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quarta-feira, 2 de julho de 2008

FUJA DO CHEQUE ESPECIAL

As taxas de juros cobradas pelo cheque especial foram destaque de alta entre as modalidades de crédito analisadas pelo Banco Central, de acordo com a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito divulgada na última terça-feira (24).

De acordo com o relatório do BC, as taxas de juros cobradas por estes serviços custam 157,1% ao ano, após o aumento de 4,4 pontos percentuais no último mês de maio.

Segundo o professor e coordenador dos cursos de administração, da Faculdade Módulo, Carlos Carvajal, considerando que o aumento na taxa básica de juros pode trazer ainda novos aumentos nas taxas cobradas pelos bancos, os produtos financeiros podem ficar ainda mais caros.

Fuja do cheque especial

A primeira dica, e talvez a mais importante, neste contexto é: fuja do cheque especial. De acordo com o Banco Central, as taxas cobradas pelo uso da modalidade estão entre as mais altas do mercado, conforme mostra a tabela abaixo, que compara as taxas cobradas, ao mês, considerando abril e maio de 2008 e o quinto mês do ano passado:


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CORRETAGEM PESA NOS INVESTIMENTOS?

Se você for um pequeno investidor, é bom levá-la em consideração. Já falamos algumas vezes sobre esse assunto e citamos outras fontes que também falam, mas acompanhei o início dos investimentos em ações de um amigo meu a alguns dias atrás e verifiquei o quanto a corretagem pesa.

Encontrei-o 15 dias após ter começado a investir. Ele decidira investir 10 mil reais em ações. Após fazer um bom curso de análise técnica e escolher uma corretora com taxa de corretagem fixa (R$ 15,99), começou sua peregrinação pelo mundo das ações.

Como todo bom iniciante, cometeu os erros padrões: entrou tarde demais em algumas empresas, saiu cedo demais em outras, comprou algumas por ansiedade, mesmo quando seu método de análise dizia para não comprar. Somado a isso tudo, o mal momento pelo qual a bolsa passa. Resultado até então: perdera mais de 800 reais, ou 8% do seu montante.

Apesar de ser um número assustador para alguns, se você considerar isso como um investimento para o aprendizado colocando a mão na massa, pode não ser tão alto para outros. Mas o que mais me impressionou foram os gastos com corretagem. Como nesse período ele havia feito 20 negociações, gastara quase 320 reais em corretagem! Ou seja: 40% de todo seu prejuízo havia sido com taxas.

Minhas conclusões: investir em ações continua sendo um negócio muito bom e realmente não precisa ter muito dinheiro para fazê-lo. Mas é óbvio que quanto mais dinheiro você tiver, a taxa de corretagem é pulverizada, visto que ela é fixa. Assim, se você comprar um lote qualquer por 1600 reais, já estará "perdendo" 2%, pois já gastou 16 reais na compra e gastará outros 16 reais na venda. O jogo é pesado, mas o resultado compensa.

Quero Ficar Rico

sexta-feira, 20 de junho de 2008

IMÓVEIS: COMPRAR PARA ALUGAR (PARTE 3)

A leitora Karina Gomes nos trouxe o seguinte questionamento:

Olá, tenho uma dúvida e gostaria que vocês me ajudassem, Vale a pena investir em imóveis de baixo custo? Perto da minha casa existe uma área onde residem pessoas com baixas condições financeiras. Nesse lugar construíram vários prédios voltados a esta classe de pessoas. Cada apartamento está sendo vendido pelo valor de 10.000 reais e o aluguel desse imóvel está em torno de 150 reais. Minha dúvida é, pensei em comprar um desses imóveis para alugar, mas com esse aluguel tão baixo, vale a pena esse tipo de investimento?


Karina,

Sugiro a leitura de dois posts sobre esse tema:

Link 1

Link 2

Falando especificamente da situação que você reportou, eu diria que vale a pena sim! 150 reais por mês, por um imóvel que te custaria 10 mil reais, representa 1,5% ao mês. Isso é um retorno bem interessante, em se tratando do risco do negócio de aluguel. Você não consegue um rendimento nesse patamar em aplicações de renda fixa. Claro que você tem que avaliar os riscos em relação à inadimplência e outras questões relativas à aluguéis. Mas observando exclusivamente os números, eu recomendaria.

