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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Produtividade no setor público

Vamos ver alguns números. Em fevereiro de 2007, o governo central contava com 996.5 mil servidores. Destes, 528 mil eram civis do executivo, 423 mil militares, 27 mil do legislativo e 91 mil do judiciário. Vamos nos concentrar no grosso dos servidores civil do executivo. Defesa: 28 mil em 2007 contra 35 mil em 1997. Belo corte de pessoal: as consequências estão ai.

Educação: 179 mil, contra 174 mil em 1997. Para uma área que cresceu uns 5-6% ao ano, um belo desempenho.

Fazenda, 28 ml contra 26 mil em 1997. O desempenho da receita federal é assombroso: bate ganhos de produtividade de qualquer empresa privada de ponta. Justiça: 28 mil contra 23 mil, e mais 8 mil da advocacia geral da união. Claramente um setor que precisa de avanços.

Planejamento, 16 mil estáveis: o PAC vai ser o teste de eficiência da área.

Saúde, 123 mil contra 108 mil: fazem mais coisas com 12% a menos de pessoal. E cabe louvar o grande ganho de qualidade: ministério do trabalha, com 7.2 mil empregados fazem hoje infinitamente mais do que com os 8.2 mil de 1997: metade dos empregos formais gerados todo ano são em função do trabalho dos fiscais do trabalho.

O cenário não é nenhuma maravilha, mas tampouco o desespero que querem impor. Cabe lembrar que, além da saúde, quem levou o ajuste fiscal na veia foram os militares: e talvez aqui a classe mais difícil de se impor metas de gestão... são um desperdício até que se fazem necessários e aí, já é tarde demais.

Continua em Luis Nassif Online

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