domingo, 30 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Fim de Ano para o Mercado
Melhor investimento do ano, o Ibovespa encerrou 2007 valorizado em 43,65 por cento, aos 63.886 pontos, registrando a quinta alta anual consecutiva da bolsa brasileira, uma das mais rentáveis do mundo.
Com expressivo aumento de investidores, inclusive pessoas físicas, e um número recorde de aberturas de capital, a Bovespa ultrapassou 1 trilhão de reais em giro financeiro este ano e caminha para pelo menos manter esse ritmo em 2008, se nenhuma crise externa atrapalhar.
Inflação e PIB
De acordo com o Relatório de Inflação do quarto trimestre, o BC estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano com alta de 4,3 por cento, mesma variação esperada para o fechamento de 2008. A meta de inflação fixada pelo governo para 2007, 2008 e 2009 é de 4,5 por cento, com margem de variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
As estimativas estão acima das projeções do relatório do terceiro trimestre, divulgado em setembro, quando a autoridade monetária calculava uma alta de 4 por cento para o IPCA em 2007 e de 4,2 por cento para 2008.
Mas no ano a moeda norte-americana, que encerrou cotada a 1,777 real, acumulou forte queda de 16,8 por cento, o dobro da desvalorização registrada em 2006, de 8,13 por cento. Em dezembro, o dólar recuou 0,95 por cento.
A Ptax (média ponderada diária do dólar) de fim de mês é usada na liquidação dos contratos futuros da BM&F e nos ajustes dos contratos de swap cambial reverso, realizados pelo Banco Central. No meio da sessão o BC voltou a realizar leilão de compra no mercado à vista, definindo a taxa de corte a 1,7660. Na véspera, a autoridade monetária havia deixado de atuar na compra de dólar no mercado pela primeira vez em quase três meses.
Estados Unidos
Mercado Imobiliário
A venda de casas novas registrou uma queda de 9 por cento, para uma taxa anual de 647 mil unidades em novembro, ante dado revisado para baixo em outubro de 711 mil unidades, informou o Departamento de Comércio.
Os dados sobre vendas desta sexta-feira sugerem que o mercado de imóveis novos pode ter espaço para novas quedas, já que os estoques de casas à venda subiram para 9,3 meses ante taxa de 8,8 meses em outubro. O preço médio de venda para uma casa nova no mês passado caiu para 239.100 dólares, ante 240.100 dólares no mesmo período do ano passado.
Europa
As ações européias fecharam em queda nesta sexta-feira, quebrando uma sequência de quatro altas consecutivas na última sessão completa do ano à medida que uma queda nas vendas de imóveis nos Estados Unidos e preocupações com o aperto do crédito abalaram os mercados.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações das empresas européias, caiu 0,2 por cento, para 1.506 pontos, após subir quase 2 por cento nas últimas quatro sessões.
Restando apenas uma meia sessão, na próxima segunda-feira, para o encerramento do ano, o índice europeu acumulou alta de 1,5 por cento em 2007, pior marca anual do índice desde 2002, quando ele caiu mais de 30 por cento. No ano passado, o índice registrou uma valorização de 16 por cento.
Ásia
As preocupações políticas fizeram os investidores desistirem do dólar para comprarem ienes.
A combinação dos dados fracos com notícias relacionadas à morte de Bhutto levaram o índice Nikkei, da bolsa de TÓQUIO, a fechar em queda de 1,65 por cento, em uma sessão curta que finalizou 2007. O indicador caiu mais de 11 por cento em 2007, a primeira queda anual em cinco anos. O desempenho caminha para ser o pior entre as principais bolsas de valores do mundo este ano.
Fonte: ReutersLB . Lucrando na Bolsa
Adeus 2007!!!
Daqui a pouco terminam os negócios no mercado. Na verdade, as bolsas podem até oscilar alguma coisa mas o volume - como já fora reduzido ontem - não deve ser nada representativo. Depois do almoço, então, a festa deve tomar conta de vez.Nos tempos de pregão viva-voz as caras dos operadores refletiam isso! Hoje vamos nos contentar com os telefonemas e emails de saudação para um ano bom em 2008.
E não faltam motivos para comemorar: a Bolsa de São Paulo alcançou pela primeira vez a marca de 1 TRILHÃO de reais negociados em 2007. A Petrobras, mistura de empresa de vanguarda e esteio político, deu muitas alegrias aos seus investidores. Tivemos o lançamento da Bovespa Holding - a IPO do ano. A Vale mudou sua marca e estabeleceu-se como uma das maiores mineradoras do mundo. Seria melhor deixar este espaço aberto para que cada um escrevesse nos comentários o fato marcante deste ano que se encerra.
E para a virada, muita festa, champagne (a francesa mesmo!), uma ceia farta, amigos, família e tudo mais que o dinheiro conquistado com a valorização das ações não pode comprar. Isto nunca terá preço: a satisfação de um dever bem cumprido, a alegria, a saúde, a paz interior, a harmonia, o AMOR!!!
Desejo a todos os amigos, colaboradores, leitores, um reveillon de muita reflexão e dádivas, que tudo de bom seja ainda melhor em 2008!!! Afinal, a vida nos ensina a cada dia uma lição para nosso processo evolutivo como seres humanos. Que possamos melhorar também as condições de nosso planeta, do ar que respiramos, a água que precisamos, que as crianças tenham escola, os necessitados recebam assistência médica e a população possa se deslocar com mais segurança!
Em 2008 teremos muitas novidades!!! Boas Festas!!! ^v^
Seagull Trading
Inflação do aluguel dobra e bate 7,75%
A alta de preços de alimentos fez o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechar o ano em 7,75%, mais que o dobro de 2006. O índice é muito usado para reajustar aluguéis.
Com alta de 1,76% em dezembro, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), encerrou o ano com alta de 7,75%, a maior desde 2004. O resultado, mais que o dobro dos 3,83% de 2006, deve pressionar os reajustes de aluguéis, que têm no IGP-M o principal indexador, provocando intensas negociações entre inquilinos e proprietários em 2008. Os preços agrícolas, particularmente de alimentos, foram os grandes vilões do IGP-M no ano, tanto no atacado quanto no varejo.
Dos 7,75%, cinco pontos percentuais são da cadeia agroalimentar. Do Índice de Preços por Atacado (IPA), que compõe o IGP-M e fechou o ano com alta de 9,19%, soja, milho e bovinos responderam por 4,36 pontos percentuais. Da variação de 4,64% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), os alimentos responderam por 2,7 pontos percentuais. No IPA, enquanto os produtos agrícolas fecharam o ano com aumento médio de 24,22%, a alta dos produtos industriais foi de 4,24%. No IGP-M, a soja subiu 38,71% e o milho, 51,27%.
