Vejo, nos fóruns financeiros, declarações sobre os "tubarões" e os "sardinhas". Insinuações de que os grandes investidores são superiores enquanto outros se inferiorizam, de que os grandes sempre ganham e os pequenos sempre perdem. Coisas que chegam ao extremo de convencer pessoas a tirar seu dinheiro da bolsa pois lá "elas nunca ganharão", pois seria um "jogo de cartas marcadas"...
Tenho que dizer que eu e a maioria dos investidores que conheço, independente do porte, desprezam tais afirmações. A bolsa de valores é sem dúvida uma das formas mais democráticas de investimento e ganhos de um modo geral. Digo isso pois o rumo do mercado é imprevisível, por mais que tenhamos formas de tentar prever esse rumo.
Se fosse fácil prever o rumo das coisas, todo grande banco contrataria grandes profissionais em Análise Técnica e Fundamentalista e pronto: riqueza garantida, sem ter que se submeter a qualquer outra atividade.
No entanto, nas grandes empresas que lidam com vultuosos investimentos temos profissionais que, por talentosos que sejam (e esse talento tem a ver com frieza, não com informações privilegiadas), estão quase tão sujeitos a erros quanto nós, "meros mortais". Sabemos que as análises indicam caminhos, e hoje podemos lê-las em vários lugares, até de graça. Os números das empresas estão disponibilizados em seus sites, na Bovespa e em vários outros lugares, via Internet, democraticamente...
Fica a pergunta: quem é privilegiado? Ora, sabemos que existem privilégios ilícitos vez por outra, mas a CVM é um órgão extremamente competente na caça por estes casos. Pessoalmente, acho que o único privilégio que pode haver é o privilégio de acreditar que pode-se ser bem-sucedido na bolsa e que nem todo mundo tem. Este sim faz "milagres"...
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Ações: O mito dos "Tubarões" e "sardinhas"
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Corretagem: taxas fixas ou variáveis?
Sabemos por intuição que, em um volume de dinheiro grande na operação (compra ou venda) a corretagem fixa é melhor, pois a corretagem variável vai aumentando com o valor da operação, e tende a ficar maior que a fixa. Mas a pergunta é: a partir de qual valor isso ocorre?
Comparação I: até R$2.500 na operação
Vemos na primeira tabela que mesmo em valores baixos há poucas situações de vantagem para a corretagem da tabela Bovespa: se compararmos com uma corretagem fixa relativamente alta, de R$20, teremos que a tabela Bovespa só compensa até o valor de R$1.200, sendo que a partir dos mil reais a diferença é pouca. Se a comparação for feita com uma corretagem mais em conta, R$15 por exemplo, veremos que a partir de R$850 a tabela Bovespa já não compensa.No caso de corretagens mais baratas ainda, como a da Título, que é R$10 (mas tem limite de no mínimo R$30 por mês) a partir de R$500 na operação a corretagem fixa já compensa.Continua em Dinheiro em Ação
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Tabela de Taxas e Corretagens
é muito mais do que escolher a menor corretagem. Dependendo de seu perfil e montante de dinheiro inclusive isso pode ser o que menos importa. Um especulador precisa de um sistema rápido de "HomeBroker" e acesso a operações muitas vezes bloqueadas, como opções a descoberto por exemplo (explicaremos sobre opções mais à frente).
Ainda assim, julgo útil uma tabela de corretagens e taxas de custódia para uma melhor informação. A corretagem, como explicado nos tutoriais de ações, é cobrada sobre cada operação, compra e venda. A taxa de custódia é mensal e incide se o operador tiver ações custodiadas pela corretora, ou seja, sendo "guardadas" por ela.
A Tabela Bovespa, que muitas corretoras utilizam, é esta:
| % | Adicional | |
| R$ 135,07 | - | R$ 2,70 |
| R$ 135,08 até R$ 498,62 | 2,00% | R$ 0,00 |
| R$ 498,63 até R$ 1514,69 | 1,50% | R$ 2,49 |
| R$ 1.514,70 até R$ 3.029,38 | 1,00% | R$ 10, 06 |
| R$ 3.029,39 em diante | 0,50% | R$ 25,21 |
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Perfil de investimento em ações 3: Especulador
Especulação: agressividade na bolsa
Quando ouvimos esta palavra, muitos de nós pensam em algo ruim, algo como escroques e golpistas do sistema econômico, outros pensam em algo muito grandioso, como grandes especuladores internacionais, mas na verdade o especulador é simplesmente um jogador da bolsa, que aposta em altas ou baixas da bolsa ou papéis específicos, independente de seu tamanho. Ele sai do conceito de "investimento" e entra no de "aposta", embora, ao contrário da maioria dos jogos, na bolsa ele tenha sempre como ter informações para minimizar o risco das operações.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Perfil de investimento em ações 2: "Trader"
O Trader moderado
Esta pessoa investe em diversos meios e está procurando opções de investimentos melhores. Conheceu ações e se interessou muito, quer ter ações para "segurar" (como no caso acima) mas quer também poder fazer transações com ações a fim de obter lucro nessas transações.
