e você quer saber quando vale a pena extrair petróleo e quando vale a pena deixá-lo debaixo da terra.

Digamos que você espera que o preço do petróleo irá subir no futuro, de tal maneira que o preço de hoje (P0) é menor do que o preço de amanhã (P1). Será que vale a pena tirar o petróleo agora ou mais tarde?

Bem, a resposta é: vai depender. Depender do que?

Para saber o que fazer, você tem que olhar para taxa de juros relevante.

Eis o motivo:

Digamos que você tire o petróleo hoje e venda-o ao preço P0. O que fazer o dinheiro obtido na venda? Bem, se você não fizer nada com ele, deixando ele parado no cofre, seria melhor então tê-lo deixado debaixo da terra. Isso ocorre porque, se você não fizer nada com o dinheiro obtido, era melhor ter extraído o petróleo e vendido no período em que ele tinha um preço mais elevado, ou seja, no período seguinte. Como P0 < P1, consequentemente sua receita, a quantidade de petróleo vezes seu preço (q.P), seria maior no período 1 (q.P0 < q.P1). Nesse caso, você extrai amanhã e não hoje.

E quando então faz sentido extrair o petróleo hoje sabendo que o seu preço vai subir no futuro?

Ora, só faz sentido tirar ele debaixo da terra quando você conseguir colocar o dinheiro obtido com sua venda em um lugar que irá render tanto quanto for a alta do preço do petróleo. O dinheiro obtido com a venda terá que ser investido em um ativo que renderá tanto quanto o ativo entitulado “Petróleo debaixo da terra”. A condição de igualdade seria:

P0(1+r)=P1

Ou seja, o preço do petróleo agora, multiplicado por uma taxa de juros, deveria valer tanto quanto o preço do petróleo no futuro.

Mas e o que isso tudo tem a ver com a alta no preço das commodities?

Bem, pela equação acima, podemos ver que, se a taxa de juros não for alta o suficiente para render o que o produtor de petróleo obteria ao deixar seu petróleo debaixo da terra, então ele não irá produzir petróleo! O que acontece hoje é que a taxa de juros mais relevante para a economia mundial, taxa de juros americana, está em um patamar muito baixo, tanto em termos reais como nominais, e por isso, os ativos financeiros estão com um rendimento muito baixo. O rendimento é tão baixo que não vale a pena extrair petróleo agora para vendê-lo, aplicando o dinheiro obtido no mercado financeiro. A expectativa de alta nos preços do petróleo, faz com que os produtores só queiram vender petróleo agora se a taxa de juros real compensasse a valorização que essa commodity terá. Como isso não acontece, todo mundo segura o petróleo debaixo da terra.

Isso vale não só para o petróleo, mas também para qualquer tipo de commodity não-renovável. Por isso que mesmo que os estoques de minerais e petróleo não estejam subindo, isso não quer dizer que a teoria não é verdadeira. Talvez os produtores simplesmente estejam reduzindo a oferta do produto, eliminando o “middle guy”.

A política monetária expansionista do FED deve ser, portanto, um dos culpados pela explosão no preço das matérias-primas.

Rabiscos Econômicos

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

John B. Taylor! John B. Taylor! Eu já falei: John B. Taylor?

Abstract:

Since the mid-1980s, monetary policy has contributed to a great moderation of the housing cycle by responding more proactively to inflation and thereby reducing the boom bust cycle. However, during the period from 2002 to 2005, the short term interest rate path deviated significantly from what this two decade experience would suggest is appropriate. A counterfactual simulation with a simple model of the housing market shows that this deviation may have been a cause of the boom and bust in housing starts and inflation in the last two years. Moreover, a significant time series correlation between housing price inflation and delinquency rates suggests that the poor credit assessments on subprime mortgages may also have been caused by this deviation. Leia a íntegra aqui

Rabiscos Econômicos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Porque ninguém gosta dos austríacos?

