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quarta-feira, 26 de março de 2008

Vale tem novidade. Petrobras, expectativa. E juros, IPCA-15

... O dia começa com duas notícias de ontem à noite, afeitas aos interesses da Bovespa. Para começar, a VALE comunicou, no final da tarde, que encerrou as negociações para a compra da XSTRATA, já que não conseguiu acordo para sua última proposta, de pagamento em dinheiro e ações.. É difícil saber como o mercado reagirá, quando parecia estar gostando da operação, ao contrário da resistência que os investidores tinham no princípio. A outra informação pega só de raspão... Um diretor da PETROBRAS disse que “desconhecia” a descoberta de novo campo no Maranhão. Mas isso não foi oficial.

... Para os juros futuros, a informação também chega cedo, às 9h, quando sai o IPCA-15 de março, que deve ajudar nas apostas para a taxa SELIC. Pesquisa do AE Projeções apurou previsões de um resultado entre 0,19% (piso) e 0,30% (teto), mediana em 0,27%. Segundo anotou no Broadcast a jornalista Denise Abarca, um número mais próximo de 0,25% pode determinar um ajuste em baixa dos juros do DI.

... Ainda de acordo com o levantamento da AE, o núcleo por exclusão deverá fechar com variação de 0,25% a 0,33%, representando uma significativa desaceleração sobre o core do IPCA-15 de fevereiro (0,69%) e do IPCA fechado (0,75%).

... Antes, às 7h, terceira prévia de março do IPC-FIPE a abre o dia, com estimativas entre 0,19% (piso) e 0,28% (teto), com a mediana em 0,25%.

... Sejam quais forem os resultados desses índices de inflação, porém, o mercado deverá aguardar pelo Relatório Trimestral de Inflação, a ser divulgado amanhã (5ªF), pelo BC antes de entrar com apostas mais firmes na BM&F... Há muitas dúvidas, inclusive sobre o COPOM de abril, depois que a Fazenda recuou na disposição de atacar o crédito.

... Também está na pauta desta quarta-feira a divulgação dos dados da DÍVIDA PÚBLICA mobiliária e do Mercado Aberto em fevereiro, às 10h30, pelo Banco Central.

... No mercado CAMBIAL, o BC confirmou para hoje o leilão de rolagem de US$ 2 bilhões em contratos de SWAP REVERSO, no dia 1º de abril.

... Nos EUA, as vendas de IMÓVEIS NOVOS nos EUA, em fevereiro, 11h, talvez voltem a animar WALL STREET, se mostrarem um desempenho tranquilo, como mostraram as vendas de imóveis usados, na segunda-feira. Com as “houses” no centro da crise, o mais importante é que essa bolha não estoure de uma vez. A previsão é de novo recuo nas vendas, 2,2% sobre janeiro (-2,8%)... Ontem, as bolsas não sustentaram o entusiasmo da véspera, ressabiadas com os indicadores fracos do dia (leia abaixo).

... Além das vendas de imóveis novos, são destaques em NY as encomendas dos BENS DURÁVEIS, às 9h30, com estimativa de +0,8% em fevereiro, após a queda de 5,1% em março. Às 11h30, saem os ESTOQUES DE PETRÓLEO, gasolina e derivados.

... Já o DÓLAR pode iniciar os negócios sob o impacto do depoimento do presidente do BCE, Jean-Claude TRICHET, no Parlamento Europeu (Bruxelas), a partir das 6h30.

... Ainda na EUROPA, o BC da República Checa anuncia (8h) a sua decisão para a taxa de juro, que deverá ser mantida em 3,75%. Às 9h30, é a vez do BC da Polônia. Neste caso, a expectativa é de uma nova elevação do juro em mais 25 pontos-base, a 5,75%.

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terça-feira, 25 de março de 2008

Commodities e indicadores conferem a euforia em Wall Street

.... O desempenho das bolsas em NY, hoje, pode ser importante para devolver confiança aos investidores sobre uma tendência de recuperação. Nas agências internacionais, traders evitavam maior entusiasmo, mesmo após as fortes altas desta segunda-feira.. Já viram outros pregões animados acabarem vencidos pelo pessimismo no dia seguinte. Podem ajudar a definir esse cenário os indicadores da agenda e a negociação das commodities em Londres (LME), na volta dos mercados europeus do feriado da Páscoa.

... Ontem, WALL STREET se empolgou com as vendas dos imóveis residenciais usados acima do esperado e a nova oferta do JP Morgan pelo BEAR Stearns, cinco vezes superior à proposta inicial (abaixo).. Hoje, os dados estão previstos para às 11h, quando serão divulgados a Confiança do Consumidor do Conference Board, de março (deve cair para 73, de 75 em fevereiro), e a atividade industrial regional do FED de Richmond.

... Na EUROPA, não há indicadores previstos... É feriado na Grécia.. O BC da Eslováquia anuncia às 8h a decisão para a taxa de juros, que deverá ser mantida em 4,25%. O BCE leiloa 15 bilhões de euros em recursos a termo para as instituições financeiras.

... AQUI, BOVESPA torce para que Nova York sustente o alto astral do início da semana, que levou o índice, de novo, para perto dos 60 mil pontos (com a ajuda de VALE). Já o DÓLAR teve um dia de correção, em sintonia com a valorização da moeda nos mercados internacionais, enquanto os JUROS FUTUROS tiveram um dia de sobe-e-desce, com os investidores meio perdidos sobre o que o governo pretende para o CRÉDITO.

... Na BM&F, as taxas dos contratos DI de curto prazo iniciaram o pregão em baixa, mas terminaram o dia estáveis, depois que o ministro MANTEGA mudou um pouquinho a conversa do fim de semana. Em novas declarações aos jornalistas, ele esclareceu que a Fazenda não pensa em fixar limites para financiamentos, e que não vê riscos para a inflação nem neste ano, nem em 2009 ou 2010. A restrição ao crédito, interpretada pelos operadores de mercado como alternativa à alta da SELIC, recebeu muitas críticas.

... A idéia foi considerada “intervencionista”, sem que se tivesse certeza dos resultados, como anotou no Broadcast a jornalista Lucinda Pinto. Alguns economistas, entre eles Alexandre SCHWARTSMAN (do ABN AMRO) defenderam uma resposta fiscal, com o corte de gastos públicos para aumentar os investimentos. Mas nem ele e nem ninguém acredita que uma tal solução possa ser adotada pelo governo.

... Esse debate aumentou a expectativa pelos dados de CRÉDITO de fevereiro, a serem divulgados pelo Banco Central, 10h30, na nota de Política Monetária e Operações de Crédito. É o único indicador da agenda doméstica, hoje. Na BOVESPA, a divulgação de balanços de 2007 chega na reta final... Estão na lista da quinta-feira a USIMINAS e COELCE. A semana termina com SABESP, FRIBOI e CELESC. TAM encerra dia 31/3.

SWAP REVERSO. O mercado já estava fechado quando o BC comunicou que realizará, hoje, após o fechamento, pesquisa de demanda para um leilão de contratos de swap cambial reverso. A oferta visa a rolagem de US$ 2 bilhões que vencem no dia 1º de abril.

A força de VALE

... Durante boa parte do dia, a BOVESPA caminhou com firmeza para reduzir as perdas acumuladas no mês. Aproveitando o clima positivo no exterior, a bolsa iniciou o dia desbancando máximas, buscou os 61 mil pontos, até atingir o ganho de 3,55%, em seu melhor momento. Mas faltou força, e o índice escorregou, de novo, para baixo de 60 mil pontos. Ainda assim, fechou com valorização de 1,40%, aos 59.812,5 pontos.

... No mês, a BOVESPA ainda acumula perda de 5,79% e, no ano, de 6,38%. O volume financeiro, modesto, foi de R$ 4,836 bilhões, o menor de março.

... Quem sustentou a alta da bolsa paulista ontem foi VALE PNA (4,75%) e ON (5,16%), seguindo a recuperação das commodities em NY, após as pesadas vendas da semana passada. Além disso, o GOLDMAN SACHS reforçou a recomendação de compra das ações da mineradora, afirmando que a recente queda deixou os papéis “razoavelmente baratos”, sem refletir o poder de ganho da companhia, sob fortes fundamentos dos mercados de minério de ferro e de carvão, com a expectativa da compra da XSTRATA.

... Segundo especialistas consultados por Natalia Gómez, do Empresas e Setores, se o cenário de desaquecimento da economia mundial se confirmar, a VALE poderá ser parcialmente protegida pelo minério de ferro, “que vive um grande descompasso entre a oferta e a demanda”, o que compensaria uma queda dos metais não-ferrosos.

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segunda-feira, 24 de março de 2008

Possibilidade de restrição ao crédito deve influenciar juro

... Uma notícia do final de semana prolongado deve repercutir no mercado de JUROS na volta do feriado da PÁSCOA. A confirmação, pela Fazenda, de que estão em estudo medidas para conter o CRÉDITO, em particular para o setor automobilístico, pode mexer com as expectativas da política monetária. Ainda que a iniciativa não elimine o risco de uma alta da SELIC neste ano, deve enfraquecer as apostas para uma elevação do juro já em abril, aliviando o desenho da CURVA DO DI na ponta mais curta (abaixo).