BC VÊ INFLAÇÃO COMO RISCO MAIOR QUE CRISE INTERNACIONAL
Projeção de 4,3% para 2008 está dentro da meta, mas superaquecimento da demanda ameaça pressionar índices
O Banco Central alertou ontem que o superaquecimento da economia, impulsionada pelo crédito mais barato e comemorado pelos brasileiros neste Natal, está aumentando as incertezas sobre a evolução da inflação e constitui fator “tão ou mais importante” que as ameaças do cenário externo. As projeções para 2008, anunciadas ontem pelo diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, apontam para uma inflação de 4,3% no próximo ano, um décimo de ponto porcentual acima da previsão divulgada em setembro, mas dentro da meta de 4,5%.
As mudanças nas expectativas do mercado ainda são suaves, mas o Relatório de Inflação divulgado ontem sugere que as pressões inflacionárias decorrentes de fatores internos são maiores e menos localizadas do que se pensava anteriormente.
No setor de alimentos, por exemplo, os dados indicam uma “progressiva exaustão” dos efeitos da recente elevação dos preços sobre o restante da economia, mas, em contrapartida, estariam surgindo outros potenciais focos de preocupação, como o aumento dos preços dos serviços e outros impulsionados pelo aumento do consumo.
“A nossa avaliação é de que o balanço dos riscos de inflação se deteriorou”, afirma Mesquita. “O processo inflacionário nunca começa de forma uniforme, e nossa função é evitar que processos localizados se tornem generalizados.”
A estimativa do BC é que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche este ano em 4,3% e o Produto Interno Bruto (PIB), com expansão real de 5,2%. Para o próximo ano, as projeções do BC indicam crescimento econômico de 4,5%, menor do que o esperado pela equipe do Ministério da Fazenda.
Hugo Chávez, Evo Morales, Lula - Os três patetas e uma imagem que diz tudo.
País superou apenas Suriname, Guiana, Bolívia e Equador
Incluindo-se toda a América Latina e Caribe, Brasil é 17º
Considerando-se a atuação de 12 países da América do Sul, o Brasil registrará, em termos percentuais, apenas o quinto melhor desempenho econômico. Crescerão bem mais a Argentina (8,6%), a Venezuela (8,5%), o Peru (8,2%), o Uruguai (7,5%) e a Colômbia (7%). O Paraguai (5,5%) vai cravar um índice ligeiramente superior. E o Chile (5,3%) terá crescimento semelhante.
O PIB brasileiro ficará percentualmente acima apenas de Suriname (5%), Guiana (4,5%), Bolívia (4%) e Equador (2,7%). Os dados foram extraídos de um estudo divulgado neste mês de dezembro pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), entidade vinculada à ONU.
O documento (íntegra aqui, em espanhol) faz uma análise do desempenho econômico dos 34 países da América Latina e do Caribe. Nesse universo mais amplo, o Brasil ocupa a 17ª colocação. O que obteve melhor desempenho foi o Panamá (9,5%), mais bem-posto no ranking do que a Argentina (8,6%), segunda colocada; e a Venezuela (8,5%), na terceira posição.
Divulgado antes da manifestação oficial do Banco Central, o texto da Cepal estimara que o PIB brasileiro em 2007 havia crescido 5,3% -índice muito próximo dos 5,2% divulgados pelo BC. Entre os países de maior peso econômico da lista de 34 da Cepal, o Brasil vai superar apenas o México (crescimento de 3,3%), que em 2007, ficará equiparado ao Haiti (3,3%), um pouco acima da Nicarágua (3%) e do Equador (2,7%).
O estudo da Cepal anota que o “desempenho regional” só não será melhor em 2007 em função do “menor dinamismo do Brasil e do México, que representam cerca de dois terços do PIB” do continente. A despeito disso, a atual fase econômica da região, em crescimento contínuo desde 2003, só é comparável, diz o documento, aos “últimos anos da década de 70 e começo dos anos 80, período em que se registraram as maiores taxas de crescimento regionais.”
Para 2008, a Cepal é mais generosa com o Brasil do que o próprio Banco Central brasileiro. Prevê que o PIB brasileiro crescerá no próximo ano 5%, contra a estimativa de 4,5% divulgada pelo BC. A se confirmarem as previsões da Cepal, o Brasil ficará, de novo, acima do México (3,3% para 2008). Abaixo, porém, de países como Panamá (8,5%); Peru, Argentina e Uruguai, todos com 6,5%; e Venezuela (6%).
Segundo a análise da Cepal, a perspectiva de desempenho econômico do continente em 2008 está condicionada, “em grande medida, à evolução da economia mundial.” Anota que o “cenário mais provável é uma desaceleração da economia dos EUA e certa reativação posterior”.
Mas sustenta que “não se pode descartar uma recessão [nos EUA], que teria impactos maiores em nível mundial.” Nesta hipótese, anota o documento da Cepal, “caberia esperar uma ligeira desaceleração da economia mundial, que poderia afetar de maneira limitada as economias emergentes.” Algo que levaria a uma diminuição do ritmo de crescimento da América Latina e do Caribe, que cairia dos 5,6% de 2007 para 4,9%.
Ao se deter especificamente sobre a análise do quadro econômico do Brasil (leia aqui, em espanhol), os técnicos da Cepal acrescentam uma segunda condicionante à manutenção do ritmo atual de crescimento. Além “da evolução dos mercados financeiros internacionais”, o comportamento do PIB brasileiro dependerá “da oferta e do custo da energia.”
Fez-se, porém, uma ressalva: “Diferentemente do que ocorreu em outros períodos, a economia brasileira reduziu sua vulnerabilidade à evolução desfavorável da economia internacional.” Há, de resto, algo que a Cepal deixou de levar em conta: a taxa de crescimento do otimismo de Lula. Como disse o presidente em rede nacional de rádio e TV, o Brasil será, em 2008, "um canteiro de obras" (Josias de Souza)
Mais de 1 trilhão em 2007
Ano - volume negociado (em R$)
2000 - 260 bilhões
2001 - 195 bilhões
2002 - 168 bilhões
2003 - 207 bilhões
2004 - 297 bilhões
2005 - 367 bilhões
2006 - 530,8 bilhões
2007* - 1,019 trilhão
* Até 26 de dezembro.
Fonte: Economática
Os EUA e a tragédia paquistanesa
Robert Fisk, correspondente no Oriente Médio do jornal The Guardian, o melhor da Inglaterra e um dos melhores do mundo, considerado o mais profundo conhecedor da política da região, sempre disse que o grande problema da Ásia não é o Iran e nem o Iraque, é o Paquistão.
O assassinato de Benazir Butto faz parte do contexto de ingovernabilidade nesse pais-potência nuclear.
