Plus500

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O caso Telemar-Brasil Telecom

Informações direto do Aeroporto de Congonhas (o trabalho me procura até em trânsito):

1. O acordo da venda da Brasil Telecom para a Telemar será fechado no dia 11 de fevereiro e não amanhã.

2. Caso o acordo não chegue ao final (por qualquer motivo), a Telemar terá que pagar uma indenização e US$ 500 milhões à BrT.

3. Pelo acordo, os fundos ficarão com 10% de participação na nova empresa.

4. Ponto importante é a questão da governança. Para definir o presidente, em caso de mudança, os fundos escolherão um head hunter (selecionador de executivos) e os controladores outros dois. Cada head hunter indicará um executivo. Os fundos terão direito de vetar um dos três. Os controladores escolherão o presidente entre os dois remanescentes. Os fundos terão poder de veto também sobre uma série de ações dos controladores.

5. Nas negociações iniciais, os dois sócios da Telemar (Carlos Jereissatti e Sérgio Andrade) ofereceram R$ 3 bi pela participação dos fundos. Os fundos contrapuseram US$ 5,6 bi. Chegaram a um meio termo, mais próximo da proposta dos fundos

6. Para a operação não emperrar, provavelmente terão que terminar as pendências jurídicas – fundos x Daniel Dantas; Citi x Dantas. Até agora Dantas não se manifestou, seus porta-vozes na mídia tem apoiado a fusão. Mas ninguém tem dúvida de que ele está esperando a hora certa para endurecer e vender com vantagens sua posição.

7. Os fundos julgam que a operação obedece a uma lógica econômica (fortalecendo a nova companhia), de país (permitindo ter a grande companhia nacional, em um momento em que o próprios EUA incentiva a fusão das Bels), e permitirá trazer resultados consideráveis ao caixa dos fundos. E garantem que, na hora em que for divulgado o acordo, se verá que foi estabelecido um novo grande parâmetro de governança corporativa no pais. Mas reclamam que nem a mídia nem o governo estão valorizando esse avanço.

Na verdade, só quando os termos do acordo se tornarem públicos será possível uma avaliação precisa da operação. Como dizia uma velha raposa do mercado, trata-se de operação "cabeluda" (isto é, com muitas pontas para serem amarradas), Qualquer descuido pode dar margem a fragilidades futuras no acordo.

enviada por Luis Nassif

BOVESPA SEMPRE NAS DIVIDIDAS PODRES

Já falei, mas sou voz no deserto. Os horários de funcionamento da BOVESPA, deveriam estar colados com os de Manhattan. É sempre assim: começamos de um jeito, e aí, quando relógio marca 12:30h aqui, lá vem pedrada dos states.

Hoje, em virtude das quedas nas Bolsas da Ásia e da Europa, os brasilianos, tutti buona gente, saíram vendendo, fazendo o IBOVESPA operar no vermelho até às 17:20h, hora em que foi anunciado o corte de 50 pontos nos juros americanos. O que aconeteceu? Subida vertigionosa de +1,28% no índice, rompendo resistência em 60.000 pontos e fechando em 60.289 pontos. Só que alegria de pobre dura pouco.

Festa geral nos Home Brokers, nos Fóruns e nas boates, já com mesas reservadas para o show das moças se balançando nas barras. Encerrado nosso pregão, mudaram os ventos lá fora, e os compradores brasileiros ficaram pendurados na brocha. Sei não, mas tá com pinta que acabou a alta de curto prazo. Vender 50% das posições pode ser uma boa: lucro bom é lucro no bolso.

Veja o gráfico em BOLSA HOJE

Doc Imbituba - IMBI4

Quem comprou no segundo dia terá o carnaval para esquecer a tristeza.


Economist: revisão do PIB pode indicar recessão nos EUA

4º trimestre

A recessão nos Estados Unidos pode estar mais próxima do que se imagina. A primeira estimativa para o crescimento do PIB no quarto trimestre, divulgado ontem, foi de 0,6%. Mas, alertou a The Economist em artigo publicado hoje no site da revista, o número pode se tornar negativo nas próximas revisões, e já iniciar o marco da recessão.

Para que a recessão seja decretada oficialmente, é preciso retração na economia por dois trimestres consecutivos. O temor da revista é que o último de 2007 tenha sido o primeiro. Os números do PIB são sempre revistos após a primeira análise. Eles podem permanecer iguais, mas também podem subir ou descer. Como vários outros indicadores da economia foram muito negativos, a revista pondera que é concebível que ele seja reduzido e se torne negativo.

Leia aqui a reportagem da The Economist.

Miriam Leitão.com

Análise Diária

Mercado Internacional

A quarta-feira (30), foi marcada pela expectativa da decisão do FED sobre o corte na taxas básica de juros. Como esperado, o FED cortou 0,5 ponto percentual, mas as especulações de que agências de classificação de risco poderiam cortar o rating de empresas garantidoras de títulos de renda fixa, fizeram com que o índice Dow Jones fechasse em baixa 0,30% cotado a 12.443 pontos. Na Asia, no pregão desta quinta-feira (31) as bolsas mantiveram a instabilidade que anda tomando conta dos mercados globais. O índice Nikkei fechou em alta de 1,85% cotado a 13,592 pontos. Na China e na Coréia as bolsa cairam 0,78% e 0,84% respectivamente.

Mercado Nacional

Depois de passar boa parte do dia em queda, a espera da decisão do FED quanto a taxa básica de juros na econômia dos USA, o índice Bovespa fechou o pregão desta quarta (30) em alta de 1,28%, cotado a 60.289 pontos e com volume financeiro de R$5,07 bi. Destaque para as ações preferênciais da NET (NETC4) que tiveram valorização de 7,69%. Na contramão destacamos a ações ordinárias da CPFL (CPFE3) que tiveram desvalorização de 4,09%. As ações preferênciais da Petrobrás (PETR4) subiraM 2,22% enquanto as preferênciais da Vale (VALE5) tiveram valorização de 2,16%.

TR3 Invest

E o repique chegou quase no alvo


Não chegou até a LTB mas foi bem próximo, atingindo a ME80 neste tempo do gráfico diário - escala logarítmica. Gostaria de fazer uma correção, pois fui ontem muito bem lembrado pelo Bancotario, que na última queda o objetivo de 54k atingido referia-se à projeção do triângulo simétrico rompido. Para o suposto "Diamante" do Ibovespa, o target seria ainda um pouco mais abaixo. Segundo os estudos de Bulkowski, o rebatimento da altura da figura deve ser feito a partir do vértice inferior (e não lateral, como no caso do TRG). Portanto, este repique ainda não desconfigurou o Diamante - se é que ele existe realmente - o seu objetivo na queda estaria em torno de 52,000!!

Agora vamos aguardar os desdobramentos da crise (recessão?) americana, que mesmo com os dois cortes somando -1,25%, em apenas uma semana, na taxa básica Fed Funds Rate, não parecem ter sido suficientes para acalmar os mercados e dissipar a desconfiança dos investidores sobre a dimensão dos rombos no sistema bancário, o quanto isto afeta as seguradoras, a questão do (des)crédito, e o rumo da economia na maior (ex?) potência do século XX.

Com a redução nos juros, o dolar vai ficando cada vez mais enfraquecido, e, internamente, os EUA ainda vivenciam uma reta final na corrida pela sucessão presidencial. Com o Congresso dominado pelos democratas, a disputa entre Hillary Clinton e Barack Obama tende a se polarizar - apesar do abandono de ontem do ex-prefeito de NY, Rudolph Giuliani, que resolveu apoiar John McCain.

Política, poder, dinheiro, são muitos interesses em jogo. A pior guerra não foi contra o Vietnan, nem está sendo contra o Iraque. O maior inimigo mora dentro de casa!!!

Assim como no mercado, lutamos contra nós mesmos para chegarmos ao melhor resultado em nossas operações (há quem sempre tenha uma desculpa para seus insucessos), enquanto não tivermos uma justa aceitação de nossos defeitos, jamais poderemos potencializar as virtudes!

Bovespa cai, e leva junto (ou é arrastada) por maciças ordens de venda em Vale e Petrobras. No entanto as perdas intradiárias já foram de grande monta, antes mesmo dos negócios abrirem na Matriz. Na Ásia a madrugada foi de relativa calma, com algumas bolsas subindo e outras com pequenas desvalorizaçãoes nos índices locais. A Europa segue a maré de baixa, com todas as praças no vermelho.