... No cenário externo, as COMMODITIES ainda são a questão de fundo... Após dois dias de intensa liquidação, o que todo mundo quer saber é se esse movimento nos METAIS e no PETRÓLEO continuará, despontando uma nova tendência para o DÓLAR, ou se o ajuste acabou. Um sinal de que as coisas podem estar se acomodando, e que não tem o “estouro da bolha” foi a recuperação parcial dos preços, no fechamento de quinta-feira.

... No noticiário da crise, informações do Financial Times de sábado, revelando suposta ação para aquisição em massa de securitizações lastreadas em hipotecas pelos bancos centrais dos EUA e Europa, foram desmentidas pelo FED e por autoridades inglesas. Na sexta-feira da Paixão, um jornal nova-iorquino informou que o GOLDMAN SACHS pensa em reduzir até 15% sua força de trabalho. Na véspera, o CITIGROUP anunciara a demissão de mais de dois mil funcionários (incluindo executivos) até o final deste mês.

... A agenda em NY tem muitos focos de VOLATILIDADE. Depois que o STATEMENT do FOMC advertiu sobre a INFLAÇÃO, na semana passada, cresce a expectativa pelo PCE de fevereiro, favorito do FED para medir os preços. Sai na sexta-feira, junto com o sentimento final do consumidor de Michigan de março. Hoje, às 9h30, tem a atividade do FED de Chicago e, às 11h, são importantes as vendas de casas USADAS em fevereiro (previsão: -0,5%). O indicador de residências NOVAS sairá na quarta-feira... Já a revisão final do PIB do quarto trimestre vem na quinta-feira. Leia mais abaixo!

... Na EUROPA, as bolsas permanecem fechadas nesta segunda-feira para o feriado. Ao longo da semana, três bancos centrais decidem sobre juro: o da Eslováquia, que deve manter a taxa inalterada amanhã, e o da República Checa e Polônia, ambos quarta-feira.

... AQUI, a INFLAÇÃO domina o calendário da semana, que é importante para o cenário dos JUROS e deverá compor com a possibilidade de medidas para inibir o CRÉDITO. Mais quatro índices de preços serão conhecidos, entre os quais, o IPCA-15 de março, na quarta-feira, junto com o terceiro IPC-FIPE... Na sexta-feira, sai o IGP-M de março e hoje, o terceiro IPC-S do mês, com estimativas entre 0,12% e 0,23%, e mediana em 0,21%, segundo o AE Projeções.. Ainda sem data definida, o Relatório Trimestral de Inflação do primeiro trimestre, a ser divulgado pelo BC, é a maior expectativa.

... As CONTAS PÚBLICAS de fevereiro também movimentam esta semana: setor externo (hoje), política monetária e operações de crédito (terça-feira), dívida pública mobiliária e mercado aberto (quarta-feira) e contas do Governo Central (sexta-feira)... Na quinta-feira, tem reunião do CMN para decidir a TJLP do segundo trimestre.

CESP. Todo o suspense é para o leilão, programado para a quarta-feira. Ouvido pela AE antes do final de semana prolongado, o secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo COSTA, confirmou a data, afirmando que o cronograma não foi afetado em nada, apesar da carta do ministro LOBÃO ao governador José SERRA, que não garante a renovação das usinas hidrelétricas da geradora, cujas concessões vencem em 2011, de Três Irmãos, e 2015 (Jupiá e Ilha Solteira). Mais companhias abertas no Em tempo no Bom Dia Mercado...

terça-feira, 18 de março de 2008

Fantasma do Bear assombra NY e eleva suspense com FED

... “NY vive o último estágio da crise, que começou no SUBPRIME e chegou aos grandes bancos... Não quer dizer que (a crise) está acabando, não dá para saber quanto tempo essa fase vai durar, a sua magnitude e o estrago que causará na economia dos EUA e do resto do mundo. O BEAR assustou porque foi o primeiro (grande). Outros podem quebrar e é contra isso que os investidores estão se prevenindo hoje. Mas esse saneamento é inevitável. Não há como encerrar essa história sem passar por isso”, disse fonte do BDM.

... O comentário foi feito no fim da tarde de ontem, mais um dia de cão para os mercados globais. Os índices em WALL STREET até melhoraram no fechamento. Mas, aqui, a BOVESPA foi nocauteada pela liquidação das COMMODITIES.. Com exceção do OURO, reserva histórica de valor, todos os demais metais caíram, assim como o petróleo.

... HOJE, os mercados devem abrir na expectativa da reunião do FOMC, para reduzir de novo o juro básico americano em 75 pontos-base ou 100 pontos, de 3% para 2%. O veredicto será anunciado às 15h15, em ponto, o que significa que os mercados terão um tempo ainda para reagir a surpresas. É muito improvável, porém, que o Comitê de BERNANKE se arrisque a contrariar as expectativas de um mercado já tão machucado.

... É bem verdade que WALL STREET já começa a se perguntar o que o FED fará depois que já não tiver mais esse instrumento de política monetária para tentar evitar a RECESSÃO. Mais um pouco e os EUA estarão com juro real negativo, o CUPOM ZERO. Seja como for, a inflação parece estar ajudando, até aqui, apesar do petróleo caro.

... Os dados do PPI, às 9h30, não causam maiores preocupações, após a estabilidade do índice ao consumidor (CPI), na semana passada. As estimativas para os preços ao produtor são de +0,3% para o índice cheio e +0,2% para o núcleo. No mesmo horário, as licenças para construção de novas residências têm previsão de -0,2%. Mas, mais do que os indicadores, os balanços dos bancos (e os boatos) devem movimentar os mercados.

... O resultado do BEAR STEARNS, previsto para ontem à noite, foi adiado depois que a instituição foi comprada pelo JP MORGAN. Mas está confirmada a divulgação dos números do GOLDMAN SACHS e do LEHMAN BROTHERS, para hoje, e do MORGAN STANLEY para amanhã, quarta-feira... A previsão é de pesadas baixas contábeis, enquanto as ações dos bancos de investimentos operam sob forte pressão nas bolsas. Leia mais abaixo sobre os mercados internacionais nesta segunda-feira!

Na Bovespa...

... A pior onda de vendas dos estrangeiros já parece ter passado. A fonte da coluna disse que os “papéis de gringos” (dos IPO, construção civil, por exemplo), derreteram com a zeragem de posição para fazer caixa. “Alguns papéis apresentam boa oportunidade, mas 60 mil está caro em relação a Nova York. Se você considerar só o Brasil, vale 80 mil. Se considerar só NY, vale 40 mil. Está na metade do caminho”, disse.

... Ontem, o medo de crise sistêmica nos EUA somou-se à realização das commodities para definir um pregão difícil e de pouca racionalidade. O IBOVESPA chegou a voltar aos 59 mil pontos no pior momento do dia (-4,27%, 59.342 pontos), mas fechou em baixa de 3,19%, aos 60.011,8 pontos. Com esse resultado, a bolsa brasileira passou a acumular a perda de 6,06% neste ano. O volume financeiro foi de R$ 6,9 bilhões, sendo que desse total R$ 581 milhões foram referentes ao exercício de OPÇÕES sobre ações.

... As duas principais blue chips operaram em sintonia com o movimento de queda das commodities. A maior queda do índice foi de VALE ON (-6,06%). VALE PNA perdeu 4,34%... PETROBRAS ON caiu 5,30%, enquanto a PETROBRAS PN recuou 3,79%. As ações da BOVESPA Holding (-7,27%) caíram mais forte do que a média do mercado.

... No pregão da quinta-feira passada, dia 13, a BOVESPA registrou nova saída de capital externo, de R$ 20,8 milhões, elevando para R$ 2,052 bilhões as saídas no mês.

... Em parte pressionado pelo fluxo financeiro negativo, o DÓLAR subiu pelo terceiro dia consecutivo, mas com ganho bem modesto, de 0,53%, a R$ 1,723.

... Nos JUROS, não teve repercussão o comentário do ministro Guido MANTEGA, para quem não há necessidade de aumento do juro no Brasil, por conta da crise externa.

... Na BM&F, as taxas dos contratos de DI subiram com força, refletindo movimentos de STOP LOSS e de ajuste de posições globais. No final do dia, reduziram a alta, mas seguem sujeitos a muita volatilidade. O DI janeiro de 2010 subiu de 13,09% para 13,12%, e o DI janeiro de 2009 ficou em 12,26%, de 12,25% na sexta-feira.