Benazir era a maior aposta de Washington na região, sua volta foi patrocinada pelos EUA e Inglaterra, ela era a face moderna e ocidentalizada desse complicado País. A Casa Branca esperava de Benazir, em condomínio de poder com Musharaf, o esforço e a determinação para combater o fundamentalismo islâmico que tem no Paquistão sua matriz ideológica através das madrassas, escolas de religião que tem grande força política e influência no governo e nas forças armadas.. A consternação hoje em Washington é a maior desde o 11 de setembro. O The Guardian relata com precisão o abalo que a Casa Branca sofre vendo ruir todos os seus planos para o Paquistão.
Alguns leitores alegam que a CIA está por trás do homem bomba.
Nem o maior delírio de teoria conspiratória seria capaz de semelhante contra-senso. Pois se foram os americanos que bancaram a volta de Benazir para combater os fundamentalistas, que interesse teriam em matá-la? Até a conspiração exige certa lógica de objetivos e ai nesse quadro o objetivo maior da Casa Branca era manter Benazir viva e levá-la ao poder.
Agora a situação no Paquistão é imprevisível.
enviada por Luis Nassif
Previsões para 2008 - Mais previsões grafistas para o ano novo....
Análise técnica: Ibovespa pode ter mais um ano positivo em 2008
Cada vez mais próximo do fim, 2007 vai ser o quinto ano consecutivo em que o Ibovespa fecha em alta. O comportamento recente do índice, se por um lado anima, por outro, deixa no ar a possibilidade de o mercado assumir, a partir de agora, um movimento corretivo.
De uma forma geral, os analistas técnicos consultados pela InfoMoney fazem tal ressalva, mas, ao mesmo tempo, concordam que este não parece, ao menos por ora, ser o cenário com materialização mais provável. Todavia, embora seja esperado mais um ano de valorização para o índice, não há, exatamente, um consenso quanto à sua magnitude.
Volatilidade em 2008
Na opinião de Theodoro Fleury, da XP Investimentos, depois de uma alta de cerca de 700% nos últimos cinco anos, o Ibovespa já está chegando perto de objetivos de longo prazo importantes. O topo formado ao redor do patamar dos 66 mil pontos se tornou uma resistência relevante, cujo rompimento é imprescindível para que o índice siga em ritmo mais forte no ano que vem, reforça o analista.
Se conseguir passar pela barreira citada, o Ibovespa pode esticar o movimento de alta até a região dos 75 mil pontos. Mas, de acordo com Fleury, se o Ibovespa conseguir chegar até tal patamar, encontrará muita dificuldade para superar este nível.
Tanto que, dentro do contexto atual, Fleury prevê muita volatilidade para 2008, com a bolsa oscilando dentro de uma faixa larga de preços compreendida entre os 45.000 pontos, que é o suporte, e os 66.000 pontos, resistência (ou 75 mil pontos, se a barreira for superada).
Ibovespa aos 85 mil pontos?
Por sua vez, Rubens Góes, analista técnico da Ativa Corretora, projeta o Ibovespa aos 85 mil pontos no fechamento de 2008. O analista explica que os gráficos de longo prazo ainda revelam a existência de um padrão de alta e que este é o desdobramento mais provável.
Por outro lado, o cenário menos provável contempla a confirmação de algumas figuras gráficas observadas no gráfico mensal pela formação de um candle negativo em janeiro, o que indicaria uma reversão do movimento e o início de uma correção mais forte.
Neste caso, o Ibovespa teria como objetivo o patamar dos 45.000 pontos, suporte cuja perda abriria espaço para uma correção até a zona compreendida entre os 40.000 e os 41.000 .
Operando ações: sem psicologia das negociações é impossível obter sucesso
Grande parte dos investidores chega ao mercado de ações com planos já confeccionados, com poucas noções de psicologia das negociações e de gestão do dinheiro. A maioria depreda seu patrimônio e foge correndo. Outros, mais afortunados, continuam jogando, em busca de entretenimento.
Em seu livro Aprenda a Operar no Mercado de Ações, Alexander Elder, operador profissional e psiquiatra radicado nos Estados Unidos, defende que os operadores bem-sucedidos devem transpor várias barreias elevadas - e prosseguir na corrida de obstáculos. “Só ganha quem tem conhecimento e disciplina”, enfatiza.
Elder avalia que a intensidade do treinamento depende do emprego almejado. “Se você quiser ser faxineiro, uma hora de treinamento pode ser suficiente. Já se, por outro lado, você quiser realizar cirurgias, terá de aprender muito mais”.
Em relação à disciplina, o especialista completa que desenvolver, testar e seguir seu sistema de negociação é aprender a entrar e sair dos mercados em resposta a sinais predeterminados, em vez de saltar para dentro ou para fora ao sabor de impulsos.
Qual serão as metas e estratégias a serem usadas?
Por exemplo, você compra 500 ações da Petrobras. Embalado por boas notícias, os papéis sobem 10% em uma semana, proporcionado ganhos similares a sua remuneração salarial mensal. Qual sua reação? Será que vale a pena vender e realizar lucro? Ou será melhor comprar mais e aumentar as perspectivas de ganho?
Outro exemplo, você liga seu computador em uma bela tarde e vê que seus papéis perderam 4% de seu valor. Seu estômago dá um nó, você se inclina sobre a mesa e, dominado pela ansiedade, sente toda tensão do momento.
Duas perguntas importantes precisam ser respondidas: “qual é a minha meta de lucro?” e “como proteger meu capital?”. Ressaltando que o único motivo racional para se operar nos mercados é ganhar dinheiro, o experiente Elder conta que os operadores bem-sucedidos já sofreram duros golpes, mas aprenderam com seus erros e não voltaram a repeti-los.
Siga sempre o plano!
Em primeiro lugar, Elder ressalta que os perdedores adiam o reconhecimento das perdas. Já os vencedores aceitam os prejuízos ocasionais, os absorvem e seguem em frente. “Os operadores ruins compram a 35 e colam stop a 32. A ação chega a 33 e ele recua seu stop para 30. Esse é o erro fatal - transgrediu sua disciplina e violou seu próprio plano”.
A única forma de descobrir se suas operações estão sendo bem realizadas é manter bons registros, sobretudo um Diário de Operações e uma curva patrimonial. “Caso o ângulo de sua curva patrimonial incline para cima, com poucas guinadas para baixo, você estará em uma posição confortável. Caso contrário, estará fora de sintonia com o mercado e se sabotando”.
Por fim, Elder reitera que o bom operador assume total responsabilidade pelos resultados de todas as suas operações. “Você não pode culpar os outros por tirar seu dinheiro. Você precisa melhorar seus planos de operação e seus métodos de gestão do dinheiro. Isso levará tempo e exigirá muito estudo e disciplina”.