Os 60.300 pontos do Ibovespa foram anunciados como um bom ponto para permitir uma saída honrosa. Vamos esperar pelo reinício dos negócios em Wall Street para ver se alguma coisa ainda pode mudar.

Logo publico os gráficos intradiários das nossas blue chips, mas adianto que Vale pode estar fazendo pullback por cima da LTB de CP, nestes níveis de 43,30. Abaixo disto a coisa fica bem mais complicada até o desfecho desta negociação para compra da mineradora Xstrata. E a Petro vai perdendo o suporte da ME80 nos gráfico de 5 minutos, saindo da faixa de sua congestão. Caindo de R$80, ela tem espaço para voltar até os R$75, inicialmente!

Olho vivo! ^v^

Seagull Trading

O pior dilema para os bancos centrais

Os bancos centrais sabem que devem elevar os juros quando a inflação está em alta. Sabem também que devem reduzir os juros quando a economia não está crescendo. Mas o que fazer quando a inflação está em alta e a economia em baixa, simultaneamente?

Sabem os BCs que não dá para atacar os dois problemas ao mesmo tempo, de modo que é preciso escolher o inimigo principal. Em qualquer caso, o risco é altíssimo: se o BC reduz os juros para estimular a atividade pode provocar um surto de inflação que exigirá juros bem mais altos lá na frente. Inversamente, se eleva os juros pode matar a economia junto com a inflação e provocar uma longa recessão.

Finalmente, não é difícil verificar a dificuldade em encontrar as doses corretas.

Eis porque a preocupação cresceu ontem quando foram divulgados números básicos da economia americana para o quarto trimestre: o crescimento do PIB desacelerou e a inflação acelerou.

Em 2007, ano completo, a maior economia do planeta cresceu 2,2%, uma queda de um ponto em relação à média de 2003/06. pode parecer pouco, mas coloque 1% sobre um, PIB de mais de US$ 14 trilhões.

Além disso, o número engana. Esses 2,2% são a média do ano, que começou melhor do que terminou. Na verdade, pelos dados do último trimestre, a economia americana está crescendo a um ritmo de 0,6%.

Já a inflação, também pelos dados do último trimestre de 2007, está rodando a 2,7% anuais – pelo núcleo do índice seguido pelo Fed. A “zona de conforto” fica entre 1% e 2%.

Tudo considerado, o Fed decidiu atacar a desaceleração da economia e a ameaça de recessão, considerando a inflação mais ou menos benigna. Está tomando riscos. Mas quem não toma não vai a parte alguma.

Abertura

A decisão do Fed, seguindo o consenso do mercado, gerou horas finais de grandes oscilações nos Estados Unidos, com forte alta, anulada logo depois. Na Ásia, os mercados hoje tiveram reações variadas, no Japão o Nikkei225 ganhou 1,85%. Na Europa, as blue chips estão perdendo cerca de 1,3% e os futuros americanos recuam perto de 0,4%: as “preocupações” lá fora agora são com as seguradoras, em breve estarão com medo das padarias...Por aqui, o leilão final teve forte puxada e não pegou o retorno dos índices americanos, então o Fut. Fevereiro vai apresentando perdas de 1,6% no pré-pregão, com movimento regular. A Sadia apresentou bom resultado anual (p/l 9), mas a suspensão das importações de carne brasileira pela União Européia deixam dúvidas quanto a 2008.

Rebaixamento de seguradoras pesa crise em NY, apesar do FED



... O (novo) corte de 50 pontos do juro americano não foi capaz de sustentar a alta em NY até o fechamento. Faltando menos de meia hora para terminar o pregão, quando a BOVESPA já estava fechada, a decisão da FITCH de rebaixar o rating da seguradora de bônus FGIC (Financial Guaranty Insurance Company), com dificuldades para levantar capital, reverteu a reação positiva ao FED, e levou as bolsas em WALL STREET de volta para o negativo. Isso significa que vai haver ajuste (em baixa) na abertura aqui.

... A Moody´s e a S&P também estão revisando a classificação da FGIC para um possível rebaixamento e essa é uma situação que pode pesar bastante para a crise. Na DJ, em declaração reproduzida pela editora Suzi Katzumata (Broadcast), o gerente de fundo de hedge Lorenzo Di Mattia, da Sibilla Global Fund, disse que (o rebaixamento das
seguradoras) pode ter um efeito “devastador” (no mercado) Há temores de que também as seguradoras de bônus Ambac e MBIA serão rebaixadas pelas agências. As duas companhias teriam perdido muito mais do que já admitiram... US$ 12 bilhões cada uma.

... Horas depois, a S&P agravava o sentimento da crise anunciando amplo rebaixamento, que afeta US$ 270 bilhões em títulos relacionados a hipotecas de segunda linha (SUBPRIME). A agência rebaixou ou colocou em revisão negativa a nota de 6.389 bônus lastreados em hipotecas subprime e 1.953 ratings de obrigações da dívida colateralizada (CDOs) lastreadas em hipotecas... Os rebaixamentos ampliam o número de bancos afetados pelo aperto no crédito, incluir bancos regionais, associações de crédito, Bancos de Crédito Imobiliário Federal e alguns bancos asiáticos.

... Ainda ontem, em relatório aos clientes, Meredith WHITNEY, analista do Oppenheimer, previu que os rebaixamentos de ratings de grandes seguradoras de bônus deverão levar os bancos a registrarem mais US$ 40 bilhões em baixas contábeis neste ano de 2008, frustrando quem aposta que o pior já passou.. As perdas deverão ficar concentradas em três bancos: Merrill Lynch, Citigroup e UBS, que têm a metade da exposição da indústria aos instrumentos de dívidas das seguradoras MBIA, Ambac, ACA Capital Holdings.


Continua em Bom Dia Mercado

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Mais um coelho, Mr. Bernanke?

Os últimos dias foram de alguma expectativa sobre o próximo movimento do Banco Central americano na definição de sua taxa de juros, sobretudo depois que Bernanke e Cia. cortaram a mesma em 0,75 pontos percentuais após uma reunião emergencial ocorrida na semana que passou. Juntamente com um incremento no nível de operações de crédito, discutido aqui, pareceu ser suficiente para o Federal Reserve exercitar aquela que parece ser a sua função primordial nesse momento: definir preços para os mercados de ações.

Hoje mais um coelho da cartola: um novo corte de 0,50%, levando a taxa para 3% ao ano.

Esqueçam essa conversa de estimular a economia ou mesmo o consumo. O que o FED parece estar mais interessado em resolver no momento é em esconder os sintomas que o excesso de crédito ruim está causando no sistema financeiro. Essa é a doença. E juros mais baixos não devem resolver a situação, pois não se trata de um problema de liquidez, mas sim de solvência.


Ben Bernanke: "Cortei os juros um tantão assim, ó"

Os créditos inadequados do setor privado irão eventualmente virar pó, independente da taxa de juros, porque em primeiro lugar eles nem deveriam ter sido concedidos.

Continua em Cinco Pesos de Dois Quilos

Dow Jones: Comprou no Boato e Vendeu no Fato


O mercado esperava um corte de 0,5% na taxa de juros norte americana e o Banco Central (FED) acatou às pressões, porém não surpreendeu e como o mercado antecipa a economia e não o contrário, o DJI da mesma forma como subiu à partir das 17:45h, caiu ao final e fechou com - 0,30%, aos 12.442 pontos.


Graficamente chegou na média móvel de 30 períodos (o elástico do mercado) e agora é resistência.


Amanhã o dia promete mais volatilidade ainda.

Resultados Pipocam

ronogramas do 4° trimestre e, portanto, do ano de 2007 começam a aparecer no mercado financeiro. Alguns poucos neste final de Janeiro, outros no início de Fevereiro e assim sucessivamente. Embora o volume culmine até o primeiro trimestre, ainda existem empresas que publicam seus resultados em Abril.popcorn

Normas de divulgação existem para padronizar, além de normas do mercado de atuação e normas de auditoria. Há também de se considerar que, tal como as leis, cada país tem diretivas únicas. Para isso serve também a área de Relações com Investidores: auxiliar os acionistas e o mercado a interpretar alguns números do Relatório Anual.

