quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O caso Telemar-Brasil Telecom

Informações direto do Aeroporto de Congonhas (o trabalho me procura até em trânsito):

1. O acordo da venda da Brasil Telecom para a Telemar será fechado no dia 11 de fevereiro e não amanhã.

2. Caso o acordo não chegue ao final (por qualquer motivo), a Telemar terá que pagar uma indenização e US$ 500 milhões à BrT.

3. Pelo acordo, os fundos ficarão com 10% de participação na nova empresa.

4. Ponto importante é a questão da governança. Para definir o presidente, em caso de mudança, os fundos escolherão um head hunter (selecionador de executivos) e os controladores outros dois. Cada head hunter indicará um executivo. Os fundos terão direito de vetar um dos três. Os controladores escolherão o presidente entre os dois remanescentes. Os fundos terão poder de veto também sobre uma série de ações dos controladores.

5. Nas negociações iniciais, os dois sócios da Telemar (Carlos Jereissatti e Sérgio Andrade) ofereceram R$ 3 bi pela participação dos fundos. Os fundos contrapuseram US$ 5,6 bi. Chegaram a um meio termo, mais próximo da proposta dos fundos

6. Para a operação não emperrar, provavelmente terão que terminar as pendências jurídicas – fundos x Daniel Dantas; Citi x Dantas. Até agora Dantas não se manifestou, seus porta-vozes na mídia tem apoiado a fusão. Mas ninguém tem dúvida de que ele está esperando a hora certa para endurecer e vender com vantagens sua posição.

7. Os fundos julgam que a operação obedece a uma lógica econômica (fortalecendo a nova companhia), de país (permitindo ter a grande companhia nacional, em um momento em que o próprios EUA incentiva a fusão das Bels), e permitirá trazer resultados consideráveis ao caixa dos fundos. E garantem que, na hora em que for divulgado o acordo, se verá que foi estabelecido um novo grande parâmetro de governança corporativa no pais. Mas reclamam que nem a mídia nem o governo estão valorizando esse avanço.

Na verdade, só quando os termos do acordo se tornarem públicos será possível uma avaliação precisa da operação. Como dizia uma velha raposa do mercado, trata-se de operação "cabeluda" (isto é, com muitas pontas para serem amarradas), Qualquer descuido pode dar margem a fragilidades futuras no acordo.

enviada por Luis Nassif

BOVESPA SEMPRE NAS DIVIDIDAS PODRES

Já falei, mas sou voz no deserto. Os horários de funcionamento da BOVESPA, deveriam estar colados com os de Manhattan. É sempre assim: começamos de um jeito, e aí, quando relógio marca 12:30h aqui, lá vem pedrada dos states.

Hoje, em virtude das quedas nas Bolsas da Ásia e da Europa, os brasilianos, tutti buona gente, saíram vendendo, fazendo o IBOVESPA operar no vermelho até às 17:20h, hora em que foi anunciado o corte de 50 pontos nos juros americanos. O que aconeteceu? Subida vertigionosa de +1,28% no índice, rompendo resistência em 60.000 pontos e fechando em 60.289 pontos. Só que alegria de pobre dura pouco.

Festa geral nos Home Brokers, nos Fóruns e nas boates, já com mesas reservadas para o show das moças se balançando nas barras. Encerrado nosso pregão, mudaram os ventos lá fora, e os compradores brasileiros ficaram pendurados na brocha. Sei não, mas tá com pinta que acabou a alta de curto prazo. Vender 50% das posições pode ser uma boa: lucro bom é lucro no bolso.

Veja o gráfico em BOLSA HOJE

Doc Imbituba - IMBI4

Quem comprou no segundo dia terá o carnaval para esquecer a tristeza.


Economist: revisão do PIB pode indicar recessão nos EUA

4º trimestre

A recessão nos Estados Unidos pode estar mais próxima do que se imagina. A primeira estimativa para o crescimento do PIB no quarto trimestre, divulgado ontem, foi de 0,6%. Mas, alertou a The Economist em artigo publicado hoje no site da revista, o número pode se tornar negativo nas próximas revisões, e já iniciar o marco da recessão.

Para que a recessão seja decretada oficialmente, é preciso retração na economia por dois trimestres consecutivos. O temor da revista é que o último de 2007 tenha sido o primeiro. Os números do PIB são sempre revistos após a primeira análise. Eles podem permanecer iguais, mas também podem subir ou descer. Como vários outros indicadores da economia foram muito negativos, a revista pondera que é concebível que ele seja reduzido e se torne negativo.

Leia aqui a reportagem da The Economist.

Miriam Leitão.com

Análise Diária

Mercado Internacional

A quarta-feira (30), foi marcada pela expectativa da decisão do FED sobre o corte na taxas básica de juros. Como esperado, o FED cortou 0,5 ponto percentual, mas as especulações de que agências de classificação de risco poderiam cortar o rating de empresas garantidoras de títulos de renda fixa, fizeram com que o índice Dow Jones fechasse em baixa 0,30% cotado a 12.443 pontos. Na Asia, no pregão desta quinta-feira (31) as bolsas mantiveram a instabilidade que anda tomando conta dos mercados globais. O índice Nikkei fechou em alta de 1,85% cotado a 13,592 pontos. Na China e na Coréia as bolsa cairam 0,78% e 0,84% respectivamente.

Mercado Nacional

Depois de passar boa parte do dia em queda, a espera da decisão do FED quanto a taxa básica de juros na econômia dos USA, o índice Bovespa fechou o pregão desta quarta (30) em alta de 1,28%, cotado a 60.289 pontos e com volume financeiro de R$5,07 bi. Destaque para as ações preferênciais da NET (NETC4) que tiveram valorização de 7,69%. Na contramão destacamos a ações ordinárias da CPFL (CPFE3) que tiveram desvalorização de 4,09%. As ações preferênciais da Petrobrás (PETR4) subiraM 2,22% enquanto as preferênciais da Vale (VALE5) tiveram valorização de 2,16%.

TR3 Invest

E o repique chegou quase no alvo


Não chegou até a LTB mas foi bem próximo, atingindo a ME80 neste tempo do gráfico diário - escala logarítmica. Gostaria de fazer uma correção, pois fui ontem muito bem lembrado pelo Bancotario, que na última queda o objetivo de 54k atingido referia-se à projeção do triângulo simétrico rompido. Para o suposto "Diamante" do Ibovespa, o target seria ainda um pouco mais abaixo. Segundo os estudos de Bulkowski, o rebatimento da altura da figura deve ser feito a partir do vértice inferior (e não lateral, como no caso do TRG). Portanto, este repique ainda não desconfigurou o Diamante - se é que ele existe realmente - o seu objetivo na queda estaria em torno de 52,000!!

Agora vamos aguardar os desdobramentos da crise (recessão?) americana, que mesmo com os dois cortes somando -1,25%, em apenas uma semana, na taxa básica Fed Funds Rate, não parecem ter sido suficientes para acalmar os mercados e dissipar a desconfiança dos investidores sobre a dimensão dos rombos no sistema bancário, o quanto isto afeta as seguradoras, a questão do (des)crédito, e o rumo da economia na maior (ex?) potência do século XX.

Com a redução nos juros, o dolar vai ficando cada vez mais enfraquecido, e, internamente, os EUA ainda vivenciam uma reta final na corrida pela sucessão presidencial. Com o Congresso dominado pelos democratas, a disputa entre Hillary Clinton e Barack Obama tende a se polarizar - apesar do abandono de ontem do ex-prefeito de NY, Rudolph Giuliani, que resolveu apoiar John McCain.

Política, poder, dinheiro, são muitos interesses em jogo. A pior guerra não foi contra o Vietnan, nem está sendo contra o Iraque. O maior inimigo mora dentro de casa!!!

Assim como no mercado, lutamos contra nós mesmos para chegarmos ao melhor resultado em nossas operações (há quem sempre tenha uma desculpa para seus insucessos), enquanto não tivermos uma justa aceitação de nossos defeitos, jamais poderemos potencializar as virtudes!

Bovespa cai, e leva junto (ou é arrastada) por maciças ordens de venda em Vale e Petrobras. No entanto as perdas intradiárias já foram de grande monta, antes mesmo dos negócios abrirem na Matriz. Na Ásia a madrugada foi de relativa calma, com algumas bolsas subindo e outras com pequenas desvalorizaçãoes nos índices locais. A Europa segue a maré de baixa, com todas as praças no vermelho.

Os 60.300 pontos do Ibovespa foram anunciados como um bom ponto para permitir uma saída honrosa. Vamos esperar pelo reinício dos negócios em Wall Street para ver se alguma coisa ainda pode mudar.

Logo publico os gráficos intradiários das nossas blue chips, mas adianto que Vale pode estar fazendo pullback por cima da LTB de CP, nestes níveis de 43,30. Abaixo disto a coisa fica bem mais complicada até o desfecho desta negociação para compra da mineradora Xstrata. E a Petro vai perdendo o suporte da ME80 nos gráfico de 5 minutos, saindo da faixa de sua congestão. Caindo de R$80, ela tem espaço para voltar até os R$75, inicialmente!

Olho vivo! ^v^

Seagull Trading

O pior dilema para os bancos centrais

Os bancos centrais sabem que devem elevar os juros quando a inflação está em alta. Sabem também que devem reduzir os juros quando a economia não está crescendo. Mas o que fazer quando a inflação está em alta e a economia em baixa, simultaneamente?

Sabem os BCs que não dá para atacar os dois problemas ao mesmo tempo, de modo que é preciso escolher o inimigo principal. Em qualquer caso, o risco é altíssimo: se o BC reduz os juros para estimular a atividade pode provocar um surto de inflação que exigirá juros bem mais altos lá na frente. Inversamente, se eleva os juros pode matar a economia junto com a inflação e provocar uma longa recessão.

Finalmente, não é difícil verificar a dificuldade em encontrar as doses corretas.

Eis porque a preocupação cresceu ontem quando foram divulgados números básicos da economia americana para o quarto trimestre: o crescimento do PIB desacelerou e a inflação acelerou.

Em 2007, ano completo, a maior economia do planeta cresceu 2,2%, uma queda de um ponto em relação à média de 2003/06. pode parecer pouco, mas coloque 1% sobre um, PIB de mais de US$ 14 trilhões.

Além disso, o número engana. Esses 2,2% são a média do ano, que começou melhor do que terminou. Na verdade, pelos dados do último trimestre, a economia americana está crescendo a um ritmo de 0,6%.

Já a inflação, também pelos dados do último trimestre de 2007, está rodando a 2,7% anuais – pelo núcleo do índice seguido pelo Fed. A “zona de conforto” fica entre 1% e 2%.

Tudo considerado, o Fed decidiu atacar a desaceleração da economia e a ameaça de recessão, considerando a inflação mais ou menos benigna. Está tomando riscos. Mas quem não toma não vai a parte alguma.

Abertura

A decisão do Fed, seguindo o consenso do mercado, gerou horas finais de grandes oscilações nos Estados Unidos, com forte alta, anulada logo depois. Na Ásia, os mercados hoje tiveram reações variadas, no Japão o Nikkei225 ganhou 1,85%. Na Europa, as blue chips estão perdendo cerca de 1,3% e os futuros americanos recuam perto de 0,4%: as “preocupações” lá fora agora são com as seguradoras, em breve estarão com medo das padarias...Por aqui, o leilão final teve forte puxada e não pegou o retorno dos índices americanos, então o Fut. Fevereiro vai apresentando perdas de 1,6% no pré-pregão, com movimento regular. A Sadia apresentou bom resultado anual (p/l 9), mas a suspensão das importações de carne brasileira pela União Européia deixam dúvidas quanto a 2008.

Rebaixamento de seguradoras pesa crise em NY, apesar do FED



... O (novo) corte de 50 pontos do juro americano não foi capaz de sustentar a alta em NY até o fechamento. Faltando menos de meia hora para terminar o pregão, quando a BOVESPA já estava fechada, a decisão da FITCH de rebaixar o rating da seguradora de bônus FGIC (Financial Guaranty Insurance Company), com dificuldades para levantar capital, reverteu a reação positiva ao FED, e levou as bolsas em WALL STREET de volta para o negativo. Isso significa que vai haver ajuste (em baixa) na abertura aqui.

... A Moody´s e a S&P também estão revisando a classificação da FGIC para um possível rebaixamento e essa é uma situação que pode pesar bastante para a crise. Na DJ, em declaração reproduzida pela editora Suzi Katzumata (Broadcast), o gerente de fundo de hedge Lorenzo Di Mattia, da Sibilla Global Fund, disse que (o rebaixamento das
seguradoras) pode ter um efeito “devastador” (no mercado) Há temores de que também as seguradoras de bônus Ambac e MBIA serão rebaixadas pelas agências. As duas companhias teriam perdido muito mais do que já admitiram... US$ 12 bilhões cada uma.

... Horas depois, a S&P agravava o sentimento da crise anunciando amplo rebaixamento, que afeta US$ 270 bilhões em títulos relacionados a hipotecas de segunda linha (SUBPRIME). A agência rebaixou ou colocou em revisão negativa a nota de 6.389 bônus lastreados em hipotecas subprime e 1.953 ratings de obrigações da dívida colateralizada (CDOs) lastreadas em hipotecas... Os rebaixamentos ampliam o número de bancos afetados pelo aperto no crédito, incluir bancos regionais, associações de crédito, Bancos de Crédito Imobiliário Federal e alguns bancos asiáticos.

... Ainda ontem, em relatório aos clientes, Meredith WHITNEY, analista do Oppenheimer, previu que os rebaixamentos de ratings de grandes seguradoras de bônus deverão levar os bancos a registrarem mais US$ 40 bilhões em baixas contábeis neste ano de 2008, frustrando quem aposta que o pior já passou.. As perdas deverão ficar concentradas em três bancos: Merrill Lynch, Citigroup e UBS, que têm a metade da exposição da indústria aos instrumentos de dívidas das seguradoras MBIA, Ambac, ACA Capital Holdings.


Continua em Bom Dia Mercado

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Mais um coelho, Mr. Bernanke?

Os últimos dias foram de alguma expectativa sobre o próximo movimento do Banco Central americano na definição de sua taxa de juros, sobretudo depois que Bernanke e Cia. cortaram a mesma em 0,75 pontos percentuais após uma reunião emergencial ocorrida na semana que passou. Juntamente com um incremento no nível de operações de crédito, discutido aqui, pareceu ser suficiente para o Federal Reserve exercitar aquela que parece ser a sua função primordial nesse momento: definir preços para os mercados de ações.

Hoje mais um coelho da cartola: um novo corte de 0,50%, levando a taxa para 3% ao ano.

Esqueçam essa conversa de estimular a economia ou mesmo o consumo. O que o FED parece estar mais interessado em resolver no momento é em esconder os sintomas que o excesso de crédito ruim está causando no sistema financeiro. Essa é a doença. E juros mais baixos não devem resolver a situação, pois não se trata de um problema de liquidez, mas sim de solvência.


Ben Bernanke: "Cortei os juros um tantão assim, ó"

Os créditos inadequados do setor privado irão eventualmente virar pó, independente da taxa de juros, porque em primeiro lugar eles nem deveriam ter sido concedidos.

Continua em Cinco Pesos de Dois Quilos

Dow Jones: Comprou no Boato e Vendeu no Fato


O mercado esperava um corte de 0,5% na taxa de juros norte americana e o Banco Central (FED) acatou às pressões, porém não surpreendeu e como o mercado antecipa a economia e não o contrário, o DJI da mesma forma como subiu à partir das 17:45h, caiu ao final e fechou com - 0,30%, aos 12.442 pontos.


Graficamente chegou na média móvel de 30 períodos (o elástico do mercado) e agora é resistência.


Amanhã o dia promete mais volatilidade ainda.

Resultados Pipocam

ronogramas do 4° trimestre e, portanto, do ano de 2007 começam a aparecer no mercado financeiro. Alguns poucos neste final de Janeiro, outros no início de Fevereiro e assim sucessivamente. Embora o volume culmine até o primeiro trimestre, ainda existem empresas que publicam seus resultados em Abril.popcorn

Normas de divulgação existem para padronizar, além de normas do mercado de atuação e normas de auditoria. Há também de se considerar que, tal como as leis, cada país tem diretivas únicas. Para isso serve também a área de Relações com Investidores: auxiliar os acionistas e o mercado a interpretar alguns números do Relatório Anual.

Evidentemente nenhuma empresa vai explicar os motivos de uma única conta do balanço ter crescido ou não ao longo dos anos, nem mesmo o reflexo de algum resultado. Esta é função de analistas de balanço ou de mercado ou qualquer outro nome que se dá ao cargo.

Continua em Mercado & Malagueta

Bancos à beira de um ataque: Agora é a vez do UBS















Os problemas do UBS AG relacionados ao setor imobiliário se aprofundaram, segundo mostrou o banco nesta quarta-feira, ao inesperadamente divulgar uma nova baixa contábil de 4 bilhões de dólares, o que o ajudou a registrar um prejuízo no ano de 2007.


O UBS teve um prejuízo de 12,5 bilhões de francos suíços (11,45 bilhões de dólares) no quarto trimestre e um prejuízo de 4,4 bilhões de francos no ano todo.


Agora, a baixa contábil do banco relacionada ao setor de financiamento imobiliário de alto risco dos Estados Unidos, o chamado subprime, soma 18,4 bilhões de dólares. O resultado deve pressionar ainda mais pela renúncia do presidente do conselho do UBS, Marcel Ospel, que dirigiu a entidade quando ela entrava nos investimentos de risco norte-americanos.

"Isso certamente não é bom", disse o analista do WestLB Georg Kanders. "Eu esperava menos."
O grupo anunciou no mês passado uma injeção de capital de 13 bilhões de francos suíços de Cingapura e de um investidor anônimo do Oriente Médio.

O UBS disse em comunicado nesta manhã que os resultados refletem perdas de 12 bilhões de dólares relacionadas ao subprime, além de 2 bilhões de dólares em perdas com outras hipotecas residenciais norte-americanas.


A divulgação do resultado do UBS estava marcada para 14 de fevereiro.
Reuters

A volatilidade e o Ibovespa

Em qualquer veículo da mídia especializada que pesquisemos, é praticamente unânime a indecisão sobre o rumo no curto / médio prazo do mercado acionário brasileiro. Em uma coisa porém parece haver um consenso. As bolsas mundiais vivem um momento de forte volatilidade.

volatilidadeNo caso do índice brasileiro, é interessante notar, se olharmos o seu passado recente, que em momentos de crise a volatilidade tende a aumentar consideravelmente. E mais… quando o índice Bovespa sobe, a volatilidade cai, e quando o índice se desvaloriza, a oscilação aumenta. Formando uma correlação negativa entre os dois.