... O noticiário local ficou em segundo plano. Mas, se o investidor decidisse olhar para os dados domésticos, não encontraria motivos para bom humor. O IGP-10 de março, em +0,61%, superou as expectativas; o IPC-S voltou a acelerar-se (+0,14%); e a pesquisa FOCUS mostrou nova rodada de alta das projeções de inflação para este ano. A mediana das estimativas para o IPCA avançou de 4,42% para 4,44%.

... Em sintonia com o sentimento de aversão ao risco, o Global-40 caiu 0,26%, cotado no fechamento a 132,65 cents (máxima), com o risco Brasil em 302 pontos-base.

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segunda-feira, 17 de março de 2008

FED baixa taxa de redesconto e JP Morgan compra Bear Stearns

... O Federal Reserve cortou, neste domingo, sua taxa de redesconto em 25 pontos-base, para 3,25% aa. A taxa é utilizada numa linha especial de crédito ao mercado, com o objetivo de socorrer instituições em dificuldades. O sentido de urgência que revestiu essa decisão espelha a gravidade da crise nos EUA. O FED não apenas se reuniu extraordinariamente no final de semana, o que já seria suficiente pra sinalizar que a coisa é brava, como decidiu não esperar pelo encontro formal do FOMC, amanhã.

... Outra notícia de ontem nas agências internacionais diz respeito à crise em Wall Street. Confirmando rumores, o JP MORGAN comprou o BEAR STEARNS, o primeiro grande banco norte-americano derrubado pela crise do SUBPRIME. A transação foi realizada por TROCA de ações. Cada título do BEAR entrou por apenas US$ 2 (dois dólares), muito abaixo do valor da ação na sexta-feira (US$ 30). Resta esperar pela reação do mercado. As investidas não resolvem, mas ajudam a administrar a crise no dia-a-dia.

... Cresceu (e muito) o suspense em NY às vésperas da reunião do FOMC, amanhã... Até então tido como teto, um corte de 75 pontos-base no juro americano, para 2,5%, agora tem tudo para desanimar feio, porque o mercado está pedindo mais. Depois que o CPI de fevereiro surpreendeu, na sexta-feira, com estabilidade no núcleo e no índice, traders e analistas em WALL STREET acham que o resultado da inflação abriu espaço para um desaperto mais firme. Muita gente está defendendo redução de até 1,0 ponto porcentual.

... Com a RECESSÃO no topo da pauta, está pesando o medo de uma quebradeira geral dos bancos, depois de o BEAR STEARNS ter puxado a fila. Na sexta-feira, bateu tão fundo a percepção da crise que, na agência DJ, o economista Tony CRESCENZI (Miller Tabak) disse que o resgate relembra os dias da Grande Depressão dos anos 1930.

... A semana poderá também ser sacudida por resultados corporativos de bancos pesos pesados. No olho do furacão, o BEAR antecipou de quinta-feira para hoje à noite a divulgação do balanço do primeiro trimestre fiscal.... Analistas esperam baixas contábeis de US$ 15 bilhões. Amanhã, é a vez GOLDMAN SACHS e do LEHMAN BROTHERS soltaram seus números... O momento tem sido definido pelos especialistas como “o mais sombrio” para ambos os bancos de investimento desde que lançaram suas ações em bolsa, em 1999 e 1994, respectivamente. Quarta-feira é a vez do MORGAN STANLEY.

... Abreviada pelo feriado da PÁSCOA, já na quinta-feira alguns mercados em NY fecham mais cedo nesta semana, nem por isso a agenda de indicadores é menos eletrizante. Amanhã (terça-feira), o PPI (preços ao produtor) perde um pouco do status, depois que a inflação ao consumidor tranqüilizou. Mas HOJE tem uma bateria de dados importantes. O dia começa às 9h30, com o índice de atividade EMPIRE STATE (previsão: -8 em março), além do déficit em conta corrente no quarto trimestre (-US$ 184 bilhões). Às 10h15, sai a PRODUÇÃO INDUSTRIAL de fevereiro. À tarde, sai a atividade do meio-oeste em janeiro (13h), além do índice de atividade em construção de moradias em março, às 14h.

... Na EUROPA, o BC turco realiza decisão de política monetária nesta quarta-feira, com expectativa de que reduza o juro em 25 pontos, para 15%.

... Na ÁSIA, é esperada uma solução para o impasse relacionado à indicação do próximo presidente do BOJ, já que o mandato de Toshihiko FUKUI termina na quarta-feira.

... AQUI, o calendário é mais fraco, nesta semana, limitando-se a índices preliminares de inflação, cinco no total. HOJE, sai a segunda prévia de março do IPC-S (8h), com estimativas de 0,11% a 0,16%, mediana em 0,12%, apurou o AE Projeções. Também às 8h, a FGV divulga outro indicador, o IGP-10 de março, que deverá subir entre 0,37% e 0,55%, mediana em 0,49%.. Amanhã, sai o IPC-S das capitais na semana até o dia 18, e na quarta-feira as duas segundas prévias de março do IPC-FIPE e IGP-M.

... A temporada dos BALANÇOS prossegue HOJE com COPEL, KLABIN SEGALL, PDG REALTY e SARAIVA. Mas é quarta-feira o dia forte: ELETROBRÁS e ELETROPAULO.

O juro vai subir

... O PIB do quarto trimestre de 2007, a Ata do COPOM, a taxação do capital externo em renda fixa e as vendas no varejo de janeiro devem se traduzir em uma alta da projeção para a taxa SELIC na pesquisa FOCUS que sai daqui a pouco, às 8h30... Essas notícias aumentaram significativamente a chance de um aumento de juros, já na reunião de abril. Esse ajuste no cenário deve se refletir na mediana das previsões do mercado.. Na curva do DI, a nova aposta é de uma elevação mais radical, de 50 pontos-base.

... As VENDAS NO VAREJO, divulgadas na sexta-feira pelo IBGE, só confirmaram o que havia antecipado a ATA, que o consumo segue em ritmo acelerado neste início de ano, e de forma surpreendente. As vendas subiram 1,8% sobre dezembro, que já é um mês tradicionalmente forte para o comércio por causa do Natal. O dado superou a mediana de 1,45% do intervalo das previsões dos analistas (0,7% a 2,2%). Em relação a janeiro de 2007, o avanço foi de 11,8%, perto do teto das estimativas (12,0%), fazendo deste janeiro o melhor da série histórica. A média móvel trimestral, considerado o principal indicador de tendência, registrou crescimento de 1,3% no trimestre encerrado em janeiro.

... Em reação ao resultado das vendas e ao nervosismo no exterior, o DI janeiro de 2009 avançou a 12,25%, de 12,17% na quinta-feira, com máxima de 12,29%... O DI janeiro de 2010 fechou em 13,09%, com máxima de 13,17%, de 12,98%.

... Em sintonia com a mensagem dura da ATA, o presidente LULA advertiu para os riscos do (forte) crescimento da economia, afirmando que é preciso que a oferta acompanhe, senão, a “doença desgraçada da inflação” volta. Se alguém precisava saber pra que lado está jogando o Planalto, não tem mais dúvidas. O sinal está verde para o BC.

... O IOF sobre o capital estrangeiro para aplicações em renda fixa e para títulos públicos, que começa a ser cobrado a partir de hoje, também pesou sobre o mercado de JUROS. Para Mauro LEOS (MOODY´s), a cobrança “talvez possa ter impacto sobre o sentimento do investidor”. Em relação à classificação soberana, no entanto, LEOS disse que “o importante é o quadro geral do País”, embora tenha admitido que “o risco é relevante” se novas medidas no front fiscal vierem a ser decididas. Ele também considerou “muito importante” que o Banco Central e o Ministério da Fazenda atuem de forma coordenada. “Ou as coisas podem ficar mais complicadas do que teriam que ser”.

... O DÓLAR teve um dia de forte volatilidade. A alta americana oscilou entre a mínima de R$ 1,676 (-1,0%) e a máxima de R$ 1,724 (+1,83%), para fechar em R$ 1,714 (+1,24%).

... BOVESPA seguiu NY durante quase todo o pregão, mas, perto do fechamento reduziu as perdas, amparada principalmente pelos papéis de VALE, para fechar em baixa de 0,46%, aos 61.991 pontos, com volume de R$ 5,888 bilhões. As ações da ON mineradora subiram 2,26% e PNA, +0,12%, com novos rumores de que estaria perto de fechar a negociação de compra da anglo-suíça XSTRATA. Também PETROBRAS ON diminuiu a baixa, para 0,56%, após a atuação pesada de uma instituição na compra, segundo o jornalista Téo Takar (Empresas e Setores). PETRO PN fechou em baixa maior, -1,97%.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40 fechou a 133,00 cents (estável), enquanto o risco Brasil estava em 289 pontos-base, queda de 4 pontos, no final da tarde.

