
Jayme Ghitnick




O índice abriu com forte gap para baixo, por conta da fraqueza dos mercados externos e caiu até quase o final do pregão, quando teve pequeno repique. Os indicadores recuaram bem menos, iniciando uma divergência altista, um dado a mais para sinalizar que um forte repique anda por perto.
Quase todos na venda, especialmente Morgan Stanley e Credit Suisse, saldo de R$ 560 MM vendedor, para um saldo acumulado em março, até dia 12, de cerca de R$ 2 bilhões, vendedor.
Em todo o mundo, os mercados de ações vão corrigindo um pouco dos ganhos que a maioria teve em fevereiro, ainda influenciados por perdas das instituições financeiras e por resultados negativos de algumas grandes companhias, especialmente no mundo ocidental. Além disso, a nova queda dos juros americanos no mercado aberto mexe com moedas e comodities, impedindo que o quadro geral forme um panorama coerente. No Japão, o mercado sossegou um pouco (Nikkei225 + 0,1%), mas na Europa (Stoxx50 – 1%) e nos Estados Unidos (queda ontem, com repique no final e futuros em baixa de 0,8% hoje), as Bolsas ainda estão pessimistas. Por aqui, a Bovespa operou com boa alta ontem, com volume um pouco menor, especialmente considerando a derrubada promovida em Petrobrás e Vale. Nitidamente especulativa, pois os principais operadores estiveram no giro, comprando e vendendo lotes parecidos... No pré-pregão, o Fut. Abril vai perdendo pouco mais de 0,8%, com poucos negócios até agora. A Petrobrás divulgou resultados dentro do esperado, ainda que muita gente confunda as cifras consolidadas com as da controladora. O relatório da Diretoria é bem mais otimista em relação às descobertas recentes e anunciou um desdobramento para o fim do mês (uma ação vira duas) e esses dois pontos devem influir positivamente no medio prazo.
Já está disponível em Verdades e Mentiras da Bolsa a Edição 380 desta carta semanal de investimentos, com os seguintes assuntos:
"Resultados de Vale e Petrobrás", sobre os acontecimentos da semana;
"PETR4 e VALE5 no semanal", na seção de análise técnica.
Está de volta o "Curso Avançado", em formato de consultoria.
Ainda os boatos, verdades e mentiras e os destaques da semana (Gafisa on, Natura on e All América Lat units).
Depois de algumas semanas numa alta incompreensível para a conjuntura atual, os juros cederam bastante no mercado aberto americano (10 anos: 3,59 a.a. vindo de mais de 3,80% a.a.) e com isso, enfraqueceram mais o dólar e inflaram as comodities. Um primeiro efeito está sendo o enfraquecimento acelerado do setor exportador na Ásia (Nikkei225 – 2,32%) e na Europa (Stoxx50 – 1,51% até agora). Nos Estados Unidos, onde o efeito deveria ser proporcionalmente menor, os índices andavam mais firmes, mas estiveram sob realização de lucros ontem e os futuros prosseguem assim hoje, perdendo cerca de 0,8% até o momento. Por aqui, a Bovespa completou ontem uma sétima alta consecutiva, por escassa margem, deixando patente a firmeza de sua primária de alta, cada vez mais apropriada aos fundamentos da economia. Naturalmente, num dia de algum pessimismo e depois de tantas altas, a abertura está sendo em baixa, com o Fut. Abril perdendo no pré-pregão cerca de 1,7% por enquanto, com volume alto. A Vale confirmou as expectativas de um último trimestre semelhante ao terceiro (foi levemente inferior), completando mais um ano de crescimento expressivo em receitas e lucros, mantendo rentabilidade superior à dos grandes bancos (p/l 12 sobre o apurado).
Seguindo o atual ritmo de carrossel, os mercados globais estão em repique hoje, sem a ocorrência de quaisquer fatos novos relevantes, como foi também o caso da baixa gratuita de ontem. No Japão, o medo da recessão desapareceu por encanto e o Nikkei225 ganhou 2,99%; na Europa, as blue chips estão subindo cerca de 1,3% (Stoxx50) e nos Estados Unidos, onde já acabou havendo recuperação ontem mesmo, os futuros operam com altas em torno de 0,4% até agora. Por aqui, a Bovespa prosseguiu em repique, apesar de forte derrubada inicial e como estava previsto, confirmando os sinais técnicos de um mercado sobrevendido, visíveis na maioria dos ativos. Ainda persistem esforços de venda por algumas corretoras internacionais, sendo que a principal vendedora dos últimos tempos concentra-se muito nas ações da Vale, justamente quando se nota grande aumento na posição alugada desses papéis...No pré-pregão, o Fut. Fevereiro está subindo cerca de 0,5%, com movimento fraco.

Um ombro-cabeça-ombro invertido ? Linha de pescoço nos 44.
Muita gente "entendendo" de carvão mineral acha a compra da Xstrata muito arriscada.
As PNAs têm os mesmos direitos políticos das ON, salvo votar para membros do Conselho.
Por aqui, onde o repique foi forte na semana passada, praticamente zerando as enormes perdas iniciais, o pré- pregão mostra o Fut. Fevereiro sendo pressionado para baixo (- 1,9%) com pouco volume. Como se viu, os fundamentos da nossa economia impedem que a repercussão dos chiliques lá de fora possa comprometer a evolução das empresas e da economia e o mercado de ações está sobrevendido, inclusive com novo recorde de vendas dos estrangeiros. É preciso um pouco de paciência, talvez.