Retrospectiva 2007 e perspectivas 2008
O MUNDO
Em 2007: Começamos pelos Estados Unidos, afinal todos se lembram que a economia norte-americana passou por maus momentos em 2007. A crise do subprime balançou o mercado financeiro e levou grandes bancos e corporações a resultados pífios. As agências de risco tiveram, até certo ponto, sua imagem arranhada já que foram incapazes de prever os problemas de crédito. Empresas do ramo imobiliário tidas como excelentes instituições simplesmente sumiram do mapa.
Continua em Dinheirama
EURUSD|Gráfico 4 horas - Antecipação de sinal.
Neste post quero mostrar o que acontece quando há o rompimento de uma linha de tendência (vermelha) no indicador RDMM.
Note na figura que normalmente quando ocorre este rompimento ele já sinaliza que a LTB do gráfico (magenta) será também superada.
Este aviso veio na cotação 1,4440 – sinalizada no gráfico por uma linha vertical (azul). O rompimento da LTB do gráfico (magenta) foi confirmado em 1,4590; portanto 150 pips de antecipação.
Na pior das hipóteses poderíamos deixar nosso target da operação nesta LTB e ganhar até 150 pips em apenas um dia.
Mais em Alberto Mengozzi
Pôquer e a Vida
Quanto a importância, os números são impressionantes. O pôquer está presente na televisão, sendo seus jogos transmitidos com câmeras que permitem ao espectador conhecer as cartas que estão no jogo. Mais do que isto, a audiência faz com que o jogo seja o terceiro esporte (?) mais visto na televisão a cabo dos Estados Unidos, após corrida de automóvel e football americano, mas na frente da NBA. A ESPN World Series teve mais de 1 milhão de espectadores. O número de jogadores, só nos Estados Unidos, está entre 80 a 100 milhões. E o pôquer tem atraído a atenção de celebridades (Ben Affleck, Toby Maguire etc). A sua importância é tamanha que dezenas de empresas patrocinam o jogo, mesmo considerando a questão moral de apoiar um jogo de cartas.
O segundo aspecto é mais complicado. O pôquer é bom ou ruim? A resposta desta questão passa por responder se o jogo é de sorte/azar ou é um jogo de probabilidade, onde o aspecto psicológico é importante. Ao contrário do xadrez, onde os jogadores possuem a informação completa e a psicologia teria um papel limitado (segundo a revista. Discordo), no pôquer a informação não é completa e o cálculo das chances e a possibilidade de blefe pode fazer diferença. Talvez esta visão do pôquer como um jogo de probabilidades seja aceitável pelo argumento de que os novatos dificilmente têm chances contra um jogador experiente (um novato é geralmente chamado de ATMs, uma referência aos terminais de caixa de bancos; em outras palavras, os novatos irão fatalmente perder numa partida contra um veterano).
Mesmo considerando que é um jogo matemático, é interessante incentivá-lo. Algumas pessoas opinaram que sim por várias razões: O jogo afasta o jovem de problemas maiores como o álcool; o jogo pode ser uma forma de melhorar a visão estratégica e as habilidades cognitivas, inibe a super-confiança (existente entre os analistas de mercado, por exemplo, mas não entre os jogadores), entre outros aspectos.
Três curiosidades: (1) Steven Levitt, economista co-autor de Freakonomics, está estudando o jogo, num projeto chamado de Pokernomics; (2) Nixon obteve fundos para sua primeira campanha eleitoral, numa mesa de pôquer; e (3) a internet e os livros provavelmente contribuiram para melhorar a curva de aprendizagem dos jogos (por isto a Annette, de 19 anos, tornou-se campeã)
Finanças Comportamentais
Será o fim da bonança?
Então ficamos assim: 2007 saiu melhor que o esperado, mas em 2008 entramos em um mundo mais perigoso, aqui e lá fora.
Lá, a verdade é que ninguém sabe bem como vai se desenvolver a crise do crédito e, sobretudo, como as economias americana e global reagirão a ela.
Aqui, também não sabemos como serão os efeitos de uma eventual crise mundial. Também não sabemos como o governo Lula vai reagir à perda da CPMF, uma questão relevante. Mas sabemos que temos inflação no horizonte próximo.
Resumo antecipado da ópera: 2008 tanto pode ser bom, até um alívio, quanto pode ser um desastre.
(Esse é o tema de minha coluna de segunda no Estadão).
Poder e suspeitas marcaram vida de Benazir
da Folha SP
Vista com simpatia no Ocidente, Benazir Bhutto, 54, era uma líder política desgastada, mas ainda muito significativa, em seu próprio país. Ela fora duas vezes eleita premiê e duas vezes derrubada em meio a escândalos de corrupção; até ontem, era novamente uma das favoritas nas eleições marcadas para 8 de janeiro.
Benazir nasceu em 21 de junho de 1953 em Karachi, numa família de políticos tradicionais no Paquistão - comparáveis, para o jornal britânico “Financial Times”, à dinastia Kennedy nos EUA. Seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, um político nacionalista -”exibicionista e pró-democracia”, segundo o “New York Times”-, foi premiê do Paquistão entre 1973 e 1977.
O governo de Zulfikar Bhutto foi derrubado em 1977 por um golpe do general Mohammed Zia-ul-Haq. Dois anos depois, Zulfikar seria executado por ordem judicial. Antes da morte do pai, Benazir foi presa por motivos políticos. Libertada, seguiu para Londres, só retornando à terra natal em 1986, prometendo levar o Partido do Povo do Paquistão (PPP) de volta ao poder. Ela havia herdado a lealdade a seu pai dentro do partido, que ele fundou e ela veio a personificar.
Governo sob suspeita
Em 1988, aos 35 anos, ela cumpriu sua promessa. A paquistanesa educada em Harvard e Oxford após sair de um convento em Karachi encantou o Ocidente ao eleger-se a primeira mulher chefe de governo de uma nação muçulmana moderna. Substituía o ditador Zia-ul-Haq, morto em circunstâncias suspeitas em um acidente de avião.
Benazir levou o apoio de Washington e de Londres ao Paquistão. Mas seus dois governos -de 1988 a 1990 e de 1993 a 1996- foram dissolvidos por diferentes presidentes em meio a acusações de desvio de dinheiro. Ela enfrentou processos por corrupção não apenas no Paquistão mas também na Suíça (que a condenou em 2004 por lavagem de dinheiro), Espanha e Reino Unido.
Benazir sempre alegou inocência. Após a segunda queda, ela se impôs um auto-exílio de oito anos para escapar dos processos, enquanto seu marido, Asif Ali Zardari, 51 -conhecido como “Mr. 10%” no Paquistão-, cumpria sete anos de sentença. Com três filhos, o casal, que possuía casas em Dubai, Londres e Nova York, era suspeito de ter desviado US$ 1,5 bilhão.