Foi uma pergunta levantada pelo professor Shikida no De Gustibus que motivou este post. O professor Shikida perguntou o seguinte:

Se o mercado funciona, como dizem os economistas austríacos (os “heterodoxos” que acho mais consistentes), por que o modelo de Roger Garrison não está disseminado na literatura?

A idéia e a seguinte: os economistas austríacos argumentam que o mercado é capaz de decidir qual é o melhor em tudo. O consumidor é soberano e escolhe, através do ato de comprar ou de se abster de comprar, quem é a firma mais competente, qual é o produto de melhor qualidade ou qual é o trabalhador mais competente. No mercado de idéias isto também deveria ser válido, ou seja, das várias idéias que competem umas com as outras, o “consumidor” escolhe a que lhe fornece a melhor explicação sobre um determinado assunto. Essa idéia pode ser contestada, é claro, por novas idéias ou idéias velhas, mas colocadas de uma forma mais moderna e aperfeiçoada. Já sabemos que não existem respostas definitivas para quase nada no mundo.

Continua em Rabiscos Econômicos

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Para os que acham que os chineses tem um plano maquiavélico.

Might Beijing's motive for acquiring large holdings of dollar assets be the sinister one of eventually dumping these assets simply to disrupt American economic growth? It's possible. But if so, the American economy enjoyed huge benefits to offset any problems springing from the later disruption.

During the time that the government in Beijing was accumulating dollar assets -- accumulating these assets by paying for them prices higher than they are really worth - Beijing transferred wealth to Americans.

Continua em Rabiscos Econômicos

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A Selva contagia.

via continentaleconomics.
Acredita-se que o FED irá reduzir ainda mais sua taxa de juros.
E amanhã sai o dado de outubro do deflator... Veremos o que acontece.

Rabiscos Econômicos

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Imperialismo da Economia

Isso é realmente muito legal:

Victory or Repudiation? The Probability of the Southern Confederacy Winning the Civil War

Postado em Rabiscos Econômicos

sábado, 13 de outubro de 2007

Não, isso que você vai ler não é uma piada.

Nobel Peace Prize goes to the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) and Al Gore:

"for their efforts to build up and disseminate greater knowledge about man-made climate change, and to lay the foundations for the measures that are needed to counteract such change"

maiores comentários em breve...

Rabiscos Econômicos

sábado, 29 de setembro de 2007

Um velho blogueiro, um grande viés e um pequeno arsenal

Essa semana chegou pelo correio o meu presente de aniversário atrasado: “The Bastiat Collection”. Dois volumes contendo todos os textos desse blogueiro francês do século XIX. Bastiat é um dos meus economistas favoritos. Apesar de, segundo alguns, não ter sido um grande teórico, ele conseguia expressar os princípios econômicos de maneira que: (1) irritava os “pterodoxos” da época, (2) irritavam os políticos da época (é incrivel como políticos sempre estão do lado dos pterodoxos) e (3), talvez o feito mais importante, conseguia explicar para as pessoas leigas, de maneira clara e convincente, os benefícios da liberdade comercial.

Esse post serve para comentar um excelente artigo do Caplan, entitulado “The 4 Boneheaded Biases of Stupid Voters” que descobri através do De Gustibus. O meu viés favorito é, sem dúvida, o viés contra estrangeiros. A idéia de que o comércio internacional pode ser prejuducial é tão idiota que é inacreditavel como existem pessoas que a defendem.

Mas não adianta ficar reclamando. Somente explicando pessoa por pessoa é que podemos mudar esse viés contra estrangeiros. Bastiat entendia que um economista era o sujeito que percebia a tolice desse viés (e dos outros também). Ele nem fazia distinção entre economistas liberais e internvencionistas. Todo economista decente deveria saber que o livre comércio é sempre bom. Portanto, como economistas que somos (ou seremos um dia), precisamos esclarecer para as pessoas o que é e o que não verdade a respeito do comércio internacional.

Continua em Rabiscos Econômicos