Evidentemente nenhuma empresa vai explicar os motivos de uma única conta do balanço ter crescido ou não ao longo dos anos, nem mesmo o reflexo de algum resultado. Esta é função de analistas de balanço ou de mercado ou qualquer outro nome que se dá ao cargo.

Continua em Mercado & Malagueta

Bancos à beira de um ataque: Agora é a vez do UBS















Os problemas do UBS AG relacionados ao setor imobiliário se aprofundaram, segundo mostrou o banco nesta quarta-feira, ao inesperadamente divulgar uma nova baixa contábil de 4 bilhões de dólares, o que o ajudou a registrar um prejuízo no ano de 2007.


O UBS teve um prejuízo de 12,5 bilhões de francos suíços (11,45 bilhões de dólares) no quarto trimestre e um prejuízo de 4,4 bilhões de francos no ano todo.


Agora, a baixa contábil do banco relacionada ao setor de financiamento imobiliário de alto risco dos Estados Unidos, o chamado subprime, soma 18,4 bilhões de dólares. O resultado deve pressionar ainda mais pela renúncia do presidente do conselho do UBS, Marcel Ospel, que dirigiu a entidade quando ela entrava nos investimentos de risco norte-americanos.

"Isso certamente não é bom", disse o analista do WestLB Georg Kanders. "Eu esperava menos."
O grupo anunciou no mês passado uma injeção de capital de 13 bilhões de francos suíços de Cingapura e de um investidor anônimo do Oriente Médio.

O UBS disse em comunicado nesta manhã que os resultados refletem perdas de 12 bilhões de dólares relacionadas ao subprime, além de 2 bilhões de dólares em perdas com outras hipotecas residenciais norte-americanas.


A divulgação do resultado do UBS estava marcada para 14 de fevereiro.
Reuters

A volatilidade e o Ibovespa

Em qualquer veículo da mídia especializada que pesquisemos, é praticamente unânime a indecisão sobre o rumo no curto / médio prazo do mercado acionário brasileiro. Em uma coisa porém parece haver um consenso. As bolsas mundiais vivem um momento de forte volatilidade.

volatilidadeNo caso do índice brasileiro, é interessante notar, se olharmos o seu passado recente, que em momentos de crise a volatilidade tende a aumentar consideravelmente. E mais… quando o índice Bovespa sobe, a volatilidade cai, e quando o índice se desvaloriza, a oscilação aumenta. Formando uma correlação negativa entre os dois.

A correlação negativa entre o Ibovespa e a volatilidade (um sobe enquanto o outro cai) tem explicação. Quando as ações estão numa tendência de alta, as pessoas ficam confiantes e investem no mercado por mais tempo, fazendo com que a volatilidade caia. Em momentos de queda, os investidores ficam mais confusos. Alguns preferem vender as ações para não ter maiores perdas. Outros aproveitam a queda para comprar os papéis a preços mais baixos. Esse entra e sai acaba provocando maior volatilidade.

Trazendo a questão para o momento atual, podemos afirmar que boa parte da queda que o mercado de ações brasileiro sofreu deu-se pela “venda forçada” de posições pelos investidores estrangeiros (inclusive o fluxo da Bovespa comprova isso). A grande maioria dos gestores “foi forçada” a vender ações em países emergentes em razão do aumento da volatilidade nos preços das ações. Vale lembrar, que estes gestores internacionais, muitas vezes, são obrigados (em contrato) a desmontarem posições visando ficar menos expostos a volatilidade, que normalmente é medida tecnicamente através do VaR (Value at Risk).

E o que isso pode acrescentar na nossa estratégia ? Acredito que essa saída forçada pode ter provocado exageros em alguns papeis, principalmente aqueles com menor liquidez. Portanto, talvez seja oportuno observarmos mais de perto, aqueles ativos que continuam com fundamentos sólidos e que possam estar encontrando pontos gráficos de suporte consistentes. Lembrando apenas, que não temos como saber se a fuga de capital estrangeira já ocorrida, foi suficiente para "desafogar" a oscilação das carteiras dos gringos ou se ainda teremos novos ajustes.

Mais em CHR Investor

Gol anuncia recompra de 5 milhões de ações

Devido a sua forte desvalorização após o início da crise aérea, a Gol anunciou hoje que vai recomprar 5 milhões de ações preferenciais (sem direito a voto). Considerando o preço de fechamento dos papéis ontem (33,36 reais), a operação custaria ao caixa da Gol cerca de 167 milhões de reais.

A empresa chegou a cogitar no ano passado recomprar todas as suas ações em circulação e voltar a ser uma companhia fechada. Com a má repercussão da operação, entretanto, informou neste mês ao mercado que desistiria dessa possibilidade.

A desistência acentuou ainda mais o movimento de queda livre das ações da Gol negociadas na Bovespa.Os papéis preferenciais da empresa, que chegaram a ultrapassar 80 reais em maio de 2006, iniciaram movimento de forte desvalorização após o acidente de aéreo de setembro de 2006 e o início das paralisações dos controladores de vôo. No início de 2008, quando as ações finalmente começavam a se estabilizar em patamares acima de 40 reais, vieram os temores de recessão nos Estados Unidos e novamente acentuaram o movimento de venda dos investidores.

Continua em LB - Lucrando na Bolsa

Light (LIGT3) - Credit Suisse vê bom potencial de ganhos


Ontem saiu uma notícia no Infomoney indicando que o pessoal da Credit Suisse recomenda os papéis da Light. Resumindo a notícia: A gestão do novo controlador foi elogiada e o banco acredita que as ações podem fechar 2008 cotadas em R$36,00, resultando em um potencial de valorização de 50%.

Confesso que nunca dei muita atenção a este papel. Minhas preferidas no setor elétrico sempre foram CMIG4 e CPFE3, por sempre dominarem as indicações. Mas quando vi a notícia, resolvi analisar o papel com um pouco mais de atenção e gostei muito do que vi.

Nesta última seqüência de quedas, o papel atingiu uma cotação mínima de 22,05 no dia 23/01, respeitando uma linha de tendência de alta, representada pela linha azul do gráfico.

Depois disto, o papel voltou a ser cotado em níveis superiores às suas médias mais curtas, de 4 e 9 períodos, que valem atualmente 23,69 e 23,82, respectivamente.

Continua em VixTraders

Prestando contas

Vou me antecipar, colocar fatos que certamente virão à tona de forma deturpada quando começar a postar levantamentos que fiz sobre a revista Veja.

Há 20 anos tenho uma empresa, a Agência Dinheiro Vivo. Foi pioneira nos serviços eletrônicos do país. Em 1996, tomei um financiamento do BNDES, para tentar aproveitar a onda de Internet que se iniciava. Por várias razões, a empresa entrou em dificuldades e o projeto não deu certo.

Desde então, venho lutando com a dívida. Já tinha feito uma renegociação com o banco, anos atrás. Enormes atrasos no desenvolvimento dos novos sites deixaram a empresa em situação delicado. Não consegui manter em dia as prestações, resultando em uma execução judicial por parte do banco e, depois de longas negociações, um acordo na Justiça.

O banco não cedeu em nada, não reduziu o spread nem o principal e manteve os juros bem acima da TJLP. O máximo que consegui foi estender o prazo de pagamento. Por conta dos juros e dos atrasos, a dívida é 2,3 vezes maior do que a original. Nas negociações ficaram suspensos multa e juros de mora – que serão cobrados em caso de nova inadimplência – como, aliás, é praxe em qualquer renegociação.

A partir de junho do ano passado, antes mesmo de assinado o acordo, retomei os pagamentos. O acordo foi fechado em agosto. Por razões burocráticas, ainda não foi homologado pelo juiz. Mas as prestações estão sendo pagas em dia. Portanto não há inadimplência, nem calote. Nem houve qualquer concessão nas negociações. E nenhum tostão de empréstimo foi levantado no atual governo.

Nesses dois anos de pauleira, a Agencia Dinheiro Vivo conseguiu superar suas dificuldades, terminar os novos projetos, que vinham se arrastando e fechar boas parcerias para 2008. Os sistemas, finalmente, estão nos ajustes finais, em cima de concepções inovadoras, que ajudarão a incrementar o Guia Financeiro e o Projeto Brasil..

Aproveitando a situação de fragilidade da Dinheiro Vivo, nos últimos tempos fui alvo de toda sorte de calúnias, injúrias e difamações, produzidas pelo comando de Veja com o evidente intuito de me intimidar nas críticas que faço à revista.