A era do gelo

... Feito bola de neve, a crise do SUBPRIME (e do crédito) vai se espalhando aqui e ali, e com tanta força e rapidez, que já leva analistas na City londrina ao prognóstico de uma nova etapa nos negócios: a FASE DAS FALÊNCIAS, como eles têm chamado, em que a dúvida passa a ser agora quem serão as próximas vítimas da avalanche. “É claro que o BEAR STEARNS não está sozinho”, afirmou um economista baseado em Londres para a correspondente Daniela Milanese (AE). Tudo fica ainda pior, quando os investidores começam a pôr em xeque as limitações do FED, que não vai poder derrubar o juro para sempre. “Daqui a pouco acabam as balas” de BERNANKE, advertiu um analista.

... Fontes avaliaram à jornalista que há dois pontos centrais para serem atacados: 1) os problemas de capital dos bancos e 2) as HIPOTECAS podres nas mãos dos consumidores. Nos dois casos, poderá ser necessário o uso de dinheiro público, ou uma espécie de PROER americano, definiu Wilber COLMERAUER, consultoria LIABILITIES SOLUTIONS.. O que complica é que esta é uma decisão política, em pleno ano eleitoral.

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Reunião do CMN para aprovar medidas cambiais gera suspense

..“Tudo o que se fizer para facilitar a vida dos exportadores é positivo, mas eu não acho que isso (o fim da cobertura cambial) possa melhorar o dólar”. A avaliação de fonte do BDM parece expressar o consenso do mercado, tanto que o dólar fechou na mínima, apesar da expectativa com as medidas cambiais. Após o fechamento, a confirmação de reunião extraordinária do CMN pode manter os mercados de sobreaviso. O fim da exigência para que as receitas com exportações sejam internalizadas, a medida mais provável, seria bem recebido. Mas a volta da tributação para estrangeiros aplicarem em títulos públicos, uma outra possibilidade cogitada, já tem muitas críticas.

... “Isso vai ser um retrocesso, um tiro no pé. O Brasil deve aos gringos uma coerência no tratamento do capital estrangeiro, porque são eles que vêm pesado para o financiamento da dívida de longo prazo. O País demorou a conquistar essa credibilidade e não faz sentido mudar as regras do jogo. Podemos perder o parceiro, e sem conseguir resolver o problema (apreciação cambial)”, disse o mesmo profissional consultado pela coluna. Para ele, só tem um jeito de melhorar o dólar, que é derrubar o juro.

... A orientação do presidente LULA para a adoção de medidas para conter a valorização do real ocorreu em reunião no Palácio do Planalto, na quinta-feira passada. Mas não parece ser um consenso na equipe econômica. O TESOURO, por exemplo, divulgou um estudo, ontem, destacando a importância do investimento estrangeiro em títulos públicos. À noite, foi a vez da ANDIMA dar o contra (leia abaixo).

... A possibilidade de voltar com a tributação de 15% sobre os investimentos estrangeiros para a dívida pública foi considerada “especulação” por MANTEGA.. Mas, ele colocou na declaração um “por enquanto”, que deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha.

... Já o fim da cobertura cambial, que, atualmente, permite que apenas 30% dos dólares obtidos com exportações fiquem no exterior, seria bem recebido, embora sem impacto mensurável para a cotação. “Não acredito que o objetivo seja influenciar o câmbio. Acho que a medida visa proporcionar benefícios operacionais aos exportadores, a flexibilidade reduz os custos das empresas, compensando de alguma forma o câmbio valorizado, resultado de um movimento generalizado e mundial de queda do dólar”, concluiu a fonte.

... Nos EUA, a ação coordenada do FED com os bancos centrais da União Européia, UE, Inglaterra, Canadá e Suíça para prover liquidez ao sistema financeiro global fez festa das bolsas, nesta terça-feira. Os índices em WALL STREET dispararam mais de 3%, e a BOVESPA foi junto. Ninguém acha que o FED, que sozinho entrou com US$ 200 bilhões, resolveu o problema. Pelo contrário, os analistas medem a gravidade da crise pela extensão do socorro. Mas o importante é que, com essas atuações, o FED ganha tempo para o mercado se ajustar, o que acontece, por exemplo, quando os bancos vendem ativos, diluindo os riscos. Leia mais abaixo sobre o desempenho dos mercados em NY!

... A agenda dos indicadores americanos ainda é fraca, nesta quarta-feira, com destaque apenas para os estoques do PETRÓLEO, que continua batendo um recorde por dia (previsões abaixo). Às 15h, o Tesouro divulgará as contas do governo em fevereiro. Na EUROPA, o presidente do BCE, Jean-Claude TRICHET fala às 12h30.

... AQUI, o primeiro IPC-FIPE de março abre o dia, às 7h, com a mediana das previsões em 0,23%, segundo o AE Projeções... Na seqüência, a FGV divulga às 8h a primeira prévia do IGP-M, que deverá ficar em torno de 0,33%... Às 9h, é a vez do indicador mais esperado do dia, o PIB do quarto trimestre de 2007. Os destaques serão o consumo das famílias e os investimentos. No mesmo horário, o IBGE divulga o emprego em janeiro.

Além de tudo...

... Uma eventual tributação do capital estrangeiro em títulos públicos elevaria o custo da dívida, como anotou no Broadcast a jornalista Lucinda Pinto. A possibilidade de o governo mexer com a isenção do estrangeiro começou a preocupar o mercado de juros. Ontem, o rumor de que o governo poderia voltar a cobrar IR dessas aplicações já pressionou o mercado.. Quando o ministro MANTEGA disse que era tudo “especulação”, as taxas caíram... Mas a expectativa com a reunião do CMN deve impor cautela na abertura dos negócios, hoje, de novo.

... O DI janeiro de 2009 fechou o pregão em 11,95%, de 11,98% na segunda-feira. O DI janeiro de 2010 caiu a 12,76%, de 12,91%. E o janeiro de 2012 caiu a 12,76% (12,94%).

... O aumento da participação do investidor estrangeiro, que gosta de aplicar em títulos de prazo longo, ampliou a demanda por papéis do TESOURO e, conseqüentemente, derrubou as taxas pagas ao mercado como um todo. Com a isenção do I.R., o volume da dívida nas mãos de estrangeiros saltou de R$ 7 bilhões (início de 2006) a R$ 57,7 bilhões (dezembro de 2007). O papel mais atrativo é a NTN-B, atrelada ao IPCA. A taxa desse título, que era de 9% antes da isenção, caiu a 6% ao ano, e hoje oscila ao redor de 7,5%.

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terça-feira, 11 de março de 2008

Bolsa pode furar novos suportes, mas é DI que mais preocupa

_ Pode cair mais (a BOVESPA)?
_ Sempre pode.
_ Quais são os próximos suportes importantes?
_ 58 mil e, depois, 55 mil.
_ Cai tudo isso?
_ Não estou dizendo que vai cair, mas que pode cair.
_ Voltou a colar forte a NY?
_ A coisa lá está muito feia, com a expectativa de quebra de bancos.
_ Os estrangeiros estão vendendo aqui?
_ Eles têm de fazer caixa no mundo inteiro, não só no Brasil.
_ E o DI?
_ É o mercado que preocupa mais. Perto dele a bolsa está bem.

... O executivo financeiro falou à coluna no final da tarde, comentando a queda de 3% da BOVESPA, para baixo dos 60 mil pontos. Mas, segundo a fonte do BDM, é no PRÉ, o mercado de juros prefixados, o banho de sangue. “Se a Bovespa cair 10 mil, ainda estará bem. O índice bateu 45 mil na última crise, enquanto lá fora já está 100 pontos abaixo”. Além disso, aqui os investidores operam com a convicção de que a bolsa cai, mas volta a subir, e que essa volta tem sido sempre rápida, quando Nova York acomoda.

... Então dá pra ganhar dinheiro na bolsa? “Dá, é claro. Mas, hoje, o mercado que oferece mais prêmio é o PRÉ. Há uma semana, as posições no DI estão trocando de mão, com o STOP LOSS nos vendidos. Chega uma hora que quem vai levar STOP é o tomado”.

... E o DÓLAR? “O dólar vai cair mais. A pressão nesses dias de maior nervosismo tem a ver com movimentos de HEDGE.. Alguns investidores preferem comprar dólar em vez de vender bolsa ou zerar o pré. É um hedge barato, sobretudo, agora, com a tendência de desvalorização nos mercados internacionais.. Você vê que sobe e continua em R$ 1,70”.

... UEL, mas até onde vai tudo isso? Até onde for a crise nos EUA. Investidores trabalham com um cenário ainda benigno para a RECESSÃO (SOFT LANDING). Contam com a atuação do FED, como os cortes de juro e as investidas para garantir liquidez, para tanto. É verdade que a extensão da crise e os estragos no sistema financeiro ainda são uma incógnita, e que, por isso, ninguém pode prever o impacto para a economia real. Entre as preocupações, está a escalada do PETRÓLEO (abaixo), que pressiona a inflação.