Ibovespa 27/12/2007
O assassinato de Benazir e a tragédia do Paquistão
Benazir era figura controversa, que nunca explicou completamente as denúncias de corrupção que envolveram seu governo. De qualquer maneira, era uma líder incontestável do país, foi eleita e reeleita democraticamente e tinha a maioria das intenções de voto nas últimas pesquisas. Provavelmente voltaria ao poder. Foi também a primeira mulher a ser eleita presidente de um país islâmico, quando tinha apenas 34 anos.
O fato mostra também, mais uma vez, o erro da política externa americana de concentrar sua estratégia no Paquistão no apoio ao atual ditador Pervez Musharaff. Ele, claramente, tem sido incapaz de deter o aumento do extremismo e das divisões internas do país.
Recentemente, o Paquistão foi considerado o país mais perigoso do mundo pela revista "Neewsweek". Não se pode negar que essa classificação, por mais arbitrária que seja, tem pontos de verdade.
Em artigo, Benazir criticava postura internacional
Para quem lê em francês, o Le Monde republicou um artigo de Benazir Bhutto, de setembro deste ano. No texto, a ex-primeira-ministra do Paquistão defende que seu país estava num momento-chave de transformação, precisando se afastar de dias de terrorismo e extremismo. Benazir Bhutto chamava a atenção para o fato de que os extremistas religiosos, quando em eleições, conseguiram, no máximo, 11% dos votos. Ela também comenta o golpe militar de 1999 e afirma que "o general Musharraf continua se beneficiando do apoio da comunidade internacional e das forças armadas paquistanesas. Esse apoio não pode passar por cima da vontade da população, que se encontra privada de seus direitos e sem esperança".
O artigo pode ser lido aqui.
Mais em Miriam Leitão.com
BOVESPA ENGATA MARCHA A RÉ
A BOVESPA abriu em alta, mas não resistiu à pressão vendedora e cedeu, fechando com perda de 0,89% em 63.713 pontos. Parece que os investidores não gostaram do presente de Natal, e voltaram às lojas para trocar por outra coisa.
Se amanhã lá fora cair, teremos sinais de venda que irão se refletir por aqui.
PREPARAR! APONTAR!
Pânico em Wall Street
O assassinato da ex-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, trouxe inquietação aos mercados, pois este incidente lamentável, contribuiu para aumentar a tensão no Oriente médio. Em função disto, os preços do petróleo fecharam em alta, trazendo medo aos investidores americanos.
No gráfico vemos que ocorreu um sinal de reversão, conhecido como Chave de Reversão (assinalado em azul). Sinais de venda não ocorreram no indicador e no oscilador, mas se os mercados caírem amanhã, certamente aparecerão. Preparar vendas.
Veja os gráficos em BOLSA HOJE
Barômetro Financeiro
Final feliz da Bovespa depende em boa parte de NY não atrapalhar
... Antes de pular as sete ondas, o pedido que muita gente reserva para hoje, no último pregão doméstico do ano, é que NY desta vez não atrapalhe e abra alas para um grand finale da BOVESPA. De qualquer maneira, ainda que não venha o rali tão desejado, a verdade é que a bolsa rendeu muitas alegrias durante quase o ano todo e, até aqui, resistiu bem à crise lá de fora. É por essas e outras que, ainda que já se antecipe um começo difícil de ano, com uma nova temporada de balanços das companhias mais vulneráveis ao SUBPRIME, as expectativas para 2008 continuam as melhores possíveis.
... Nem mesmo a perspectiva de que a SELIC não volte a cair tão cedo desencoraja o otimismo. Entre a maioria das instituições financeiras ouvidas pela jornalista Sueli Campo (AE), a projeção é de que a bolsa termine 2008 entre 75 mil e 80 mil pontos. No médio prazo, o que poderia dar uma injeção e tanto de ânimo seria a conquista do INVESTMENT GRADE, que continua nos planos. Nesta quinta-feira, o secretário-adjunto do TESOURO, Paulo VALLE, disse que o Brasil pode chegar lá ainda no primeiro trimestre de 2008.
... A favor disso, tem o compromisso do governo com a meta de superávit fiscal de 3,80% do PIB, mesmo com o fim da CPMF, além da promessa de cumprimento das metas de INFLAÇÃO. Nesta quinta-feira, alguns operadores consultados por Silvana Rocha (AE) levantaram a suspeita de que o BC já possa estar operando no câmbio para conter as pressões inflacionárias, depois de não ter chamado leilão de compra no mercado à vista.
... Pode ainda ter preferido ficar de fora do mercado para não atrapalhar a disputa entre “comprados” e “vendidos” no mercado futuro para a formação da PTAX hoje. A taxa será usada no dia 2 (próxima quarta-feira) para a liquidação do dólar para janeiro e também para os ajustes do vencimento de US$ 1,472 bilhão em contratos de SWAP CAMBIAL REVERSO, que foram rolados integralmente pelo BC na semana passada.
... Mais do que o câmbio, porém, fica hoje o suspense para o comportamento de NY, que pode definir tudo por aqui. Além do risco de o SUBPRIME continuar atuando como fonte inesgotável de más notícias, também a agenda de indicadores dos EUA pode oferecer perigo hoje, se, de repente, os dados decepcionam. Na hora do almoço, às 13h, saem as VENDAS DE IMÓVEIS residenciais novos em novembro, com previsão de queda de 1,79%. Pouco antes (12h45), a Associação dos Gerentes de Compras de Chicago divulga a atividade industrial, que deve cair para 52 em dezembro. O componente do preços pagos deve recuar para 74, novas encomendas, para 51,5, e emprego, para 52.
AQUI, o destaque da agenda é o resultado de novembro do SETOR PÚBLICO consolidado, que inclui, além do Governo Central (BC, Tesouro e INSS), também os Estados, municípios e estatais federais. O número sai às 10h30 e deve vir entre R$ 6,8 bilhões e R$ 11,5 bilhões (mediana em US$ 8,65 bilhões), segundo pesquisa do AE-Projeções. Ainda que venha no teto, ficará abaixo de outubro (R$ 15,3 bilhões).
Final feliz?
... O mercado financeiro doméstico chega ao último pregão de 2007 repetindo os momentos de cautela que têm se mostrado recorrentes durante o segundo semestre, depois do agravamento da crise do SUBPRIME nos EUA. Nada do que aconteceu ontem ajudou a dissipar as nuvens que vêm embaçado o horizonte de negócios, a despeito de um ano positivo no front doméstico. Mas a torcida segue forte por um desfecho positivo hoje.
... Atingida pelo comportamento internacional negativo, a BOVESPA fechou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,80%, com 63.774 pontos. Agora que perdeu a marca dos 64 mil pontos, operadores no Broadcast comentaram que o próximo suporte técnico possa estar nos 63.200 pontos. Isso, se cair hoje. Ontem, os investidores não conseguiram declarar independência de NY, mas mesmo com o impacto de alta dos preços do petróleo (abaixo), as ações preferenciais da PETROBRAS chegaram ao final do pregão em queda de 1,10%, realizando lucro. Já as ações preferenciais da VALE, que também estiveram entre as que mais pressionaram o IBOVESPA ontem, perderam 2,02%.
