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sexta-feira, 18 de abril de 2008

A semana dos bancos



Finalmente o setor começa a se recuperar, e ainda vejo muito espaço para alta já que o setor continua muito para trás na comparação com o Ibovespa (ver gráfico). Desde o segundo semestre do ano passado os papéis de bancos brasileiros estão sofrendo muito com a crise do setor nos EUA, algo que não guarda nenhuma correlação com a realidade, já que os fundamentos daqui e de lá são diferentes como a água do vinho.


Agora que os bancos lá fora parecem ter atingido o fundo do poço, uma recuperação em NY terá efeito significativo nos papéis dos bancos brasileiros. A alta dos juros também ajudou, mas o que importa realmente é o bom momento do crédito no Brasil, que entrou num processo irreversível de aumento de penetração na economia local.


Meu top pick do setor é o Itaú, através de ITSA4, por ser o favorito dos gringos, uma vez que vejo estes players tendo um papel importante na recuperação dos preços por aqui.E quanto ao mercado em geral acho que teremos um bom período pela frente, já que em março, pelo fluxo de notícias que teve, tinha todas as razões para desabar e apesar disso se manteve acima da mínima registrada em janeiro. Isso indica que o mercado já precificou o pior e agora quer subir. Estou bem posicionado, 55% em ações, e continuarei comprando aos poucos durante as realizações.


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Petrobras, hora de por no bolso


Mais um anúncio de descoberta da Petrobras e novos recordes no preço do petróleo levam a uma forte alta nas ações da estatal. Tudo muito justo e merecido, afinal um dos indicadores que os analistas internacionais mais usam para determinar o valor de empresas deste ramo é justamente o nível de reservas comprovadas. Mas a pergunta que fica é o que fazer agora? A ação irá continuar performando de forma tão excelente daqui pra frente?

Desde o início desta crise atual as ações da Petro começaram a superar em muito o índice ibovespa pelos motivos citados acima, mas minhas apostas para até o fim do ano são de que o índice Ibov deve inverter a situação e superar a gigante do petróleo. Estou me baseando na percepção de que novas reservas não comprovadas que a Petrobras poderá anunciar começarão a ter um impacto menor daqui para frente, afinal com as descobertas feitas até agora a empresa já garantiu seu lugar entre as power players do petróleo, status este que ela não possuía meses atrás. Portanto daqui para frente as descobertas terão que ser cada vez maiores para gerar o mesmo efeito no papel.

Isso somado ao fato de que o preço do petróleo está em níveis nunca antes vistos, abrindo espaço para uma possível realização, deve levar a um cenário de acomodação do papel da estatal nos próximos meses. Uma troca de PETR por um basket de ações do índice Ibov (que inclui uma participação de PETR) é um trade que vejo com bons olhos.Este tópico deve ser bem polêmico para os fans die-hard do papel. E você? O que vai fazer com a Petro?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A semana foi excelente: altas com baixa volatilidade


O que mais me agradou nesta semana foi a queda expressiva que tivemos na volatilidade, para mim um sinal bem interessante de que o pior pode ter ficado para trás. As bolsas se recuperaram e a Bovespa se prepara para quebrar o recorde histórico. Para o Brasil a melhor notícia foi a recuperação das commodities, após as fortes quedas da semana passada. Acho que essa recuperação é sustentável e deve continuar como tendência. E como já dissemos antes, aquela queda foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança em fundamentos. O que devemos ter nos próximos dias é o mercado testando a força desta alta, provavelmente teremos uma realização em breve, talvez antes mesmo de atingirmos os 65.000, mas vejo um cenário local muito favorável. Já estou comprando novamente, e me preparo para acionar em breve o meu portfolio agressivo (70% em ações).
Semana que vem será crucial, pois teremos muita pressão para uma realização, mas minha opinião é que ela será de pouca magnitude e curta duração. O mercado em março teve muita chance de desabar, porém resistiu, a mensagem de força foi clara. Vou aceitar essa mensagem, e enquanto a Bovespa se mantiver acima de 61.000 e o Dow acima de 12.000 irei continuar tranqüilo.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Enquetes

A Vale do Rio Doce venceu a nossa última enquête. Metade dos que votaram acham que o setor será o melhor investimento de 2008. Continuo com minha visão de que os bancos serão os grandes ganhadores do ano, mas a Vale é sem dúvida um investimento interessante. Quando analisamos a Bovespa, dentro do universo das Blue Chips, temos basicamente quatro setores: petróleo, mineração, siderurgia e bancos, este último por ser o mais ligado ao mercado interno é o que tem a minha preferência. Dos outros a Vale, por estar fortemente ligada ao desenvolvimento dos paises emergentes (China e Índia) é a minha segunda opção.
Minha carteira de ações hoje é composta basicamente de bancos (Itaú, Bradesco) e Vale do Rio Doce, na proporção 65%/35% respectivamente, e esse montante em ações representa 40% do meu portfolio atual, de janeiro para cá venho aumentando aos poucos esta parcela, estou quase nos 50% em ações, que considero um portfolio moderado.Vote na nova enquete! Qual o principal gargalo da economia brasileira?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Os preços das commodities continuarão fortes