Agradecemos pela participação!

Quero ficar rico

PLANEJAMENTO FINANCEIRO PESSOAL

Entrevistamos o consultor financeiro Augusto Sabóia (foto), MBA em Personal Finance, com especialização em Logística e Distribuição, Marketing de Serviços, Previdência Privada, Seguros para a proteção da Vida e do Patrimônio no Brasil e no Exterior. Cursou Economia e Engenharia de Pesca com formação, desde a Escola Secundária no Brasil e USA.

Empresário desde muito jovem contando com mais de 30 anos de experiência. Personal Adviser há treze anos tendo realizado mais de 2000 reuniões personalizadas. Seu Inventário de Clientes conta com executivos, Empresários, Profissionais Liberais, Atletas, Artistas, Viúvas, Fundações e Espólios. Pesquisador dos temas relacionados ao planejamento Financeiro Pessoal e Familiar Preparação para Aposentadoria, Seguros de Vida, Preparação para o Divorcio e Rematrimônio, Sucessão Familiar e Empresarial. Além disso, Sabóia é membro Fundador da ABRAFIP – Associação Brasileira dos Planejadores Financeiros Pessoais.

O blog QueroFicarRico conversou com o Augusto, para esclarecer algumas questões relacionadas a planejamento financeiro, previdência privada e seguros. Agradecemos a disposição do Augusto. Confiram abaixo a entrevista:

QueroFicarRico: Quais são as principais dicas para elaborar um bom planejamento financeiro?

Augusto Sabóia: Seus Sonhos! Depois segurança da sua família e de sua velhice. Realizado esses “pequenos detalhes”pode gastar o resto... Se sobrar!

Continua em Quero Ficar Rico

quinta-feira, 12 de junho de 2008

INDFUT - Suporte enquanto dure

Depois de um entrada na compra aos 67.650 sem colher lucros - pior ainda, sendo stopado - o índice voltou ao suporte, repicou novamente e, desta vez, o STS abriu venda em 67.650.

Suporte só é suporte enquanto segura! De tanto testar estes 67k uma hora a casa acaba caindo! Água mole em pedra dura tanto bate até que fura... se a água não acabar antes!

Hoje parece que o ímpeto dos compradores está fraco para fazer repicar no final da sessão. Sem a "puxada" de última hora causando o rali que já estava virando praxe, a coisa não fica muito boa para quem deixou de stopar!

Por isso que eu afirmo: melhor sair logo e dimensionar suas perdas, do que ficar na torcida olhando o rombo aumentar! Apesar da nova indicação de venda do STS, eu fiquei fora. E observando, por enquanto, se este fundo vai continuar suportando o peso da queda!

Eu também não "suporto" isso: mas é melhor ficar na espreita, sem fazer nada, do que correr riscos altos e desnecessários. Quando a tendencia se definir, e sair desta congestão, podemos ter mais uma "pernada" acima de 1.000 pontos. Para cima ou mais abaixo... o próximo movimento tem tudo para ser explosivo.

E quem vai querer ficar com a bomba na mão? Eu vou esperar outra sinalização, nem que seja para pagar outro stop! Mas dois no mesmo dia é um pouco demais para mim! Fere o orgulho em dose dupla... mesmo preservando o bolso, isto dói! ;-)

Abs ^v^

Seagull Trading

quinta-feira, 5 de junho de 2008

AÇÕES DA ETERNIT DESABAM APÓS DECISÃO DO STF

As ações ordinárias da Eternit despencavam 30,6%, a R$ 7,26 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O movimento seguia-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de quarta-feira à noite, que restabeleceu a proibição do uso de produtos de amianto no Estado de São Paulo.

O amianto crisotila é utilizado pela companhia para a fabricação de telhas e caixas d´água, alguns de seus principais produtos.

Em nota, a Eternit informou que a decisão do STF diz respeito apenas a uma liminar e não sobre o mérito da questão.

O uso do amianto é banido em dezenas de países devido a estudos que apontam que o material pode causar câncer.

A empresa alega que ainda não há comprovação, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que doenças tenham sido causadas no Brasil pelo uso do material.