Poderia ser o momento para relaxar e cuidar da vida e da família. Mas o jornalismo fala mais alto.



enviada por Luis Nassif

Economia brasileira: duas boas e uma ruim

Contas públicas

O Banco Central divulgou hoje os dados das contas públicas do ano passado e, como sempre, têm notícias boas e outras nem tanto. Mas todas se enquadram na categoria "nunca antes na história dessse país".

O superávit primário do ano passado foi o maior da série histórica que começa em 1991 ou R$ 101 bilhões, informou o diretor do BC, Altamir Lopes.

O déficit de dezembro foi o pior da história desde o começo da série. Foi de R$ 11 bilhões.

O déficit nominal foi o menor da série desde que começou a ser contabilizado, deu 2,2% do PIB

O que explica uma coisa, explica a outra. O governo no ano passado teve uma arrecadação muito maior do que ele previa e isso elevou muito o superávit, mesmo com todo o gasto do começo do ano passado que fez muita gente prever o pior. Em dezembro, constatando que estava acumulando um superavit maior do que o necessário o governo gastou bastante. Normalmente dezembro dá déficit, mas este acabou sendo o maior já visto. Como os juros cairam o déficit nominal caiu.

Quando o déficit ou superávit é primário está se descontando o que o governo gastou com juros. Quando conta também o gasto financeiro, então a conta passa a ser nominal. Os juros caíram, a conta financeira caiu e o superávit primário foi alto. Noves fora o fim a CPMF que só vai bater nas contas de 2008, o Brasil fechou a conta final no vermelho, como em todos os anos, mas um vermelho menor: 2,2% do PIB.

Miriam Leitão.com

O Fed deve reduzir os juros em 0,50% - e o que isso significa.

O mercado financeiro começou o dia de mau humor. O ìndice Bovespa iniciou a tarde em baixa de 1%, a 58 800 pontos. O mercado está em banho-maria, à espera da decisão a ser anunciada no fim da tarde pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em relação aos juros.

Na avaliação dos profissionais do mercado, não haverá meio-termo no anúncio de hoje. O que os operadores vão assistir será ou uma injeção de euforia (com uma forte valorização) ou um aprofundamento do pessimismo, com novas quedas significativas. Há três cenários possíveis:

1) o cenário positivo: o Fed reduz os juros em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano. Considerando-se a redução de 0,75 anunciada de surpresa no dia 22 de fevereiro, seria um corte de 1,5 ponto percentual em dez dias. OU seja, uma dose cavalar de afrouxamento da política monetária. Se isso se confirmar, o mercado deverá demonstrar mais um dia de euforia, eventualmente um bom momento para vender ações e reduzir posições. Vale dizer que esse cenário não é o mais provável.

2) o cenário negativo: o Fed reduz os juros em 0,50 ponto percentual, para 3% ao ano. O cenário mais provável, vai indicar um bom alívio para o mercado. O problema é que esse corte de juros já está refletido nos preços das ações. Ou seja, é bem provável que haja novas quedas, seguindo a velha máxima do mercado de comprar tendo em vista as expectativas e vender na confirmação dos fatos.

3) o cenário catastrófico: o Fed reduz os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,25% ao ano. Vai indicar que as autoridades monetárias dos Estados Unidos não vêem necessidade de afrouxar muito mais a política monetária e indicará, também, que a economia dos Estados Unidos vai levar mais tempo para retomar seu crescimento. Isso deverá provocar novas e fortes quedas do mercado acionário global.

Qual o cenário mais provável? Na cabeça de vários especialistas ouvidos pelo blog, o mais provável é um corte de 0,50 ponto percentual. A redução vai ajudar a economia e o setor bancário dos Estados Unidos, mas não deverá animar muito os investidores.

A conferir

Blog do Investidor

Nos balanços, bancos tentam deixar crise financeira para trás

Em dezembro passado, o banco suíço UBS – um dos grandes das finanças globais – anunciou perdas de US$ 10 bilhões em consequência de operações vinculadas ao setor imobiliário dos EUA. Hoje, em um comunicado inesperado e “desconcertante”, segundo definiram alguns analistas, o banco comunicou que as perdas, na verdade, não são de 10, mas de US$ 14 bilhões. Em um mês, aumentaram 40%.

Como não é razoável imaginar que tenha havido um erro de conta, pode-se concluir que foi uma espécie de decisão política da diretoria, a de descarregar todo o prejuízo no balanço do ano passado. Há uma certa flexibilidade na contabilidade. Por exemplo, títulos duvidosos ainda não vencidos podem ser dados como baixa agora ou mais à frente, quando se realizar a inadimplência.

Se a perda for toda concentrada em 2007, isso piora terrivelmente as contas desse ano, mas como que limpa o balanço para o atual período.

E parece ser esta a decisão dos grandes bancos, especialmente daqueles que trocaram sua diretoria. É uma escolha ao estilo de Maquiavel, a de fazer todo o mal de uma só vez e tirar o fantasma da frente.

Se for isso, a crise financeira vai parecer muito pior neste início de ano, quando os bancos publicam seus balanços de 2007. Em compensação, logo depois vai parecer superada.

Uma das duas grandes dúvidas que assustam a economia mundial é justamente o tamanho do prejuízo dos bancos e sua capacidade de sair do buraco. E parece que é a isso que os bancos estão respondendo.

A outra dúvida é sobre o tamanho da desaceleração ou da recessão nos EUA – o tamanho da besta, como já se diz. Mas isso vai demorar mais para saber.

Situação difícil

Governo economiza mais de R$ 100 bilhões para pagamento de juros, mas…

Em 2007 o Brasil bateu recorde no superávit primário, com mais de R$ 100 bilhões em economias para pagamentos de juros da dívida.

Essa parece ser uma boa notícia, já que a meta era economizar R$ 95,7 bilhões, mas mesmo com todo este esforço fiscal, não conseguimos nem pagar os juros do período. Apenas nos primeiros 10 meses de 2007, a conta de juros chegou a R$ 135 bilhões.

Muitos analistas gostam de apresentar a conta de juros ou endividamento em função do PIB, mas os dados devem ser analisados com outros detalhes, como a capacidade do Governo em resolver sua dívida líquida.

Todos os anos o montante desta dívida cresce, e não precisa ser adivinho para saber que uma hora o Governo vai ter que resolver esta pendência. Em outubro a dívida era de R$ 1,13 trilhão.

Se observarmos os dados apenas do Governo Central, esta economia foi de R$ 57,8 bilhões. O restante do superávit veio de empresas estatais.

Lula pegou esta dívida com pouco mais de R$ 500 milhões. Antes que algum defensor de FHC venha reclamar, a dívida assumida por FHC foi de aproximadamente R$ 50 bilhões, mas os altos juros praticados nos primeiros 4 anos de seu Governo, aliado à necessidade de financiamento da política cambial tornou esta dívida um dos maiores problemas nacionais.

Uma das poucas formas de resolver esta dívida seria, neste momento, diminuir muito a taxa de juros, aproveitando a queda dos juros nos EUA, e controlar o aumento de crédito via aumento de IOF. Este instrumento inclusive o Governo está utilizando agora, mas por outros motivos.

Acerto de Contas

ING8 e o baixo crescimento do PIB americano


De um extremo ao outro! O Ibovespa Futuro deu mostras de força. Pelo gráfico de 60 minutos a média menor já escostou na intermediária, enquanto o índice chega perto do topo no canal de baixa para o teste da sua ME200 e LTB. Quem não gosta de emoção é melhor desligar o computador.

As bolsas continuam ressabiadas na espera pelo Fed. Apesar da boa recuperação nos últimos dias, os investidores parecem não estar muito confiantes. E o banco central americano ficou refém do mercado. O corte antecipado de 0,75% já foi assimilado e agora todos querem mais! Na Ásia os índices tiveram perdas na madrugada, Kospi -2,98% e Hang Seng -2,65%, com o perigo de recessão também batendo às portas do Japão. A Europa segue a tendência, e a maioria das praças opera no vermelho. Os contratos futuros em Wall Street desvalorizam nesta pré-abertura, mas ainda bem perto da estabilidade.

Vai ficar para a decisão do Fomc: Bernanke e sua turma que se cuidem, porque saiu o resultado do PIB americano no quarto trimestre de 2007 (GDP), e isto já prenuncia os riscos recessivos. O crescimento econômico ficou em 0,6%, abaixo das melhores expectativas.