... Hoje, WALL STREET deverá ficar por conta do noticiário da crise, já que a agenda dos indicadores é fraca. Está previsto apenas o saldo da BALANÇA COMERCIAL em janeiro, às 9h30, com estimativa de déficit de US$ 59,75 bilhões... Na Basiléia, MEIRELLES enfatizou a importância de os emergentes continuarem importando dos EUA, de tal modo que o DÓLAR fraco seja aproveitado para melhorar as exportações. Leia abaixo!

... AQUI, dados importantes para o cenário da política monetária serão divulgados, entre os quais, o IPCA de fevereiro, às 9h, pelo IBGE. Pesquisa do AE Projeções junto ao mercado apurou estimativas de um resultado entre 0,40% e 0,50%, a mediana em 0,45%. Os reajustes das mensalidades escolares deverão pressionar o núcleo por expurgo. Mais tarde, às 11h, a CNI divulga os indicadores da indústria de transformação em janeiro. Destaque para o nível de utilização da capacidade instalada.. Esses números, de inflação e atividade, podem influenciar apostas para a SELIC no ano, mas não os negócios hoje.

Tudo depende da China

... O assunto central das discussões no encontro dos Bancos Centrais, na Basiléia, era o papel dos países emergentes com amortecedores do impacto da desaceleração da economia norte-americana sobre o resto do mundo... O presidente do BCE, Jean Claude TRITCHET, disse que os mercados emergentes têm “recursos preciosos” e que seriam fundamentais para “reequilibrar” a economia mundial. Mas, para Henrique MEIRELLES, é a CHINA quem terá “papel-chave” para determinar até que ponto os demais emergentes serão ou não afetados pelas turbulências no mercado.

... Otimista, MEIRELLES disse que o Brasil mostra grande resistência à crise e é exemplo “particularmente brilhante” de economia que está conseguindo evitar a contaminação. Mas, segundo o presidente do BC ponderou, “se a CHINA não resistir, não há dúvidas de que o cenário será outro para o Brasil. Os emergentes são vistos como uma espécie de amortecedor da crise dos EUA. Se economias como China, Índia, Brasil e Rússia continuarem crescendo, podem ajudar a resgatar a economia americana com o aumento das exportações dos EUA.. A CHINA, é claro, tem um peso fundamental nessa equação.

... Mereceu muita atenção, ontem, a divulgação do resultado da BALANÇA COMERCIAL da primeira semana de março. No acumulado deste ano, a média das exportações aumentou 19,8% em relação a igual período do ano passado, enquanto que a média das importações teve crescimento bem maior, de 51,1%. Apesar do fraco desempenho no início do mês, com um déficit de US$ 159 milhões, existe tranqüilidade. Foi o crescimento pontual da importação de PETRÓLEO e derivados a explicação para esse resultado. Nesta segunda-feira,o DÓLAR comercial subiu 1,31%, cotado a R$ 1,706 no fechamento.

... No mercado de JUROS, nem os índices de inflação melhores (IPC-S, IGP-DI) serviram de alívio para o nervosismo do mercado. O agravamento da aversão ao risco voltou a pressionar as taxas futuras, em um pregão de forte volume de negócios... O DI janeiro de 2009 avançou a 11,98%, de 11,90%, e o DI janeiro de 2010 passou de 12,74% a 12,91%.

... A BOVESPA encerrou o pregão abaixo dos 60 mil pontos (59.999,3 pontos), em queda de 3,02%, após oscilar entre a mínima de 59.995,8 pontos (-3,03%) e a máxima de 61.923,3 pontos: +0,09%. O volume financeiro somou R$ 4,899 bilhões, o menor do mês, refletindo a cautela do investidor. PETROBRAS PN caiu 1,87% e a ON, -1,59%.. O rali do petróleo limitou as perdas da blue chip. Já VALE PNA cedeu 3,94% e ON, -2,71%.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40 fechou a 132,75 cents, queda de 0,41%, com o risco Brasil em alta de oito pontos, aos 281 pontos-base no final da tarde. No mercado corporativo, o banco mineiro BMG, especializado em crédito consignado, fechou em US$ 250 milhões a captação externa iniciada em US$ 100 milhões, semana passada.

A derrocada do império

... “Se me dissessem há dois anos, um ano, que um dos grandes bancos de investimento poderia sucumbir a uma pressão severa de defaults, eu teria dito que eles são grandes demais para quebrar... Agora, tendo em vista a velocidade das baixas contábeis que têm sido anunciadas, isso já não está fora do reino das possibilidade”. A opinião, do operador Peter MCCORRY (da KEEFE, BRUYETTE & WOODS), na agência DJ, reflete bem o espírito das coisas, e de como ninguém mais parece duvidar da força da crise nos EUA.

... Nem bem o mercado se recuperou do trauma do PAYROLL na sexta-feira e já ontem o noticiário foi dominado por rumores de uma quebradeira no setor financeiro... Foi o BEAR STEARNS (-11,10%) o pivô das especulações, embora o chairman tenha chamado de “ridículos” os comentários de que o banco estaria enfrentando problemas de liquidez. Pra piorar, depois o LEHMAN BROTHERS (-7,29%) anunciou que pretende demitir 5% de seus funcionários.. A instituição, junto com o GOLDMAN SACHS e MORGAN STANLEY, divulgará o balanço do primeiro trimestre fiscal na semana que vem.

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segunda-feira, 10 de março de 2008

Bateria de dados ajusta juro, mas cenário externo é desafio

... O mercado de JUROS, que foi atingido em cheio pela aversão ao risco, na sexta-feira, continua em foco nesta semana, com extensa agenda de indicadores. Uma bateria de índices de inflação e da atividade, incluindo o IPCA de fevereiro e o PIB do quarto trimestre, além da Ata do COPOM, ajudarão a ajustar as apostas ainda bastante incertas para a política monetária. Mas, depois do susto no DI, detonado pelo cenário externo e zeragem de estrangeiros (abaixo), dificilmente, os investidores terão sangue-frio para se manter tão vendidos, ainda que os dados da economia doméstica mostrem alívio.

... Desde HOJE, estão previstos dois índices de preços e a pesquisa FOCUS, 8h30, pelo BC. Economistas consultados pelo AE Projeções esperam apenas mudanças no campo da “sintonia fina” para as estimativas. Já para o IGP-DI de fevereiro, a mediana das expectativas é de 0,42%, e para o primeiro IPC-S de março, de 0,11%, ambos sairão às 8h... O IPCA sai amanhã (terça-feira), junto com os indicadores de janeiro da CNI. Na quarta-feira, vem o PIB do quarto trimestre e o emprego do IBGE, e mais dois índices de inflação, as primeiras prévias de março do IPC-Fipe e do IGP-M. Na quinta, é dia da Ata do COPOM e na sexta-feira, da pesquisa do comércio do IBGE.

...Em NY, é sexta-feira o dia mais importante, com mais um discurso de BERNANKE, que tem muito o que se explicar depois do PAYROLL da RECESSÃO (leia abaixo). É ainda para o último dia da semana que está reservado o melhor indicador da agenda: a inflação ao consumidor (o CPI) de fevereiro.. Antes, saem as VENDAS NO VAREJO (quinta-feira) e o SALDO COMERCIAL de janeiro, amanhã. HOJE, às 11h, estão previstas as VENDAS e os ESTOQUES NO ATACADO de janeiro. Esse dado não costuma influenciar.

... Veio tão fraco o PAYROLL, na sexta-feira, que chegou a inspirar apostas de que o juro possa cair até 1,0 ponto na reunião do FOMC na semana que vem (dia 18), possibilidade que não era nem cogitada até então (leia mais abaixo).

... Quinze minutos antes de sair o Relatório do Emprego, o FED anunciou duas iniciativas para garantir liquidez aos mercados: disse que aumentará o volume disponível nos leilões a termo (TAF) para US$ 100 bilhões e iniciará uma série de transações de recompra a termo no total de US$ 100 bilhões. Já no leilão de HOJE, colocará US$ 50 bilhões, acima dos US$ 30 bilhões previstos anteriormente. De sua parte, o BCE não descartou ação coordenada, garantindo que, se preciso, voltará a fornecer liquidez em dólar ao mercado.

... Na lista dos BALANÇOS, estão previstos para hoje os resultado da TEXAS Instruments (à noite) e da empresa de private equity BLACKSTONE.

... Na CHINA, vários indicadores estão previstos para esta semana, entre os quais, o CPI, inflação ao consumidor, VENDAS no varejo e PRODUÇÃO industrial.

HORÁRIO NOVO. Os EUA entraram em horário de verão. NY está agora uma hora atrás de Brasília e Chicago, duas horas. As bolsas americanas passam a operar das 10h30 às 17h. Aqui, a BOVESPA também muda de horário, com o pregão entre 10h e 17h.