... Além de WALL STREET ter atrapalhado, por aqui, os temores continuaram recaindo sobre a inflação. Um dos eventos mais esperados da semana, o Relatório Trimestral do BC, numa primeira leitura, até foi bem recebido pelos investidores. Afinal, não era novidade para ninguém que o documento poderia reprisar o tom duro da última ata do COPOM. O que o mercado não esperava era ver toda essa preocupação com a inflação exacerbada pelas palavras do diretor de Política Econômica do BC, Mario MESQUITA.
... Disse ele que o balanço de riscos para inflação se deteriorou de setembro para dezembro e que há sinais de estreitamento da margem de ociosidade da economia, o que traz riscos de elevação dos preços, porque aumenta a chance de as pressões localizadas se generalizarem. MESQUITA ressaltou ainda que a surpresa da alta de inflação no final de 2007 afetou as expectativas e que os riscos do cenário interno, como o aquecimento da demanda e as restrições ao crescimento provocadas pela incapacidade do setor produtivo de atender a esse consumo, são “tão ou mais importantes” do que os do cenário externo.
... Também chamou a atenção do mercado o fato de ele ter dito que a forte PRODUÇÃO INDUSTRIAL de outubro refletiu as condições monetárias de alguns trimestres anteriores e de ter ressaltado que o BC sempre tem que atuar de forma preventiva. Ficou a sensação de que podem estar certas as especulações de que a estabilidade da SELIC deve durar mais do que se esperava inicialmente. E olha que também não é difícil de aumentarem as apostas de que o viés para a trajetória do juro a partir de agora é de alta.
... Até porque, o BC elevou de 4,7% para 5,2% as projeções para o PIB em 2007 e estimou um crescimento de 4,5% para o ano que vem. Do lado da inflação, o Relatório não surpreendeu, ao ajustar para cima (de 4% para 4,3%) as projeções do IPCA deste ano. Para 2008, a taxa subiu de 4,2% para 4,3%, ficando mais próxima do centro da meta, fixado em 4,5%. Em 2009, o BC espera ver uma inflação de 4,2%.
... Confirmando o cenário de maior pressão inflacionária, ainda nesta quinta-feira, o IGP-M de dezembro (+1,76%) veio perto do teto das estimativas dos economistas do mercado (+1,80%). A taxa anual ficou em 7,75%, muito acima do acumulado de 2006 (+3,83%).
... O desconforto com a inflação afetou, principalmente, o comportamento das taxas mais longas dos DIs, que depois de recuarem na abertura, chegaram ao final do dia em alta. O contrato para janeiro de 2009 projetou 12,08% (de 12,13%) e o 2010 subiu para 12,87% (de 12,79%). Já o mais curto, janeiro de 2008, fechou estável, em 11,11%.
... Nos negócios com DÓLAR, o mercado ameaçou reagir em alta aos indicadores fracos da economia norte-americana, mas a ausência do BC nas mesas de operações falou mais alto. A falta do habitual leilão diário de compra de dólares no mercado à vista garantiu a queda das cotações da moeda norte-americana, que encerrou a sessão de ontem valendo R$ 1,761 (-0,62%). Nos contratos futuros, a liquidez foi expressiva, com os investidores já se preparando e antecipando a briga da PTAX.
Muito atrapalha quem não ajuda
Continua em Bom Dia Mercado
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Mercado renega a política, mas milita
Foi preciso uma grande crise política, a do mensalão, em 2005, para que o governo de um partido à esquerda do espectro político fugisse da timidez de contrariar o modelito da racionalidade imposto principalmente nos governos FHC. Não foi apenas timidez, aliás: no primeiro mandato, a opção de Lula foi mexer o menos possível num país que estava na corda bamba, frágil o suficiente para quebrar ao primeiro movimento especulativo. A promessa de "manter os contratos" feita pela Carta ao Povo Brasileiro, aprovada pelo PT antes das eleições de 2002, era um pacote que incluía manter a Lei de Responsabilidade Fiscal, a independência do Banco Central - senão de direito, ao menos de fato -, o câmbio flutuante (sem interferência sequer da autoridade monetária independente) e um vigoroso superávit fiscal. O primeiro ministro da Fazenda, Antonio Palocci, tomou a ferro e fogo e gostou da fórmula. Foi dando certo. E foi ficando.
A crise política lembrou ao governo e ao PT que nem a autonomia burocrática de parte da máquina governamental, destinada a manter pressupostos exigidos pelo mercado, é inocente. Ela é complementar à ideologia que nega a legitimidade das decisões de um governo eleito (e a negação foi orquestrada pelos próprios eleitos na última década). E, no limite, essa ideologia, é essencialmente antidemocrática.
No livro "Tudo à venda" (1996), o norte-americano Robert Kuttner, ao analisar a perturbadora adesão - inclusive de presidentes democratas dos EUA - ao pré-conceito de que quanto mais governo, pior, aglutina num único bloco de pensamento antidemocrático a teoria da Escolha Pública e a da Escolha Racional (e trata ambas por Escolha Pública). Elas são uma transposição radical do liberalismo econômico para o mundo da política e são quase totalmente montadas em torno de silogismos que decorrem da crença incondicional de que o mercado tem o dom de corrigir suas próprias falhas - e por isso dificilmente falha. Ao historiar a construção dessas teorias, Kuttner acaba expondo o tamanho da armadilha política em que caíram os países e governos que assumiram acriticamente o neoliberalismo como verdade indiscutível, como "racionalidade".
A primeira premissa da Escolha Pública é a de que as mesmas razões que tornam o mercado virtuoso desqualificam a política. Se o homem maximiza o comportamento auto-interessado na economia, faz o mesmo na política. A escolha democrática é mais imperfeita do que o consumo: o mesmo cidadão que se informa e compra no mercado o melhor, tem informações imperfeitas para escolher os seus representantes - o eleitor médio é, em princípio, incapaz de separar o bom político do ruim. Nem eleitores, nem políticos, aliás, estariam interessados no bem comum, já que a lógica é que cada um defenda o seu próprio interesse. Se a concorrência, na economia, regula o mercado, é ela que corrompe a política.
Como os políticos são movidos por interesses próprios, o processo legislativo tem grandes possibilidades de não expressar o que de fato a maioria quer, assim como tem pouquíssimas chances de ter racionalidade, segundo a Escolha Pública. Assim, os tribunais não apenas têm legitimidade para desautorizar legisladores, como devem fazê-lo. Num regime democrático, convivem a conveniente liberdade do mercado e a inconveniente submissão do cidadão (e do mercado) a um governo das maiorias, que por esta ótica nada mais é do que a soma de interesses individuais inconfessáveis, difusos e pouco inteligentes.