Às 1715hs (de Brasília) eles proferem o seu veredito sobre a nova taxa de juros e o rumo da política monetária. Vai sobrar pouco tempo para agir antes do fechamento e, apesar da pressão por um novo corte de meio ponto, a cautela deve ser mantida para evitar decepções. Pior do que uma atitude exagerada agora, pode ser o efeito que ela traria depois para a economia globalizada. Watch out!!!

Barômetro Financeiro

Bom dia!

Seu coração vai bater mais forte ? Azar o seu...

O dia promete alta volatilidade...


Na agenda externa, nada menos que :

10:00 Pedidos de hipotecas;

11:15 Prévia do mercado de trabalho Americano;

11:30 Primeiros dados sobre o PIB;

13:30 Estoques de petróleo Americano;
17:15 Nova taxa de Juros: querem 0,50%... diferente disso...CORRA !!!


Por aqui, novamente os estrangeiros reduziram posição vendida em mais de 12500 contratos.

EM QUATRO DIAS ÚTEIS RECOMPRARAM MAIS DO QUE 50% DA POSIÇÃO VENDIDA !!!

Ué... ninguém fala mais no D I A M A N T E ??? hummmmm ... talvez amanhã voltem com essa... rsss... POR ENQUANTO AINDA TÁ MAIS PRA G R A F I T E !!!

Bons negócios !


NY confere risco de recessão com PIB. Depois vem o FED

... Tomara o FED não invente de economizar na queda do juro hoje ou de não dar NADA, porque, apesar de nesta terça-feira terem diminuído as apostas de um corte de meio ponto (para 3%), ainda está assim de gente torcendo por uma decisão pouco conservadora que, se não vier, vai exigir um ajuste. A decisão de política monetária sai, pontualmente, às 17h15 e, até lá, os investidores ainda terão como calibrar suas apostas de última hora, dependendo de como vier a estimativa preliminar do PIB no quarto trimestre, às 11h30.

... Quanto mais fraco sair o indicador, tanto maiores devem ser as chances de o mercado pedir um desaperto monetário mais intenso, nos esforços para conter uma RECESSÃO econômica que alguns juram que já começou. As estimativas são de um crescimento de 1,2% da economia americana nos últimos três meses de 2007 (na comparação anual), já bem abaixo do resultado do terceiro trimestre, de +3,9%. Embutido no relatório do PIB, sai ainda a inflação, com o índice de preços dos gastos com consumo, o PCE, predileto do FED para medir as pressões inflacionárias. A previsão é de alta anualizada de 2,3%.

... Pouco antes, às 11h15, tem para conferir a estimativa da ADP/Macroeconomic Advisors, sobre os postos de trabalho criados no setor privado em janeiro. Tido como uma prévia do PAYROLL, o dado deve revelar a criação de 45 mil vagas de emprego. Ainda na agenda, às 13h30, saem os estoques de petróleo (previsões abaixo).

... Alguma pressão na abertura das bolsas em NY pode ser sentida desde cedo nas ações de tecnologia, depois de a YAHOO! ter desabado mais de 10% no AFTER HOURS, com projeções desapontadoras para este primeiro trimestre. Prevê agora uma receita líquida entre US$ 1,28 bilhão e US$ 1,38 bilhão, contra uma estimativa de US$ 1,37 bilhão dos analistas. O destaque entre as high techs hoje, depois do fechamento, é a AMAZON, que deve vir com lucro de US$ 0,48 por papel. É importante ainda acompanhar o balanço da seguradora de bônus MBIA (prejuízo de US$ 2,36), no olho do furacão da crise imobiliária.

AQUI, a agenda do dia começa daqui a pouco, às 8h, com o IGP-M fechado de fevereiro, que ainda deve se manter em aceleração. No AE Projeções, as estimativas para o índice vão de 0,85% a 1,14%, com mediana em 0,98%. Às 11h, o BC divulga a nota de política fiscal. Deve anunciar um DÉFICIT PRIMÁRIO no setor público consolidado de R$ 12,3 bilhões a R$ 5,2 bilhões (mediana em déficit de R$ 8,4 bilhões). Já as contas do GOVERNO CENTRAL devem registrar saldo deficitário em dezembro de R$ 8,5 bilhões até R$ 4,4 bilhões, com mediana que aponta para resultado negativo de R$ 5,95 bilhões.

... No câmbio, o BC confirmou para a hora do almoço o leilão de SWAP CAMBIAL REVERSO. Vai oferecer até 41,1 mil contratos para rolar o vencimento do dia 1º de fevereiro, de cerca de US$ 2 bilhões. Favorecido pelo fluxo e trégua externa, o DÓLAR caiu ontem, enquanto a BOVESPA recuperou a marca dos 59 mil pontos. Só mesmo os JUROS FUTUROS não embarcaram no otimismo, porque além do veredicto do FOMC hoje, ainda vão ter que encarar pela frente a ATA DO COPOM, amanhã (quinta-feira).

Continua em Bom Dia Mercado

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carteira de Dividendos

Com a visão menos otimista para a Bovespa em 2008, comparada com 2007, está na hora de reestruturar a carteira de ações em função de dividendos.

O Banco do Brasil recomenda a Carteira Dividendo como segue:

AES Tietê Energia
Ambev Bebidas
Nossa Caixa Finanças
Petrobrás Petróleo
Sid. Nacional Siderurgia
Localiza Transporte e Serviços
Telesp Tele fixa
Vale do Rio Doce Mineração

No caso de Ambev e Telesp, recomendo ações ON (em vez de PN) para obter um dividendo ainda maior em percentagem ao dinheiro investido (além da possibilidade da cotação ON superar a PN, e da surpresa de “tag along” na venda de controle).

Ainda gostaria de incluir Souza Cruz na lista acima mencionada, que sempre paga dividendos freqüentes e generosos. A empresa não sabe o que fazer com tanto cash além de satisfazer o apetite de “retorno de capital” da controladora British American Tobacco (BAT).

I Invested My Way

Margem de segurança

O nome do livro do Seth Klarman tem um conceito muito interessante. É a diferença entre o valor intrínseco da ação e o seu preço de mercado. Outra definição relacionada para margem de segurança é o quanto o nível de vendas pode cair até que o negócio alcance novamente seu ponto de equilíbrio.

Be wise.

Mais: Em busca do primeiro Milhão

As lições da Bovespa

Não há mal que sempre dure nem investimento que sempre se valorize. Mesmo neste momento de turbulência, quando alguns estão fugindo da Bovespa, assustados, rogando pragas e jurando nunca mais investir em ações, ainda assim acho uma excelente opção de investimento. A melhor em termos de renda variável.


O momento do sistema financeiro brasileiro é ímpar, excelente. Especialmente para quem busca educação financeira. As pequenas quedas havidas nas últimas semanas no valor das ações das principais empresas brasileiras são apenas pedras no caminho. Pequenas pedras que podem machucar um pouquinho, exigir algum cuidado, mas que de maneira alguma devem forçar uma mudança de rumos. Decididamente não é a hora de vender.


Os rendimentos da Bovespa têm sido positivos, crescentes, extraordinários há quatro anos. Atraíram novos investidores, muitas empresas abriram capital, as IPO´s viraram a sensação do mercado. Mas é óbvio que o céu de brigadeiro não ficaria constantemente sobre nossas cabeças.


Conheci casos de pessoas que passaram a investir em ações pensando que a situação era segura e irreversível. Bastava investir e em pouco tempo os recursos se multiplicariam. Alguns ficaram tristes porque tiveram suas propostas de aquisição de ações limitadas nos IPO´s da Bovespa, da BMF e de outras supostas estrelas, achando que tinham perdido a oportunidade de ganhar muito dinheiro sem fazer esforços e sem correr riscos. Gente que acreditava que as ações da Petrobrás voltariam a ter subas constantes e extraordinárias a cada nova boa notícia.


As boas notícias do mercado cegaram muita gente. Talvez esse tenha sido o maior prejuízo da população, em termos de educação financeira.


Eis uma das mais importantes lições de educação financeira. Nunca baixar a guarda e jamais desprezar os riscos de mercado. O cenário é positivo. Os fundamentos econômicos são sólidos. Mas as variáveis que influenciam o mercado são inúmeras e cada vez mais incontroláveis. Em síntese: os riscos continuam a existir.