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quinta-feira, 6 de março de 2008

COPOM atento põe freio no DI com sinalização de alta do juro

... Ou o BC quis preparar o espírito do mercado para a possibilidade de uma alta do juro nas próximas reuniões do COPOM, ou não sabe que as palavras têm poder -- o que é difícil de acreditar. Assim, prepare sua munição, porque tudo indica que pode vir chumbo pela frente. Por que o BC acrescentaria no texto do comunicado um advérbio de modo, que vai contra a lógica, se não estivesse com más intenções? O que pretendeu ao dizer que “irá monitorar ATENTAMENTE a evolução do cenário”? É claro que o BC não quis dizer que até agora acompanhava o cenário sem prestar muita atenção. Então, já que a palavra não está ali por acaso, esqueça um pouco NY porque tem game pesado no DI.

... O resultado do COPOM, ontem à noite, correspondeu amplamente às expectativas, ao manter a taxa SELIC em 11,25%, sem viés, por unanimidade. Mas, traders e analistas esperavam por detalhes do STATEMENT como uma sinalização dos próximos lances da política monetária. O mercado está cheio de dúvidas em relação ao shape da curva de juros deste ano... Muitos operam com um cenário de estabilidade até o fim de 2008, mas há os mais otimistas, que vêem espaço para a retomada das quedas da SELIC, e os mais conservadores, que temem por uma reação do BC aos números fortes da economia.

... Os dados da produção industrial em janeiro (de +1,8%), divulgados ontem pelo IBGE, vieram elevados, mas abaixo da mediana das expectativas (de +2,25%). Além disso, o crescimento de 13% nos investimentos “nos torna aptos a ter uma produção maior, sem pressão inflacionária”, disse o ministro do Planejamento, Paulo BERNARDO à jornalista Beatriz Abreu (AE). Ele não soube dizer se essa também é a avaliação do BC.

... No mercado, muita gente acha que não há razão para o Banco Central ter uma recaída de malvadeza agora. A inflação continua dentro da meta (4,5%) e as expectativas estão sendo revisadas em baixa com a queda do dólar. Segundo fontes no Broadcast, a manutenção da SELIC em 11,25% reconduz o Brasil à liderança dos maiores juros reais do mundo. O atraente diferencial dos juros interno e externo deve assegurar a continuidade do fluxo financeiro, contribuindo para a trajetória de desvalorização do dólar.

... Tirando o provável movimento de ajuste dos juros ao COPOM (abaixo), no restante, o mercado tem hoje mais do mesmo. A BOVESPA, que ontem se regalou com o novo recorde do petróleo e a alta dos metais, deve continuar seguindo as commodities, se NY se mantiver mais ou menos dentro dos trilhos.

... A agenda aqui é vazia, e nos EUA é mais fraca. Prevê números do auxílio-desemprego na semana até 1/3, às 10h30, com estimativa de queda de 10 mil pedidos. Às 12h, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis espera queda de 1,5% nas vendas pendentes de imóveis (janeiro)... Talvez WALL STREET se oriente mais pela expectativa do PAYROLL de fevereiro, que sai amanhã (abaixo). Ou pelo noticiário da crise.

... Na EUROPA, o BCE anuncia, às 9h45, sua decisão para a taxa de juros da ZONA DO EURO. A expectativa do mercado é de que seja mantida em 4,0%.. Antes, às 9h, sairá a decisão do BOE para o juro inglês, que também deve ficar inalterado, em 5,25%.

Atentamente é...

... Não é de hoje que o BC opera as expectativas do mercado introduzindo (ou retirando) expressões em seus comunicados.. Desta vez, o advérbio de modo ATENTAMENTE deverá colocar as taxas dos DI em alta, depois de os investidores terem arriscado um movimento de alívio ontem, na espera pelo COPOM. O argumento para a queda das taxas, que aconteceu em um pregão de bom volume, foram os números da PRODUÇÃO INDUSTRIAL, que vieram fortes, mas não surpreendentes. E, para muita gente, ajudaram a reduzir o risco de alta da taxa SELIC neste ano.

... Mas aí, veio o BC com essa mensagem de que é melhor não relaxar, o que deve fazer aqueles lotes de posições vendidas, assumidos nesta quarta-feira, queimarem nas mãos dos investidores. As incertezas sobre o que vem pela frente continuam pautando o mercado pré, o que é sinônimo de oportunidade de negócios e também de volatilidade.

... Para o economista-chefe do BES Investimento, Jankiel SANTOS, o BC demonstrou no comunicado que não está satisfeito com as conquistas no campo da inflação e com os benefícios que o câmbio apreciado tem dado para a formação dos preços. “A introdução desta palavra no comunicado me soa como uma tentativa de o BC evitar a euforia que vimos no mercado no ano passado”, disse para o Broadcast... Já o economista-chefe da Corretora López LEÓN, Flávio SERRANO, acha que o BC quis mesmo influenciar a curva de juros, com o objetivo de manter as taxas elevadas e, assim, frear a economia. “A taxa de juros de um ano para frente é uma das mais altas e o BC não quis acabar com isso, porque na conjuntura atual esse cenário é favorável à autoridade monetária”, avaliou ele.

... Ontem, as taxas do DI haviam recuado diante dos números menos explosivos, embora ainda vigorosos, da produção industrial. Como contraponto do crescimento de 1,8% em janeiro, o mercado observou o recuo de 0,3% da média móvel trimestral, que mostra a tendência do indicador. Foi o primeiro resultado negativo em 18 meses, e apesar de o IBGE ter relativizado esse dado, ele ajudou a amenizar a preocupação com uma possível alta dos JUROS nos próximos meses, sugerindo acomodação entre oferta e demanda.

... Se não fosse o sinal do BC no statement, possivelmente, os JUROS cairiam mais nos próximos dias, porque o mercado ainda via prêmio para queimar nas apostas de uma elevação da taxa SELIC neste ano. Agora, não só essas apostas serão mantidas, como devem ser reforçadas, dentro dos movimentos de ajuste, sempre exagerados.

.. O mercado vai especular, vai querer saber o que o BC vai acompanhar atentamente, se as expectativas de inflação, o desequilíbrio entre oferta e demanda, a demora na maturação dos investimentos em capacidade produtiva ou, quem sabe, o risco de a alta das commodities vir a pressionar a inflação. Será que as respostas vêm na próxima ATA?

... Ontem, diante dos números do IBGE e do alívio externo, o DI janeiro de 2009 recuou a 11,72%, de 11,74%. E o DI janeiro de 2010 fechou a 12,38%, de 12,42%.

... O DÓLAR também deverá reagir (em queda) ao COPOM, que amplia as oportunidades de arbitragem. Ontem, a moeda fechou a R$ 1,672 (-0,83%).

... O IBOVESPA fechou a quarta-feira em alta de 1,53%, para 64.629 pontos, com giro de R$ 6,290 bilhões. A disparada do petróleo deu fôlego às ações de PETROBRAS, que vinham de dois pregões seguidos de baixas.. Ontem, a PN subiu 2,47% e a ON, +2,86%. VALE PNA também se recuperou (com os metais) e subiu 1,81%. Já GERDAU (+3,02%) devolveu parte da perda de (mais de 7%) com o anúncio da oferta primária de ações.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40 fechou em estável em 134,25 cents. Já o risco Brasil estava em 247 pontos-base no final da tarde, queda de 10 pontos-base.

Arriba!

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quarta-feira, 5 de março de 2008

Commodities são dúvida do dia. Noite é do Copom estável

... Tem indicador que não acaba mais pra sair hoje aqui e em Nova York, fora os eventos importantes, como o COPOM e a OPEP. Mas, embora cada item dessa pauta possa oferecer riscos de volatilidade, a tendência dos mercados parece estar mais associada à agenda da crise, em particular, ao desempenho das commodities, no caso do Brasil.. Em NY, são as notícias do setor financeiro as que mais pegam, para o mal ou para o bem.

... Ontem à noite, as bolsas americanas melhoraram no fechamento, com rumores de um novo socorro à seguradora de bônus AMBAC Financial, depois das fortes perdas no intraday com as más notícias envolvendo o CITIGROUP (abaixo). Também a BOVESPA reduziu suas perdas no final do pregão.. Mas, ao contrário do que tem ocorrido, aqui caiu mais do que lá. E não se trata de diferença de fuso, porque estão fechando no mesmo horário... O que aconteceu é que as bolsas operaram descoladas, e, apesar de ambas terem caído, caíram por motivos diferentes. Enquanto NY operava com o setor financeiro, a BOVESPA reagia à nova realização dos metais e do petróleo.

... Com duas quedas em apenas três dias, sexta-feira passada e ontem, a tendência das commodities é, hoje, a grande expectativa dos mercados emergentes. Até agora, a escalada de alta das matérias-primas, garantida pela demanda da China, quando os EUA dão sinais de recessão, e também pela corrida dos investidores na fuga do dólar fraco, parecia um movimento ininterrupto.. A dúvida é saber se haverá um ajuste, quando é que isso acontecerá e em que proporções. Não há consenso entre os analistas (leia abaixo).