A correlação negativa entre o Ibovespa e a volatilidade (um sobe enquanto o outro cai) tem explicação. Quando as ações estão numa tendência de alta, as pessoas ficam confiantes e investem no mercado por mais tempo, fazendo com que a volatilidade caia. Em momentos de queda, os investidores ficam mais confusos. Alguns preferem vender as ações para não ter maiores perdas. Outros aproveitam a queda para comprar os papéis a preços mais baixos. Esse entra e sai acaba provocando maior volatilidade.

Trazendo a questão para o momento atual, podemos afirmar que boa parte da queda que o mercado de ações brasileiro sofreu deu-se pela “venda forçada” de posições pelos investidores estrangeiros (inclusive o fluxo da Bovespa comprova isso). A grande maioria dos gestores “foi forçada” a vender ações em países emergentes em razão do aumento da volatilidade nos preços das ações. Vale lembrar, que estes gestores internacionais, muitas vezes, são obrigados (em contrato) a desmontarem posições visando ficar menos expostos a volatilidade, que normalmente é medida tecnicamente através do VaR (Value at Risk).

E o que isso pode acrescentar na nossa estratégia ? Acredito que essa saída forçada pode ter provocado exageros em alguns papeis, principalmente aqueles com menor liquidez. Portanto, talvez seja oportuno observarmos mais de perto, aqueles ativos que continuam com fundamentos sólidos e que possam estar encontrando pontos gráficos de suporte consistentes. Lembrando apenas, que não temos como saber se a fuga de capital estrangeira já ocorrida, foi suficiente para "desafogar" a oscilação das carteiras dos gringos ou se ainda teremos novos ajustes.

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Gol anuncia recompra de 5 milhões de ações

Devido a sua forte desvalorização após o início da crise aérea, a Gol anunciou hoje que vai recomprar 5 milhões de ações preferenciais (sem direito a voto). Considerando o preço de fechamento dos papéis ontem (33,36 reais), a operação custaria ao caixa da Gol cerca de 167 milhões de reais.

A empresa chegou a cogitar no ano passado recomprar todas as suas ações em circulação e voltar a ser uma companhia fechada. Com a má repercussão da operação, entretanto, informou neste mês ao mercado que desistiria dessa possibilidade.

A desistência acentuou ainda mais o movimento de queda livre das ações da Gol negociadas na Bovespa.Os papéis preferenciais da empresa, que chegaram a ultrapassar 80 reais em maio de 2006, iniciaram movimento de forte desvalorização após o acidente de aéreo de setembro de 2006 e o início das paralisações dos controladores de vôo. No início de 2008, quando as ações finalmente começavam a se estabilizar em patamares acima de 40 reais, vieram os temores de recessão nos Estados Unidos e novamente acentuaram o movimento de venda dos investidores.

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Light (LIGT3) - Credit Suisse vê bom potencial de ganhos


Ontem saiu uma notícia no Infomoney indicando que o pessoal da Credit Suisse recomenda os papéis da Light. Resumindo a notícia: A gestão do novo controlador foi elogiada e o banco acredita que as ações podem fechar 2008 cotadas em R$36,00, resultando em um potencial de valorização de 50%.

Confesso que nunca dei muita atenção a este papel. Minhas preferidas no setor elétrico sempre foram CMIG4 e CPFE3, por sempre dominarem as indicações. Mas quando vi a notícia, resolvi analisar o papel com um pouco mais de atenção e gostei muito do que vi.

Nesta última seqüência de quedas, o papel atingiu uma cotação mínima de 22,05 no dia 23/01, respeitando uma linha de tendência de alta, representada pela linha azul do gráfico.

Depois disto, o papel voltou a ser cotado em níveis superiores às suas médias mais curtas, de 4 e 9 períodos, que valem atualmente 23,69 e 23,82, respectivamente.

Continua em VixTraders

Prestando contas

Vou me antecipar, colocar fatos que certamente virão à tona de forma deturpada quando começar a postar levantamentos que fiz sobre a revista Veja.

Há 20 anos tenho uma empresa, a Agência Dinheiro Vivo. Foi pioneira nos serviços eletrônicos do país. Em 1996, tomei um financiamento do BNDES, para tentar aproveitar a onda de Internet que se iniciava. Por várias razões, a empresa entrou em dificuldades e o projeto não deu certo.

Desde então, venho lutando com a dívida. Já tinha feito uma renegociação com o banco, anos atrás. Enormes atrasos no desenvolvimento dos novos sites deixaram a empresa em situação delicado. Não consegui manter em dia as prestações, resultando em uma execução judicial por parte do banco e, depois de longas negociações, um acordo na Justiça.

O banco não cedeu em nada, não reduziu o spread nem o principal e manteve os juros bem acima da TJLP. O máximo que consegui foi estender o prazo de pagamento. Por conta dos juros e dos atrasos, a dívida é 2,3 vezes maior do que a original. Nas negociações ficaram suspensos multa e juros de mora – que serão cobrados em caso de nova inadimplência – como, aliás, é praxe em qualquer renegociação.

A partir de junho do ano passado, antes mesmo de assinado o acordo, retomei os pagamentos. O acordo foi fechado em agosto. Por razões burocráticas, ainda não foi homologado pelo juiz. Mas as prestações estão sendo pagas em dia. Portanto não há inadimplência, nem calote. Nem houve qualquer concessão nas negociações. E nenhum tostão de empréstimo foi levantado no atual governo.

Nesses dois anos de pauleira, a Agencia Dinheiro Vivo conseguiu superar suas dificuldades, terminar os novos projetos, que vinham se arrastando e fechar boas parcerias para 2008. Os sistemas, finalmente, estão nos ajustes finais, em cima de concepções inovadoras, que ajudarão a incrementar o Guia Financeiro e o Projeto Brasil..

Aproveitando a situação de fragilidade da Dinheiro Vivo, nos últimos tempos fui alvo de toda sorte de calúnias, injúrias e difamações, produzidas pelo comando de Veja com o evidente intuito de me intimidar nas críticas que faço à revista.

Poderia ser o momento para relaxar e cuidar da vida e da família. Mas o jornalismo fala mais alto.



enviada por Luis Nassif

Economia brasileira: duas boas e uma ruim

Contas públicas

O Banco Central divulgou hoje os dados das contas públicas do ano passado e, como sempre, têm notícias boas e outras nem tanto. Mas todas se enquadram na categoria "nunca antes na história dessse país".

O superávit primário do ano passado foi o maior da série histórica que começa em 1991 ou R$ 101 bilhões, informou o diretor do BC, Altamir Lopes.

O déficit de dezembro foi o pior da história desde o começo da série. Foi de R$ 11 bilhões.

O déficit nominal foi o menor da série desde que começou a ser contabilizado, deu 2,2% do PIB

O que explica uma coisa, explica a outra. O governo no ano passado teve uma arrecadação muito maior do que ele previa e isso elevou muito o superávit, mesmo com todo o gasto do começo do ano passado que fez muita gente prever o pior. Em dezembro, constatando que estava acumulando um superavit maior do que o necessário o governo gastou bastante. Normalmente dezembro dá déficit, mas este acabou sendo o maior já visto. Como os juros cairam o déficit nominal caiu.

Quando o déficit ou superávit é primário está se descontando o que o governo gastou com juros. Quando conta também o gasto financeiro, então a conta passa a ser nominal. Os juros caíram, a conta financeira caiu e o superávit primário foi alto. Noves fora o fim a CPMF que só vai bater nas contas de 2008, o Brasil fechou a conta final no vermelho, como em todos os anos, mas um vermelho menor: 2,2% do PIB.

Miriam Leitão.com

O Fed deve reduzir os juros em 0,50% - e o que isso significa.

O mercado financeiro começou o dia de mau humor. O ìndice Bovespa iniciou a tarde em baixa de 1%, a 58 800 pontos. O mercado está em banho-maria, à espera da decisão a ser anunciada no fim da tarde pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em relação aos juros.

Na avaliação dos profissionais do mercado, não haverá meio-termo no anúncio de hoje. O que os operadores vão assistir será ou uma injeção de euforia (com uma forte valorização) ou um aprofundamento do pessimismo, com novas quedas significativas. Há três cenários possíveis:

1) o cenário positivo: o Fed reduz os juros em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano. Considerando-se a redução de 0,75 anunciada de surpresa no dia 22 de fevereiro, seria um corte de 1,5 ponto percentual em dez dias. OU seja, uma dose cavalar de afrouxamento da política monetária. Se isso se confirmar, o mercado deverá demonstrar mais um dia de euforia, eventualmente um bom momento para vender ações e reduzir posições. Vale dizer que esse cenário não é o mais provável.

2) o cenário negativo: o Fed reduz os juros em 0,50 ponto percentual, para 3% ao ano. O cenário mais provável, vai indicar um bom alívio para o mercado. O problema é que esse corte de juros já está refletido nos preços das ações. Ou seja, é bem provável que haja novas quedas, seguindo a velha máxima do mercado de comprar tendo em vista as expectativas e vender na confirmação dos fatos.

3) o cenário catastrófico: o Fed reduz os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,25% ao ano. Vai indicar que as autoridades monetárias dos Estados Unidos não vêem necessidade de afrouxar muito mais a política monetária e indicará, também, que a economia dos Estados Unidos vai levar mais tempo para retomar seu crescimento. Isso deverá provocar novas e fortes quedas do mercado acionário global.

Qual o cenário mais provável? Na cabeça de vários especialistas ouvidos pelo blog, o mais provável é um corte de 0,50 ponto percentual. A redução vai ajudar a economia e o setor bancário dos Estados Unidos, mas não deverá animar muito os investidores.

A conferir

Blog do Investidor

Nos balanços, bancos tentam deixar crise financeira para trás

Em dezembro passado, o banco suíço UBS – um dos grandes das finanças globais – anunciou perdas de US$ 10 bilhões em consequência de operações vinculadas ao setor imobiliário dos EUA. Hoje, em um comunicado inesperado e “desconcertante”, segundo definiram alguns analistas, o banco comunicou que as perdas, na verdade, não são de 10, mas de US$ 14 bilhões. Em um mês, aumentaram 40%.

Como não é razoável imaginar que tenha havido um erro de conta, pode-se concluir que foi uma espécie de decisão política da diretoria, a de descarregar todo o prejuízo no balanço do ano passado. Há uma certa flexibilidade na contabilidade. Por exemplo, títulos duvidosos ainda não vencidos podem ser dados como baixa agora ou mais à frente, quando se realizar a inadimplência.

Se a perda for toda concentrada em 2007, isso piora terrivelmente as contas desse ano, mas como que limpa o balanço para o atual período.

E parece ser esta a decisão dos grandes bancos, especialmente daqueles que trocaram sua diretoria. É uma escolha ao estilo de Maquiavel, a de fazer todo o mal de uma só vez e tirar o fantasma da frente.

Se for isso, a crise financeira vai parecer muito pior neste início de ano, quando os bancos publicam seus balanços de 2007. Em compensação, logo depois vai parecer superada.

Uma das duas grandes dúvidas que assustam a economia mundial é justamente o tamanho do prejuízo dos bancos e sua capacidade de sair do buraco. E parece que é a isso que os bancos estão respondendo.

A outra dúvida é sobre o tamanho da desaceleração ou da recessão nos EUA – o tamanho da besta, como já se diz. Mas isso vai demorar mais para saber.

Situação difícil

Governo economiza mais de R$ 100 bilhões para pagamento de juros, mas…

Em 2007 o Brasil bateu recorde no superávit primário, com mais de R$ 100 bilhões em economias para pagamentos de juros da dívida.

Essa parece ser uma boa notícia, já que a meta era economizar R$ 95,7 bilhões, mas mesmo com todo este esforço fiscal, não conseguimos nem pagar os juros do período. Apenas nos primeiros 10 meses de 2007, a conta de juros chegou a R$ 135 bilhões.

Muitos analistas gostam de apresentar a conta de juros ou endividamento em função do PIB, mas os dados devem ser analisados com outros detalhes, como a capacidade do Governo em resolver sua dívida líquida.

Todos os anos o montante desta dívida cresce, e não precisa ser adivinho para saber que uma hora o Governo vai ter que resolver esta pendência. Em outubro a dívida era de R$ 1,13 trilhão.

Se observarmos os dados apenas do Governo Central, esta economia foi de R$ 57,8 bilhões. O restante do superávit veio de empresas estatais.

Lula pegou esta dívida com pouco mais de R$ 500 milhões. Antes que algum defensor de FHC venha reclamar, a dívida assumida por FHC foi de aproximadamente R$ 50 bilhões, mas os altos juros praticados nos primeiros 4 anos de seu Governo, aliado à necessidade de financiamento da política cambial tornou esta dívida um dos maiores problemas nacionais.

Uma das poucas formas de resolver esta dívida seria, neste momento, diminuir muito a taxa de juros, aproveitando a queda dos juros nos EUA, e controlar o aumento de crédito via aumento de IOF. Este instrumento inclusive o Governo está utilizando agora, mas por outros motivos.

Acerto de Contas

ING8 e o baixo crescimento do PIB americano


De um extremo ao outro! O Ibovespa Futuro deu mostras de força. Pelo gráfico de 60 minutos a média menor já escostou na intermediária, enquanto o índice chega perto do topo no canal de baixa para o teste da sua ME200 e LTB. Quem não gosta de emoção é melhor desligar o computador.

As bolsas continuam ressabiadas na espera pelo Fed. Apesar da boa recuperação nos últimos dias, os investidores parecem não estar muito confiantes. E o banco central americano ficou refém do mercado. O corte antecipado de 0,75% já foi assimilado e agora todos querem mais! Na Ásia os índices tiveram perdas na madrugada, Kospi -2,98% e Hang Seng -2,65%, com o perigo de recessão também batendo às portas do Japão. A Europa segue a tendência, e a maioria das praças opera no vermelho. Os contratos futuros em Wall Street desvalorizam nesta pré-abertura, mas ainda bem perto da estabilidade.

Vai ficar para a decisão do Fomc: Bernanke e sua turma que se cuidem, porque saiu o resultado do PIB americano no quarto trimestre de 2007 (GDP), e isto já prenuncia os riscos recessivos. O crescimento econômico ficou em 0,6%, abaixo das melhores expectativas.

Às 1715hs (de Brasília) eles proferem o seu veredito sobre a nova taxa de juros e o rumo da política monetária. Vai sobrar pouco tempo para agir antes do fechamento e, apesar da pressão por um novo corte de meio ponto, a cautela deve ser mantida para evitar decepções. Pior do que uma atitude exagerada agora, pode ser o efeito que ela traria depois para a economia globalizada. Watch out!!!

Barômetro Financeiro

Bom dia!

Seu coração vai bater mais forte ? Azar o seu...

O dia promete alta volatilidade...


Na agenda externa, nada menos que :

10:00 Pedidos de hipotecas;

11:15 Prévia do mercado de trabalho Americano;

11:30 Primeiros dados sobre o PIB;

13:30 Estoques de petróleo Americano;
17:15 Nova taxa de Juros: querem 0,50%... diferente disso...CORRA !!!


Por aqui, novamente os estrangeiros reduziram posição vendida em mais de 12500 contratos.

EM QUATRO DIAS ÚTEIS RECOMPRARAM MAIS DO QUE 50% DA POSIÇÃO VENDIDA !!!

Ué... ninguém fala mais no D I A M A N T E ??? hummmmm ... talvez amanhã voltem com essa... rsss... POR ENQUANTO AINDA TÁ MAIS PRA G R A F I T E !!!

Bons negócios !


NY confere risco de recessão com PIB. Depois vem o FED

... Tomara o FED não invente de economizar na queda do juro hoje ou de não dar NADA, porque, apesar de nesta terça-feira terem diminuído as apostas de um corte de meio ponto (para 3%), ainda está assim de gente torcendo por uma decisão pouco conservadora que, se não vier, vai exigir um ajuste. A decisão de política monetária sai, pontualmente, às 17h15 e, até lá, os investidores ainda terão como calibrar suas apostas de última hora, dependendo de como vier a estimativa preliminar do PIB no quarto trimestre, às 11h30.

... Quanto mais fraco sair o indicador, tanto maiores devem ser as chances de o mercado pedir um desaperto monetário mais intenso, nos esforços para conter uma RECESSÃO econômica que alguns juram que já começou. As estimativas são de um crescimento de 1,2% da economia americana nos últimos três meses de 2007 (na comparação anual), já bem abaixo do resultado do terceiro trimestre, de +3,9%. Embutido no relatório do PIB, sai ainda a inflação, com o índice de preços dos gastos com consumo, o PCE, predileto do FED para medir as pressões inflacionárias. A previsão é de alta anualizada de 2,3%.

... Pouco antes, às 11h15, tem para conferir a estimativa da ADP/Macroeconomic Advisors, sobre os postos de trabalho criados no setor privado em janeiro. Tido como uma prévia do PAYROLL, o dado deve revelar a criação de 45 mil vagas de emprego. Ainda na agenda, às 13h30, saem os estoques de petróleo (previsões abaixo).

... Alguma pressão na abertura das bolsas em NY pode ser sentida desde cedo nas ações de tecnologia, depois de a YAHOO! ter desabado mais de 10% no AFTER HOURS, com projeções desapontadoras para este primeiro trimestre. Prevê agora uma receita líquida entre US$ 1,28 bilhão e US$ 1,38 bilhão, contra uma estimativa de US$ 1,37 bilhão dos analistas. O destaque entre as high techs hoje, depois do fechamento, é a AMAZON, que deve vir com lucro de US$ 0,48 por papel. É importante ainda acompanhar o balanço da seguradora de bônus MBIA (prejuízo de US$ 2,36), no olho do furacão da crise imobiliária.

AQUI, a agenda do dia começa daqui a pouco, às 8h, com o IGP-M fechado de fevereiro, que ainda deve se manter em aceleração. No AE Projeções, as estimativas para o índice vão de 0,85% a 1,14%, com mediana em 0,98%. Às 11h, o BC divulga a nota de política fiscal. Deve anunciar um DÉFICIT PRIMÁRIO no setor público consolidado de R$ 12,3 bilhões a R$ 5,2 bilhões (mediana em déficit de R$ 8,4 bilhões). Já as contas do GOVERNO CENTRAL devem registrar saldo deficitário em dezembro de R$ 8,5 bilhões até R$ 4,4 bilhões, com mediana que aponta para resultado negativo de R$ 5,95 bilhões.

... No câmbio, o BC confirmou para a hora do almoço o leilão de SWAP CAMBIAL REVERSO. Vai oferecer até 41,1 mil contratos para rolar o vencimento do dia 1º de fevereiro, de cerca de US$ 2 bilhões. Favorecido pelo fluxo e trégua externa, o DÓLAR caiu ontem, enquanto a BOVESPA recuperou a marca dos 59 mil pontos. Só mesmo os JUROS FUTUROS não embarcaram no otimismo, porque além do veredicto do FOMC hoje, ainda vão ter que encarar pela frente a ATA DO COPOM, amanhã (quinta-feira).