***

A conclusão é que, na dúvida, é melhor previnir do que remediar. Tanto nos investimentos quanto na compra de telhas :)

Quero Ficar Rico

quarta-feira, 4 de junho de 2008

AS CORRETORAS MAIS BARATAS

A Banif é hoje a corretora mais barata do mercado para quem tem a partir de 5 000 reais para aplicar. É o que revela um levantamento feito por EXAME com as 35 principais corretoras de valores em operação no país. A Banif, comandada pelo diretor executivo Fabio Feola, cobra 16 reais por operação de compra e venda de ações e oferece de graça a negociação de títulos públicos via Tesouro Direto (veja quadro abaixo).

O levantamento de EXAME mostra também que, na média, as corretoras ligadas a bancos são mais caras que as independentes, que não são ligadas a grandes instituições financeiras. A diferença, porém, é pequena — de 0,9% para as operações do Tesouro Direto e 0,1% para a negociação de ações (veja a pesquisa completa com as 35 corretoras no Portal EXAME).




As mais baratas para quem tem a partir de 5000 reais para aplicar
Na bolsa

Custo (em reais)
Banif16
Link18,80
HSBC(1)24,90
Planner(2)24,90
Solidez(3)25
No tesouro direto
CorretoraCusto sobre o valor aplicado
BanifGrátis
SocopaGrátis
Ágora0,23%
Fator0,25%(4)
Spinelli0,25%(4)
XP0,25%(4)
(1) Inclui a taxa de custódia de 6,90 reais por mês (2) Inclui a taxa de custódia de 9,90 reais por mês (3) Inclui a taxa
de custódia de 10 reais por mês (4) Ao ano
Fontes: CEF/FGV-SP e corretoras

Quero Ficar Rico

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Boletim do Dia

Ibovespa dispara 3,04% e fecha perto de nível recorde


A alta do petróleo e os rumores de que a agência de classificação de risco Fitch Ratings deve elevar a nota brasileira em breve - além do grau de investimento concedido pela agência canadense DBRS - fizeram com que a Bovespa tivesse a maior alta porcentual desde 30 de abril e voltasse a se aproximar de seu nível recorde. Naquele dia, o Brasil conquistou seu primeiro grau de investimento por uma das três mais importantes agências do mundo, a Standard & Poor's (a Fitch e a Moody's são as outras duas).

O Ibovespa, principal índice, subiu hoje quase 2,2 mil pontos, motivado por uma compra generalizada de papéis, predominantemente por investidores domésticos. Apenas três ações do índice caíram. A alta foi de 3,04%, para 73.153,2 pontos. Com mais 0,5% de elevação, o índice registrará novo recorde, superando os 73.516,8 pontos do último dia 20. O Ibovespa oscilou hoje entre a mínima de 70.734 pontos (-0,36%) e a máxima de 73.180 pontos (+3,08%). O resultado deste pregão elevou os ganhos acumulados em maio para 7,79% e os do ano, a 14,51%. O volume financeiro totalizou R$ 7,459 bilhões.

Nos Estados Unidos, as bolsas conseguiram devolver no final as perdas (causadas pelo petróleo) registradas em boa parte do dia e subiram. O Dow Jones avançou 0,36%, o S&P teve ganho de 0,40% e o Nasdaq valorizou-se em 0,22%. O dado de encomendas de bens duráveis de abril melhor do que o previsto ajudou as altas. As encomendas recuaram 0,5% em abril, ante previsão de baixa de 2%.

O petróleo abriu em queda, mas o ajuste durou pouco e ainda durante a manhã os preços inverteram. Os temores com a redução na oferta pressionaram as cotações. Em Nova York, o petróleo avançou 1,69%, para US$ 131,03 por barril.

As ações da Petrobras acompanharam o movimento do petróleo e também passaram a subir, mostrando um repique no final da sessão, depois que S&P elevou a nota da estatal. A agência de classificação de risco removeu de observação os ratings de crédito corporativo de longo prazo da Petrobras e elevou a classificação de "BBB-" para "BBB". A perspectiva é estável. Petrobras ON e PN tiveram a mesma variação no fechamento, de +2,18%.