Na semana passada a Bovespa foi duramente castigada devido à queda nos preços das commodities, tanto Petrobrás quanto Vale derrubaram nosso índice preocupando muitos investidores. Isso gerou um descolamento inverso ao que estamos acostumados: o Dow Jones, como previmos aqui, resistiu bravamente e subiu enquanto a bolsa brasileira teve forte queda. A correção que estamos vendo no pregão de hoje (segunda-feira) vem de encontro com nossa visão de que não a razão para pânico.

Primeiro porque tanto a Vale quanto a Petro não são diretamente afetadas por esta correção técnica e saudável nos preços das commodities. A Vale já corrigiu seus preços em 65% para os próximos 12 meses e a Petro, como bem sabemos, não reajusta o seu principal produto que é a gasolina de acordo com as flutuações do petróleo.

Resta então analisar a tendência de longo preço destes preços, e é justamente ai que mora a tranqüilidade. China, Índia e mais um punhado de paises emergentes ainda estão no meio do caminho no que diz respeito ao desenvolvimento de seus mercados. Isso gera um crescimento na demanda tão forte que anula com certa folga o efeito da crise americana. Crise esta que ainda é grave e deve continuar adicionando volatilidade, é necessário acompanhar de perto a situação e o fluxo de notícias, os EUA continuam sendo o principal risco para nós e não as commodities.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Bear Sterns quebra, é hora de monitorar o Dow

O índice futuro Dow Jones, que é negociado 24h, já bate 11.715. Quinta-feira falamos da importância deste número, pois abaixo disso fica configurada uma dinâmica muito negativa, o bear market ganha força e todo o cenário de tranqüilidade que traçamos vai por água abaixo. Tudo vai depender da abertura do mercado em NY, por aqui a Bovespa deverá abrir com forte gap, mas se o Dow resistir acima dos 11.700 não vejo razão para pânico. A única coisa certa é que teremos muita volatilidade, é besteira tentar “pegar a faca no ar quando ela está caindo”, nessas horas o melhor a fazer é ficar fora do mercado, e resista à tentação de comprar na baixa, caso o Dow rompa essa barreira o fundo do poço pode ser muito mais em baixo.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Uma questão de visibilidade


A notícia que virou os mercados hoje foi um report da S&P de que as perdas dos bancos com créditos ruins devem ficar em torno de US$285 bilhões. O número em si não importa, o que acalmou o mercado foi a visibilidade que isso permitiu. A pior coisa para um trader ou um gestor é justamente não ter nenhuma perspectiva do que vem pela frente, não saber onde é o fundo do poço, então a partir do momento que se tem uma idéia mais clara da situação as coisas se acalmam. Juntando isso e o fato de que o mercado recuperou-se da queda do Dow Jones abaixo da mínima de janeiro tem-se uma perspectiva mais favorável da situação. A ação dos mercados hoje mostra que a recuperação do Dow adicionou confiança e os comprados estão levando a melhor. A questão agora é se isso será suficiente para enfrentar o fluxo de notícias negativas que continuará vindo dos EUA.
Na análise que temos que fazer para montar nossas posições é importante olhar os fundamentos das economias e o fluxo de notícias, mas não podemos ignorar os sinais que o mercado acionário nos dá, e nesses últimos dias o Dow Jones mostrou sua força.
Essa possível maior tranqüilidade em Wall Street trará de volta aquela estrela que passou as últimas semanas escondida, o “descolamento”. É hora de voltar a olhar por oportunidades; continuo gostando de Bancos, a Vale também está num preço atrativo e sem a compra da Xstrata para atrapalhar ela pode recuperar bem, afinal é China e a Índia que realmente importa para as commodities e não os EUA. Mas fiquem de olho no Dow Jones, se ele buscar os 11.700 pontos de novo a coisa volta a ficar nebulosa.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Redecard - Não é IPO, é oferta secundária