Continua em Bom Dia Mercado

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carteira de Dividendos

Com a visão menos otimista para a Bovespa em 2008, comparada com 2007, está na hora de reestruturar a carteira de ações em função de dividendos.

O Banco do Brasil recomenda a Carteira Dividendo como segue:

AES Tietê Energia
Ambev Bebidas
Nossa Caixa Finanças
Petrobrás Petróleo
Sid. Nacional Siderurgia
Localiza Transporte e Serviços
Telesp Tele fixa
Vale do Rio Doce Mineração

No caso de Ambev e Telesp, recomendo ações ON (em vez de PN) para obter um dividendo ainda maior em percentagem ao dinheiro investido (além da possibilidade da cotação ON superar a PN, e da surpresa de “tag along” na venda de controle).

Ainda gostaria de incluir Souza Cruz na lista acima mencionada, que sempre paga dividendos freqüentes e generosos. A empresa não sabe o que fazer com tanto cash além de satisfazer o apetite de “retorno de capital” da controladora British American Tobacco (BAT).

I Invested My Way

Margem de segurança

O nome do livro do Seth Klarman tem um conceito muito interessante. É a diferença entre o valor intrínseco da ação e o seu preço de mercado. Outra definição relacionada para margem de segurança é o quanto o nível de vendas pode cair até que o negócio alcance novamente seu ponto de equilíbrio.

Be wise.

Mais: Em busca do primeiro Milhão

As lições da Bovespa

Não há mal que sempre dure nem investimento que sempre se valorize. Mesmo neste momento de turbulência, quando alguns estão fugindo da Bovespa, assustados, rogando pragas e jurando nunca mais investir em ações, ainda assim acho uma excelente opção de investimento. A melhor em termos de renda variável.


O momento do sistema financeiro brasileiro é ímpar, excelente. Especialmente para quem busca educação financeira. As pequenas quedas havidas nas últimas semanas no valor das ações das principais empresas brasileiras são apenas pedras no caminho. Pequenas pedras que podem machucar um pouquinho, exigir algum cuidado, mas que de maneira alguma devem forçar uma mudança de rumos. Decididamente não é a hora de vender.


Os rendimentos da Bovespa têm sido positivos, crescentes, extraordinários há quatro anos. Atraíram novos investidores, muitas empresas abriram capital, as IPO´s viraram a sensação do mercado. Mas é óbvio que o céu de brigadeiro não ficaria constantemente sobre nossas cabeças.


Conheci casos de pessoas que passaram a investir em ações pensando que a situação era segura e irreversível. Bastava investir e em pouco tempo os recursos se multiplicariam. Alguns ficaram tristes porque tiveram suas propostas de aquisição de ações limitadas nos IPO´s da Bovespa, da BMF e de outras supostas estrelas, achando que tinham perdido a oportunidade de ganhar muito dinheiro sem fazer esforços e sem correr riscos. Gente que acreditava que as ações da Petrobrás voltariam a ter subas constantes e extraordinárias a cada nova boa notícia.


As boas notícias do mercado cegaram muita gente. Talvez esse tenha sido o maior prejuízo da população, em termos de educação financeira.


Eis uma das mais importantes lições de educação financeira. Nunca baixar a guarda e jamais desprezar os riscos de mercado. O cenário é positivo. Os fundamentos econômicos são sólidos. Mas as variáveis que influenciam o mercado são inúmeras e cada vez mais incontroláveis. Em síntese: os riscos continuam a existir.


Leia mais em Educação Financeira

EXPERIÊNCIA É FUNDAMENTAL, MAS A DOS OUTROS TAMBÉM ENSINA

Acredito que essa afirmação é indiscutível: por mais que você estude bastante sobre um determinado assunto, só aprenderá realmente quando colocar os ensinamentos em prática, errando e aprendendo com os erros. A experiência é o melhor professor. Mas podemos aprender também com os erros dos outros.


Provavelmente cada um de nós conhece alguém que já investe a algum tempo. Conversar com essas pessoas é uma fonte de informação excelente. Tanto para saber o que fazer quanto para [principalmente] saber o que não fazer.

Existem também vários livros que contam histórias sobre grandes investidores, onde eles falam de seus acertos e erros. Posso citar dois ótimos exemplos: Axiomas de Zurique e Investimentos: os Segredos de George Soros e Warren Buffett.

Aprenda com a experiência de outras pessoas, mas saiba que o maior aprendizado certamente será com a sua própria experiência. Leia bastante e depois coloque a mão na massa!

Quero Ficar Rico

Análise: consumidor desconfiado não vai às compras

Economia americana

Hoje ainda é terça-feira e os índices da economia americana que já foram divulgados, de uma série de outros que sairão até sexta, mostram bem o tamanho da crise por lá. A confiança do consumidor despencou 20% em um ano; o índice de despejos cresceu 51% em 2007, o número de pessoas que moram em casa própria caiu 1,1 ponto percentual, para 67,85%, e o preço dos imóveis despencou 8,4%. Nisto tudo, só saiu um solitário número bom, meio descolado do resto, que foi o crescimento de 5,2% dos pedidos bens de capital.

As pesquisas mostram o seguinte: o americano está sentindo a falta do dinheiro, perdendo sua casa, e ficando mais cabreiro. Consumidor desconfiado é consumidor que não vai às compras. Adia, espera o dia melhor. Quem perde a casa, se sente sem chão. Compra o mínimo. Tem perda de status. Queda nas construções significa menos emprego. Enfim, tudo empurrando para baixo o nível do consumo americano. E o consumo das famílias nos Estados Unidos representa 70% do PIB.

Amanhã teremos a divulgação de mais dois índices importantes: uma prévia do PIB do quarto trimestre de 2007 - que vai mostrar se a economia está realmente em recessão ou não - , e os gastos de consumo pessoal de dezembro - que é a medida preferida do Fed para analisar o comportamento dos preços no varejo dos Estados Unidos.

Mais em Miriam Leitão.com

E depois? Vai viver do que?

A semana começou com todo mundo de olho na decisão do FED desta quarta feira. O mercado aposta em mais um corte, desta vez 0,50%. E isso é bom ou ruim?

Quando é precificado um evento futuro, no momento em que ele se concretiza não sobra muito espaço para mais animação, afinal a decisão já está nos preços. Por isso é preciso cautela nestas horas, já que a probabilidade indica que se vier surpresa ela deverá ser negativa aos olhos do mercado.

Mas não é o risco de o FED deixar a taxa inalterada que me preocupa, aliás, acho isso possível, afinal qual o sentido de quebrar uma queda de 1,25% na taxa básica em duas decisões com apenas alguns dias de intervalo? Tem apenas um efeito psicológico e não teórico. Não gosto dessa linha de ações, mas isso não vem ao caso.

Mas trabalhando com a hipótese corrente do mercado, o que acontece após o corte?

Acho que não é hora de nos esquecermos que há uma semana atrás estávamos nos descabelando. Ainda estamos vivendo num cenário de crise nos EUA que deve produzir mais indicadores ruins nos próximos dias e semanas. Quinta tem divulgação de dado de inflação, e sexta tem dado de emprego, este último forte candidato a trazer de volta o mau humor.

Petrobrás subiu mais de 20% desde o low de segunda-feira passada. O petróleo ficou de lado no mesmo período. A mensagem do Bud é essa: Mantenham os olhos abertos, o cenário ainda é turbulento. Talvez tenha gente muito animada e com memória curta por ai.

E você, o que acha que vem depois do FED?

Ao menos por enquanto

A matéria do repórter Ney Hashida da Cruz, no caderno “Dinheiro” da Folha de hoje é sobre a deterioração das contas externas (clique aqui).

Os números são conhecidos.Entre 2006 e 2007, o saldo comercial caiu de US$ 46,5 para US$ 40 bi. O déficit no balanço de serviços e renda aumentou de US$ 35 para R$ 40,6 bi. Os saldos nas transferências unilaterais manteve-se estável em US$ 4 bi.No geral, o saldo em transações correntes despencou de US$ 13,6 bi para US$ 3,6 bi. Para 2008 o quadro é de agravamento da deterioração. O saldo comercial poderá cair de US$ 15 a US$ 20 bi.

Como tendência de transações externas não se muda no tranco, em qualquer país racional o governo, Congresso e mídia estariam berrando a plenos pulmões para se começar a virar o barco.Por aqui, a lógica é a expressa na declaração do economista da Mauá Investimentos (de Luiz Fernando Figueiredo, ex-BC na gestão Armínio Fraga), ouvido pelo repórter:“Ainda assim, alguns analistas dizem que a piora nas contas externas não deve, ao menos por enquanto, causar muitos problemas para a economia. O economista Caio Megale, sócio da Mauá Investimentos, diz que, caso a crise se agrave, o BC pode usar parte das reservas internacionais acumuladas nos últimos anos para compensar a redução no fluxo de dólares."Ainda existe um estoque grande de capital de curto prazo no Brasil. Se eles [investidores estrangeiros] quiserem sair, o déficit [nas contas externas] vai ser maior do que o esperado", diz Megale. Nos seus cálculos, porém, uma saída mais acentuada de recursos faria com que ficasse faltando entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões para equilibrar as contas externas, valor pequeno perto dos US$ 188 bilhões em reserva”.

O “ao menos por enquanto” é de arrepiar. Mas é assim que pensam (ou se iludem) Banco Central, Fazenda, Lula, o mercado e a mídia: vamos curtir até o último segundo, e o futuro a Deus pertence.

Efeito dominó

Segundo a Goldman Sachs, o Japão está tecnicamente de volta à recessão. "Ao menos por enquanto", o Brasil não será afetado prlo resfriamento da economia mundial.

Luis Nassif Online


FMI reduz projeção de crescimento global


O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta terça-feira sua previsão para o crescimento mundial em 2008 e alertou que a economia global pode ter a pior performance em cinco anos, podendo desacelerar ainda mais.


Culpando a crise nas hipotecas de alto risco (subprime) dos Estados Unidos pela revisão significativa, o FMI disse que nenhum país poderá escapar completamente ileso.

"É uma desaceleração significativa. É uma desaceleração global, sem nenhuma dúvida", disse a jornalistas o economista-chefe do FMI, Simon Johnson. Ele não quis caracterizar os riscos que podem levar os Estados Unidos a uma recessão, mas o FMI deixou claro que se prepara para mais notícias ruins.


"O equilíbrio geral dos riscos para a perspectiva de crescimento global ainda pende para o lado de baixo", afirmou o FMI na atualização semestral de sua Perspectiva Econômica Global, divulgada em outubro.


O FMI reduziu sua projeção global de crescimento em 2008 de 4,4 para 4,1 por cento. Esse seria o pior desempenho desde 2003, quando a expansão global atingiu 3,6 por cento, e reflete uma desaceleração marcante em relação aos 4,9 por cento do ano passado ainda que as economias emergentes tenham se sustentado até aqui e que a China não tenha decepcionado.


"As tensões no mercado financeiro originadas do setor subprime... se intensificaram, ao mesmo tempo em que a recente queda acentuada das ações foi um sintoma do aumento da incerteza."


CRISE DE CRÉDITO


O FMI disse que o tumulto nos mercados "chegou a uma nova fase -- fase em que as preocupações com o crédito agora se estendem além do setor subprime" e vão precisar de atenção cuidadosa com o medo de que elas contaminem a economia.

Continua em Touro Louco

Bolsa tem alta de 1,60% com otimismo pré-Fed

A Bovespa fechou nesta terça-feira (29) pelo terceiro dia consecutivo em elevação, retornando ao patamar de 59 mil pontos, onde esteve no último dia 15, favorecida pela expectativa de um novo corte agressivo da taxa básica de juros nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (30), e também pela recuperação técnica dos papéis da Vale. Os indicadores norte-americanos divulgados nesta terça, novamente conflitantes, não chegaram a fazer preço sobre os ativos. No final da sessão, o Ibovespa registrou ganho de 1,60%, aos 59.529,6 pontos. Oscilou entre 58.597 pontos na mínima (+0,01%) e 59.715 pontos na máxima (+1,91%). No mês, ainda acumula perdas, de 6,82%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 5,77 bilhões.

A Bolsa sustentou rumo ascendente nesta terça, beneficiada pelo comportamento neste mesmo sentido na Ásia, Europa e Estados Unidos. Todos os mercados estão de olho no que sairá nesta quarta do encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), e ninguém espera menos do que um corte de 0,25 ponto porcentual no juro, embora o que vá realmente agradar e impulsionar os negócios é a redução da taxa para 3% ao ano, de 3,5% atualmente - projeção que já está no preço de muitas ações.

O discurso do Estado da União feito na segunda-feira (28) pelo presidente dos EUA, George W. Bush, ao Congresso norte-americano serviu como um pano de fundo favorável, sem, no entanto, conseguir definir uma direção nos negócios nesta jornada. Bush repetiu que a economia dos EUA passa por dificuldades, mas que a tendência de longo prazo é de crescimento, e pediu aos congressistas que aprovem o pacote de US$ 150 bilhões em ajuda aos contribuintes.

Também não chegou a fazer marola os indicadores divulgados nesta terça, embora as bolsas norte-americanas tenham se estressado no momento em que saiu o índice de sentimento do consumidor, que caiu, mas ficou dentro das projeções: o indicador passou de 90,6 em dezembro para 87,9 em janeiro, ante projeção de queda a 87. O outro dado, o de encomendas de bens duráveis, foi bom: os pedidos aumentaram 5,2% em dezembro ante previsões de +2,1%. Às 18h15, o Dow Jones subia 0,77%, o S&P tinha alta de 0,58% e o Nasdaq, de 0,27%.

As ações da Vale mostraram recuperação técnica nesta terça, já que estavam atrasadas em relação ao índice e os papéis da Petrobras, que subiram bem mais nos últimos dias. A alta dos metais favoreceu, mas o negócio com a anglo-suíça Xstrata pode voltar a afetar negativamente os papéis, já que o investidor ainda não conseguiu precificar nas ações em bolsa a possível compra, que deve custar à Vale mais de US$ 80 bilhões. Vale ON avançou hoje 1,65% e Vale PNA, 0,57%.

Petrobras vai enviar ao Texas proposta de compra da Esso

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do JB Online

O Conselho de Administração da Petrobras deu o sinal verde, ontem, para o envio à petroleira americana Exxon Mobil da proposta de compra da rede de postos Esso no Brasil. Com o aval dos conselheiros, a proposta será apresentada nas próximas horas aos executivos da petroleira em Irving, no Texas. A intenção da Petrobras é adquirir a rede de distribuição no Brasil, embora os americanos tenham intenção de se desfazer dos ativos em toda a América do Sul.

Na reunião de ontem, que contou com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o conselho decepcionou os parlamentares do PMDB, principal partido da base aliada do governo, ao manter intacta não só a diretoria como também todos os assentos no conselho da estatal. Parlamentares do partido vazaram informações sobre a suposta substituição de diretores da estatal por executivos apadrinhados pelo PMDB.

Leia texto completo em Acerto de Contas

Temor de recessão também no Japão

Como se não bastasse o temor de uma recessão nos Estados Unidos, a maior economia do planeta, há o mesmo problema na segunda economia, a do Japão. Saíram novos dados hoje, alguns até são mais animadores, mas o conjunto permanece preocupante.

O número mais positivo: ao contrário do que esperavam os analistas, os japoneses aumentaram seus gastos com consumo em dezembro último. Foi um avanço real de 2,2% em relação a um ano atrás. Este é um dado crucial: diferente do americano, propenso ao gasto, o consumidor japonês é conservador, tende a suspender o consumo e aumentar poupança diante das primeiras dificuldades. Desde setembro os consumidores japoneses vinham reduzindo seus gastos. A virada em dezembro é animadora, mas não define tendência.

Os número de desempregados caiu um pouco em dezembro, mas a taxa de desemprego (3,8%, dezembro) permanece elevada para os padrões locais. Há queda real de salários, gastos cada vez maiores com energia e a inflação preocupante também para os padrões locais.

O indicador que mais preocupa: consumidores manifestam pessimismo.

Blog do Sardenberg

Hoje sai o índice de confiança do consumidor americano

Esta semana teremos vários indicadores da economia americana sendo divulgados. Ontem a queda nas vendas de casas novas em 2007 foi recorde, 26%. Hoje sai o Índice de Confiança do Consumidor em janeiro. Esse indicador é importante e pode mexer com os mercados porque o consumo dos Estados Unidos responde por mais de dois terços do PIB.

Também sairão os números sobre as encomendas de bens duráveis realizadas em dezembro, que mostra o ritmo da atividade econômica, e o preço de imóveis realizados pela Standard & Poor's. Será mais uma mostra sobre o mercado imobiliário. Leia aqui no Globo Online e fique por dentro da agenda de indicadores.

Mais em Miriam Leitão.com

BOVESPA TOMA RED BULL

Pois é, gente. Os brasilianos estavam tristinhos, achando que o dia ia ser de baixa, pois as bolsas da àsia tinham perdido muito durante o sono nosso, e as européias iam pelo mesmo caminho. Resultado: nosso índice de Bolsa chegou a cair 1,71%. Então, como num passe de mágica, os americaos começaram a balançar os cobertores e enviar sinais de fumaça para cá. Os mocinhos entenderam, e atravessaram as montanhas, caminhando para o topo do morro. O IBOVESPA fechou com um ganho de 1,97%, em 58.593 pontos. Ainda tem uns dias de alta. Cuidado com novas compras.

Gráficos em BOLSA HOJE

Petrobrás

Após ter reagido na reta de retorno, Petrobrás segue em alta. Os indicadores permitem a continuidade dessa alta, mas agora é preciso observar a proximidade de resistências, especialmente a LTB.


Abertura

Seguindo o atual ritmo de carrossel, os mercados globais estão em repique hoje, sem a ocorrência de quaisquer fatos novos relevantes, como foi também o caso da baixa gratuita de ontem. No Japão, o medo da recessão desapareceu por encanto e o Nikkei225 ganhou 2,99%; na Europa, as blue chips estão subindo cerca de 1,3% (Stoxx50) e nos Estados Unidos, onde já acabou havendo recuperação ontem mesmo, os futuros operam com altas em torno de 0,4% até agora. Por aqui, a Bovespa prosseguiu em repique, apesar de forte derrubada inicial e como estava previsto, confirmando os sinais técnicos de um mercado sobrevendido, visíveis na maioria dos ativos. Ainda persistem esforços de venda por algumas corretoras internacionais, sendo que a principal vendedora dos últimos tempos concentra-se muito nas ações da Vale, justamente quando se nota grande aumento na posição alugada desses papéis...No pré-pregão, o Fut. Fevereiro está subindo cerca de 0,5%, com movimento fraco.