Além da Petrobras, as compras hoje foram generalizadas pelo mercado acionário por causa dos boatos de que a Fitch daria o grau de investimento ao Brasil. Os rumores voltaram hoje, segundo uma fonte, por causa do resultado do setor público: o superávit primário em abril foi de R$ 18,712 bilhões. No acumulado do ano, o resultado atingiu R$ 61,743 bilhões, o equivalente a 6,82% do PIB, desempenho bem acima da meta de 3,8% fixada para todo o ano. No meio da tarde, a Fitch afirmou que ainda está avaliando a situação do Brasil.

Neste quadro benigno, as ações da Vale conseguiram driblar a queda das commodities metálicas e subir. Vale PNA ganhou 2,03% e Vale ON avançou 2,22%. O destaque de alta do dia, no entanto, foi da Cesp. Os papéis dispararam 9,60% com a notícia de que a companhia entrou nas negociações para a venda do banco paulista Nossa Caixa ao Banco do Brasil.

Fonte AE


Seagull Trading


STS - Update


Depois da zerada de ontem na venda bem ao apagar das luzes na sessão, o INDFUT hoje deu COMPRA BOA! Já passou a primeira resistência e agora briga pela segunda - a LTB que vem do topo. Passando destes 73.300, pode esticar aos 74k. Mas não vai ser fácil... ! ;-)

Seagull Trading

Primeira IPO depois do IG


OGX Petróleo e Gás estrutura a primeira oferta pública de ações após o grau de investimento.



A empresa de Eike Batista, fará uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de 4.945.382 ações ordinárias no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segundo prospecto preliminar da operação publicado hoje nos jornais. O preço sugerido por ação vai de R$ 883 a R$ 1.131. Assim, a operação pode somar, em média, R$ 4,98 bilhões.

A quantidade de ações da oferta inicial poderá ser acrescida em até 15%, ou 741.807 ações, em opção de lote suplementar concedida pela OGX ao banco Credit Suisse, um dos coordenadores da operação. Há ainda opção para ações adicionais equivalentes a 20% da oferta inicial, ou 989.076 ações. O banco coordenador líder é o UBS Pactual.


Lucrando na Bolsa

segunda-feira, 26 de maio de 2008

FALTA DE TROCO

Mesmo com as 13,22 bilhões de moedas em circulação no Brasil, existem casos pontuais de falta de troco.
O fato obriga o Banco Central a emitir mais moedas no mercado. Dados oficiais revelam que, em março, foram colocadas 124 milhões de moedas adicionais em circulação. Em abril, mais 84 milhões e, em maio, já chegou-se à casa dos 100 milhões. Até o final do ano, a previsão é de 1,2 bilhão de moedas adicionais.
Casos pontuais
"A falta de troco é um problema crônico do País, que acaba eventualmente acontecendo, quando aquece a economia e aumenta o número de transações", disse o assessor econômico da Fecomercio-SP, Fábio Pina.
Um exemplo da falta de troco é o transporte metropolitano. Para incentivar os passageiros a usarem suas moedas, principalmente as de R$ 0,05 e R$ 0,10, o Metrô deve lançar campanha nesta semana.
De acordo com Pina, é muito complexo fazer uma distribuição logística de notas e moedas em todo o País, e pode-se acabar desequilibrando a oferta. "Não que seja um problema do Banco Central. Acontece porque ao longo do tempo a moeda vai se deslocando". Além disso, existe o efeito chamado 'entesouramento'.
Moedas em casa
O fenômeno decorre do baixo valor individual das moedas, que leva as pessoas a guardá-las em cofrinhos em casa, esquecê-las ou perdê-las, sem dar importância. "Antes do Plano Real, a moeda valia tão pouco que não se usava. Ficou este costume", afirma o economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Emílio Alfieri.
O assessor econômico da Fecomercio concorda com a visão de Alfieri. "O não uso de moedas ainda é um resquício do passado, quando ela não valia quase nada", diz. Hoje, sem um risco iminente de uma forte inflação, e de a moeda perder valor, os brasileiros realmente não se preocupam em usá-las.
Para se ter uma idéia, de acordo com dados de pesquisa realizada pelo Banco Central, 25% dos entrevistados disseram que guardam as moedas em casa, tirando-as de circulação.
Mesmo assim, moedas e cédulas ainda são as formas mais requisitadas no momento de pagar as contas. A pesquisa do Banco Central mostrou que 77% das compras são feitas com dinheiro, proporção que supera, e muito, todas as demais formas de pagamento juntas: cartão de crédito, débito, cheque, débito automático e vale refeição.
***
O fato é que colocar moedas em circulação custa caro ao governo e, consequentemente, a nós. Por isso é importante valorizar nossas moedas e, entre perdê-las, esquecê-las ou guardar num cofrinho, a terceira opção seguramente é a melhor escolha.
Porém, quando for trocá-las, escolha um ponto comercial perto da sua casa. Bom para você e para o proprietário do estabelecimento :)