Tenho ouvido alguns comentários sobre a oferta de Redecard, (reservas encerram na terça), e vejo que tem gente confundindo as coisas. Esta oferta não é IPO (Initial public offering) e sim uma oferta secundária de uma empresa já listada em bolsa. Nos últimos três anos muita gente se acostumou a entrar em ofertas para vender logo no primeiro dia e embolsar uma grana rápida. Isso era possível em ofertas inicias pois muitas vezes os grandes players institucionais, principalmente gringos, não conseguiam levar os lotes desejados e entravam pesado na abertura comprando, o que gerava uma alta expressiva logo no primeiro dia de negociação. No caso da Redecard a ação já é negociada na bolsa, portanto não haverá demanda represada significativa para forçar uma alta expressiva no papel. Resumindo, só entre na oferta se acreditar nos fundamentos, quem entrar para flippar vai se decepcionar.
Quanto à empresa em si eu acho um bom investimento, tem tudo a ver com o call de bancos que temos falado aqui no blog, crescimento do crédito obviamente acontecerá também pelo canal “Cartão”. Além disso, o papel vem sendo castigado pelo mercado e está num preço promocional. Acho um bom negócio entrar na oferta devido aos fundamentos, mas se você quer entrar para vender no primeiro dia esqueça. Mais informações sobre a oferta: http://www.cblc.com.br/cblc/Home/Noticias/Noticia28022008.asp

quarta-feira, 5 de março de 2008

Expectativa para as ações em março


Neste mês continuaremos a ver a briga entre o urso americano e o touro brasileiro, batalha que a alguns anos atrás jamais imaginaríamos vencer. Será que desta vez temos alguma chance? A cada dia o cenário americano fica pior, e após alguns intervalos para tomar um ar, os dados da economia em recessão exercem o inevitável impacto sobre as ações. Enquanto isso a Bovespa continua sua montanha russa, sobe freneticamente quando o SP&500 se estabiliza ou sobe e devolve parte, ou todo o ganho, quando este cai. Este dinâmica continuará em março. E particularmente no começo deste mês teremos o Dow Jones testando a mínima de janeiro, e caso isso se concretize o cenário para um Bear Market de poderosas proporções estará dado e será preciso muita cautela para não sairmos queimados. Todas as apostas devem ser direcionadas para o momento da inflexão em NY, que será antes do fim do fluxo de notícias negativas (como já dissemos o mercado acionário sempre se recupera ANTES da economia real), isso torna a aposta perigosa, mas não esqueça que é esta a ignição do foguete brasileiro. Quando eles pararem de cair, nos iremos voar, cem mil pontos ai vamos nós.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O rei está nu, quem admitirá primeiro?

Não sei o que me preocupa mais: o desempenho do mercado americano que está mais de 5% acima da mínima de janeiro mesmo com um fluxo de dados econômicos horrorosos ou a alta de 22% da Bovespa no mesmo período, dada sua magnitude.

Acho que os mercados estão um pouco descolados da realidade, os investidores americanos estão ignorando dados da economia real e se agarrando a notícias de pouquíssimo efeito prático, no curto prazo, para sustentar as altas recentes, como a ajuda as empresas seguradoras e financeiras (mortgages firms) e possíveis novos cortes na taxa básica do FED.

O que me preocupa é que começo a ver fundamentos para mais uma forte queda no mercado acionário americano, acredito que o otimismo das últimas duas semanas está baseado em pilares extremamente frágeis, não me surpreenderia se o SP500 buscasse as mínimas de janeiro novamente. Afinal todos os ingredientes estão dados para uma nova queda - economia patinando, inflação subindo, confiança do consumidor baixa e empresas reportando números inconsistentes (resultados bons e horríveis em empresas do mesmo setor).

Como dissemos em um post anterior o cenário brasileiro é muito diferente, porém após uma alta tão expressiva como a que tivemos, abre-se espaço para uma queda também violenta caso o mercado americano volte a cair.

O risco aumentou consideravelmente, acho que teremos outra rugida do urso em breve, estragando a festa brasileira. Apesar dos nossos fundamentos continuarem sólidos talvez uma saída técnica agora seja interessante. Resumindo, quem está muito comprado agora pode ser uma boa hora para reduzir a posição, e quem estava com caixa e voltando a comprar, é bom aguardar um pouco, podemos ter novas promoções em breve.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

E depois? Vai viver do que?

A semana começou com todo mundo de olho na decisão do FED desta quarta feira. O mercado aposta em mais um corte, desta vez 0,50%. E isso é bom ou ruim?

Quando é precificado um evento futuro, no momento em que ele se concretiza não sobra muito espaço para mais animação, afinal a decisão já está nos preços. Por isso é preciso cautela nestas horas, já que a probabilidade indica que se vier surpresa ela deverá ser negativa aos olhos do mercado.