Wall Street perdida em combate às vésperas da reunião do FED

... Cumpre-se o prognóstico de que WALL STREET manteria a VOLATILIDADE até sair a decisão do FED para o juro norte-americano, na reunião do Comitê de Política Monetária, hoje e amanhã. Você viu que os investidores lá a cada hora acham uma coisa. Nesta segunda-feira, a BOVESPA mal teve tempo de se ajustar à queda de NY, no feriado aqui, quando cresceram as apostas em um FOMC menos agressivo, e os mercados já viraram de novo. Bastou um dado fraco de IMÓVEIS (leia abaixo) para lembrar que a crise é brava e que BERNANKE não arriscará a economia dos EUA com uma ação mais tímida.

... Uma queda de 50 pontos na taxa dos FED FUNDS, reduzida para 3,0%, voltou a ser a expectativa majoritária dos analistas, que deu força às bolsas em NY, reverberando nos mercados globais, inclusive no Brasil. Além da recuperação das ações, DÓLAR e JUROS FUTUROS (longos) corrigiram a direção, exibindo quedas. Para aqueles que gostam de viver perigosamente, os SPREADS do INTRADAY são uma FESTA... O IBOVESPA, por exemplo, oscilou 2.400 pontos, entre a mínima e a máxima.

... HOJE, são destaques o índice de confiança do consumidor da Conference Board e as encomendas de bens duráveis, além de balanços de empresas como 3M, Countrywide Financial (expectativa de prejuízo de US$ 0,05/ação) e Yahoo! (lucro de US$ 0,11/ação).

... Mas, desde a abertura, pode pesar o resultado da AMERICAN EXPRESS. Anunciado ontem à noite. A queda de 5% do lucro líquido de US$ 0,71 por ação no quarto trimestre veio em linha com as expectativas de analistas, mas o aumento “significativo” (51%) informado pela operadora de cartões de crédito da provisão para cancelamentos e para inadimplências remete diretamente à crise do SUBPRIME e assustou os investidores. A ação caiu 2,55% no AFTER HOURS norte-americano.

... Com relação aos indicadores, qualquer número fora do script pode se tornar um motivo para nova reviravolta. As encomendas de bens duráveis em dezembro, às 11h30, têm previsão de alta de 2,1%. Já a confiança do consumidor de janeiro deve cair para 87,0.
Em resumo, a crise dá o tom para NY e NY dá o tom para o resto do mundo.

... AQUI, o IPC-FIPE da terceira quadrissemana de janeiro abre a AGENDA, às 7h, com a mediana das previsões em 0,70%, entre o piso de 0,64% (Citibank) e o teto de 0,85% (Ativa Corretora), segundo apurou o AE Projeções no mercado financeiro.Indicadores da atividade serão divulgados pela FIESP (referentes a dezembro) e pela CNI (Sondagem Industrial de Quarto Trimestre). Em relação à indústria paulista, a atenção vai para o nível de utilização da capacidade instalada... Em Brasília, o BC anuncia às 10h30, os dados da política monetária e das operações de crédito de dezembro.

EUROPA. Comitê de Política Monetária da Eslováquia se reúne e deve manter a taxa de juro em 4,25%, às 9h. Na ÁSIA, decidem sobre juros a Índia, Malásia e Paquistão.

Luz amarela

... Embora a crise nos EUA lidere o ranking das preocupações em todos os mercados, os JUROS futuros acompanham muito de perto a INFLAÇÃO. Ontem, não veio nada confortável a pesquisa FOCUS do BC. Houve nova rodada de alta das estimativas para a inflação neste ano e em 2009. E, pela primeira vez, a previsão do grupo TOP 5 para o IPCA em 2008 superou o centro da meta: foi para 4,56%, de 4,33% na semana passada, com a mediana das projeções também subindo de 4,37% para 4,45%.

... Os ajustes feitos por esse grupo de instituições, TOP 5, que acertam as suas previsões com mais freqüência, costumam ser seguidos pelas demais, o que deve preocupar o Banco Central.. Afinal, mesmo que haja margem de tolerância de dois pontos porcentuais em relação ao centro da meta, a alta das projeções está acontecendo muito rapidamente. E nós estamos apenas em janeiro...

... Para o economista da MODAL Asset Management,Tomás Fonseca GOULART, a alta das projeções para o IPCA na FOCUS acende uma luz amarela. “Isso faz com que o BC fique cada vez mais preocupado com relação à inflação, porque antes era só a inflação passada que estava mais forte e as expectativas se mantinham no patamar de 4%”, afirmou ao programa Agência Estado no Ar... “Agora, as expectativas estão começando a caminhar para um patamar perigoso e isso deve fazer com que a autoridade monetária fique cada vez mais preocupada com um cenário de atividade mais forte”.

... Apesar da FOCUS, o mercado de JUROS tirou o dia para reduzir os prêmios na curva. E decidiu aplicar. Foi assim que as taxas futuras voltaram a cair, em um dia no qual o mercado externo foi bastante volátil e os investidores, sobretudo os estrangeiros, saíram caçando oportunidades. Afinal, os juros nos EUA podem cair ainda mais esta semana, e aqui, as taxas continuam muito atrativas. Ao final do dia, o DI janeiro de 2010 projetava 12,66% (12,74% na quinta-feira) e o DI janeiro de 2012, 12,85%, de 12,99%, enquanto o
DI janeiro de 2009 fechou estável em 11,91%.

... A BOVESPA seguiu de perto a instabilidade em WALL STREET, registrando queda de 1,92% na mínima e alta de 2,19% na máxima, para fechar o pregão com +1,97%, aos 58.593,8 pontos e volume de R$ 6,11 bilhões. No mês, o índice acumula baixa de 8,28%.

... Quem concentrou boa parte das atenções ontem foi VALE, com o noticiário da compra da anglo-suíça XSTRATA. Segundo as últimas informações, o negócio poderá ser anunciado ainda nesta semana. A instabilidade do mercado de crédito estaria dificultando a obtenção do financiamento necessário pela companhia brasileira.. Segundo a jornalista Ana Paula Ragazzi, do Empresas e Setores, assim como ocorreu quando a mineradora negociava a compra da INCO, as ações sofrem com a possibilidade de que a VALE se endividará para a compra da concorrente XSTRATA, que é avaliada em US$ 80 milhões. Mas, você se lembra, após a compra da INCO, os papéis dispararam.

... A compra da XSTRATA, com ativos em 18 países, poderá garantir à VALE a liderança no ranking das mineradoras mundiais, como anotou a jornalista Monica Ciarelli, no Broadcast. HOJE, a companhia, com valor de mercado em torno de US$ 130 bilhões, só perde para a gigante BHP Billiton, cotada em cerca de US$ 170 bilhões. Os papéis da mineradora brasileira passaram a maior parte do dia em baixa, nesta segunda-feira. Mas, no final da tarde, inverteram o sinal e fecharam em alta de 0,26% (ON) e 0,69% (PNA).

... Já a PETROBRAS, a outra BIG BLUE da BOVESPA, subiu 5,38% (PN) e 6,49% (ON).

... O DÓLAR também oscilou durante o dia, mas encerrou a sessão em baixa de 0,17%, a R$ 1,784. No início da noite, o BC anunciou que fará hoje pesquisa de demanda para realizar leilão de swap cambial reverso, quarta-feira... A operação visa rolar o vencimento do dia 1º de fevereiro de 2008, de cerca de US$ 2 bilhões.

... No mercado da DÍVIDA externa, o Global-40, fechou em 134 centavos de dólar, baixa de 0,15%. Já o risco Brasil subia um pontinho no final da tarde, para 259 pontos-base.

Continua em Bom Dia Mercado

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mercado financeiro estima mais inflação e vê aumento de juros em 2009, segundo relatório do BC

O mercado financeiro aumentou na última semana a expectativa de inflação para os anos de 2008 e 2009, e passou a projetar elevação de juros para o primeiro trimestre do próximo ano. É o que revela dados divulgados hoje pelo Banco Central por meio do relatório Focus, o documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para o índice de preços ao consumidor amplo, IPCA, a projeção dos analistas subiu para 4,45% para o ano de 2008, contra 4,37% na semana retrasada. Para 2009, a estimativa dos analistas para o IPCA também subiu, passando de 4,15% para 4,20%.

TOUROLOUCO já vinha cantando essa pedra desde novembro de 2007. Ponto para nós.

Bovespa Fashion Week (em recessão?).



Toda grande industria deve sempre ter seu exuberante evento promocional. Acontece com a industria automobilista, da aviação, da moda, da informática e porque não deveria acontecer com a industria financeira.

Sendo assim, acredito que chegou o momento de começar a falar da Bovespa Fashion Week (Primeira Edição). Um evento organizado por miles de estilistas anônimos das mais variadas tendências, que apostam através de seus lances, oferecendo cada vez mais generosos e coloridos descontos.

O evento não conta com a tradicional passarela pela que desfilam famosas modelos com provocadores e intencionais decotes, saias curtas e roupas translúcidas. Mas, pelo seu ticker vermelho o espectador poderá ficar fascinado e porque não, quase enfartado, ao assistir como celebres e reconhecidas empresas deixam cair seus preços...

É lógico que as ramificações da crise financeira nos Estados Unidos se estão propagando para oresto dos mercados do mundo, sem preconceitos de se são ou não desenvolvidos.

Quando a crise é de proporciones consideráveis, como a atual, o contágio no resto das economias do planeta é inevitável.

Como investidores hoje nos deparamos com uma grande questão: Chegou o momento certo para voltar a investir?

Continua em Stock Buster

O Brasil e a crise nos EUA

Apesar das incógnitas, a sacudida financeira atual deveria servir de "alerta vermelho" para o Brasil resolver um dos últimos e maiores obstáculos para o crescimento sustentável: o escândalo de viver além das possibilidades, mesmo sugando em impostos 38% do que a sociedade produz.

Vale ressaltar que a turbulência dos mercados ainda não chegou à economia real (empresas, empregos e renda) e que há chance de ela causar estrago apenas moderado na economia global. Há inclusive dúvidas se os EUA entrarão ou não em recessão.

Nesse momento de incertezas, vale olhar para o que ocorreu nos EUA há seis anos. O país não apenas protagonizou o estouro da chamada bolha da internet em um momento de forte endividamento das empresas, com vários escândalos corporativos, como sofreu o maior ataque terrorista da história no 11 de Setembro de 2001.

Poucos meses depois do tranco, os EUA estavam novamente de pé. Mais: empurraram o mundo para o seu mais longo período de forte crescimento em mais de três décadas, até 2007.
Na atual crise, as empresas norte-americanas têm pelo menos três trunfos: 1) tiveram nos últimos anos os maiores lucros da história; 2) cerca de 40% de seus ganhos são gerados hoje fora do solo norte-americano, epicentro da crise, concentrada no mercado imobiliário; e 3) estão aumentando fortemente as exportações com a desvalorização do dólar (as vendas externas americanas subiram 13% em 2007).

Foi exatamente essa exuberância toda que alimentou a crise, com operações de empréstimos temerárias a consumidores e compradores de imóveis nos EUA. No setor imobiliário, a oferta de dinheiro levou 70% dos americanos a terem, no ano passado, pelo menos uma casa própria (quitada ou sendo paga).

Como efeito da atual crise, espera-se agora que 2 milhões de norte-americanos tenham de devolver seus imóveis por falta de dinheiro para pagá-los. Cerca de cem fundos que montaram financiamentos imobiliários devem desaparecer, amargando prejuízos superiores a US$ 400 bilhões.

A atual volatilidade nas Bolsas mundiais é resultado desse rombo, entre outros. Como os investidores internacionais ganharam muito dinheiro em praças como o Brasil (a Bovespa subiu 44% em 2007, e 410% desde 2003), eles estão realizando parte desses lucros (vendendo ações) para cobrir perdas em outros locais, nos EUA principalmente.

Continua em MEGABOLSA

Onde aplicar as suas economias ???

Pois é pessoal, mais uma semana inicia e mais uma vez as notícias que vem do outro lado do planeta não são boas.... Aproveitando a deixa, vejam a matéria abaixo sobre investimentos. Achemos interessante divulgá-la em nosso blog.

O quê vocês acham.... Vale a pena aguardar e aplicar em renda fixa ? Ou será melhor apenas ficar de "fora" mas ligado nas oportunidades de curto prazo que virão ???

O quê você faria ??? Mande seus comentários para nós.

"São Paulo, 28 de Janeiro de 2008 - A crise do crédito hipotecário de alto risco que colocou em xeque a economia norte-americana e está sacudindo os mercados financeiros pelo mundo começa a ter reflexos nos fundos de investimento no Brasil. Os multimercados, que podem aplicar em ativos que tenham níveis diferentes de risco, como ações, e que foram as grandes vedetes nos últimos dois anos, começam a perder atratividade. Neste ano, até o dia 21, os resgates superam as aplicações em R$ 1,2 bilhão, segundo a Quantum. Já as carteiras de renda fixa e DI, mais conservadoras, tiveram captação líquida de R$ 17 bilhões e R$ 7,2 bilhões, respectivamente.

A busca por aplicações de menor risco sinaliza que a turbulência assusta os investidores. "É hora de ter sangue-frio e permanecer nos multimercados", diz o superintendente de renda variável e multimercados da UAM (Unibanco Asset Management), Ronaldo Patah. Bancos e corretoras preferem esperar um clima menos nublado para fazer novas projeções para a Bovespa em 2008. Muitos evitam agora emitir opiniões publicamente. No apagar de 2007, antes do aprofundamento da crise, as previsões eram de alta para o Ibovespa. Entre os mais otimistas estava o banco suíço UBS, que previa 85 mil pontos, uma alta de 33%.

Investmaniacos

O mapa da crise

Bom material de Assis Moreira, correspondente do “Valor” em Genebra, sobre a crise mundial. (clique aqui)

O montante das perdas

Malcolm Knigth, diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS), espécie de BC dos bancos centrais, alertou que a exposição aos créditos hipotecários de alto risco ("subprime") globalmente varia de US$ 250 bilhões a US$ 600 bilhões, muito além do montante até agora revelado pelas principais instituições financeiras.

Falha de regulação.

O Federal Reserve (o banco central americano), principalmente, continuou no centro dos ataques de personagens como o megainvestidor Georges Soros, por ter deixado as instituições financeiras criarem instrumentos que a própria autoridade monetária não compreendia. (...) No médio e longo prazo, a regulação bancária vai endurecer. Um xerife global para as finanças está fora de cogitação. Mas o Brasil, por intermédio de Meirelles, foi o primeiro a defender revisão do Basiléia 2, o acordo que regulamenta as necessidades adicionais de capital próprio de instituições financeiras para suportar futuras perdas.

Como o “subprime” afetou os bancos

Deveremos ter regras mais duras para ativos de securitização. Um ponto de revisão deve envolver linhas de crédito comprometidas e não usadas, no centro da crise atual. Os bancos comprometiam linhas de crédito para garantir emissões de títulos lastreados em receitas como os pagamentos de hipotecas de alto risco. Essas linhas eram utilizadas quando as hipotecas começavam a ter calote e o emissor do bônus não tinha como honrá-lo, de forma que o banco acabou com um crédito podre.

enviada por Luis Nassif

Carrossel Financeiro

Em uma análise bastante equilibrada, o editorial do jornal Folha de S. Paulo deste domingo (27.01) explora em detalhes os motivos da grande volatilidade observada nessas últimas semanas nos mercados globais. Apoiando medidas de maior controle e gestão mais rígida nas instituições financeiras.

Investimetria

Vale PNA 60 minutos


Um ombro-cabeça-ombro invertido ? Linha de pescoço nos 44.
Muita gente "entendendo" de carvão mineral acha a compra da Xstrata muito arriscada.
As PNAs têm os mesmos direitos políticos das ON, salvo votar para membros do Conselho.

Volume confirma tendência »

Nesta quinta-feira, quando escrevi este texto, a VALE5 teve um volume de R$ 17 milhões negociados.

A PETR4, R$ 13,5 milhões.

Ao analisar um gráfico, nunca negligencie ou subestime o volume.

Se ele não fosse importante, não estaria na Teoria de Dow como o quinto princípio.

Lá você encontra: o volume deve confirmar a tendência.

O que isso quer dizer?

  • Tendência de Alta: em uma tendência principal de alta é esperado que o volume aumente com a valorização dos ativos e diminua nas reações de desvalorização.
  • Tendência de Baixa: em uma tendência principal de baixa é esperado que o volume aumente com a desvalorização dos ativos e diminua nas reações de valorização.

Quer dizer: se você visse cem bois descendo o morro e mil parados, você diria que a boiada está indo em direção ao sopé?

Interpretações

Se uma ação atinge um novo topo de preços e o volume sobe, é possível que o novo patamar se mantenha e até seja superado.

Rompimentos de resistências são confirmados com aumento de volume.

Se uma ação atinge um novo topo de preços e o volume cai, é possível que o mercado esteja fatigado e os preços caiam a patamares um pouco mais abaixo.

Isso não é necessariamente verdade para movimentos baixistas, uma vez que é comum que preços cada vez menores sejam atingidos mesmo com baixos volumes: isto é, ao chegar a um fundo, é possível que o volume não aumente mesmo com a continuidade de uma queda.

Continua em Iniciante na Bolsa

ITAU S/A

Gráficos: Semanal e Diario (LOG) com os respectivos zooms...


Podemos visualmente destacar no gráfico superior: (Position)


1) Tendencia Primaria Altista ( Longo Prazo )


2) Tentativas constantes da superaçao da linha superior que "ampara" o trend positivo;


3) Terceiro Pull Back na regiao de 162% da projecao de expansao da Fibo - Regiao de R$ 9,40 ( ISSO CHAMA-SE FORTE SUPORTE ).


4) A partir de 10,63 sinaliza retorno acima da MME de 80 períodos (que me baliza para Bull x Bear Market).



No gráfico inferior: (Swing)

1) Cumpriu 76,4 % da expansao da projecao de queda na regiao de R$ 9,60;


2) Retomada dos negócios com volume na sexta feira, abrindo em gap;


3) Tem próxima resistência nos 62 % de expansao (Regiao de R$ 10,40 a 10,65), cujo rompimento projetaria os R$ 11,08 ( 50% da projeçao inicial da queda ).





Para onde vai meu dinheiro?

Por que mesmo pessoas inteligentes cometem burradas inadmissíveis com dinheiro? Por que é tão difícil executar um orçamento familiar? Por que o dinheiro parece sumir magicamente do seu bolso? Para responder a essas e outras perguntas, nas últimas décadas aliou-se à Economia a uma visão marcantemente psicológica, fazendo nascer um fascinante ramo do estudo do comportamento humano.

Para entender essa revolução, importa lembrar que durante sua formação, a Economia adotou uma visão de homem segundo a qual esse é um decisor racional, que objetiva tão somente seu próprio bem. A Economia, como diz Levitt, em seu bestseller “Freaknomics”(1) é o estudo dos interesses humanos diante de escolhas. A Economia Clássica, portanto, defende que os homens, diante de escolhas a respeito de bens econômicos (como dinheiro, tempo, materiais, etc) tomam decisões sensatas, através de procedimentos exatos, agindo de forma previsível e producente.