... Antes do COPOM, dados da produção industrial em janeiro, hoje, podem influenciar as apostas do DI... Não as apostas para esta noite, porque o mercado inteiro está fechadíssimo com a estabilidade da SELIC em 11,25%, e sim para as próximas decisões de política monetária. O mercado espera números fortes do IBGE às 9h, com estimativas de um crescimento da atividade entre 0,98% e 3% sobre dezembro, e a mediana em 2,25%, segundo o AE Projeções. Na comparação com janeiro de 2007, as previsões vão de 7,62% a 10,6%, e mediana em 9,10%. Quanto maior o crescimento, menor deve ser a força das apostas numa queda ou até em estabilidade da SELIC neste ano.

... O IPC-Fipe de fevereiro abrirá o dia, às 7h00, com estimativas entre +0,08% e 0,22%, mediana em 0,14%. A lista de balanços corporativos inclui resultados da Eletropaulo, Energias do Brasil e Medial. Leia outras notícias de companhias abertas no Em tempo...

... Nos EUA, às 10h15 saem vagas no setor privado (prévia do PAYROLL), com previsão de -10 mil; às 12, tem encomendas à indústria de janeiro (-2,5%) e ISM de serviços de fevereiro (46,5); às 12h30, estoques de petróleo e às 16h, o LIVRO BEGE do FED, com um sumário da economia que servirá de base para o próximo FOMC, no dia 18.

Impacto em três frentes

... A BOVESPA não acompanhou a recuperação das bolsas em Wall Street porque, aqui, as gigantes PETROBRAS e VALE ficaram à mercê da realização de lucros das commodities... As blue chips, que têm a maior participação no índice, mantiveram-se no terreno negativo e, com isso, impediram a recuperação da bolsa, pelo menos na mesma proporção do que ocorreu em NY. No fechamento, a bolsa caía 1,29% (63.655,5 pontos), após ter batido a mínima de 62.745 pontos (-2,71%). O volume somou R$ 6,6 bilhões.

... Acompanhando a queda dos metais no mercado externo, VALE fechou o dia em baixa de 2,13% (ON) e de 1,87% (PNA). PETROBRAS PN caiu 2,78% e a ON, 3,97%, com a queda do petróleo (abaixo).. A lista de maiores baixas foi liderada por GERDAU (-6,93%) e GERDAU Metalúrgica PN (-4,08%). As duas empresas anunciaram, na véspera, ofertas primárias de até R$ 2,8 bilhões e R$ 1,2 bilhão, respectivamente, o que naturalmente tende a pressionar a cotação das ações. Os atuais acionistas terão direito de preferência.

... No último pregão de fevereiro, a BOVESPA teve saída de R$ 595,680 milhões. Ainda assim, o saldo no mês ficou positivo em R$ 865,399 milhões.

... Nos JUROS e no DÓLAR, o impacto maior também foi da realização das commodities. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,90%, a R$ 1,6860. Já nos JUROS, a possibilidade de uma acomodação dos preços das commodities mexe com a expectativa de inflação e da política monetária. É claro que isso ainda é só uma possibilidade.

... Nesta quarta-feira, os contratos de curto prazo do DI pode ser influenciados por dados da PRODUÇÃO INDUSTRIAL. A expectativa é de números fortes e tem por base os indicadores antecedentes já conhecidos, como ANFAVEA e ABPO... As atenções ficarão voltadas para os dados de produção de bens de capital, que são um termômetro importante para o futuro da capacidade instalada. Desses dados, o mercado pode extrair um bom argumento para avançar um pouco nas apostas para o resto do ano.

... COPOM não dá espaço para especulação. Mas como ainda há muitas dúvidas sobre o que acontecerá depois, o mercado buscará pistas nos detalhes do STATEMENT.

... Ontem, o DI janeiro 2010 de fechou em 12,42%, de 12,38% na segunda-feira. Já o DI janeiro 2009 passou de 11,71% para 11,74%.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40 fechou a 134,40 cents, queda de 0,04%, com o risco Brasil em 257 pontos-base, queda de 10 pontos, no final da tarde.

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terça-feira, 4 de março de 2008

Bernanke volta a falar e investidores voltam às commodities

... A fala de BERNANKE sobre HIPOTECAS, a banqueiros da Flórida (11h), é o destaque da agenda, nos EUA. Nenhum indicador está previsto para hoje. Mas, embora o pronunciamento do presidente do FED seja sempre monitorado pelo mercado, não existe grande expectativa para o que ele possa dizer, apenas poucos dias depois de sua apresentação no Congresso.. A crise continua tão feia e difícil como na semana passada, e o que BERNANKE tinha que dizer, já disse. Não há passe de mágica.

... Os investidores sabem que o FED está numa encruzilhada, que, certo ou errado, teve de fazer a sua escolha, e que essa escolha, operar contra a RECESSÃO, poderá ter efeitos INFLACIONÁRIOS sérios, como já começam a mostrar os índices de preços, que refletem a série de cortes dos JUROS. Mas, fazer o quê, a não ser buscar proteção? Ou seja, BERNANKE não muda a percepção da crise nem as estratégias dos negócios.

... A ameaça de inflação, e a perspectiva de mais quedas das taxas de juro, e a contínua desvalorização do DÓLAR, que atingiu novas mínimas frente ao EURO, continuam levando os investidores para as COMMODITIES, na tentativa de preservar o valor de seu dinheiro. Por isso é que um único dia de realização, na sexta-feira, foi o suficiente. Já ontem, as commodities agrícolas, metálicas e o PETRÓLEO voltaram a subir, registrando recordes históricos. Leia mais abaixo sobre os mercados internacionais!

... Seja como for o depoimento de BERNANKE, hoje, não encerra as preocupações nesta semana... A agenda é pesada, cheia de riscos de VOLATILIDADE, incluindo o LIVRO BEGE, amanhã (quarta-feira) e o PAYROLL, na sexta-feira. Depois de amanhã, quinta, a EUROPA entra em foco, com reunião do BCE (política monetária) e da OPEP, em Viena.

... HOJE, além de BERNANKE, mais dois dirigentes do FED falam em público, entre eles, o super falcão Richard FISHER (15h), sobre o equilíbrio entre inflação e crescimento.

... AQUI, o COPOM inicia sua reunião de março, com resultado previsto para amanhã, no início da noite. Mas o encontro, como o anterior, promete dar traço no IBOPE, já que a estabilidade da taxa SELIC é esperada por dez entre dez analistas. O mercado está mais interessado nos indicadores da atividade a serem divulgados nesta semana: ANFAVEA e FENABRAVE (hoje) e PRODUÇÃO INDUSTRIAL (amanhã), que podem orientar as apostas para as decisões de política monetária neste ano. As estimativas para a indústria automobilística são de continuidade do crescimento em ritmo forte.

... Por outro lado, a queda do DÓLAR, em sintonia com a tendência do mercado externo, tem reforçado a percepção de que, dificilmente, o BC será obrigado a subir o juro. “O DÓLAR abaixo do esperado vai ajudar a amortecer as pressões inflacionárias este ano”, disse o economista Carlos THADEU DE FREITAS (CNC)... Já Darwin DIB (UNIBANCO), no Broadcast AO VIVO, falou na possibilidade de o dólar cair mais (leia abaixo).

... A BOVESPA, depois de ter acompanhado as commodities na realização de sexta-feira, voltou a subir, operando descolada de NY, que moderou nas quedas... À noite, a PETROBRAS divulgou lucro líquido de R$ 21,5 bilhões em 2007, 17% abaixo do que em 2006. A queda no lucro deve-se ao câmbio valorizado e aporte no Fundo Petros. Leia no Em Tempo... mais notícias sobre a PETROBRAS e outras companhias abertas.

FED pode derrubar mais o dólar

... Nem o fato de a BALANÇA COMERCIAL ter registrado déficit pela segunda semana consecutiva abalou a tendência de queda do DÓLAR, retomada ontem. A moeda americana até hesitou no início da manhã, operando no terreno positivo. Mas não levou muito tempo para voltar a ceder, fechando o pregão em baixa de 1,18% a R$ 1,671. Segundo o economista Darwin DIB, a trajetória do câmbio não é do real e sim do dólar. “Portanto, há chance da moeda cair mais se o FED seguir com cortes de juros”.

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segunda-feira, 3 de março de 2008

Bala na agulha... Se NY der um tempo, a volta aqui é rápida

... Nem bem começa a semana e os investidores em NY já estão de coração acelerado. É daqui a pouco, às 12h, que sai o ISM de atividade industrial de fevereiro. O dado pode ampliar o mau humor que dominou os negócios na sexta-feira, último pregão de fevereiro, se vier abaixo da marca de 50, a 48, como prevê o mercado. Desde que a economia americana começou a dar sinais de que está mais para um HARD do que para um SOFT LANDING, analistas têm apontado o indicador como um divisor de águas, para ver se os Estados Unidos já estão em RECESSÃO, como muita gente acha que sim.