terça-feira, 20 de maio de 2008

DÚVIDA SOBRE PREVIDÊNCIA PRIVADA

"Leio com freqüencia os posts do blog e hoje assinei o RSS pra não perder mais nenhum. O que faço com a minha previdência privada? Ela rendeu menos que 7% no ano passado e no último mês não chegou a 0,5%."
Primeiramente, fico feliz por você ter gostado do blog. Além do RSS, oferecemos também o cadastro do e-mail, onde as novas postagens chegam diretamente no seu e-mail.
Apesar de eu não gostar de produtos de bancos, muito menos dessas previdências privadas, elas oferecem algo muito valioso para você: disciplina. Dependendo do seu contrato, ela retira mensalmente um valor previamente acordado, quer você queira, quer não. Ela te "força" a investir todos os meses. Reflita sobre se/como você conseguirá manter essa disciplina.
Caso você queira realmente administrar sua própria previdência privada, sugiro montar seu próprio mix de investimentos, para um retorno maior. Entenda que, se o propósito é aposentadoria, consequentemente longo prazo, você pode correr alguns riscos maiores, me busca de um melhor retorno.
Portanto, uma parte do seus investimentos poderia ficar em renda fixa (produtos de renda fixa do seu próprio banco ou títulos públicos) e outra parte em renda variável (fundos de investimentos em ações ou compra de ações diretamente). O balanceamento entre renda fixa e renda variável ficaria a seu critério. Mas isso te daria certamente um retorno bem maior que os 0,5% [rendimento menor que a poupança] atuais.
Porém volto a lembrar: isso só funcionará se você tiver a mesma disciplina que seu banco te "oferecia". Para fazer simulações, acesse a nossa Planilha de Projeção Financeira, na seção de downloads do blog.

PRINCÍPIO 4: O PRINCÍPIO DA CONFIRMAÇÃO


O princípio da confirmação afirma que para uma reversão de tendência ou rompimento de nível de suporte/resistência (suportes e resistências serão melhor explicados nos capítulos seguintes) ser válido, o fato deve ocorrer em dois índices de composições distintas.
Assim, um índice confirma o outro, demonstrando que não se trata de uma oscilação temporária do movimento.
Para ilustrar o princípio da confirmação suponha dois índices (A e B) de composições diferentes, mas que se comportam de maneira semelhante. O índice A, durante uma alta, vence a zona de pressão vendedora (a linha de resistência) e parece seguir com força em sua tendência.
O índice B, entretanto, ao chegar pela primeira vez na linha de resistência não consegue o rompimento da mesma forma que A. Um investidor que analisa o mercado apenas a partir do ponto de vista do índice A pode concluir que existem boas oportunidade de compra logo após o rompimento.
Contudo, o que acontece é uma retração, pois o mercado não estava tão forte como demonstrou a falha de rompimento por parte de B.
Essa é a essência do princípio da confirmação. Dois índices são usados para que um pronuncie uma "segunda opinião" sobre o outro, de modo a validar o que está acontecendo ou indicar uma armadilha. No caso brasileiro, esses dois índices poderiam ser, por exemplo, o índice Bovespa e o IBRX.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