Diante da óbvia, mas por décadas e décadas tolerada insuficiência de tal teoria, a Economia Comportamental veio com tudo, impulsionada pela matemática da Teoria dos Jogos e pelas pesquisas em Psicologia Social. Essa nova abordagem, que alguns dizem ser uma nova disciplina, possibilitou inclusive um Prêmio Nobel, (de Economia, em 2002), a um psicólogo, que declarou: “Outra visão de homem precisa fundamentar a compreensão das relações econômicas” (2)

A compreensão de que o homem é influenciado por “viéses comportamentais” (3) durante suas decisões econômicas suscitou uma revolução na forma de pensar não apenas a macroeconomia de grandes acordos internacionais e corporativos. Influenciou também as Finanças Pessoais (que já foram chamadas de “Economia Doméstica” nos anos 1950), que tratam das decisões de indivíduos a respeito de seu dinheiro. A “psicologia do uso do dinheiro” passou a fazer parte do trabalho de planejadores e consultores financeiros, ao lado da Contabilidade e da Economia, como atesta o Instituto de Educação Financeira, o primeiro do Brasil (4).

O interesse social por essa compreensão psicológica dos fenômenos financeiros explica inclusive bestsellers como “Pai Rico, Pai Pobre”, “O Homem Mais Rico da Babilônia”, dentre outros. A sociedade brasileira, já habituada a viver sem inflação desde a década de 1990 e adquirindo rapidamente o hábito de investir na Bolsa de Valores, demanda por Educação Financeira.

É nesse contexto que cabe questionar: será a “Orientação Financeira” uma nova área de atuação profissional para psicólogos, como uma especialização seja da Orientação Profissional ou da Clínica?

O objetivo desta coluna, chamada “Finanças Comportamentais”, aberta com este artigo, é tentar responder a pergunta acima.

Conexão Dinheiro

O segundo pior operador do mundo (até esse momento)

Na semana que passou, ganhou o noticiário a história de Jérôme Kerviel, trader de 31 anos que maquiou perdas de mais de US$ 7 bilhões em operações para o banco francês Société Générale. Hoje, dia 26, ele foi preso pela polícia francesa e deve estar nesse momento sob interrogatório.


As perdas acumuladas em suas operações foram as maiores já registradas nesse tipo de fraude, superando em muito o "recorde" anterior do operador Nick Leeson, de US$ 1,4 bilhão. A história de Lesson, inclusive, virou filme, cujo nome é Rogue Trader (1999), por aqui traduzido como "A Fraude", muito bom, por sinal.

Nessa história de operações perdedoras, porém, há uma outra de grande vulto que não teve nem de perto a cobertura dada a esses dois desconhecidos.

Entre 1999 e 2002 o, Gordon Brown, na época chanceler britânico, determinou a venda de nada menos que 395 toneladas de ouro em espécie que estavam armazenados nos cofres do Tesouro Inglês. O volume foi tão alto que essa quantidade representava mais da metade das reservas inglesas.

A operação não poderia ter sido feita de modo mais amador, pois nesse período o ouro estava com sua cotação no menor nível dos últimos 20 anos, de modo que o preço médio das vendas de Mr. Brown ficou em modestos US$ 265 por onça, muito abaixo dos atuais 910 dólares.

O Parlamento tentou, em vão, convocá-lo para esclarecer tal procedimento, mas até o momento o Tesouro vetou todas as solicitações nesse sentido.

As perdas para o Tesouro Inglês nesse episódio estão estimadas desde então em mais de US$ 5 bilhões, valor que pode aumentar ainda mais se o preço ouro continuar subindo. Se a cotação atingir a marca de Mil dólares a onça, por exemplo, as perdas podem superar as de Mr. Kerviel.

Acho pouco provável que a história de Mr. Brown renda algum tipo de filme, já que poucos espaços destacaram esse assunto até o momento.

Ao contrário de Leeson e Kerviel, que foram presos, Gordon Brown parece ter se beneficiado de seu título provisório de segundo pior operador do mundo em volume de perdas: não só ficou livre da cadeia ou de explicações posteriores como hoje se tornou o Primeiro Ministro britânico, sucedendo Tony Blair.

Quando as perdas se dão nos bancos, cadeia é a solução. Quando o lesado é o Estado, e, por extensão, a sociedade, nada melhor do que celebrar o fato com uma promoção.

Cinco Pesos de Dois Quilos

Aposentado aos 50

Esta história é muito boa porque mostra que a aposentadoria pode ser bem antes do que a gente imagina e ainda podemos nos divertir muito. Então, para aqueles que acham que não há vida depois do cartão de ponto, aí vai uma história de quem sobreviveu ao sobrenome da empresa.
O Te Whau foi criado por Tony e sua mulher, Moira. Os dois eram executivos bem- sucedidos. Em 1992, o Toni foi promovido a CEO da empresa em que trabalhava. Foi então que ele começou a programar sua aposentadoria. “Eu gosto de escalar montanhas e já não havia mais o que escalar, já havia chegado ao topo”, disse ele.

Comprou a terra em Weheke, uma ilha em Auckland que tem um monte de vinhedos. Em 2001, os dois deixaram seus empregos e foram então cuidar do vinhedo e montaram também um restaurante. O restaurante é ótimo e vem recebendo vários elogios da crítica especializada. O vinho também. Mas eu já contei essa história no programa do Sardenberg. Agora vou mostrar as fotos.



Parte da vista

Veja mais fotos no Blog da Mara

Investimento direto e em bolsa: ‘contabilidade’ é separada

Pontos para entender as contas externas, cujos dados foram divulgados hoje pelo Banco Central:

1) Pelo padrão internacional, separam-se os investimentos estrangeiros em dois grandes grupos, o direto (IED) e as aplicações financeiras. São de natureza bem diversa. IED são investimentos em negócios da economia real: fábricas, lojas, prédios, uma empresa comercial, terras (fazendas de cana, por exemplo), minas, poços de petróleo, redes de telecomunicações e por aí vai. São investimentos com base em expectativas de desempenho econômico no médio e longo prazo, como é o caso de uma multinacional que traz dinheiro para novas fábricas de automóveis ou para plantas de produção de álcool. O grupo das aplicações financeiras inclui a compra de ações e de títulos de renda fixa, quase tudo do títulos do governo. Obviamente, tem a ver mais com o curto prazo. Pode-se vender uma ação hoje e comprá-la de volta amanhã. Este é o mercado que reflete os humores dos mercados internacionais, muito mais volátil. Assim, por exemplo, um fundo de investimentos pode vender ações da Petrobrás no mesmo momento em que companhias de petróleo estão trazendo dólares para aplicar na exploração de petróleo. Há diferenças no tempo e na oportunidade do investimento, mas no médio prazo as linhas são paralelas. Não há como a Bolsa ir bem se a economia real vai mal.

2) A dívida externa total, pública e privada, chegou no final do ano passado a US$ 197,6 bilhões. As reservas do Banco Central já somam US$ 186,5 bilhões – e como o BC continua comprando dólares, daqui a pouco as duas contas estarão empatadas. Ou seja, a dívida externa, fantasma que atormentou a economia brasileira por tanto tempo, estará matematicamente liquidada.

3) Por isso, aliás, não causa inquietação a volta dos déficits em conta-corrente (item que resume o conjunto das transações do país com o exterior, todas as entradas e saídas de dólares). Déficit em conta corrente significa que o país está gastando mais do que tem. Essa diferença precisa ser financiada, o que não será problema diante do tamanho das reservas e das exportações, uma espécie de seguro. No passado, o Brasil já chegou a ter déficit em conta corrente de US$ 35 bilhões, tendo reservas de trinta e exportação anual de 60 bilhões. Hoje, além das reservas, o país exporta 160 bilhões de dólares/ano, que é como ter uma boa capacidade de geração de caixa. Déficits de 10 bilhões não assustam ninguém.

4) Eis porque a economia brasileira passa melhor pela atual crise externa. O crédito internacional se reduziu – mas o Brasil não precisa de crédito e pode passar bom tempo sem ir ao mercado financeiro de Nova York.

Blog do Sardenberg

Vale do Rio Doce como destaque da semana

No blog Wall Street Journal a Vale do Rio Doce aparece como vencedora da semana. A empresa poderá ser a maior mineradora do mundo com o acordo com a Xstrata. A empresa seria a maior empresa brasileira multinacional e poderia competir com a BHP Billiton e a Rio Tinto. Dois problemas apontados: o acordo ainda está longe e pode afetar o balanço da empresa.


Avaliação de Empresas


Bradesco e Itaú valem mais que Merrill Lynch.

Ineficiência de mercado

banqueiros

Depois não sabem o motivo da Bolsa brasileira dar estas sacudidelas que deixam investidores desesperados.

Algumas coisas não podem ter fundamentos, e mesmo assim muitos analistas ainda insistem que o Ibovespa tem espaço para crescer.

Dois meses atrás a Vale do Rio Doce ficou valendo mais do que a Petrobrás, agora é o Bradesco e o Itaú que tem valor de mercado maior do que o Merrill Lynch.

Do mesmo jeito que a Vale não tem o mesmo valor que a Petrobrás, as ações dos bancos brasileiros estão fora da realidade. Ou o banco americano está muito subvalorizado pela crise imobiliária.

Mas algo está em desequilíbrio, podem ter certeza.

O Bradesco é o sétimo banco mais valioso do mundo, e o Itaú é o nono. Estão à frente, por exemplo, da American Express e do Morgan Stanley. Entre as vinte maiores instituições financeiras das Américas, o Brasil possui quatro. Além do Bradesco e Itaú, o Banco do Brasil e o Unibanco completam a lista.

Que banco no Brasil é muito rentável, disso ninguém duvida, mas não há modelo financeiro que explique esta valorização excessiva.

É apenas mais uma bolha que uma hora vai estourar.

Ranking por valor de mercado nas américas em bilhões de dólares

1o Bank of America - 160
2o JPMorgan Chase - 133
3o Citigroup -122
4o Wells Fargo - 85
5o Goldman Sachs - 74
6o Wachovia - 58
7o BRADESCO - 52
8o US Bancorp - 52
9o Itaú - 51
10o American Express - 51
11o Bank of NY Mellon - 50
12o Morgan Stanley - 48
13o Merrill Lynch - 44
14o Banco do Brasil - 41
15o State Street - 29
16o Lehman Brothers - 28
17o Unibanco - 26
18o Charles Schwab - 25
19o Mastercard - 23
20o Sun Trust Banks - 20

Acerto de Contas

O mesmo pessimismo abre a semana

A queda hoje das bolsas da Ásia (Tóquio fechou -3,97%; Xangai -7,19%; Hong Kong - 4,3%; Taiwan - 3,28%; e Seul - 3,85%) e a abertura negativa da Europa têm os mesmos motivos da semana passada: ainda não se sabe o tamanho da recessão americana, nem sua duração, nem seu efeito sobre as economias emergentes. Também influenciou um relatório divulgado pelo Goldman Sachs que levanta a hipótese de recessão na economia japonesa.

Os economistas estão confusos e defendendo teses diferentes. A reunião de Davos terminou pessimista, mas não se sabe qual dos pessimistas está com a razão: se os que acham que a recessão americana vai durar dois trimestres e apenas reduzir o crescimento do resto do mundo, ou os que prevêem um crescimento mais prolongado.

E os economistas mudam de idéia rapidamente. O ex-secretário do Tesouro americano, Larry Summers, publicou um artigo no Financial Times dizendo que há dois meses se dizia que a economia americana não precisaria de estímulo fiscal para reduzir o impacto da recessão e que a redução dos juros não deveria ocorrer porque isso poderia elevar a pressão inflacionária. Pois agora, o governo já jogou US$ 150 bi de estímulo fiscal na economia, reduziu os juros e a discussão é sobre quão profunda e longa será a recessão. Em resumo, as expectativas pioraram bastante.

O viés está negativo e as bolsas só estão subindo quando há um fato novo, mas a onda boa criada rapidamente se esgota e volta o pessimismo. E esta semana será bem agitada com a divulgação de vários indicadores americanos. Hoje saem as vendas de dezembro do setor imobiliário, na terça a confiança do consumidor e a venda de bens duráveis, na quarta o PIB do quarto trimestre. Até sexta-feira teremos também os resultados sobre a renda e o desemprego.

Hoje à noite, Bush faz seu discurso anual no Congresso, e a expectativa é sobre o tom que ele dará à crise econômica. Ele deve pedir que o Senado aprove com rapidez o pacote costurado na semana passada. Na quarta-feira, o FED se reunirá e provavelmente cortará novamente os juros, dando mais um estímulo monetário à economia americana.

Aqui no Brasil nesta semana pré carnaval o fato mais importante será a divulgação da ata do Copom na quinta-feira que trará a avaliação que o BC faz da crise.

Para quem quer um pouco de alívio em tanto pessimismo que os economistas estão espalhando em suas análises, a leitura da entrevista de José Roberto Mendonça de Barros no Valor ajudará. Conversei com José Roberto na semana passada. A tese dele é que o fato de que as bolsas estão caindo juntas não significa a morte da tese do descolamento (aquela que dizia que China e Índia continuariam puxando o mundo, mesmo na hipótese da recessão americana). Ele acha que o descolamento vai ocorrer na economia real. E que o Brasil terá apenas redução do ritmo de crescimento, com piora leve em alguns itens: menos consumo, menos oferta de crédito, menos crescimento da renda. Mas vai continuar se segurando. Se a recessão for curta é isso mesmo que vai acontecer.

Mais em Miriam Leitão.com

Análise Diária

Bom dia a todos!

Na ultima semana, tivemos alguma recuperação nos mercados, com destaque para quinta-feira onde o índice teve forte alta, puxado pelo setor bancário e Petrobrás.

Na sexta-feira não tivemos pregão por aqui devido ao feriado de São Paulo. Nos EUA tivemos uma sexta-feira de baixas durante todo o pregão, devido à realização de lucros dos últimos pregões e por boatos que um novo fundo terá enormes prejuízos devido à crise do Subprime.

Isto mudou o humor dos investidores, que puxaram o DJI para a mínima do dia em 12.207 pontos com baixa de 1,38%.

Neste momento os índices Europeus estão em baixa de 1,25% em média, e os futuros americanos em baixa de 0,50%.

Inicialmente devemos ter um pregão com abertura em baixa por aqui, para precificar o pregão de sexta-feira nos EUA. Apesar da crise no mercado, verificamos uma boa reação do nosso mercado, onde diversos ativos deixaram sinal de reversão, pelo menos no curto prazo.

Porém só serão recomendadas compras, no rompimento das máximas da semana passada, com destaque para PETR4, BBDC4, ITAU4 e VALE5.

Bons negócios!

TR3 Invest

Seleção de Carteiras através do modelo de MARKOWITZ

O americano Harry Markowits, de 80 anos, é um conceituado economista que ganhou o prêmio Nobel de Economia em 1990 com a teoria das carteiras. Ela deu origem ao modelo Markowitz, um sistema matemático que faz infinitas combinações de ações de uma carteira e os percentuais que devem ser investidos nelas para obter o melhor resultado financeiro

Segundo Harry Markowitz (1952), o processo de seleção de uma carteira de ações pode ser dividido em dois estágios. O primeiro começa com observação e experiência e termina com opiniões sobre a performance futura dos negócios avaliados. O segundo estágio começa com as opiniões relevantes sobre o futuro e termina com a escolha de uma carteira de ações.

Como pode-se calcular o retorno esperado e a variância de uma carteira de ações?

Harry Markowitz (1952) desenvolveu um método que registra a variância de uma carteira como a soma das variâncias individuais de cada ação e covariâncias entre pares de ações da carteira, de acordo como o peso de cada ação na carteira. Markowitz comenta que deve haver uma carteira de ações que maximiza o retorno esperado e minimiza a variância, e está deve ser a carteira recomendada para um investidor.

Continua em Palpite Ações

Análise Semanal

Essa semana tivemos apenas 4 dias de negócios. Tanto aqui no Brasil, com o feriado da cidade de São Paulo na sexta-feira 25/01, como nos EUA, com o feriado de Martin Lutter King na segunda dia 21/01. Mas o destaque da semana, não foi o fato de termos menos dias de pregão. O interessante, foi o movimento de recuperação das bolsas mundiais, diante das recentes quedas. Apesar de ainda não apresentar números expressivos de alta, a sangria deu uma pausa. O Ibov fechou praticamente estável -0,08% e o Dow subiu 0,89%.

Resultados contraditórios

Durante a semana pipocaram diversos números sobre a saúde das empresas americanas. Os dez grandes bancos norte-americanos mais afetados pela crise do mercado de crédito subprime já perderam US$ 353 bilhões em valor de mercado desde o final de agosto até a última sexta-feira. Para se ter uma idéia, isso equivale a quase 40% de todo o valor de mercado das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a mais de seis Bradescos. Somente o Citigroup perdeu US$ 111 bilhões em valor de mercado, o que equivale a um recuo de 48% sobre o valor que a instituição tinha no final de agosto do ano passado. O banco valia na última sexta-feira US$ 121 bilhões, ante US$ 233 bilhões antes do começo da crise.analise2

Por outro lado, empresas não financeiras, deixam ainda a esperança de que tudo não passa de apenas um susto. A Johnson & Johnson´s (J & J) alegrou o mercado financeiro americano, ao anunciar resultado melhor do que o esperado no quarto trimestre de 2007. A maior fabricante mundial de produtos de cuidado com a saúde fechou os três meses com ganho líquido de US$ 2,4 bilhões (US$ 0,82 por ação), 9,5% acima dos US$ 2,2 bilhões (US$ 0,74 por ação) apurados em igual intervalo de 2006.

Outro exemplo foi a AT&T. A empresa americana de telecomunicações, lucrou US$ 3,1 bilhões nos três últimos meses de 2007 em uma base líquida, o equivalente a US$ 0,51 diluído por ação. O montante ficou em mais de 60% acima daquele somado em mesmo período de um ano antes, de US$ 1,9 bilhão, ou US$ 0,5 por papel. As receitas quase dobraram - saíram de US$ 15,9 bilhões para US$ 30,3 bilhões.

Segundo a Bloomberg, 28 das 39 empresas não-financeiras do S&P500 que anunciaram resultados até agora tiveram lucros bem acima das expectativas.