A generalização feita acima pode parecer grosseira, mas ilustra o tanto que o país foi contaminado pelo preconceito com a política, que veio embutido no período de hegemonia absoluta do neoliberalismo econômico. Os dois governos de FHC nada mais foram do que a expressão máxima desse pensamento: a maioria governista foi amplamente utilizada para neutralizar o seu papel e o do governo na área econômica - o Legislativo era "menos pior" porque cumpria o papel de retirar a política da cena econômica. As chamadas reformas estruturais foram, na verdade, a desconstitucionalização do poder de regular do Estado. O primeiro mandato de Lula seguiu na mesma linha, embora sem maiorias. No último ano, a revelação foi a de que, independente do grau de adesão à máxima de que, quanto menos Estado, melhor, o mercado também tem as suas preferências políticas e partidárias. O mercado renega a política, mas milita na política durante todo o tempo.
O fim da lua-de-mel com os mercados e com as elites econômicas trouxe de volta a política à democracia brasileira - a política transparente, sem disfarces. Com todos os seus defeitos: os partidos são frágeis; as eleições são movidas a interesses privados, já que dependem de altos financiamentos que vêm de grupos com poder econômico; existem obstruções sérias de representação de setores sociais. Mas essa é a política que temos - e dela o país deve partir para construir uma sólida democracia, amadurecer seus partidos e desenvolver mecanismos que dêem eficiência à representação política.
A democracia, por mais imperfeita que seja, é mais sábia do que o mercado.
Publicada em Luis Nassif Online
Que o petróleo não embote nosso cérebro!
Esse é o título da minha coluna em Época que começa assim: "A recente descoberta do potencial do campo petrolífero chamado Tupi e a possibilidade de que isso possa dar qualificação ao Brasil para fazer parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deixaram muita gente entusiasmada. A mim, não. Por quê? Basta olhar a lista dos dez primeiros integrantes da Opep: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, Rússia, Líbia, Nigéria e Casaquistão". O restante você pode ler na própria revista ou clicando aqui
Ricardo Neves - Negócios e Organizações
RETROSPECTIVA 2007
Bom, final de ano, época de festas e de desejar aos amigos e familiares tudo aquilo que vem escrito naqueles cartões de natal pré-fabricados e correntes de e-mails repassadas e repassadas.Final do ano é época também de retrospectiva 2007, afinal este não foi um ano como outro qualquer... este ano foi um ano pra lá de especial. Foi ano em que você, junto conosco, tomou uma das decisões mais importantes da sua vida: Quero Ficar Rico!
E quando falo em ficar rico, entenda-se financeiramente independente!(...) rico
de dinheiro mesmo (...).
25 de Abril, 2007
Assim demos início ao blog QueroFicarRico, com a proposta de criar um canal de troca de informações e pesquisas sobre métodos e práticas eficientes e eficazes para tornar as pessoas ricas – financeiramente.
A criação do blog coincidiu logo com um dos momentos mais importantes para o mercado financeiro brasileiro: a bolsa de valores de São Paulo batia um recorde histórico atingindo a barreira psicológica dos 50.000 pontos! Naquele momento, ninguém imaginava que ainda este ano ela voltaria a quebrar o próprio recorde por mais 45vezes neste ano...
De lá pra cá discutimos diversos assuntos úteis e inúteis baseados principalmente nos três pilares da educação financeira: economizar, poupar e investir! Coisas que estão presentes no nosso dia-a-dia, aventuras e até coisas para se pensar depois da morte!
Dentre os assuntos, no início tiveram destaque as redes de marketing multinível e as armadilhas e oportunidades das propostas fáceis da Internet (Junho). Logo depois, recebemos alguns e-mails e vimos que o nosso público estava sedento de curiosidade para que nós ajudássemos a traduzir os complexos termos do economicês para linguagem do povão... E assim o fizemos! Falamos de SELIC, Bovespa, Fundos de Renda Fixa, Agronegócio, Responsabilidade Social, Tesouro Direto, Bolsas Mundiais, Imóveis, Imposto de Renda, Franquias e Dividendos além de um panorama geral de investimentos, tarifas bancárias e diversas outras coisas que fazem parte do bê-a-bá do (novo) investidor, que quer encontrar o melhor caminho para conquistar o seu primeiro milhão.
Este ano tivemos acontecimentos importantes, dos quais fizemos a cobertura completa, como a crise imobiliária dos EUA e da novela da CPMF, do início ao fim. Ainda acompanhamos os maiores IPOs da história do Brasil, entre ele os da Bovespa da BM&F, além de outros, como o do Banco do Brasil. Este ano ainda aconteceu a aquisição do Banco Real pelo Santander (inclusive “Bancos” foi um assunto bastante falado esse ano) e a briga de gigantes travada entre a Petrobrás e a Vale para ver quem é a maior empresa do Brasil, enquanto a Petrochina tornava-se a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo!
O sucesso do blog foi percebido através do reconhecimento da nossa Planilha de Projeção Financeira, publicada em Maio, a parceria firmada com o JC Online para a produção da coluna “Educação Financeira” em Agosto e a publicação da Calculadora Financeira, em Outubro.
Acima de tudo, falamos de ações, ações, ações, ações, ações, ações, ações, ações, ações e ações! E é lógico, com a consciência de que isso não é uma coisa simples, discutimos também os riscos, erros comuns, e os principais pecados (do mercado de) capitais cometidos por investidores. Acima de tudo, buscamos sempre suprir nossos leitores de informação para combater o medo e a insegurança de tratar o seu dinheiro como um ativo de verdade. O planejamento financeiro esteve sempre presente também.
Entre os assuntos menos técnicos, trouxemos diversas metáforas sobre educação financeira e chegamos até a discutir traços de personalidade de investidores, além de, como não poderia faltar, elas: as fofocas!
Assim encerramos o ano. O resultado disto tudo? Um ano de aprendizados constantes, estabelecimento de novas amizades, parcerias e felizes interações com vocês, nossos leitores – que sem dúvida fizeram este negócio acontecer! Além dos nossos agradecimentos, fica também a certeza de que 2008 também será uma ano cheio de conteúdo, novidades e investimentos rentáveis... Afinal, é pra isso que estamos aqui, não é mesmo?
Feliz ano novo!
John B. Taylor! John B. Taylor! Eu já falei: John B. Taylor?