USO DE INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS

Muita gente deve se perguntar: "se uma simples declaração de um diretor pode afetar o desempenho de uma ação, por que então esses diretores não estão todos ricos?". Realmente existem várias pessoas que têm acesso a informações privilegiadas antes mesmo delas serem divulgadas ao público. O problema é que o uso dessas informações é proibida por lei e, fiscalizada e fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso pode ser detectado pelo volume de negociações do papel em determinado dia.
O advogado Marcelo Klug explica como o uso de informações privilegiadas afeta o mercado: "As pessoas tentam se utilizar dela para obter ganhos fáceis. E isso pode acontecer através da compra ou venda de papéis ou de valores imobiliários. Quem fica sabendo, por exemplo, que a Petrobrás descobriu um novo poço de petróleo poderia usar essa informação para adquirir ações a um preço mais baixo para faturar quando os papéis subirem após o anúncio da empresa. É o que teria acontecido com a Ipiranga e, por isso, o caso está sendo investigado".
Vez por outra aparece um caso desses na imprensa. No ano passado ocorreu algo do tipo com a Ipiranga. Um gerente da BR Distribuidora foi afastado do cargo sob suspeita de ter usado informação privilegiada sobre a venda da Ipiranga --ao consórcio formado por Petrobras, Ultra e Braskem--, para especular no mercado de ações, lucrou R$ 121 mil em menos de uma semana na Bovespa. Ele comprou ações ordinárias da Refinaria Ipiranga, em 13 de março de 2007, e as revendeu com valorização de 70% no dia 19, quando houve o anúncio oficial da venda do controle acionário da Ipiranga.
Além desse caso mais recente da Ipiranga, outros casos ficaram conhecidos pelo uso de insiders (aquele que vaza infomação privilegiada):

Banco Fator: Há cerca de sete anos o sócio do banco Fator, Walter Appel, teria usado informações de bastidores para negociar ações da Copel (empresa de energia). No caso, o Fator é quem era o responsável por formatar a privatização da empresa. A CVM julgou o Fator culpado em novembro de 2004, mas até hoje o banqueiro apela o pagamento de uma multa de R$ 500.000.

Telemar: A CVM suspeita da existência de um informante dentro da empresa. Em setembro de 2006, parte do mercado ficou sabendo detalhes da operação de pulverização das ações da companhia levando vantagens sobre os acionistas controladores. Na ocasião, Sergio Weguelin, um dos diretores, pediu afastamento.

Merrill Lynch: Em 5 de janeiro de 2007, o ex-analista do banco de investimentos Stanislav Shpigelman foi condenado a três anos e um mês de prisão pelo uso de informações privilegiadas numa fraude que o fez ganhar ilegalmente US$ 6,7 milhões. O jovem de 24 anos se declarou culpado.

Sadia: Em 22 de fevereiro de 2007, a Securities and Exchange Commission (SEC) fechou um acordo com Luiz Gonzaga Murat Junior (ex-diretor financeiro e de relações com investidores da Sadia) e com Alexandre Ponzio de Azevedo (ex-funcionário do ABN Amro Real). Acusados de usar informação privilegiada em causa própria, eles concordaram em pagar, respectivamente, US$ 364 mil e US$ 135mil.
Contudo, Klug deixa claro que casos como esses não desmoralizam a Bolsa: "Esses casos acontecem em todos os lugares mas são mais freqüentes em mercados onde não existe muito controle. Não é o caso do Brasil, onde a legislação é eficiente. Há formas de se chegar aos insiders e isso aconteceu ao longo da história do mercado financeiro no País. O que a história mostra é que, no longo prazo, os mercados mais regulados e fiscalizados têm taxas elevadas de crescimento do fluxo de capitais. E o Brasil faz parte desse time".
Em abril desse ano foi anunciada a descoberta de um novo campo de petróleo, resultando na subida de mais de 10% no preço das ações da empresa. Mesmo não tendo sido confirmada a informação, muita gente se deu bem e outros tantos fizeram um péssimo negócio ao vender. Resta saber se, entre as pessoas que se deram bem, alguém se utilizou de informações privilegiadas. O certo é que já estão investigando.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

PRINCÍPIO 2: AS TRÊS TENDÊNCIAS DO MERCADO


segundo princípio de Dow afirma que o mercado possui três tendências de movimento: primária, secundária e terciária.A tendência primária é a tendência principal de um mercado. É um movimento longo que pode ser de alta ou de baixa e que leva a uma grande valorização ou desvalorização dos ativos.Não existem regras matemáticas exatas para definir o tempo de duração das tendências, entretanto, as tendências primárias duram aproximadamente de 1 a 2 anos.Na figura abaixo, as linhas verticais estão fazendo uma separação entre três tendências primárias no índice Bovespa.