A surpresa

Apenas esses resultados positivos porém, seriam insuficientes para acalmar os mercados. Na terça feira, entrou em ação o "Capital Nascimento" (ops !) americano, Sr. Ben Bernanke.
Apesar da decisão do Fed não ter sido unânime, o corte de 75 pontos básicos para 3,5% ao ano, representa uma tentativa de proteger a economia da desaceleração do setor imobiliário e da turbulência no mercado financeiro. Segue a tradução da declaração feita após o anúncio do corte:
"O Comitê tomou essa ação em virtude da deterioração da perspectiva econômica e dos riscos mais elevados para o crescimento. Apesar dos problemas nos mercados de financiamento terem diminuido no curto prazo, as condições mais amplas do mercado financeiro continuaram se deteriorando e o crédito ficou mais enxuto para alguns empresários e mutuários. Além disso, dados futuros indicam um agravamento da contração do mercado imobiliário, bem como nos mercados de trabalho", divulgou a instituição em comunicado.
"O Comitê espera que a inflação modere nos próximos trimestres, mas será necessário continuar monitorando os acontecimentos da inflação cuidadosamente",
acrescentou o texto. "Riscos para o crescimento persistem. O Comitê continuará avaliando os efeitos dos acontecimentos nas perspectivas econômicas e vai agir se necessário para combater esses riscos", completou o Fed.

Apesar da reação imediata nos mercados mundiais, a sensação de muitos economistas era de que essa decisão inesperada do Fed, na verdade, refletia que a crise era mais séria do que se imaginava.

O pacoteanalise3

A calma seria apenas sacramentada com o anúncio do pacote de estímulo econômico acordado entre o governo e congressistas americanos. Pelo pacote, o governo americano distribuirá cheques aos contribuintes, a título de restituição de impostos, e incentivará a compra de equipamentos por parte das empresas. A idéia é beneficiar mais de 110 mil famílias com renda anual de até US$ 187 mil. O contribuinte individual fará jus a US$ 600 e casais poderão receber US$ 1,2 mil, além de US$ 300 para cada filho.
Os investidores se animaram com a perspectiva de que essa injeção de dinheiro na economia possa reaquecer o consumo e ajudar as famílias em dificuldades a pagar dívidas.

George Soros, nos trazendo de volta a realidade

Sem dúvida a semana nos trouxe perspectivas mais positivas para a crise. Mas em recente artigo, o mega investidor George Soros, alerta que "em vista do encarecimento do petróleo, dos alimentos e de outras commodities, e da valorização mais rápida do yuan, o Fed também precisa preocupar-se com a inflação. Se os juros forem cortados para abaixo de certo ponto, o dólar ficará sujeito a renovadas pressões e os bônus de longo prazo passariam a proporcionar um rendimento mais alto. É impossível determinar qual seria esse ponto, mas quando for atingido, a capacidade de o Fed estimular a economia terá chegado ao fim."

Conclusão: otimismo sim, mas sem euforia.
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Veja apresentação em vídeo em CHR Investor

Abertura

Ainda nervosos e sobressaltados, os mercados mundiais voltaram a enfraquecer hoje, com imprecisas notícias de que o Japão já estaria em recessão e de que um grande banco internacional estaria em dificuldades. A reação novamente está bem exagerada, com fortes baixas na Ásia (Nikkei225 – 3,97%) e na Europa (Stoxx50 - 1,93%), enquanto que nos Estados Unidos, que já tinha enfraquecido na sexta-feira, os futuros apresentam perdas menores até o momento, em torno de 0,5%. Como ficamos sabendo depois dos fatos, a forte queda na última segunda-feira foi acelerada pela liquidação forçada das posições montadas na fraude do Societé Generale, para a qual muitos pretextos foram divulgados no dia, todos falsos; então, o receio de que isso possa estar se repetindo hoje passou a fazer também parte dos demais rumores...

Por aqui, onde o repique foi forte na semana passada, praticamente zerando as enormes perdas iniciais, o pré- pregão mostra o Fut. Fevereiro sendo pressionado para baixo (- 1,9%) com pouco volume. Como se viu, os fundamentos da nossa economia impedem que a repercussão dos chiliques lá de fora possa comprometer a evolução das empresas e da economia e o mercado de ações está sobrevendido, inclusive com novo recorde de vendas dos estrangeiros. É preciso um pouco de paciência, talvez.

Barômetro Financeiro

Bom Dia...

Semana Pré Carnavalesa... Olho vivo pra Mangueira não entrar !!!

Contratos em aberto com movimento sinistro !!! Algo errado no reino da Dinamarca !!!


Redução considerável na posição vendida dos estrangeiros : mais de 24.300 contratos !

Posição total ainda extremamente alavancada : 73.100 comprados x 121.343 vendidos .


Uma boa semana !

NY muda apostas ao FED e movimenta a volta do feriado em SP

... Enquanto a BOVESPA fechava para o feriado de São Paulo, na sexta-feira, no resto do mundo investidores corrigiam às pressas suas posições para a reunião do FED amanhã e depois de amanhã (30).... Numa reversão de expectativas de última hora, depois de apostar em um novo corte pesado do juro americano, de 50 pontos-base, WALL STREET está agora esperando uma queda de 25 pontos-base, no máximo, ou NADA. Entre os contratos dos FED FUNDS, esta possibilidade foi reduzida de 76% para 44%. Em conseqüência, caíram as bolsas, o que deverá determinar um AJUSTE na abertura AQUI.

... Entre os motivos para essa virada em NY, o mercado citou a fraude de quase 5 bilhões de euros de um operador do banco SOCIÉTÉ GÉNÉRALE.. Segundo especulação, o fato pode ter induzido o FED a erro na convocação extraordinária que derrubou os juros nos EUA em 75 pontos-base, já que a má-fé de um trader, e não a crise do SUBPRIME, seria a melhor explicação para a histeria dos negócios na semana passada.

... “O FED entrou em pânico ao cortar os juros em 75 pontos-base. A ação sugere que os bancos centrais da França e o Europeu não contaram a eles (FED) o que
aconteceu com o SOCGEN”, disse ao Financial Times dirigente de hedge fund da CITY.

... Bom, não dá para saber se o FED sabia ou não da fraude, ou se o mercado continuará pensando da mesma forma ou mudará de novo de opinião até a quarta-feira, dia do veredicto do Comitê de BERNANKE. A única certeza é de que é a crise nos EUA, e não a má-fé de um trader, a variável capaz de desequilibrar o mundo financeiro.

... O calendário dos indicadores é repleto de perigos, nesta semana. Horas antes do FED, na quarta-feira, toda a atenção será para a primeira prévia do PIB americano do quarto trimestre, que pode confirmar as piores expectativas de que a economia dos EUA já está em RECESSÃO, se vier NEGATIVO, como parte dos analistas espera. Junto com o desempenho do PIB, sairá o índice de preços de gastos com consumo (PCE) acumulado no período. O mesmo dado, só que atualizado (dezembro) sai quinta-feira. Para encerrar, na sexta-feira, vem o Relatório de Emprego, com o PAYROLL de janeiro.

... HOJE, é importante acompanhar as vendas de IMÓVEIS NOVOS em dezembro (13h), com previsão de alta de 1,2%. O dia reserva ainda dois índices de atividade: de Dallas (janeiro), às 13h30, e do meio-oeste (dezembro), medido pelo FED de Chicago (15h). Na meia-noite de hoje, o presidente BUSH faz seu discurso anual do "Estado da União".

... Na rotina da crise, tem ainda BALANÇOS para acompanhar em NY. Atenção especial será dada aos índices de inadimplência das empresas de cartões de crédito, como a AMERICAN EXPRESS e a MASTERCARD, e aos números da financiadora de hipotecas COUNTRYWIDE FINANCIAL, que está sendo adquirida pelo BANK OF AMERICA. Também as empresas de tecnologia dominam a lista da semana: YAHOO! (terça-feira), AMAZON.COM (quarta-feira) e GOOGLE (quinta-feira). Hoje, antes da abertura, o MCDONALD´S apresenta seus números, com previsão de lucro de US$ 0,70 por ação.

... No BRASIL, a lista dos balanços inclui hoje o BRADESCO, que anuncia os resultados de 2007 antes da abertura dos negócios. Analistas projetam lucro de R$ 8 bilhões, crescimento de 58% sobre 2006.. Na agenda dos indicadores, o destaque é para a ATA do COPOM, na quinta-feira (31), depois que o BC alterou o comunicado, abrindo espaço para uma alta da SELIC (abaixo).. O calendário traz, ainda, índices de inflação, entre os quais, o mais importante é o IGP-M de janeiro, na quarta-feira.

Expectativa pela Ata

... O statement do COPOM afirmou que “irá acompanhar o cenário macroeconômico até a sua próxima reunião para então definir os próximos passos na estratégia de política monetária”. Segundo anotaram os editores do Broadcast, a frase, que não apareceu nos comunicados das reuniões anteriores, já havia sido citada em julho de 2007, justamente a reunião que antecedeu a mudança de rota da política monetária. Até aquela reunião, no dia 18 de julho, o COPOM vinha reduzindo a SELIC em 0,50 ponto porcentual. Sinalizada a mudança, na reunião seguinte (setembro), o BC desacelerou o passo, reduzindo a taxa SELIC em 0,25 ponto porcentual, para interromper os cortes em outubro.

... Desta vez, o mercado espera que também a Ata seja mais clara sobre as variáveis que preocupam o COPOM e podem determinar os próximos passos. Além da inflação que resiste em recuar, espera-se que o BC dê espaço para a análise do cenário externo e os possíveis efeitos sobre a economia brasileira. A dúvida é saber se o BC espera desaceleração econômica, o que poderia até contribuir para conter um desequilíbrio entre oferta e demanda, ou se vê riscos desse ambiente afetar as contas externas e a inflação.

... Para Nuno CAMARA, do DRESDNER Kleinwort Waserstein, o tom da Ata deverá ser muito conservador. “Não ficaria surpreso se soubesse que alguns dos membros do COPOM cogitaram uma alta da taxa SELIC (na última reunião)”, disse ao jornalista João Caminoto (AE). “Embora sob controle, a inflação está num momento crucial, pois permanece elevada enquanto o gasto do consumidor continua forte”.. Ele acredita que as expectativas para a inflação podem se deteriorar com rapidez e “sem aviso prévio”.

... Já a pesquisa FOCUS da semana passada mostrou elevação significativa em todas as estimativas para índices de preços em 2008, e em boa parte das projeções para 2009. E, hoje (8h30), pode haver mais alguma correção nas previsões, sobretudo, porque, na semana passada, o IPCA-15 mostrou uma taxa de inflação ainda alta, de 0,70%. E o pior, com um índice de difusão elevadíssimo, de 67,2%, ante 62% no IPCA fechado de janeiro e 61,7% no IPCA-15 de dezembro.

... De todo modo, a discussão sobre os rumos da política monetária doméstica não teve impacto sobre os JUROS futuros na quinta-feira, quando a recuperação no mercado externo acabou abrindo espaço para que investidores, estrangeiros e locais, aplicassem nas altas taxas futuras. Mas, ao longo desta semana, a instabilidade lá fora poderá provocar muita oscilação nas taxas aqui... DI janeiro de 2010 encerrou à taxa de 12,74%, mínima do dia (12,97% na quarta-feira). DI janeiro de 2012 caiu de 13,25% para 12,99%.

... O presidente do BC, Henrique MEIRELLES, continua demonstrando publicamente que está tranquilo diante da crise externa, porque o País tem hoje condições muito mais confortáveis para enfrentá-la... Ele se refere às reservas fortes, câmbio flutuante, inflação na meta, dívida pública cadente e crescimento econômico liderado pela demanda doméstica. Para Meirelles, o Brasil está em condições de, ao mesmo tempo, olhar para o seu sistema financeiro e verificar que não está exposto à crise do subprime.

... Na BOVESPA, o investidor estrangeiro também apareceu para as compras, e garantiu uma recuperação expressiva do IBOVESPA, que fechou com alta de 5,95% para os 57.463 pontos, praticamente zerando as perdas da semana. Foi a maior alta em um único dia desde 2002. O giro financeiro foi de R$ 6,47 bilhões.

Continua em Bom Dia Mercado

O Professor, o Analista, o Estrategista e o Trader

Como eu sempre digo, não dá para prever o futuro, afirmar nada, mas temos que traçar os possíveis cenários e seguir o mercado. Acertar previsões não coloca dinheiro na conta, pode até trazer alguma fama, ou ajudar a vender livros.

Mas o que faz a diferença - para o operador - é estar preparado para executar as ordens (definidas no plano) quando o mercado indica o momento certo e, assim, conseguir o melhor resultado financeiro.

Não dizem que as verdades na bolsa mudam em pouco tempo? Então, tudo vai depender do timeframe escolhido por cada um: o minuto, 15 minutos, horário, diário, semanal, mensal...

Sabe qual é a diferença entre o professor, o analista, o estrategista e o operador?

  • o professor ensina a teoria e as técnicas;
  • o analista faz a leitura dos possíveis cenários;
  • o estrategista define o plano: entrada, objetivos e stops;
  • o operador executa as ordens e colhe os resultados!

Difícil é querer assumir todos os papéis ao mesmo tempo.

Imagino que o melhor trader seria um macaco bem treinado! Ele não discute ordens, apenas as executa. Quanto mais ele for inteligente, mais ele pensar, mais dúvidas surgirão. A maior virtude do operador é ser disciplinado, seguir o plano estabelecido à risca e não desperdiçar as oportunidades que o mercado oferece.

Quem tem que pensar é o planejador.

E com exceção das inscrições para os cursinhos, do valor recebido por análises ou palestras, pela taxa de performance obtida com as estratégias, quem ganha dinheiro na bolsa é o operador, quando executa os trades com maestria.

Por isso, apesar de admitir o quanto é dificil separar as coisas - a ponto de parecer um caso de dupla personalidade - eu tento nunca confundir o "Seagull" com o "Marcio"! Não dá para misturar. Um é apenas o personagem que escreve e orienta o outro, o dono do dinheiro, a tomar suas próprias decisões (baseadas nos estudos apresentados), definir as estratégias, e executá-las da melhor maneira possível. Daí que vem o resultado: lucro ou o menor prejuízo!

Abs ^v^

Seagull Trading

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Inflação de serviços pode fazer BC elevar Selic

O economista sênior do banco Dresdner Kleinwort Waserstein, Nuno Câmara, avalia que o tom da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) encerrada ontem, que manteve a Selic inalterada, deve ser muito conservador.

“Não ficaria surpreso em ver que alguns dos membros do Copom tenham até cogitado uma alta na Selic. Embora a inflação esteja sob controle, está num momento crucial, pois entre outras coisas o gasto do consumidor continua forte, enquanto a inflação permanece num nível alto.”

Câmara observou que, se o núcleo inflacionário e a inflação de serviços se acelerarem ainda mais, o BC vai começar a elevar a Selic já em março. “Embora não consideremos esse o cenário mais provável, caso isso ocorra, o quanto mais cedo o BC elevar a taxa, menor será o ciclo de aperto monetário.”

Arquivo Etc

Fórum discute a perda da hegemonia americana

o segundo dia de debates do encontro anual do Fórum Econômico Mundial predominaram as preocupações em torno do risco de recessão da economia americana e a suposta redução de sua hegemonia político-econômica global. A maioria dos painéis não fugiu desse assunto, por mais que o tema fosse outro.

O professor de estudos europeus da Universidade de Oxford, Timoty Gardon Ash, por exemplo, comentou que o momento atual é de uma mudança geopolítica jamais vista, iniciado com o final da Guerra Fria e ganhou amplitude com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

É o começo do final da predominância política e econômica do Ocidente existente nos últimos 200 anos - disse o professor durante um debate sobre o aumento da influência econômica da China nas relações comerciais entre Estados Unidos e União Européia (EU).

China

A China continua sendo o mais fraco desses três poderes, mas a vantagem é que o país asiático tem uma forte política externa, enquanto os EUA geralmente tem duas ou três e dependentes de vários departamentos, como o de Defesa, de Estado e a vice-presidência. A Europa tem de cinco a 10, o que é muito - acrescentou.

Compartilhando a opinião de Ash, o comissário de Economia e política monetária da Comissão Européia, Joaquin Almunia, ressaltou que a União Européia tem um problema de governança com os novos players globais.

O roqueiro Bono Vox e o ambientalista e prêmio Nobel da Paz Al Gore dividiram um palco sobre clima e pobreza. Eles aproveitaram a presença de delegados de todo mundo para defender que os dois assuntos sejam combatidos conjuntamente.

Questões como a crise entre a Palestina e Israel e mesmo a preocupação com o uso de armas nucleares pelo Irã também estiveram presentes nos debates assim como a corrida presidencial norte-americana também estiveram na pauta de discussões.

Colômbia

O único líder de governo latino-americano presente em Davos, o presidente colombiano Alvaro Uribe, também defendeu a tese de descolamento para o seu país em relação a uma crise global.

O sistema financeiro colombiano, depois da crise do passado, tem sido mais cuidadoso. As finanças públicas de Colômbia estão em melhor situação hoje e o país que quer consolidar a confiança dos investidores - afirmou Uribe.

Fluxo de investimentos

Se mantivermos o fluxo de investimentos, no longo prazo, principalmente, isso ser transformar a em um grande colchão para se precaver contra as crises - disse Uribe, que chegou em Davos depois de passar por França e Espanha em busca de parcerias e ajuda para a libertação dos reféns das Farc.

A Colômbia está melhor preparada do que no passado para enfrentar a crise das hipotecas de alto risco dos EUA. O capital está indo mais para o setor produtivo do que especulativo. Vai investir US$ 17 bilhões em infra-estrutura nos próximos anos - concluiu Uribe.

Arquivo Etc

MERCADO ALIVIADO, MAS INSEGURO


Bolsas vivem quinta-feira de altas, motivadas por boas notícias, como o acordo nos Estados Unidos sobre o pacote de medidas para tirar o país do caminho da recessão. Incerteza, no entanto, permanece

Depois de oito dias seguidos de pesadas perdas, ligadas aos temores de recessão nos Estados Unidos, os mercados financeiros tiveram ontem um dia de alívio. Animadas por boas notícias, como o acordo no meio político norte-americano em torno do programa de auxílio fiscal para combater a ameaça de recessão e a promessa de capitalização das seguradoras de crédito, as principais bolsas de valores do mundo tiveram um dia de euforia. No Brasil, a bolsa de São Paulo (Bovespa) subiu 5,95% e o dólar caiu 2,14%, a maior desvalorização nos últimos dois meses. A montanha russa, porém, deve continuar nos próximos dias e novas quedas podem ocorrer.

“O ambiente foi mais ameno ontem, mas nada garante que isso vai perdurar. Não dá para dizer que essa melhora seja sustentável. A forte volatilidade pode voltar nos próximos dias”, avalia o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto. Segundo ele, os mercados vão oscilar de acordo com a divulgação de indicadores econômicos, como a primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre de 2007 nos Estados Unidos, que sairá na semana que vem. Esse índice deve mostrar uma forte desaceleração da economia do país, reacendendo as preocupações dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que conversou, por telefone, com o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, sobre o atual momento econômico. Eles concordaram que a crise não é uma “hecatombe”, mas continua séria. Para ambos, se os problemas também atingirem a Europa, a economia mundial sofrerá muito.