... O ISM industrial é só o primeiro risco da agenda, porque já amanhã (terça-feira) tem mais, quando BERNANKE fala sobre HIPOTECAS num evento com banqueiros, e depois de amanhã, quarta-feira, tem o LIVRO BEGE, que serve de base para as decisões de política monetária do FOMC. Na quinta-feira, são importantes as VENDAS PENDENTES de imóveis em janeiro e, na sexta-feira, tudo pára à espera do PAYROLL de fevereiro.

... Você está vendo que a semana é movimentada em WALL STREET e que chances de VOLATILIDADE não faltarão.. Mais do que isso, a bateria de indicadores é acompanhada de críticas duras ao FED. Na sexta-feira passada, editorial publicado na imprensa americana desacreditou BERNANKE, acusando-o de negligente com a inflação (abaixo), num questionamento que abala a confiança e piora bastante o ambiente.

... AQUI, os mercados acompanham NY meio à distância, aprofundando a realização ou tentando descolar, dependendo de como as coisas acontecem lá fora. A BOA NOTÍCIA é que a VOLTA sempre é MUITO RÁPIDA nos mercados domésticos... Deu uma folga a crise americana, tem festa na BOVESPA porque, apesar de tudo, o sentimento é positivo. Tanto é que, na sexta-feira, “tinha fila, com senha, para quem queria comprar ações e só estava esperando uma quedinha”, disse uma fonte desta coluna.

... O profissional está tão otimista que aposta numa alta fortíssima para o IBOVESPA, em prazo não muito longo, para 80 mil, 85 mil (!!!). Bala na agulha, a crise pede agilidade.

... Hoje, é dia do balanço da PETROBRAS, que deve registrar lucro líquido 13,5% menor em 2007 comparado ao ano anterior, de acordo com a média das previsões de seis analistas de mercado consultados pela Agência Estado... O lucro da companhia deverá ficar em torno de R$ 22,4 bilhões, de R$ 26,9 bilhões em 2006. Também a CESP reporta seus resultados nesta segunda-feira. A lista dos outros balanços da semana inclui ETERNIT, PÃO DE AÇÚCAR, a ELETROPAULO, ENERGIAS DO BRASIL e a MEDIAL.

... A reunião do COPOM, amanhã e quarta-feira, tem expectativa unânime de estabilidade da SELIC em 11,25%, mas dados importantes da produção (abaixo) poderão mexer com as apostas para abril, influenciando a CURVA DE JUROS.

.. Na EUROPA, quinta-feira é o DIA quente, com as decisões sobre os juros do BCE e do BC inglês, que devem optar pela estabilidade... Em Viena, a OPEP estará reunida na quarta-feira. Até agora, apesar da arrancada recente do PETRÓLEO para suas máximas históricas, o cartel não manifestou qualquer disposição em elevar a capacidade produtiva.

... Na ÁSIA, o BC japonês também anuncia a decisão de política monetária na sexta-feira, quando deve manter juro em 0,5%. Ao longo da semana, existe a expectativa ainda do anúncio do novo presidente do BOJ, já que o mandato de Toshihiko FUKUI acaba no dia 19. O predileto para a vaga é o atual vice-presidente da instituição, Toshiro MUTO.

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Inflação do PCE é o destaque em NY, mas não muda estratégias

... O dia hoje é do índice de preços dos gastos com consumo pessoal, o PCE (de janeiro), que será divulgado às 10h30, nos Estados Unidos. O indicador é a medida predileta de inflação do FED, e tem alto potencial de volatilidade.. Se vier pressionado, confirmando a tendência já sinalizada pelo CPI e pelo PPI, vai assustar WALL STREET, porque aperta o medo da ESTAGFLAÇÃO, mesmo BERNANKE dizendo que não. Mas, não muda muita coisa. Nem muda a expectativa por novos cortes da taxa de juro, nem muda a estratégia dos investidores, que continuarão correndo para as COMMODITIES, fugindo do DÓLAR.

... Ontem, o PETRÓLEO renovou seus recordes fechando acima de US$ 102, enquanto o EURO alcançava novas máximas... As preocupações com a inflação americana seguiram também animando os preços dos METAIS básicos (leia abaixo).

... A previsão para índice cheio do PCE é de uma alta de 0,40% em janeiro, sobre janeiro de 2007. Para o núcleo espera-se alta de 0,30%, ou 2,20% ao ano. Em dezembro, o núcleo do PCE, de +2,8%, extrapolou a margem de tolerância para a inflação fixada pelo FED, entre 2,0% e 2,5%. Também pode ser importante o índice de sentimento do consumidor de fevereiro da Universidade de Michigan, às 12h, com previsão de confirmar a estimativa preliminar de 69,6. Um pouquinho antes, às 11h45, a Associação dos gerentes de compra de Chicago divulga a atividade industrial em fevereiro (previsão: 51).

... Cinco dirigentes do FED falam hoje: Frederic MISHKIN e Eric ROSENGREN (às 13h), Dennis LOCKHART (14h15), William POOLE e Charles EVANS (15h30).

... Aqui a agenda prevê apenas a sondagem conjuntural da indústria de transformação de fevereiro, que a FGV divulga às 8h30. Odontoprev e SLC Agrícola são os únicos dois balanços do dia. A VALE, que divulgou resultados ontem à noite (abaixo) pode continuar subindo com o rali dos METAIS, assim como PETROBRAS, com o PETRÓLEO no HIGH. Essa perspectiva torna mais próximo o recorde do IBOVESPA, que está por um triz.

.. Em NY, os balanços da DELL e da AIG, divulgados com os mercados fechados, podem pesar na abertura hoje. A gigante de tecnologia reportou um lucro de US$ 6,79 bilhões (US$ 0,31 por ação) no quarto trimestre, cinco centavos abaixo das previsões; isso levou suas ações a caírem 1,29% no AFTER HOURS. A seguradora AIG caiu mais (-2,79%), depois do prejuízo líquido de US$ 5,29 bilhões (US$ 2,08 por ação) e de fortes perdas de US$ 7,23 bilhões com derivativos de crédito (SUBPRIME).

O serviço de meteorologia informa...

... Só se um temporal vier de WALL STREET a BOVESPA não bate hoje seu recorde de 65.790 pontos, cravado no dia de 6 de dezembro do ano passado. O IBOVESPA fechou ontem com leve ganho de 0,09%, aos 65.555 pontos. Bastará subir 0,36% hoje, que a marca histórica será desbancada... O giro financeiro foi forte, mas abaixo da média dos últimos dias: R$ 5,9 bilhões. De novo, foram as commodities que sustentaram os preços. Hoje, tudo indica que esse movimento vai continuar, garantindo fôlego à bolsa.

... A principal fonte de combustível para a BOVESPA ontem foi a VALE, que brilhou antes mesmo de divulgar seu resultado. A expectativa de que a mineradora anunciaria lucro recorde em 2007, o quinto consecutivo, manteve as ações em alta durante todo o pregão. PNA avançou 2,24%, enquanto a ON subiu 3,29%. BRADESPAR, que tem investimentos na mineradora, também subiu: 2,50% (PN).

... À noite, depois do encerramento dos negócios, a VALE anunciou o resultado líquido de R$ 20,006 bilhões, um aumento de quase 49% em relação ao registrado em 2006. No balanço, atribuiu o bom desempenho ao aumento de 45,9% do lucro operacional, que foi motivado pela consolidação da canadense INCO, comprada no final do ano de 2006. A contribuição da VALE INCO no resultado foi de R$ 11,723 bilhões. O lucro operacional foi influenciado pela ampliação de R$ 19,472 bilhões na receita líquida - o que compensou o aumento dos custos operacionais e das despesas com vendas e administrativas.

... Além da expectativa do lucro, o que impulsionou os papéis da mineradora foi a alta dos metais no exterior, com algumas commodities renovando máximas, e especulações sobre a desistência da VALE pela compra da XSTRATA.

.. Também PETROBRAS manteve-se no terreno positivo, com a alta do preço do petróleo no exterior. O papel ON subiu 0,15% e o PN, +0,53%.

... O DÓLAR hesitou pela manhã, mas definiu-se por mais uma baixa, para completar o 9º pregão consecutivo de queda. A moeda americana fechou o dia na menor cotação desde 18/5/99, a R$ 1,669 (-0,12%). HOJE, é dia de formação da PTAX, para o vencimento dos contratos de dólar futuro de março, no dia 3, segunda-feira.

... No mercado de JUROS, os números de inflação, da atividade e o excesso de posições vendidas assumidas recentemente tiraram o entusiasmo dos investidores... As taxas futuras chegaram a subir com mais força durante o dia, pressionadas também pelo leilão de títulos prefixados do TESOURO. No fim do dia, o DI janeiro de 2010 projetava taxa de 12,41%, de 12,39% na quarta-feira, e o DI janeiro de 2009 passou de 11,72% a 11,77%.

... No mercado da DÍVIDA, o Global-40 fechou a 134,10 cents (+0,30%). O RISCO PAÍS subia 15 pontos-base, para 255 pontos-base, no final da tarde.

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