Uma tendência primária não se movimenta em linha reta. Ao observarmos o mercado (como no gráfico acima) percebermos que o movimento acontece como um zigue-zague.Em um mercado de alta, após um impulso para cima que forma um novo topo (mais alto que o anterior), temos uma correção que forma um novo fundo (também mais alto que o fundo anterior).Em uma tendência de baixa o oposto acontece, após uma queda que forma um fundo mais baixo, acontece uma reação que cria um topo mais baixo. O conjunto desses impulsos e correções dentro de uma tendência primária são as chamadas tendências secundárias.Uma tendência secundária dura de 3 semanas a alguns meses e pode corrigir até dois terços da tendência primária que ela faz parte.As tendências terciárias fazem parte das secundárias. São movimentos menores de, em média, até 3 semanas. Elas se comportam em relação às tendências secundárias da mesma maneira que as secundárias em relação às primárias.Quando estamos analisando o mercado é interessante classificar as tendências do movimento atual, assim, podemos avaliar melhor as ações a serem tomadas dentro de nossa estratégia operacional.


terça-feira, 13 de maio de 2008

O QUE É CUSTO EFETIVO TOTAL?

Entrou em vigor, em 3 de março, o Custo Efetivo Total (CET), uma nova regra válida para financiamentos de pessoas físicas, que permitirá ao consumidor comparar o custo final de um produto em vários fornecedores diferentes e torna essas operações mais transparentes.
Com o Custo Efetivo Total, o consumidor saberá efetivamente quanto custará o empréstimo na financeira ou na compra parcelada na loja. Além dos juros, estão inclusos no CET outros encargos, como seguros obrigatórios ou tarifas de abertura de crédito.
Para que acha que isso não é tão importante, mas adquiriu um automóvel ou outro bem financiado com uma taxa de juros "espetacular", sugiro fazer um teste clicando AQUI, para saber quanto você realmente pagou de juros. Caso a tela não abra, desbloqueie pop-ups nessa tela. O site do Procon de São Paulo, portanto não há problemas.
Apenas para exemplificar, no ano passado uma concessionária de veículos da FIAT oferecia a seguinte oportunidade: financie R$ 10.000,00 em 24 vezes, com taxa de 0,99% ao mês. Aparentemente bem razoável, não? Pois bem, após calcular o CET, sabem quanto o consumidor pagaria de fato? 1,53% ao mês. Bem diferente do anunciado. Propaganda enganosa? Não sei... Sei apenas que, agora com o CET, isso não acontecerá mais e você poderá procurar realmente a melhor taxa para seu bolso.
Quero Ficar Rico

segunda-feira, 12 de maio de 2008

PRINCÍPIO 1: OS ÍNDICES DESCONTAM TUDO

Os índices representam a ação conjunta de inúmeros investidores, desde os mais bem informados (que contam com as melhores informações e previsões) até os muito inexperientes.As variações diárias dos preços de um índice, portanto, já têm incluídas (descontadas) no seu valor os eventos que irão acontecer e que são desconhecidos pela maioria dos investidores.Dessa forma, todo o fator que afeta a relação de oferta/demanda está refletida no preço do mercado. Entretanto, existem os eventos que são imprevisíveis e que as pessoas não têm como saber, como calamidades naturais, catástrofes como os atentados nas torres americanas, etc.Esses são os chamados "atos divinos" , quando acontecem podem gerar fortes oscilações iniciais, mas acabam sendo absorvidos pelo mercado.Resumo do Princípio:
Todo o fator que afeta a oferta x demanda está refletido no índice.
O Índice já possui em seu valor (já descontou) eventos futuros que a imensa maioria não conhece.
Acontecimentos completamente inesperados são rapidamente avaliados e seus possíveis efeitos absorvidos.