Leia mais em Educação Financeira

EXPERIÊNCIA É FUNDAMENTAL, MAS A DOS OUTROS TAMBÉM ENSINA

Acredito que essa afirmação é indiscutível: por mais que você estude bastante sobre um determinado assunto, só aprenderá realmente quando colocar os ensinamentos em prática, errando e aprendendo com os erros. A experiência é o melhor professor. Mas podemos aprender também com os erros dos outros.


Provavelmente cada um de nós conhece alguém que já investe a algum tempo. Conversar com essas pessoas é uma fonte de informação excelente. Tanto para saber o que fazer quanto para [principalmente] saber o que não fazer.

Existem também vários livros que contam histórias sobre grandes investidores, onde eles falam de seus acertos e erros. Posso citar dois ótimos exemplos: Axiomas de Zurique e Investimentos: os Segredos de George Soros e Warren Buffett.

Aprenda com a experiência de outras pessoas, mas saiba que o maior aprendizado certamente será com a sua própria experiência. Leia bastante e depois coloque a mão na massa!

Quero Ficar Rico

Análise: consumidor desconfiado não vai às compras

Economia americana

Hoje ainda é terça-feira e os índices da economia americana que já foram divulgados, de uma série de outros que sairão até sexta, mostram bem o tamanho da crise por lá. A confiança do consumidor despencou 20% em um ano; o índice de despejos cresceu 51% em 2007, o número de pessoas que moram em casa própria caiu 1,1 ponto percentual, para 67,85%, e o preço dos imóveis despencou 8,4%. Nisto tudo, só saiu um solitário número bom, meio descolado do resto, que foi o crescimento de 5,2% dos pedidos bens de capital.

As pesquisas mostram o seguinte: o americano está sentindo a falta do dinheiro, perdendo sua casa, e ficando mais cabreiro. Consumidor desconfiado é consumidor que não vai às compras. Adia, espera o dia melhor. Quem perde a casa, se sente sem chão. Compra o mínimo. Tem perda de status. Queda nas construções significa menos emprego. Enfim, tudo empurrando para baixo o nível do consumo americano. E o consumo das famílias nos Estados Unidos representa 70% do PIB.

Amanhã teremos a divulgação de mais dois índices importantes: uma prévia do PIB do quarto trimestre de 2007 - que vai mostrar se a economia está realmente em recessão ou não - , e os gastos de consumo pessoal de dezembro - que é a medida preferida do Fed para analisar o comportamento dos preços no varejo dos Estados Unidos.

Mais em Miriam Leitão.com

E depois? Vai viver do que?

A semana começou com todo mundo de olho na decisão do FED desta quarta feira. O mercado aposta em mais um corte, desta vez 0,50%. E isso é bom ou ruim?

Quando é precificado um evento futuro, no momento em que ele se concretiza não sobra muito espaço para mais animação, afinal a decisão já está nos preços. Por isso é preciso cautela nestas horas, já que a probabilidade indica que se vier surpresa ela deverá ser negativa aos olhos do mercado.

Mas não é o risco de o FED deixar a taxa inalterada que me preocupa, aliás, acho isso possível, afinal qual o sentido de quebrar uma queda de 1,25% na taxa básica em duas decisões com apenas alguns dias de intervalo? Tem apenas um efeito psicológico e não teórico. Não gosto dessa linha de ações, mas isso não vem ao caso.

Mas trabalhando com a hipótese corrente do mercado, o que acontece após o corte?

Acho que não é hora de nos esquecermos que há uma semana atrás estávamos nos descabelando. Ainda estamos vivendo num cenário de crise nos EUA que deve produzir mais indicadores ruins nos próximos dias e semanas. Quinta tem divulgação de dado de inflação, e sexta tem dado de emprego, este último forte candidato a trazer de volta o mau humor.

Petrobrás subiu mais de 20% desde o low de segunda-feira passada. O petróleo ficou de lado no mesmo período. A mensagem do Bud é essa: Mantenham os olhos abertos, o cenário ainda é turbulento. Talvez tenha gente muito animada e com memória curta por ai.

E você, o que acha que vem depois do FED?

Ao menos por enquanto

A matéria do repórter Ney Hashida da Cruz, no caderno “Dinheiro” da Folha de hoje é sobre a deterioração das contas externas (clique aqui).

Os números são conhecidos.Entre 2006 e 2007, o saldo comercial caiu de US$ 46,5 para US$ 40 bi. O déficit no balanço de serviços e renda aumentou de US$ 35 para R$ 40,6 bi. Os saldos nas transferências unilaterais manteve-se estável em US$ 4 bi.No geral, o saldo em transações correntes despencou de US$ 13,6 bi para US$ 3,6 bi. Para 2008 o quadro é de agravamento da deterioração. O saldo comercial poderá cair de US$ 15 a US$ 20 bi.

Como tendência de transações externas não se muda no tranco, em qualquer país racional o governo, Congresso e mídia estariam berrando a plenos pulmões para se começar a virar o barco.Por aqui, a lógica é a expressa na declaração do economista da Mauá Investimentos (de Luiz Fernando Figueiredo, ex-BC na gestão Armínio Fraga), ouvido pelo repórter:“Ainda assim, alguns analistas dizem que a piora nas contas externas não deve, ao menos por enquanto, causar muitos problemas para a economia. O economista Caio Megale, sócio da Mauá Investimentos, diz que, caso a crise se agrave, o BC pode usar parte das reservas internacionais acumuladas nos últimos anos para compensar a redução no fluxo de dólares."Ainda existe um estoque grande de capital de curto prazo no Brasil. Se eles [investidores estrangeiros] quiserem sair, o déficit [nas contas externas] vai ser maior do que o esperado", diz Megale. Nos seus cálculos, porém, uma saída mais acentuada de recursos faria com que ficasse faltando entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões para equilibrar as contas externas, valor pequeno perto dos US$ 188 bilhões em reserva”.

O “ao menos por enquanto” é de arrepiar. Mas é assim que pensam (ou se iludem) Banco Central, Fazenda, Lula, o mercado e a mídia: vamos curtir até o último segundo, e o futuro a Deus pertence.

Efeito dominó

Segundo a Goldman Sachs, o Japão está tecnicamente de volta à recessão. "Ao menos por enquanto", o Brasil não será afetado prlo resfriamento da economia mundial.

Luis Nassif Online


FMI reduz projeção de crescimento global


O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta terça-feira sua previsão para o crescimento mundial em 2008 e alertou que a economia global pode ter a pior performance em cinco anos, podendo desacelerar ainda mais.


Culpando a crise nas hipotecas de alto risco (subprime) dos Estados Unidos pela revisão significativa, o FMI disse que nenhum país poderá escapar completamente ileso.

"É uma desaceleração significativa. É uma desaceleração global, sem nenhuma dúvida", disse a jornalistas o economista-chefe do FMI, Simon Johnson. Ele não quis caracterizar os riscos que podem levar os Estados Unidos a uma recessão, mas o FMI deixou claro que se prepara para mais notícias ruins.


"O equilíbrio geral dos riscos para a perspectiva de crescimento global ainda pende para o lado de baixo", afirmou o FMI na atualização semestral de sua Perspectiva Econômica Global, divulgada em outubro.


O FMI reduziu sua projeção global de crescimento em 2008 de 4,4 para 4,1 por cento. Esse seria o pior desempenho desde 2003, quando a expansão global atingiu 3,6 por cento, e reflete uma desaceleração marcante em relação aos 4,9 por cento do ano passado ainda que as economias emergentes tenham se sustentado até aqui e que a China não tenha decepcionado.


"As tensões no mercado financeiro originadas do setor subprime... se intensificaram, ao mesmo tempo em que a recente queda acentuada das ações foi um sintoma do aumento da incerteza."


CRISE DE CRÉDITO


O FMI disse que o tumulto nos mercados "chegou a uma nova fase -- fase em que as preocupações com o crédito agora se estendem além do setor subprime" e vão precisar de atenção cuidadosa com o medo de que elas contaminem a economia.