Esta pessoa é o típico investidor de ações conhecido como "trader", em versão mais leve. Tem ações para longo prazo e outras para negociar em um prazo mais curto, de meses ou até menos, no caso de haver uma guinada muito forte do mercado. Essas ações de curto prazo geralmente são de companhias em expansão, companhias que analistas fundamentalistas apontaram como promissoras ou que o investidor confia em seu crescimento. Esse investidor usa a análise gráfica por vezes apenas para detectar tendências de alta ou baixa a prazos mais longos.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Perfil de investimento em ações 1: Longo-prazo
Investir em ações por si só pode não ser tão arriscado ou tão complexo e pode inclusive não ser tão rentável, tudo depende do perfil do investidor. Falaremos de três perfis emblemáticos que servem como delineamento para os muitos perfis (infinitos) que podem se formar pela junção de características de cada um.
O perfil longo prazo, o mais conservador da bolsa
A pessoa desse caso sempre investiu em renda fixa, ainda investe um tanto de seu patrimônio mas quer mais rentabilidade, mesmo tendo certo receio de investir em ações ("arriscado", é o que mais se ouve por aí) e/ou não tendo tempo para ver cotações, para acompanhar o sobe-desce das bolsas.
Esta pessoa tem o perfil de investidor de longo prazo. Este investidor é aquele que pratica o chamado "Buy and Hold" (comprar e segurar) que consiste em comprar ações de empresas grandes e bem conhecidas, com potencial de crescimento a longo prazo, e comprá-las para que, no prazo de anos, se valorizem. Esse investidor, se seguir as diretrizes aqui expostas, terá risco reduzido e lucrará com os dividendos pagos pelas companhias, além de estar juntando dinheiro em uma "poupança" que consiste em ações de grandes empresas.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Informações e outros
Fundos de ações
Investir em fundos de ações é comprar uma cota de um fundo de determinado perfil e deixar que o gestor do fundo, geralmente que é também um banco ou corretora, faça todas as operações de compra e venda de ações nesse fundo segundo uma carteira pré-definida.
Como ponto favorável pode-se citar que para investir num fundo desses não é necessário entendimento do mercado. Verdade, mas quanto mais se entende do mercado mais tem-se a chance de escolher um fundo melhor (veja mais adiante sobre os fundos de bancos grandes). Além disso, conhecer o mercado permite ao investidor investir diretamente em ações, o que sempre é potencialmente mais vantajoso.
Pode-se argumentar que no banco eles são mais especializados, têm melhores informações, mas eles são bastante engessados porque têm que lidar com carteiras fixas e não têm liberdade total para sair dela. Além disso, há uma taxa sobre toda receita do fundo, a taxa de administração (que pode chegar a extorsivos 4% do total do fundo) e, como se não bastasse, os fundos investem (principalmente em bancos grandes) parte das cotas em renda fixa, o que limita os ganhos. Há ainda a incidência de imposto de renda sobre os rendimentos na retirada (em ações, não se paga IR operando até R$20.000 no mês). Última dica: o resgate de um fundo geralmente é feito quatro dias após o pedido, portanto se houver uma queda nesse meio-tempo, o investidor fica sem opção a não ser assimilar o prejuízo.
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sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Ações 5: Comportamento e Contexto
O comportamento do investidor é peça-chave para ganhos na bolsa, especialmente quando se trabalha em prazos menores. Mas, independente do prazo, ao investir em ações não caia nunca na besteira de usar seus sentimentos. Sem sentimentos em jogo o cenário fica bem mais claro, portanto não sinta remorso nem apegue-se a papéis (ações). O que está em jogo é seu dinheiro, seja pragmático sempre. Às vezes até a clássica máxima de "comprar na baixa e vender na alta" é prejudicada por sentimentos.
Estabeleça metas de ganho, não permaneça "comprado" em ações que estão em alta só pra ganhar "mais um pouquinho". Na prática: ponha o "stop" pra trabalhar a menos que você esteja mirando o longo prazo. Em outras palavras, não se faça amargar um prejuízo confiante que "um dia" ele se reverterá. Outra: não aja como se fosse um cassino: se você perdeu dinheiro, estude, aprenda mais pra fazer os ganhos superarem as perdas. Riscos sempre existem, mas quanto mais se conhece, mais se controlam esses riscos.