Quero Ficar Rico

TEORIA DE DOW

Iniciamos mais uma série especial para falar sobre a teoria de Dow. Charles Dow viveu no começo do século XX e escrevia uma coluna no caderno de economia em seu Wall Street Journal. Ele foi o primeiro a criar índices para acompanhar o mercado e o índice Dow-Jones tem esse nome pois foi sua empresa que o criou. Ele nunca escreveu livro algum, mas suas observações serviram para um exército de estudiosos criarem teorias e mais teorias sobre o mercado. A teoria de Dow unida a suportes, resistências são o cerne da análise técnica que é uma das formas de se fazer dinheiro com o mercado de ações. Charles Dow não viveu para ver o grande crash de 1929, ele morreu 27 anos antes.
A teoria de Dow é uma das principais bases da análise gráfica. A teoria é composta por alguns princípios básicos que estudaremos nos próximos posts.
Aguardem!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

QUAL O MELHOR INVESTIMENTO?

Essa é uma das perguntas mais aparecem quando alguém vai começar a investir e que aplicar suas economias. O pior é que a resposta sempre é a mesma: depende. Lendo a reportagem "O que considerar antes de investir?", na UOL, descobri que a maior preocupação das pessoas é o risco. Faz até sentido, mas me intrigou por um motivo: o risco advém da falta de conhecimento. Entendendo realmente cada tipo de investimento, você consegue manter o risco sob controle.
Mas, voltando à pergunta do título, acredito também que a resposta é personalizada. Depende de cada um, mas não é tão difícil de decidir. Basta considerar os quatro fatores abaixo:

Valor: quanto você pode investir? Planeje metas confortáveis e de acordo com seu orçamento. Não adianta investir todo o seu 13º salário hoje, se amanhã terá de resgatá-lo. É melhor investir uma pequena parte do valor, e deixá-lo aplicado por bastante tempo, do que colocar uma grande quantia e precisar dela depois. Definido o valor, verifique as aplicações que permitem o aporte de acordo com o seu planejamento.

Prazo: por quanto tempo você quer e pode manter o dinheiro investido? Quando "expira" sua meta? A melhor aplicação para você vai depender do tempo que tiver para investir. Avalie o tempo mínimo de investimento de cada aplicação e escolha aquela que condiz com seus objetivos.

Risco: que tipo de risco está disposto a correr? O seu perfil de risco vai indicar o melhor investimento para você. Além disso, o tempo que tiver para investir também pode ajudá-lo a decidir. Por exemplo: quanto mais jovem for, mais risco poderá correr, pois, em caso de eventuais perdas, terá tempo suficiente para recuperar o patrimônio. Agora, se tiver um tempo mais "apertado", é melhor buscar aplicações mais conservadoras, que lhe garantam um ganho menor, porém mais seguro.

Retorno: qual retorno quer alcançar? Essa questão está diretamente ligada à anterior. Quanto maior o risco que quiser, e puder, correr, maior será o retorno do seu investimento.
Levando esses fatores em consideração, qual o melhor investimento para você?
Qero Ficar rico

terça-feira, 6 de maio de 2008

10 ERROS SOBRE PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Pesquisando sobre planejamento financeiro pessoal, tema da minha palestra na Expo Money, quarta-feira (07), encontrei uma lista alguns equívocos a respeito de planejamento financeiro. Realmente é importante entender o que é planejamento financeiro e diferenciá-lo de vários mitos.Planejamento financeiro aborda a programação do seu orçamento, a racionalização dos gastos e a otimização de seus investimentos. É um processo racional de administrar sua renda, seus investimentos, suas despesas, seu patrimônio, suas dívidas, objetivando tornar realidade seus sonhos, desejos e objetivos.Abaixo a lista dos principais equívocos sobre esse tema:

Confundir Planejamento Financeiro com Investimentos;
Esperar momentos de crise para tomar a iniciativa de fazer o Planejamento Financeiro;
Esperar retornos irreais para seus investimentos;
Não estabelecer objetivos financeiros mensuráveis;
Pensar que Planejamento Financeiro é a mesma coisa que planejamento para aposentadoria;
Pensar que Planejamento Financeiro é para quando ficarem velhos;
Pensar que Planejamento Financeiro é Planejamento Tributário
Pensar que Planejamento Financeiro é somente para quem possui muito dinheiro;
Pensar que utilizar os serviços de um Consultor Financeiro, significa perder o controle de suas finanças pessoais;
Tomar uma decisão financeira sem entender seus efeitos em sua situação financeira global;