Continua em Touro Louco

Bolsa tem alta de 1,60% com otimismo pré-Fed

A Bovespa fechou nesta terça-feira (29) pelo terceiro dia consecutivo em elevação, retornando ao patamar de 59 mil pontos, onde esteve no último dia 15, favorecida pela expectativa de um novo corte agressivo da taxa básica de juros nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (30), e também pela recuperação técnica dos papéis da Vale. Os indicadores norte-americanos divulgados nesta terça, novamente conflitantes, não chegaram a fazer preço sobre os ativos. No final da sessão, o Ibovespa registrou ganho de 1,60%, aos 59.529,6 pontos. Oscilou entre 58.597 pontos na mínima (+0,01%) e 59.715 pontos na máxima (+1,91%). No mês, ainda acumula perdas, de 6,82%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 5,77 bilhões.

A Bolsa sustentou rumo ascendente nesta terça, beneficiada pelo comportamento neste mesmo sentido na Ásia, Europa e Estados Unidos. Todos os mercados estão de olho no que sairá nesta quarta do encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), e ninguém espera menos do que um corte de 0,25 ponto porcentual no juro, embora o que vá realmente agradar e impulsionar os negócios é a redução da taxa para 3% ao ano, de 3,5% atualmente - projeção que já está no preço de muitas ações.

O discurso do Estado da União feito na segunda-feira (28) pelo presidente dos EUA, George W. Bush, ao Congresso norte-americano serviu como um pano de fundo favorável, sem, no entanto, conseguir definir uma direção nos negócios nesta jornada. Bush repetiu que a economia dos EUA passa por dificuldades, mas que a tendência de longo prazo é de crescimento, e pediu aos congressistas que aprovem o pacote de US$ 150 bilhões em ajuda aos contribuintes.

Também não chegou a fazer marola os indicadores divulgados nesta terça, embora as bolsas norte-americanas tenham se estressado no momento em que saiu o índice de sentimento do consumidor, que caiu, mas ficou dentro das projeções: o indicador passou de 90,6 em dezembro para 87,9 em janeiro, ante projeção de queda a 87. O outro dado, o de encomendas de bens duráveis, foi bom: os pedidos aumentaram 5,2% em dezembro ante previsões de +2,1%. Às 18h15, o Dow Jones subia 0,77%, o S&P tinha alta de 0,58% e o Nasdaq, de 0,27%.

As ações da Vale mostraram recuperação técnica nesta terça, já que estavam atrasadas em relação ao índice e os papéis da Petrobras, que subiram bem mais nos últimos dias. A alta dos metais favoreceu, mas o negócio com a anglo-suíça Xstrata pode voltar a afetar negativamente os papéis, já que o investidor ainda não conseguiu precificar nas ações em bolsa a possível compra, que deve custar à Vale mais de US$ 80 bilhões. Vale ON avançou hoje 1,65% e Vale PNA, 0,57%.

Petrobras vai enviar ao Texas proposta de compra da Esso

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do JB Online

O Conselho de Administração da Petrobras deu o sinal verde, ontem, para o envio à petroleira americana Exxon Mobil da proposta de compra da rede de postos Esso no Brasil. Com o aval dos conselheiros, a proposta será apresentada nas próximas horas aos executivos da petroleira em Irving, no Texas. A intenção da Petrobras é adquirir a rede de distribuição no Brasil, embora os americanos tenham intenção de se desfazer dos ativos em toda a América do Sul.

Na reunião de ontem, que contou com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o conselho decepcionou os parlamentares do PMDB, principal partido da base aliada do governo, ao manter intacta não só a diretoria como também todos os assentos no conselho da estatal. Parlamentares do partido vazaram informações sobre a suposta substituição de diretores da estatal por executivos apadrinhados pelo PMDB.

Leia texto completo em Acerto de Contas

Temor de recessão também no Japão

Como se não bastasse o temor de uma recessão nos Estados Unidos, a maior economia do planeta, há o mesmo problema na segunda economia, a do Japão. Saíram novos dados hoje, alguns até são mais animadores, mas o conjunto permanece preocupante.

O número mais positivo: ao contrário do que esperavam os analistas, os japoneses aumentaram seus gastos com consumo em dezembro último. Foi um avanço real de 2,2% em relação a um ano atrás. Este é um dado crucial: diferente do americano, propenso ao gasto, o consumidor japonês é conservador, tende a suspender o consumo e aumentar poupança diante das primeiras dificuldades. Desde setembro os consumidores japoneses vinham reduzindo seus gastos. A virada em dezembro é animadora, mas não define tendência.

Os número de desempregados caiu um pouco em dezembro, mas a taxa de desemprego (3,8%, dezembro) permanece elevada para os padrões locais. Há queda real de salários, gastos cada vez maiores com energia e a inflação preocupante também para os padrões locais.

O indicador que mais preocupa: consumidores manifestam pessimismo.

Blog do Sardenberg

Hoje sai o índice de confiança do consumidor americano

Esta semana teremos vários indicadores da economia americana sendo divulgados. Ontem a queda nas vendas de casas novas em 2007 foi recorde, 26%. Hoje sai o Índice de Confiança do Consumidor em janeiro. Esse indicador é importante e pode mexer com os mercados porque o consumo dos Estados Unidos responde por mais de dois terços do PIB.

Também sairão os números sobre as encomendas de bens duráveis realizadas em dezembro, que mostra o ritmo da atividade econômica, e o preço de imóveis realizados pela Standard & Poor's. Será mais uma mostra sobre o mercado imobiliário. Leia aqui no Globo Online e fique por dentro da agenda de indicadores.

Mais em Miriam Leitão.com

BOVESPA TOMA RED BULL

Pois é, gente. Os brasilianos estavam tristinhos, achando que o dia ia ser de baixa, pois as bolsas da àsia tinham perdido muito durante o sono nosso, e as européias iam pelo mesmo caminho. Resultado: nosso índice de Bolsa chegou a cair 1,71%. Então, como num passe de mágica, os americaos começaram a balançar os cobertores e enviar sinais de fumaça para cá. Os mocinhos entenderam, e atravessaram as montanhas, caminhando para o topo do morro. O IBOVESPA fechou com um ganho de 1,97%, em 58.593 pontos. Ainda tem uns dias de alta. Cuidado com novas compras.

Gráficos em BOLSA HOJE

Petrobrás

Após ter reagido na reta de retorno, Petrobrás segue em alta. Os indicadores permitem a continuidade dessa alta, mas agora é preciso observar a proximidade de resistências, especialmente a LTB.


Abertura

Seguindo o atual ritmo de carrossel, os mercados globais estão em repique hoje, sem a ocorrência de quaisquer fatos novos relevantes, como foi também o caso da baixa gratuita de ontem. No Japão, o medo da recessão desapareceu por encanto e o Nikkei225 ganhou 2,99%; na Europa, as blue chips estão subindo cerca de 1,3% (Stoxx50) e nos Estados Unidos, onde já acabou havendo recuperação ontem mesmo, os futuros operam com altas em torno de 0,4% até agora. Por aqui, a Bovespa prosseguiu em repique, apesar de forte derrubada inicial e como estava previsto, confirmando os sinais técnicos de um mercado sobrevendido, visíveis na maioria dos ativos. Ainda persistem esforços de venda por algumas corretoras internacionais, sendo que a principal vendedora dos últimos tempos concentra-se muito nas ações da Vale, justamente quando se nota grande aumento na posição alugada desses papéis...No pré-pregão, o Fut. Fevereiro está subindo cerca de 0,5%, com movimento fraco.

Wall Street perdida em combate às vésperas da reunião do FED

... Cumpre-se o prognóstico de que WALL STREET manteria a VOLATILIDADE até sair a decisão do FED para o juro norte-americano, na reunião do Comitê de Política Monetária, hoje e amanhã. Você viu que os investidores lá a cada hora acham uma coisa. Nesta segunda-feira, a BOVESPA mal teve tempo de se ajustar à queda de NY, no feriado aqui, quando cresceram as apostas em um FOMC menos agressivo, e os mercados já viraram de novo. Bastou um dado fraco de IMÓVEIS (leia abaixo) para lembrar que a crise é brava e que BERNANKE não arriscará a economia dos EUA com uma ação mais tímida.

... Uma queda de 50 pontos na taxa dos FED FUNDS, reduzida para 3,0%, voltou a ser a expectativa majoritária dos analistas, que deu força às bolsas em NY, reverberando nos mercados globais, inclusive no Brasil. Além da recuperação das ações, DÓLAR e JUROS FUTUROS (longos) corrigiram a direção, exibindo quedas. Para aqueles que gostam de viver perigosamente, os SPREADS do INTRADAY são uma FESTA... O IBOVESPA, por exemplo, oscilou 2.400 pontos, entre a mínima e a máxima.