Since the mid-1980s, monetary policy has contributed to a great moderation of the housing cycle by responding more proactively to inflation and thereby reducing the boom bust cycle. However, during the period from 2002 to 2005, the short term interest rate path deviated significantly from what this two decade experience would suggest is appropriate. A counterfactual simulation with a simple model of the housing market shows that this deviation may have been a cause of the boom and bust in housing starts and inflation in the last two years. Moreover, a significant time series correlation between housing price inflation and delinquency rates suggests that the poor credit assessments on subprime mortgages may also have been caused by this deviation. Leia a íntegra aqui
Rabiscos Econômicos
Shoppings têm aumento de 12% nas vendas, maior alta em dez anos.

As vendas do Natal deste ano tiveram o melhor resultado dos dez últimos para os lojistas atuantes em shoppings centers, com aumento de 10% a 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. A estimativa é da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), que revelou o resultado das vendas nesta quarta-feira (26), em coletiva de imprensa na sede da entidade.
Segundo o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, o aumento do poder de consumo das classes de menor renda foi o principal responsável pelo bom desempenho do setor. "Fala-se na inclusão de até 2 milhões de novos consumidores nos shoppings ao longo deste ano", explicou. Sahyoun atribui o avanço à facilidade de crédito, ao aumento de emprego formal e ao crescimento de renda real, fatores que possibilitaram às classes mais baixas compras mais fartas neste Natal.
"O crescimento dos cartões de crédito também foi algo assustador", comentou Sahyoun. Ele destacou a maior possibilidade de parcelamento como importante contribuição dos cartões às vendas recordes do comércio. As vendas reais nos shopings brasileiros devem atingir R$ 66,91 bilhões em 2007, considerando cerca de 3.500 novas lojas abertas ao longo do ano.
Alicia González
alicia@enfoque.com.br
BC subestima risco inflacionário
O que parece bem mais provável do que está no relatório de inflação do Banco Central é que a incerteza da economia mundial aumentou muito nos cenários do ano que vem. Os riscos de desaceleração americana cresceram e é difícil prever o impacto disso sobre outros países, pelas mudanças que aconteceram nos últimos anos na estrutura da economia mundial, com muito mais peso das grandes economias emergentes.
Leia mais em Miriam Leitão.com
O dilema americano
Agora, com a crise do “subprime”, tornaram-se “salvadores” de bancos americanos. Esse dilema está bem claro no artigo “Acabou o dinheiro fácil”, de Charles Wyplosz, publicado no “Valor” de hoje.
enviada por Luis Nassif
Ibovespa e as suas Jóias
Mas como tudo depende de um contexto globalizado, mesmo com as tentativas de descolamento do Ibovespa (que também está congestionado perto de seu TH), o Brasil ainda é refém da economia mundial e do fluxo de capital estrangeiro ingressando em nossa bolsa de valores. Não bastasse isso, as empresas em questão também possuem ADRs negociadas em Wall Street, o que ainda acrescenta o fator cambial às suas cotações.
Portanto, devemos estar sempre atentos ao comportamento dos demais mercados e cientes de que mesmo as blue chips não são imunes a correções mais acentuadas que possam vir a ocorrer em períodos de maior incerteza, onde prevalece a volatilidade.
Acompanhar a grande valorização contábil que experimentamos nos últimos anos é algo bastante satisfatório, mas havendo liquidez (o que exclui as aplicações envolvendo o dinheiro do FGTS) é sempre possível realizar o lucro e, eventualmente, recomprar os papéis por cotações mais baixas, diminuindo os custos de aquisição em cada ativo. Aqueles que não pretendem se desfazer da carteira ainda podem lançar mão dos derivativos como forma de proteção, mas nada é tão eficiente como estabelecer "stop gains" para apropriar os ganhos conquistados.
O Ano Novo está aí, e com a virada, logo em janeiro, podemos ter muitas novidades. Boas ou más, o importante é estarmos preparados! ^v^
Boas Festas?
Marisa Gabbardo
Impulsionadas pela mídia, milhares de pessoas caminham freneticamente pelas ruas, entrando e saindo de lojas em busca dos presentes de final de ano. Natal, amigo secreto, regalos pelo longo ano vencido... Entra dezembro e é sempre a mesma coisa, nossa sociedade se transforma num verdadeiro templo coletivo de consumo.
Inebriadas pelo impulso de dar e dar-se presentes, as pessoas deixam-se envolver pela egrégora natalina e consomem, consomem, consomem... Muitas vezes além das possibilidades, além do que deveriam ou poderiam consumir.
Continua em Educação Financeira
É uma boa hora para sair da bolsa 1/2
O ano de 2007 está acabando para os investidores. Amanhã, sexta-feira, dia 28 de dezembro, será o último dia em que o mercado funcionará no ano; depois, só em 2008. Na prática, a mudança do ano é uma mera convenção, pois as coisas não mudam apenas porque a Terra completou mais uma volta em torno do Sol. Mesmo assim, nessas horas em que (atentados à parte) as notícias escasseiam, é hora de pensar um pouco no ano que está se encerrando e no que nos espera no próximo período gregoriano de 12 meses.
Não tenha dúvidas de que 2007 vai deixar muita, mas muita saudade. No momento em que escrevo, o Índice Bovespa está em baixa de 0,8% a 63 800 pontos. Confirmando-se esse fechamento, o principal indicador do mercado acionário brasileiro vai fechar o ano com uma valorização expressiva de 43%, em comparação com os 11,9% de juros médios em 2007.
Traduzindo, quem ficou na Bolsa e atravessou os solavancos de fevereiro, de agosto, de novembro e de dezembro ganhou quase quatro vezes mais do que se tivesse ficado na renda fixa. Claro que essa conta é simplista, não considera os momentos de quem comprou e vendeu ações ao longo do ano, mas vale o raciocínio.
Para 2008, há vários indicadores e sinais que mostram que as ações não deverão ter um comportamento tão positivo quanto em 2007. A saber:
- a economia americana vai amargar um período difícil. Além da crise provocada pelo estouro da bolha de financiamento imobiliário, os perdulários consumidores americanos terão de enfrentar um período de cotações do petróleo em alta, pressionando os preços da energia, dos combustíveis dos ineficientes veículos que dirigem e dos alimentos (que têm de ser transportados). Por isso, o prognóstico dos especialistas é de que os juros por lá permaneçam razoavelmente elevados, ao redor de 4,25% ao ano. Nesse patamar, não haverá muita folga para grandes investimentos em ações e em países emergentes como o Brasil. Não nos esqueçamos de que os Estados Unidos continuam vivendo alegremente de dinheiro emprestado, receita infalível para ter problemas.
- as perspectivas para Europa e Ásia são menos brilhantes. Devido aos problemas da economia americana, europeus, japoneses e chineses vão vender menos. Embora suas economias estejam menos desequilibradas que a americana, a diminuição das encomendas piora o humor de todos. Menos incentivo a investir fora dos países de origem, portanto.
- finalmente, a situação brasileira não é mais tão tranquila.
Leia a segunda parte (2/2) deste artigo no Blog do Investidor