Ontem, as boas notícias suplantaram as más. No lado positivo, houve o acordo entre o governo George W. Bush e o Congresso sobre o pacote fiscal (leia matéria ao lado) e a redução no número de pedidos de seguro desemprego, que caiu para o menor nível em três meses. No lado negativo, o mercado de imóveis usados caiu 2,2%, menor resultado em nove anos, e prejuízos da Ford. Ainda assim, a bolsa de Nova York teve o segundo dia de alta, com o índice Dow Jones fechando em 0,88% e o Nasdaq, em 1,92%. A Bovespa seguiu a tendência, atingindo 57.463 pontos e volume financeiro de R$ 6,47 bilhões. O dólar fechou a R$ 1,786, revertendo a tendência de elevação dos dias anteriores.

As bolsas asiáticas, as primeiras a funcionar, abriram e fecharam em alta, ainda sob o impacto da notícia divulgada anteontem à noite nos Estados Unidos, de que os órgãos reguladores negociam a capitalização das seguradoras de crédito, segmento afetado pela inadimplência no mercado imobiliário de alto risco (subprime). Também ajudou o anúncio de que a economia chinesa cresceu 11,4% no ano passado, melhor resultado em 13 anos. A bolsa de Xangai subiu 0,31%, Seul 2,1%, Cingapura 2,23% e Tóquio, 2,06%. A nota dissonante foi Hong Kong, que caiu 2,29%, sob o temor dos investidores em relação à saúde do sistema financeiro internacional.

Na Europa, as bolsas se mantiveram animadas durante todo o dia. Além dos sinais positivos no front norte-americano, representou um papel importante a divulgação do aumento de lucros de dois importantes grupos empresariais, Nokia e Allianz. Nem mesmo a notícia de que um dos maiores bancos da França, o Societé Generale, teve perdas de US$ 7,1 bilhões por causa de uma fraude em operações futuras causou desânimo. As principais bolsas européias fecharam em alta: Londres (4,75%), Frankfurt (5,93%), Paris (6,01%) e Madri (6,95%). Analistas apontaram a fraude no banco francês como o principal motivo para o desabamento do mercado na segunda-feira. Alertado para o rombo, o banco vendeu ativos mundo afora, detonando o efeito manada.

Arquivo Etc

Nouriel Roubini ganha reconhecimento enquanto vê pessimismo confirmado

Na reunião do Fórum Econômico Mundial em 2008, o economista Nouriel Roubini pôde recolher, enfim, o reconhecimento geral a partir de sua visão tradicionalmente crítica sobre os Estados Unidos. Voz solitária em outras edições do encontro, o professor da Universidade de Nova York dessa vez dava a tônica aos discursos.

Roubini é conhecido como um autêntico "bear", o mais pessimista entre os que alertam sobre a crise financeira. Tal visão extrema concedeu-lhe uma posição notória dentro do espectro de debate macroeconômico. Seu site (www.rgemonitor.com) tem audiência garantida, para concordar ou discordar.

Filtradas as proporções da fama, as idéias do bear não devem nada às de um acadêmico discreto que passa as madrugadas escondido entre livros. Roubini avalia cenários e faz estimativas. No caso da crise corrente, os prejuízos totais podem chegar a US$ 1 trilhão.

O bear contribui com o debate

Na opinião de Roubini, os problemas com empréstimos subprime logo serão estendidos ao financiamento de automóveis, estudos, cartões de crédito e títulos de dívida corporativa. Se essa dispersão provar-se real, "estaremos olhando para US$ 1 trilhão em perdas no sistema financeiro", projeta o economista.

Ele arrisca outras objetividades, como a de que a recessão norte-americana tende a durar ao menos três trimestres. Mas não fornece medidas precisas para o grau de comprometimento do resto do mundo. Limita-se a dizer que os analistas superestimam a tese de descolamento.

Típica de um extremista, a crítica aos pares ganhou força com as novas evidências de crise neste início de 2008. Em agosto, Roubini afirmou que os problemas não seriam temporários. O noticiário atual prova que ele estava certo.

Uma crise sistêmica

A visão de Roubini sobre a crise do subprime tem caráter eminentemente sistêmico, sustentando que a evolução natural dos EUA direciona sua economia à recessão. Contínua e encadeada, a história mostra que a pretensa solução para um problema é na verdade a semente do próximo.

O professor da Universidade de Nova York fala em um "Momento Minsky". Teorizado pelo economista norte-americano Hyman Minsky, o conceito em pauta indica que, durante longos períodos de estabilidade econômica, a alavancagem cresce em estágios previsíveis.

Esses anos de ouro resultam em um ambiente de crédito farto e baixa percepção frente ao risco. Ao longo do tempo, o excesso de liquidez desafia o financiamento sensato e culmina em abusos como os verificados atualmente.

Como exemplo, Roubini atesta que os remédios aplicados para atenuar a bolha tecnológica estourada em 2001 - exageros em flexibilização monetária - apresentaram seus efeitos colaterais no nascimento de uma nova bolha, dessa vez no setor imobiliário.


Investmaníacos

Video para o final de semana

Recebi este vídeo por acaso no meu e-mail. Comecei a ver por curiosidade e não consegui parar mais. Muito interessante e profundo, faz analisar diversas situações históricas e atuais da sociedade que vivemos. Postei especialmente aqui, pois no meio do video fala muito sobre a economia e manipulação de mercados por grupos “secretos”. Recomendo a todos que vejam. E antes de mais nada, quero avisar que ele fala sobre religião. Não estou aqui para discutir religião, defender minha opnião ou por em discussão neste blog este assunto. Vamos focar apenas nas discussões sobre mercados e outros assuntos que não gerem polêmicas desagradáveis. Divirtam-se (ou não) com a realidade nua e crua!

Obs.: O video dura 2 horas que valem a pena cada minuto, não só pelo documentários como também pela conhecimento de fatos históricos e culturais que muitas vezes nos passsam despercebidos.

Assista o vídeo em Mensalinho

Índice de volatilidade das opções negociadas na Bolsa de Chicago


VIX recuou mas mostra uma certa indefinição.


Veja mais gráficos em Mercados Soberanos

Resumo da semana

A dúvida é uma constante na vida de traders e analistas do mercado diariamente. Ao entrar e sair do mercado você nunca tem certeza se está fazendo o correto, somente possui em mãos um plano, estatisticas e probabilidades a seu favor.

Quando o mercado está em céu de brigadeiro, como ocorreu após agosto do ano pássado, operar nos mercados parece a coisa mais simples: caiu, compra; é suporte, compra; rompimento de resistência, é compra. Se operar as blues, é grande a chance de acerto, mesmo entrando no ponto errado.

Mas o mercado mostra sua verdadeira face ao entrar em crises e turbulências.

Neste momento os mercados se mostram preocupados com a desacelaração da maior economia do mundo, e os riscos que ela poderia trazer ao restante de um planeta globalizado (algo que infelizmente nosso presidente não acredita que exista, e acha q nosso frágil Brasil vai muito bem, e somente ele nao seria prejudicado com a queda dos EUA).

Enfim, no começo da semana era pânico total nos mercados. Empresas de commodities como a Vale, siderurgicas e Petro, caiam facilmente. Como foi feriado nos EUA na segunda-feira, os dirigentes do FED devem ter visto os mercados em pânico, e resolveram adotar uma medida emergencial de baixar 0,75 nos juros na terça-feira.

O mercado subiu como um foguete em minutos. Tornou a cair na quarta-feira e na ultima hora, o DJI resolve fazer um rally de alta, após constatarem que a redução nos juros seria benefica para os bancos. O que me espanta é demorarem dois dias para chegarem a esta conclusão, visto que o mercado geralmente ja tem tudo precificado.

E finalmente ontém, quinta-feira, o mercado por aqui decolou com as blue chips subindo acima de 6%, 7% e algumas como BOVH3 e BMEF3 acima de 15%, parecendo opções.

Continua em
TR3 Invest

Índices das Bolsas pelo Mundo




Das principais ADRs brasileiras em Wall Street, a Petrobras (PBR) sobe acima de 3% e a Vale (RIO) está em queda de 1%, até o momento.

Confira como estão as demais empresas listadas na NYSE

Se americanos não gastarem, pacote do governo fracassará

Risco

Após o acordo entre Bush e Democratas sobre o pacote de socorro à economia, a dúvida agora é o que os americanos farão com o dinheiro dado pelo governo. Cerca de U$ 100 bilhões serão injetados na economia em forma de corte de impostos para pessoas físicas, e a aposta é que o dinheiro seja usado no consumo. A estratégia é dar reembolso de impostos entre US$ 600 a US$ 1.200 a cada contribuinte que tenha renda anual maior que US$ 3 mil e até US$ 75 mil por ano ou casais com renda até US$ 150 mil anuais. Quem não faz declaração de renda, mas recebe menos de US$ 3.000 anuais, receberá um cheque de US$ 300.

Porém, pondera o colunista do New York Times Paul Krugman, se o dinheiro do pacote for parar nos bancos, o plano de estimular a economia fracassará. Alguns jornais americanos já foram às ruas perguntar o que as pessoas fariam. As repostas foram as mais variadas: gente dizendo que ia guardar, que pagaria dívidas e que iria comprar um novo lap top.

Krugman questiona que parte do pacote terá como destino pessoas com relativa estabilidade financeira. Segundo ele, o consumo dessa classe é definido pela renda no longo prazo e não pelo contracheque do último mês. Ele aposta que boa parte do pacote vá sim parar no caixa dos bancos e argumenta que foi isso o que aconteceu em parte durante o corte de impostos de 2001, logo após os atentados de 11 de setembro.

Ontem, após o anúncio do acordo, as ações de empresas de varejo caíram por descrença de que o plano dará certo. O presidente da consultoria de varejo Davidowitz & Associates Inc., com sede em Nova York, Howard Davidowitz classificou o pacote como "uma gota num balde".

"Com os consumidores às voltas com dívidas, preços de alimentos e combustível em elevação e sem poupanças, o pacote proposto não basta para estimular os gastos com consumo", afirmou.

Veja o artigo de Paul Krugman no New York Times.

Miriam Leitão.com

Que tipo de trader você é?


Veja estes dois gráficos. Analise e pense o que você faria em cada um deles. Qual a tendência predominante, de onde vem a força no papel, onde entraria, stop, objetivos, manejo de risco etc...



Pensou no que você faria neste gráfico acima?

Agora vamos a outro gráfico:



Se você ja fez sua análise para os dois gráficos, e se você teve a mesma resposta para ambos - ou compraria ou venderia os dois, é bom rever suas análises, pois você pode estar com olhos apenas para um lado do mercado, pois o que vemos aqui, são os mesmos papéis, ou melhor é o IBOV visto na sua posição normal e depois de ponta cabeça.

Fiz isto pois, muitos têm dificuldades em operar na venda. Então foi uma forma de realmente eu ver o que deveria ver, e não o que eu queria que acontecesse. Ainda hoje, costumo fazer isso, quando me sinto desconfortável para fazer alguma operação. Quando inverto o gráfico realmente vejo o que deve ser visto.

Ao meu ver este gráfico do IBOV, inicialmente sugere um teste por baixo do fundo rompido, sendo que, se não for superado é um prato cheio aos BEARS.

TR3 Invest

Preço das commodities


Um dos pontos centrais para a economia brasileira na crise, será o comportamento do preço das principais commodities. Aqui, uma análise do FMI, matéria da Reuters publicada na "Folha"

Preço de alimento deve se manter alto, diz FAO

Para ONU, nem desaceleração interrompe altas
REUTERS

Uma desaceleração econômica mundial e uma possível recessão nos Estados Unidos e em outros países ricos não vão afetar fortemente a tendência de alta no preço dos alimentos, pelo menos a curto prazo, afirmou ontem em Davos o diretor-geral da Organização da Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Jacques Diouf disse em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial que os fundamentos que provocaram o aumento dos preços dos alimentos nos últimos meses -mudanças climáticas, demanda em ascensão dos países emergentes, procuram interno por biocombustíveis e crescimento populacional- seguem os mesmos, independentemente das turbulências internacionais.

"Mesmo que haja um desaquecimento na economia e vejamos as pessoas diminuindo o consumo, certamente não será em alimentos", afirmou Diouf. Para ele, os preços de outras commodities vão cair antes dos produtos agrícolas.

Luis Nassif Online

O balanço das bolsas na semana

Incertezas

Foi uma semana e tanto. A agitação no mercado financeiro estourou na segunda-feira, quando as bolsas abriram em forte queda, repercutindo o pacote anunciado por Bush na sexta. A volatilidade foi acentuada pelo feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, que manteve fechadas as bolsas do país. O mercado dizia que estava operando sem parâmetro, ou, seja, com toda a fragilidade, Wall Street ainda é a meca. Com os Estados Unidos fechados o sobe e desce foi maior. Mas no final da semana o clima foi de certa recuperação. Ou seja, a semana terminou bem melhor do que começou. Mas para isso exigiu um pacote de distribuição de dinheiro aos americanos; e um corte inesperado de juros pelo Fed, na terça de manhã.

O Ibovespa teve altas e quedas dramáticas. Chegou a cair 6,6% na segunda, subir 4,4% na terça, voltar a perder 3,32% na quarta, para fechar na quinta com a maior alta desde setembro de 2002, 5,95%. No final das contas, ficaram elas por elas: fechou praticamente estável, com ligeira queda de 0,07%. No pregão de sexta-feira, fechou a 57.506 pontos. Ontem, o índice ficou em 57.463. Como hoje é feriado em São Paulo, a bolsa não abriu.

As bolsas americanas, que ainda não fecharam e operam com oscilação hoje, também tendem a terminar sem perdas. Mas o pregão o dia mais parece um eletrocardiograma. A sorte da semana por lá foi o fechamento na segunda, pior dia da semana. Parece que a lição que fica é: o melhor num terremoto nas bolsas é que ela acontece num feriado nacional no seu país. No caso, o deles. O índice Dow Jones marcava 12.099,99 pontos na sexta, e hoje, até as 15h30m, estava em 12.362, uma alta de 2,12% no balanço. O Nasdaq também indicava alta, de 1,05%. Na sexta, o índice era de 2.340 pontos, enquanto hoje estava a 2.365 no mesmo horário.

Mas na Europa e na Ásia, houve queda. O índice FTSE da bolsa de Londres recuou 1,27%, saindo de 5944,9 pontos no fechamento de sexta, para 5869 hoje. A bolsa Alemã foi a que mais sofreu. O índice Dax Cetra recuou 7,3%, caindo de 7314,17 pontos para 6816,74. No Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio ficou perto da estabilidade. Subiu de 13.821,29 para 13.829,2, uma alta de 0,05%. Já a bolsa de Hong Kong fechou com pequena queda. O índice Hang Seng caiu 0,31%, de 25.201,87 pontos para 25.122,37.

Ninguém tem dúvidas que o sobe e desce vai continuar. Semana que vem tem mais emoção. O mercado está preocupado com rumores de novos prejuízos nos bancos e com a decisão que o Fed irá tomar na reunião da próxima quarta-feira. Ninguém sabe se os cortes nos juros terão realmente o efeito de aquecer a economia. Tem gente achando que o Fed não vai cortar os 0,50. Será “menos agressivo”. Mas é bem possível que mesmo oscilando na semana que vem o mercado fique menos nervoso do que nesta semana que passou. Tomara.

Miriam Leitao.com

As melhores e as piores rentabilidades do mês


Palpite Ações

Operando Opções com esta Volatilidade

Tenho participado pouco, e até mesmo postado menos no blog, mas não posso abandonar o resto dos trabalhos, além de meus trades no mercado também. Quando temos uns dias destes (como hoje) vocês nem imaginam a quantidade de boletas que sai daqui do meu computador. Às vezes seria até melhor fazer uma só e deixar o barco rolar.

Mas cada um com seu perfil e se a coisa está dando certo deste jeito, não vai ser agora que vou mudar! rs...

Em dias de queda eu até consigo escrever mais e, mesmo sem tirar o olho das cotações, sobra mais tempo para compartilhar. Quando a estratégia é bem definida, eu executo e fico esperando acontecer (não vou dizer que também não arrisco uns tirinhos curtos com a finalidade de fazer daytrade, mas é pouca coisa, nada muito significativo).

Está é, no meu ver, uma vantagem de operar opções na venda: além do movimento na queda ser bem mais rápido, eu SEMPRE vou ficar travado se for dormir posicionado. Limitar o risco é bastante saudável.

Continua em Seagull Trading

Matemática deflacionária

Com uma calculadora, ou até mesmo um ábaco, na mão, fica fácil fazer algumas contas importantes.

Agora a pouco, Mr. Bush e Cia., anunciaram as tais "medidas de estímulo" para a economia americana. Afirmaram, eles, que consideram conceder devoluções de impostos de US$ 300 a US$ 1.200 para a maioria dos trabalhadores.

O valor total do plano deve alcançar US$ 140 bilhões. Financiados, claro, pelo contribuinte em mais um episódio do socialismo moderno em que todos pagam um pouquinho para tentar reestabelecer a ordem depois que os que não souberam administrar o risco armaram a maior zona.

Pois bem, as perdas pela crise de crédito no setor financeiro nesse momento estão estimadas em torno de US$ 200 bilhões. Com a alavancagem comum dos agentes, de 1 para 10, é fácil perceber que o efeito deflacionário da destruição de créditos podres retirou da economia pelo menos uns US$ 2 trilhões.

E agora querem resolver com US$ 140 bilhões, refletindo a teoria econômica, afinal, essa é uma característica de acontecimentos deflacionários: a destruição dos excessos se dá numa velocidade muito maior do que a capacidade de produzir liquidez.

A exemplo do plano anterior, que pretendia dar um alívio para os que detinham hipotecas em atraso, estou colocando nesse momento a nova maquinação de Mr. Bush na lista de "genialidades" falíveis.

Até o final do ano espero colocar pelo menos mais uns 10 itens nessa lista. Inclusive alguns que deverão ser obra e graça da "genialidade" dos nossos políticos tupiniquins.

Cico Pesos de Dois Quilos

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Uma questão de negócios

Três dias antes de serem socorridas pelos bancos americanos, duas das principais seguradoras do país tinham a avaliação AAA (a mais alta) das agências de risco. Estavam feridas há pelo menos seis meses. Mas só na véspera da morte as agências iriam rever a classificação.

Em outubro do ano passado, um empresário brasileiro almoçou em Londres com um gestor de fundos árabes. No almoço, o gestor comentou que o rombo do Citigroup seria de US$ 30 bilhões e da Merril Lynch de US$ 15 bilhões. Apenas em janeiro essas informações se tornaram públicas.

Tudo isso revela que, no mercado internacional, a oportunidade faz o ladrão. Não sendo tão drástico: em períodos de grandes ganhos, a tendência do sistema como um todo é a de minimizar alertas de risco, para saborear os ganhos até o último momento.

É importante entender que, com mercados em expansão, ganham não apenas os bancos, seguradoras e investidores, mas toda a estrutura de acompanhamento: analistas econômicos, agências de risco, gestores de fundos.