... HOJE, são destaques o índice de confiança do consumidor da Conference Board e as encomendas de bens duráveis, além de balanços de empresas como 3M, Countrywide Financial (expectativa de prejuízo de US$ 0,05/ação) e Yahoo! (lucro de US$ 0,11/ação).

... Mas, desde a abertura, pode pesar o resultado da AMERICAN EXPRESS. Anunciado ontem à noite. A queda de 5% do lucro líquido de US$ 0,71 por ação no quarto trimestre veio em linha com as expectativas de analistas, mas o aumento “significativo” (51%) informado pela operadora de cartões de crédito da provisão para cancelamentos e para inadimplências remete diretamente à crise do SUBPRIME e assustou os investidores. A ação caiu 2,55% no AFTER HOURS norte-americano.

... Com relação aos indicadores, qualquer número fora do script pode se tornar um motivo para nova reviravolta. As encomendas de bens duráveis em dezembro, às 11h30, têm previsão de alta de 2,1%. Já a confiança do consumidor de janeiro deve cair para 87,0.
Em resumo, a crise dá o tom para NY e NY dá o tom para o resto do mundo.

... AQUI, o IPC-FIPE da terceira quadrissemana de janeiro abre a AGENDA, às 7h, com a mediana das previsões em 0,70%, entre o piso de 0,64% (Citibank) e o teto de 0,85% (Ativa Corretora), segundo apurou o AE Projeções no mercado financeiro.Indicadores da atividade serão divulgados pela FIESP (referentes a dezembro) e pela CNI (Sondagem Industrial de Quarto Trimestre). Em relação à indústria paulista, a atenção vai para o nível de utilização da capacidade instalada... Em Brasília, o BC anuncia às 10h30, os dados da política monetária e das operações de crédito de dezembro.

EUROPA. Comitê de Política Monetária da Eslováquia se reúne e deve manter a taxa de juro em 4,25%, às 9h. Na ÁSIA, decidem sobre juros a Índia, Malásia e Paquistão.

Luz amarela

... Embora a crise nos EUA lidere o ranking das preocupações em todos os mercados, os JUROS futuros acompanham muito de perto a INFLAÇÃO. Ontem, não veio nada confortável a pesquisa FOCUS do BC. Houve nova rodada de alta das estimativas para a inflação neste ano e em 2009. E, pela primeira vez, a previsão do grupo TOP 5 para o IPCA em 2008 superou o centro da meta: foi para 4,56%, de 4,33% na semana passada, com a mediana das projeções também subindo de 4,37% para 4,45%.

... Os ajustes feitos por esse grupo de instituições, TOP 5, que acertam as suas previsões com mais freqüência, costumam ser seguidos pelas demais, o que deve preocupar o Banco Central.. Afinal, mesmo que haja margem de tolerância de dois pontos porcentuais em relação ao centro da meta, a alta das projeções está acontecendo muito rapidamente. E nós estamos apenas em janeiro...

... Para o economista da MODAL Asset Management,Tomás Fonseca GOULART, a alta das projeções para o IPCA na FOCUS acende uma luz amarela. “Isso faz com que o BC fique cada vez mais preocupado com relação à inflação, porque antes era só a inflação passada que estava mais forte e as expectativas se mantinham no patamar de 4%”, afirmou ao programa Agência Estado no Ar... “Agora, as expectativas estão começando a caminhar para um patamar perigoso e isso deve fazer com que a autoridade monetária fique cada vez mais preocupada com um cenário de atividade mais forte”.

... Apesar da FOCUS, o mercado de JUROS tirou o dia para reduzir os prêmios na curva. E decidiu aplicar. Foi assim que as taxas futuras voltaram a cair, em um dia no qual o mercado externo foi bastante volátil e os investidores, sobretudo os estrangeiros, saíram caçando oportunidades. Afinal, os juros nos EUA podem cair ainda mais esta semana, e aqui, as taxas continuam muito atrativas. Ao final do dia, o DI janeiro de 2010 projetava 12,66% (12,74% na quinta-feira) e o DI janeiro de 2012, 12,85%, de 12,99%, enquanto o
DI janeiro de 2009 fechou estável em 11,91%.

... A BOVESPA seguiu de perto a instabilidade em WALL STREET, registrando queda de 1,92% na mínima e alta de 2,19% na máxima, para fechar o pregão com +1,97%, aos 58.593,8 pontos e volume de R$ 6,11 bilhões. No mês, o índice acumula baixa de 8,28%.

... Quem concentrou boa parte das atenções ontem foi VALE, com o noticiário da compra da anglo-suíça XSTRATA. Segundo as últimas informações, o negócio poderá ser anunciado ainda nesta semana. A instabilidade do mercado de crédito estaria dificultando a obtenção do financiamento necessário pela companhia brasileira.. Segundo a jornalista Ana Paula Ragazzi, do Empresas e Setores, assim como ocorreu quando a mineradora negociava a compra da INCO, as ações sofrem com a possibilidade de que a VALE se endividará para a compra da concorrente XSTRATA, que é avaliada em US$ 80 milhões. Mas, você se lembra, após a compra da INCO, os papéis dispararam.

... A compra da XSTRATA, com ativos em 18 países, poderá garantir à VALE a liderança no ranking das mineradoras mundiais, como anotou a jornalista Monica Ciarelli, no Broadcast. HOJE, a companhia, com valor de mercado em torno de US$ 130 bilhões, só perde para a gigante BHP Billiton, cotada em cerca de US$ 170 bilhões. Os papéis da mineradora brasileira passaram a maior parte do dia em baixa, nesta segunda-feira. Mas, no final da tarde, inverteram o sinal e fecharam em alta de 0,26% (ON) e 0,69% (PNA).

... Já a PETROBRAS, a outra BIG BLUE da BOVESPA, subiu 5,38% (PN) e 6,49% (ON).

... O DÓLAR também oscilou durante o dia, mas encerrou a sessão em baixa de 0,17%, a R$ 1,784. No início da noite, o BC anunciou que fará hoje pesquisa de demanda para realizar leilão de swap cambial reverso, quarta-feira... A operação visa rolar o vencimento do dia 1º de fevereiro de 2008, de cerca de US$ 2 bilhões.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40, fechou em 134 centavos de dólar, baixa de 0,15%. Já o risco Brasil subia um pontinho no final da tarde, para 259 pontos-base.

Continua em Bom Dia Mercado

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mercado financeiro estima mais inflação e vê aumento de juros em 2009, segundo relatório do BC

O mercado financeiro aumentou na última semana a expectativa de inflação para os anos de 2008 e 2009, e passou a projetar elevação de juros para o primeiro trimestre do próximo ano. É o que revela dados divulgados hoje pelo Banco Central por meio do relatório Focus, o documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para o índice de preços ao consumidor amplo, IPCA, a projeção dos analistas subiu para 4,45% para o ano de 2008, contra 4,37% na semana retrasada. Para 2009, a estimativa dos analistas para o IPCA também subiu, passando de 4,15% para 4,20%.

TOUROLOUCO já vinha cantando essa pedra desde novembro de 2007. Ponto para nós.

Bovespa Fashion Week (em recessão?).



Toda grande industria deve sempre ter seu exuberante evento promocional. Acontece com a industria automobilista, da aviação, da moda, da informática e porque não deveria acontecer com a industria financeira.

Sendo assim, acredito que chegou o momento de começar a falar da Bovespa Fashion Week (Primeira Edição). Um evento organizado por miles de estilistas anônimos das mais variadas tendências, que apostam através de seus lances, oferecendo cada vez mais generosos e coloridos descontos.

O evento não conta com a tradicional passarela pela que desfilam famosas modelos com provocadores e intencionais decotes, saias curtas e roupas translúcidas. Mas, pelo seu ticker vermelho o espectador poderá ficar fascinado e porque não, quase enfartado, ao assistir como celebres e reconhecidas empresas deixam cair seus preços...

É lógico que as ramificações da crise financeira nos Estados Unidos se estão propagando para oresto dos mercados do mundo, sem preconceitos de se são ou não desenvolvidos.

Quando a crise é de proporciones consideráveis, como a atual, o contágio no resto das economias do planeta é inevitável.

Como investidores hoje nos deparamos com uma grande questão: Chegou o momento certo para voltar a investir?

Continua em Stock Buster