Mas não é o risco de o FED deixar a taxa inalterada que me preocupa, aliás, acho isso possível, afinal qual o sentido de quebrar uma queda de 1,25% na taxa básica em duas decisões com apenas alguns dias de intervalo? Tem apenas um efeito psicológico e não teórico. Não gosto dessa linha de ações, mas isso não vem ao caso.

Mas trabalhando com a hipótese corrente do mercado, o que acontece após o corte?

Acho que não é hora de nos esquecermos que há uma semana atrás estávamos nos descabelando. Ainda estamos vivendo num cenário de crise nos EUA que deve produzir mais indicadores ruins nos próximos dias e semanas. Quinta tem divulgação de dado de inflação, e sexta tem dado de emprego, este último forte candidato a trazer de volta o mau humor.

Petrobrás subiu mais de 20% desde o low de segunda-feira passada. O petróleo ficou de lado no mesmo período. A mensagem do Bud é essa: Mantenham os olhos abertos, o cenário ainda é turbulento. Talvez tenha gente muito animada e com memória curta por ai.

E você, o que acha que vem depois do FED?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Procurando oportunidades.











É hora de usar a derretida dos mercados em nosso favor, afinal quem aqui imaginava que seria possível comprar as ações das blue chips brasileiras nos preços que estão?

Como já dissemos no blog não é hora de aumentar a posição ou se alavancar caso você já esteja muito comprado, mas para aqueles que previram um começo de ano ruim e estão sentados num bom caixa é hora de ir às compras. Bud olha para o cenário e retira a informação mais obvia: o mundo pode ir para uma recessão caso a América confirme seu cenário mais provável. Isso seria muito ruim para as commodities, afinal se a demanda esfriar os preços não tem outra direção para tomar se não para baixo. Esta é uma interpretação pessimista, mas factível. Dado isto seria interessante olhar para outros setores. Vejo os papéis dos bancos brasileiros com grande interesse, durante todo o ano de 2007, apesar do forte crescimento do crédito, esses papéis ficaram muito para trás, perderam feio para o Ibovespa (para vale e petro nem se fala). Portanto num cenário ruim para as commodities, devemos nos voltar para o mercado interno brasileiro, e os bancos devem continuar apresentando resultados muito fortes (o Itaú divulga o resultado do 4° tri em fevereiro). Gosto dos bancos primeiramente por que acho que a expansão do crédito no Brasil está apenas começando, talvez não tenhamos o mesmo crescimento de 2007, pois a base de comparação de 2006 era muito baixa, mas o crédito em relação ao PIB no país ainda é inferior à média de paises pares. Gosto destes papéis também porque acho que possuem uma característica defensiva, como já disse num cenário pessimista para a economia mundial os papéis ligados a commodities devem sofrer bem mais.

Para quem aposta numa recuperação rápida do cenário mundial (não é meu cenário favorito) gosto mais da Petrobras do que da Vale.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Apertem os cintos!

Dia de pânico pelo mundo, índices caindo 4% na Europa, o que deve levar a Bovespa à mais uma forte queda. E agora Bud? Essa é a pergunta que Bud mais tem ouvido nas últimas semanas. Agora é hora de olhar para os dados disponíveis e se posicionar de acordo com eles! O que sabemos? Que a economia americana está em desaceleração e que isso está apavorando os mercados, e que muito provavelmente nenhum dado nos próximos dias tem força para mudar este cenário. Então é isso? O mercado vai derreter até eu perder todo meu dinheiro?

Um cenário catastrófico só faz sentido onde os ativos da noite para o dia deixam de ter valor, geralmente isso acontece quando bolhas especulativas levam ativos a uma elevação irracional que de repente estouram. É isso que está acontecendo? A meu ver não. O mais provável é que a economia americana fique de lado nos próximos trimestres o que não sustenta uma desvalorização repentina e profunda no valor das empresas, devemos lembrar que mesmo que a economia americana não cresça, ela continua funcionando, a Microsoft não vai parar de funcionar, o McDonalds não vai deixar de vender hamburgers. O cenário é muito ruim, mas não vejo dados suficientes para um colapso sistêmico, o que nos permite concluir que o mercado irá se ajustar até onde achar necessário, mas os ativos reais (ações de empresas) não vão evaporar da noite para o dia.

Continuo achando interessante algumas compras pontuais neste cenário, mas isso para quem está com uma grande parte do seu dinheiro em caixa. Quem está muito comprado, como já dissemos aqui, tem que saber que o cenário é muito ruim e há espaço para fortes quedas, por isso admita vender uma parte (talvez 1/3) de suas posições, E de resto é esperar, talvez por bastante tempo, até que venha a recuperação.

E você, até onde acha que o mercado vai?