Mais à frente, num outro artigo, comentarei sobre o livro "Axiomas de Zurique", que fala bastante dessa parte, embora com uma visão bem particular e específica.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Investimentos 3: Negócios e Imóveis
Na maioria das conjunturas o investimento com possibilidades de ganhos mais constantes é se lançar em negócios, ou seja, abrir e se associar a empresas. Mesmo com o nosso país sendo um poço de ineficiência, que emperra os empreendimentos até onde se pode, com sindicatos inchados e corruptos e impostos asfixiantes, ainda assim pode-se lançar nestes desde que estes fatores se somem:
- perfil empreendedor (aquele que "vai e faz")
- uma boa conjuntura para o negócio a ser aberto (condições econômicas do local por exemplo)
- diferenciais no mercado
- disposição e tempo para se dedicar à coisa (veja abaixo)
Pois é, não é fácil. No entanto, pra quem tem um dinheiro a mais pode-se inclusive investir em franquias. Franquias são excelentes investimentos pois são conhecidas do público, têm estrutura de apoio, material publicitário proprio e consultoria. Têm taxas que às vezes são altas mas o retorno geralmente é alto também. Ainda, há uma melhor possibilidade de se gerenciar franquias à distância do que um negócio qualquer, o que pode isentar o dono de se dedicar a uma coisa só e mesmo isentar o futuro dono de ter todas as características citadas na lista acima (nessas horas que Kiyosaki diz que o "trabalho" vira "negócio").
Imóveis
Todo mundo conhece gente que ganha com imóveis, comprando na baixa e vendendo na alta ou alugando... Lidar com imóveis requer experiência, tempo, poder de negociação (e convencimento) e desprendimento, pois operações com imóveis são geralmente bem lentas.
Além disso, é bom ter muito (muuuuito) dinheiro pra poder comprar imóveis à vista para ter bons ganhos e também para poder aguentar a situação de ter imóveis "empacados", consumindo custos de limpeza, manutenção, contas e impostos. É um investimento bom, sem dúvida, mas que requer bastante conhecimento do ramo, além dos itens citados acima.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Dicas de Finanças Pessoais (1)
Bem, economia parece algo chato, para especialistas apenas, mas se não nos preocuparmos com isso o nosso dinheiro ganho com esforço se esvai mais rapidamente e teremos muito poucas chances de fazer, como diz a expressão inglesa, "os fins se encontrarem" (o fim do mês e o fim do recebimento)
O nosso governo não tem uma política de educar financeiramente as pessoas (difícil algum governo ter), mas sabe bem que elas não se controlam. Prova disso são os benefícios trabalhistas. O décimo-terceiro, FGTS, INSS, etc. são coisas que o governo tira de nós e depois nos dá quando acha adequado, como numa poupança indireta. Numa sociedade ideal de pessoas bem-educadas financeiramente não precisaríamos de benefícios destes pois teríamos controle de nosso dinheiro e guardaríamos o quanto achásemos necessário. Mas o governo o faz pois sabe que as pessoas não guardam dinheiro pras compras de fim de ano, não guardam dinheiro durante sua vida para comprar um imóvel, etc... Adicione a isso que somos um país pobre e, via de regra, quanto mais pobre se é menos se pensa no futuro, financeiramente falando.
Assim, tenho algumas dicas para ajudar a quem quiser lidar melhor com essa situação.
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Ações 5: Introdução às Análises
Muita gente investe com base só em uma das duas, mas o ideal é mesmo casar as duas. A análise gráfica serve mais pra prazos curtos e épocas estáveis, de maior previsibilidade. A análise fundamentalista serve para o longo prazo sempre, mas no curto prazo quem influencia mesmo é o movimento do mercado devido a fatores externos e na maioria imprevisíveis, como a recente crise dos "subprimes" americanos.
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Novo Blog para o Monitor
Meu nome é Marcos Sandrini, sou designer e investidor e sempre gostei de escrever.
Acho que seria uma boa sugestão a ser adicionada ao Monitor Financeiro.
Por enquanto, postei os textos que havia escrito antes, durante um tempo. Como um tutorial completo de ações e investimentos em geral, dividido em vários posts.
No futuro, alguns assuntos que postarei:
*tabela de corretoras e corretagens,
*análise comportamental do risco
*portes de investimento,
*arrojo de investimento em ações,
*desvendando opções,
*desvendando fundos de ações.
Endereço: http://dinheiroemacao.blogspot
É isso aí. Espero sua visita e que entre em contato para quaisquer
dúvidas que possam aparecer.
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