Uma agência de risco que antecipe a crise influenciará o mercado, e afetará seus resultados trimestrais. Daí essa inevitável leniência com que todas as bolhas são tratadas. Só quando o prejuízo é inevitável, a verdade aparece.

Luis Nassif Online

A difícil decisão sobre as taxas de juros

Análise

Henrique Meirelles - Foto: Agência Brasil

Ontem o Copom se reuniu sob forte tensão internacional, em virtude das turbulências nas bolsas de valores, e de uma ameaça de recessão nos EUA.

Sem surpresas, o Copom não diminuiu a taxa Selic, que está em 11,25%.

Quando falo sem surpresas, é porque o histórico de decisões que afetam a taxa básica de juros no Brasil sempre mirou a meta de inflação, nunca o possível quadro de recessão, ou mesmo a dívida pública brasileira.

Vamos comparar a decisão do FED com a do Banco Central do Brasil.

O mercado americano vislumbra uma recessão para os próximos anos. Seria resultado de uma política creditícia irresponsável com fatores cíclicos.

Pois bem, o FED agiu rápido, baixando sua taxa de juros em 0,75%, e me parece que deve baixar ainda mais. A preocupação maior é com uma recessão.

Aqui a decisão foi a de manutenção da altíssima taxa de 11,25%, sem o menor sinal de recessão, até porque não vivemos uma.

Pode-se argumentar: a inflação aqui preocupa. Mas nos EUA também.

A inflação aqui em 2007 foi de 4,46%, e nos EUA foi de 4,1%. No caso deles, isso significa o dobro dos países ricos.

Claro que eles estão preocupados com a inflação, mas o tom da decisão é outro. Sabe-se que a inflação deverá ser freada pela própria atividade econômica, que anda baixa por lá.

Aqui no Brasil, por sua vez, a crise preocupa porque o dólar tende a subir com a saída de recursos, dificultando o controle da inflação. Mas, a inflação aqui está muito concentrada em alimentos, que infelizmente é uma tendência para os próximos anos, com a entrada de uma parte substancial da população nas classes B e C. Além disso, os alimentos estão sofrendo uma pressão de demanda no mundo todo. Não vai ser com taxa Selic que vai se controlar isso.

Mas a decisão não é fácil. Acredito que o melhor que teriam a fazer era realmente a manuetenção da taxa, com viés de baixa, para que em uma emergência no mercado de capitais, o Banco Central pudesse ter uma certa folga para manobra.

Acerto de Contas

ESSES AMERICANOS SÃO MUITO ESQUISITOS

Vocês não acham? Vejamos porque. As Bolsas asiáticas operaram em alta enquanto nós dormíamos. Os europeus acordaram e foram para as corretoras dar ordens de compra. As Bolsas subiam forte e enceraram o dia em alta. Os brasileiros, depois de enxotar o medo, criaram coragem e foram com tudo às compras; alta fortíssima. Aé os gringos entraram no palco meio que borocoxôs. Ficaram trocando figurinha e nada de alta forte. Sonolentos terminaram o dia com uma alta de 0,88%, incompatível com o resto do planeta. Ficaram com medo da felicidade. Achei este comportamnto estranho. Como estamos no início da alta das Bolsas de lá, é até compreensível. Se subir amanhã de novo, deve dar sinal de alta por um tempo razoável.

Veja o gráfico em BOLSA HOJE

Mundo mais difícil

Panorama Econômico

O governo escolheu o pior momento, em cinco anos, para fazer a divisão da área de energia entre as partes do seu condomínio fisiológico. A sem-cerimônia com que estão sendo distribuídos, entre os aliados, nacos das estatais energéticas afeta a reputação do Brasil num momento em que a disputa por investimentos aumentará. Este ano vai ser duro e é preciso entender a natureza da crise.

Para enfrentar a crise financeira dos últimos dias, não basta ter o que acumulamos nos últimos anos. O país se preparou para não ter mais crises cambiais como as dos anos 80 e 90. É bom ter todas aquelas reservas acumuladas, superávit em transações correntes, superávits comerciais, dívida externa em queda e o regime de câmbio flutuante funcionando. Isso reduz as vulnerabilidades da economia, mas a natureza da crise que nos abala hoje é totalmente diferente da que, no fim dos anos 90, abateu um por um os emergentes com déficit em transações correntes e câmbio fixo.

A crise agora é no centro econômico do mundo. As bolsas oscilam apenas como conseqüência; o verdadeiro temor é a redução do crescimento mundial, que produziu os últimos cinco anos de crescimento forte, muito dinheiro circulando pelas economias, grandes ganhos nos mercados de capitais, ampliação do comércio internacional.

Essa era acabou, mas não necessariamente este é o começo de uma recessão mundial. Depende da intensidade e duração da crise americana, cujos dados ainda não estão claros. Não está nos balanços das instituições financeiras todo o estrago, que pode chegar a meio trilhão de dólares, dos excessos na concessão de empréstimos. Não está claro o tamanho do encolhimento da economia real. Não é o fim do mundo, mas, sim, um momento de menos capital circulando, menos crescimento do comércio mundial, mais competição pelos mercados.

Imagine, por exemplo, que produtores de bens de consumo chineses tenham que enfrentar uma redução das suas exportações para os Estados Unidos. Eles irão oferecer seus produtos a preços ainda mais baixos em outros mercados. Imagine que, numa época de baixo crescimento, uma empresa globalizada queira ampliar seus investimentos. Será disputada por vários países, que terão que saber como conquistá-los.

Para enfrentar uma crise cambial, o Brasil já sabe o que fazer: na emergência, fazer um acordo com o FMI para assistência de liquidez, suspender artificialismos no câmbio, aumentar a competitividade das exportações e acumular reservas.

Como quer ser avaliado pelos investidores diretos um país em que o governo, diante de um alerta do regulador de que há risco de crise energética, sai freneticamente distribuindo a políticos sem qualificação os cargos do setor de energia, como se fosse um espólio de guerra?

É também um péssimo momento para desistir de reformas, para fingir não ver o custo cada vez mais impagável da Previdência, para desistir de desonerar a folha salarial. É uma péssima hora para aumentar impostos, ignorar a necessidade de reduzir as barreiras burocráticas ao investimento, para confirmar tudo aquilo que forma o custo-Brasil.

É ocioso o ministro da Fazenda repetir diariamente que temos reservas cambiais e fundamentos melhores que em qualquer outro momento da nossa História. É verdade, mas não é suficiente. Nossas fragilidades fiscais, políticas, estruturais devem ser combatidas para a preparação da longa jornada que pode ser esta crise americana.

Mesmo tendo o Brasil indicadores muito melhores hoje, o país é afetado pela forma aleatória como são os contágios na economia globalizada. Ontem, por exemplo, o risco-Brasil chegou a subir 4,4% sem que o risco tenha realmente aumentado no Brasil. Os compradores de títulos do governo brasileiro passaram a exigir uma taxa maior, o que se agrava nos momentos de maior tensão. Não há como combater isso, exceto tendo consciência de quais são as fraquezas do país e tendo um plano para enfrentá-las.

O país tem vivido sucessivos escândalos de corrupção, e quem analisa os riscos de investir no Brasil tem dúvidas sobre a garantia de suprimento de energia de longo prazo. Certamente não é o momento para, em vez de garantir energia e gestão técnica do setor, nomear um político com escândalos na família — e ainda se orgulhar disso. As desculpas apresentadas por Edison Lobão Filho são ofensivas. Ele quer mesmo que o país acredite que ele nem sabe a quem transfere propriedades. Alguém vende um bem sem olhar a quem? Quanto ele recebeu dessa pessoa que desconhecia por sua participação na empresa? Esse é apenas um dos vários casos nebulosos. A escolha de Edison pai é apenas uma das várias impropriedades desta vergonhosa partilha da área de energia.

O mundo ficou mais difícil. Tomara que percebam isso em Brasília; em algum momento.

Miriam Leitão.com

O Real na Harvard

Há muito que a boas práticas do Real em relação à sustentabilidade são notícia fora do Brasil. Em 2006, por exemplo, o banco conquistou o prêmio Sustainable Banking do jornal britânico Financial Times na categoria "Banco do ano em mercados emergentes". Além disso, já entrevistei especialistas importantes lá de fora que sabiam, com mais ou menos profundidade, sobre o comportamento do banco. O elogio mais recente às práticas da instituição, porém, está nas páginas da edição de janeiro da Harvard Business Review. Isso mesmo. Num longo artigo, intitulado "Transforming Giants - what kind of company makes it its business to make the world a better place?", Rosabeth Moss Kanter, professora de Harvard, explica como gigantes do mundo corporativo, a despeito de seu tamanho, conseguem ser ágeis e inovadoras e estar conectadas com as comunidades nas quais estão inseridas. E lá está o Real. Coloquei abaixo parte do trecho na qual a empresa é citada ( numa tradução livre)

"As pessoas são ainda mais inclinadas a ser criativas quando os valores da empresa enfatizam a inovação para ajudar o mundo. O Banco Real, o braço brasileiro de um banco europeu, descobriu isso quando colocou a responsabilidade social e ambiental no cerne da sua estratégia de diferenciação. O resultado foi uma série de produtos financeiros, que incluem crédito para projetos verdes, microcrédito para comunidades carentes e a comercialização de créditos de carbono. O Banco Real também passou a escolher fornecedores com padrões ambientais e sociais altos e até mesmo os ajudou a melhorar suas práticas. Em 2007, já estava colhendo os frutos desses valores: tinha dobrado sua lucratividade, crescido em tamanho e se tornado o terceiro maior banco privado no Brasil .."

( lembrando: não sou tiete do Real e acho que eles têm muitos telhados de vidro, mas nutro, sim, uma certa admiração pela postura do banco ...)

P.S. Perdão pela longa ausência, mas estava de férias.

Blog da Sustentabilidade

IBOV- LP e INDFUT- 60 min



Qual é o seu timeframe?

Crise afeta emissão de debêntures

A crise do mercado de hipotecas americano que vem provocando pânico nas bolsas de valores pelo mundo chegou ao mercado de renda fixa brasileiro. Ontem, a Duke Energy, que controla oito usinas hidrelétricas, anunciou a suspensão de uma emissão de R$ 750 milhões em debêntures por causa das "condições verificadas nos mercados nacional e internacional nos últimos dias".

Esta foi a segunda emissão de debêntures suspensa recentemente. A Serra do Facão Participações, empresa controlada pela Oliveira Trust e Furnas, também pediu suspensão por 60 dias de uma oferta de R$ 140 milhões em debêntures simples.

O pânico geral no mercado, que começou na segunda-feira, está dificultando a formação das taxas para definir a rentabilidade das debêntures, afirma um gestor de um banco de investimento. "Está todo mundo em compasso de espera", diz Carlos Alberto Rebello, superintendente de registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"Quem precisar captar neste momento terá que pagar taxas mais altas" avalia André Schibuola, gestor da Precision Asset Management, uma das poucas gestoras do mercado especializadas em fundos para papéis privados.

Apesar do forte estresse dos últimos dias, os especialistas em renda fixa avaliam que as debêntures tendem a se beneficiar deste novo cenário. Com o investidor mais avesso ao risco e o mercado de renda variável fechado, a expectativa é que as companhias que precisam de recursos vão procurar as debêntures.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), há 23 operações de captação de recursos suspensas no momento, 21 de ações e duas de debêntures.

"É um fato isolado (a suspensão da emissão da Duke). O mercado de renda fixa iria crescer consideravelmente este ano sem a crise. Com a crise, tende a crescer mais ainda", avalia Alfredo Moraes, presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima) e do Banco Intercap. Para Moraes, muitas empresas que abriram o capital e lançaram ações no ano passado vão voltar ao mercado e emitir debêntures, uma das formas de melhorar a estrutura de capital da companhia, equilibrando captações via dívida e via ações.

A Even Construtora e Incorporadora e a Cyrela Brazil Realty, duas companhia que lançaram ações, estão com operações em análise na CVM para captarem R$ 150 milhões e R$ 370 milhões por meio de debêntures.

Diferente do mercado acionário - no qual mais de 70% das ações ficam com estrangeiros - as debêntures raramente atraem recursos lá de fora, porque não oferecem isenção do Imposto de Renda.

Quem compra debêntures são grandes investidores brasileiros, como fundos de pensão e fundos de investimento. Por isso, segundo Rebello da CVM, não há razão para o fluxo de recursos ser interrompido. Para ele, o ideal seria que as empresas se interessassem mais por debêntures conversíveis em ações, praticamente esquecidas. Em um momento como este, com maior dificuldade de emitir ações, a empresa lança debêntures e converte o papel em ação em um momento mais favorável.

Continua

Um pacote bipartidário

Foi muito interessante a ação política bipartidária que levou à definição do plano de estímulo à economia nos EUA, anunciado hoje. Como o presidente Bush é republicano e o Congresso, desde as últimas eleições, tem maioria democrata, e como as medidas econômicas precisavam ser aprovadas pelo parlamento, a partir de proposta do Executivo, a coisa só poderia andar a tempo se houvesse entendimento entre os dois partidos rivais.

Foi o que aconteceu. Pelo Partido Democrata e pelo Congresso, a negociação coube à deputada Nancy Pelosi, a presidente da Câmara e democrata da Califórnia. Pelo lado do governo, trabalhou o secretário do Tesouro, Henry Paulson. Pelos republicanos, o líder da minoria, deputado John Boehner.

Há diferenças entre os partidos na visão de poítica econômica. Os democratas privilegiam a redução (e devolução) de impostos para as pessoas físicas, muito especialmente das classes médias. Propõem também subsídios para os mais pobres, na forma de dinheiro e cestas básicas.

Já os republicanos insistem mais nos incentivos às empresas de forma a reduzir custos de investimento.

Acabou saindo um pacote com restituição de imposto às pessoas e reduções de impostos para as empresas.

Com o acordo para apressar a tramitação do projeto, acredita-se que as medidas possam entrar em vigor em fevereiro. E que as pessoas recebam os cheques daqui a 60 dias.

Agora, como me disse Gustavo Loyola em entrevista na rádio CBN, é preciso ver o que o consumidor fará com o dinheiro. A idéia do pacote é que o consumidor gaste tudo no shopping, de modo a revigorar uma demanda enfraquecida pela falta de crédito. Mas e se as pessoas, incertas quanto ao futuro e sem confiança, resolvam poupar?

Aí não funciona.

A propósito disso, o comportamento do consumidor, sugiro a leitura de minha coluna em O Globo de hoje, também disponível no site www.sardenberg.com.br, item política econômica.

Blog do Sardenberg

CRISE PODE FREAR PIB DO BRASIL

Presidente do Banco Central afirma que a crise na economia norte-americana deverá reduzir em até um ponto percentual o crescimento do Brasil

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reconheceu ontem na reunião ministerial, que a crise na economia americana pode afetar as previsões de crescimento econômico do Brasil para 2008. Admite que essa queda pode ser de meio ponto a um ponto percentual sobre o PIB (Produto Interno Bruto). “Deixaríamos de ter um crescimento excepcional, mas continuaríamos com um desempenho muito bom”, disse aos ministros. Em 2007, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi de cerca de 5%, segundo estimativas do governo e do mercado financeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elegeu como prioridade a manutenção ou ampliação desse percentual, o que pode ajudar a melhorar os indicadores sociais do país e render dividendos nas próximas eleições municipais e presidenciais.

Meirelles apresentou o diagnóstico durante seu discurso de cerca de 10 minutos na reunião ministerial. O objetivo era passar uma mensagem tranquilizadora à equipe, mas depois do encontro, integrantes do governo manifestaram, em conversas reservadas, preocupação com a possibilidade de o cenário traçado pelo presidente do Banco Central repercutir mal entre os empresários, inibindo novos investimentos na produção e em infra-estrutura. “Não foi uma boa estratégia”, disse um dos participantes da reunião. “Falar em queda no crescimento agora é precipitação”. Já o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) foi diplomático. “Ele nos tranqüilizou com responsabilidade”, disse.

Solidez
Escalado para falar em substituição ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não pôde participar do início da reunião, Meirelles afirmou que a economia brasileira tem hoje uma solidez não verificada em décadas passadas. Para amparar o discurso otimista, lembrou que a pauta de exportações é diversificada, graças à política externa do governo, cabendo aos Estados Unidos responderem apenas por cerca de 15% das vendas ao exterior. Ele citou ainda as reservas internacionais de US$ 185 bilhões e o aquecimento do mercado interno, puxado, entre outros, pelo crescimento do emprego formal e do crédito.

Apesar do cenário róseo, Meirelles fez questão de ressaltar que ainda não é clara a dimensão da “forte” crise nos Estados Unidos nem se ela afetará o Brasil. Ele ressaltou, por exemplo, que bancos chineses detentores de títulos públicos americanos já acusaram o golpe da turbulência nos mercados. Por isso, alegou ser fundamental monitorar o caso a fim de evitar eventuais impactos negativos na economia nacional. “Ele disse que o momento é de serenidade, mas deixou claro que é preciso ficar atento porque a crise não é de um país qualquer”, declarou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. (Correio Braziliense)
Arquivo Etc

ADR DE EMERGENTES SOFREM COM A AMEAÇA DE RECESSÃO

Apesar de ser considerada a economia mais aquecida entre os países emergentes, a China não foi poupada pelas fortes quedas dos mercados acionários provocada pela expectativa cada dia mais presente de uma recessão americana - puxada pela crise no sistema de crédito dos Estados Unidos. Os ADRs (recibos de ações) das companhias chinesas negociados nas bolsas americanas, perderam mais que os do Brasil.

De acordo com os índices de ADR calculados pelo The Bank of New York, o do Brasil registrava queda no ano de 19,14% e o da China acumulava retração de 20,41%, a segunda maior perda entre os emergentes do chamado grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). A Rússia tinha o pior índice de ADR, com desvalorização de 21,09%.

Analistas afirmam que a saída de investidores da bolsa chinesa supera, inclusive, os cerca de US$ 2,2 bilhões que saíram da Bovespa (até o dia 18 último). A China possui atualmente uma das economias que mais crescem no mundo. A média de crescimento econômico do país nos últimos anos é de quase 10%. Uma taxa superior à das maiores economias mundiais, fazendo do país a quarta maior economia do mundo.

Segundo Marco Melo, diretor responsável pela área de pesquisa da Ágora Corretora, as vendas refletem uma antecipação pelos investidores de uma possível desaceleração do PIB chinês, cuja expansão está prevista entre 10% e 11% este ano. Uma mudança na curva de crescimento da economia americana afeta diretamente a balança comercial chinesa e os investidores estão precificando isso, afirma Melo.

A Rússia negocia basicamente ações de companhias petrolíferas e de alguns bancos, dois setores diretamente afetados pela crise americana. O mercado de ações russo já vinha sofrendo com a possibilidade de queda da demanda por petróleo, decorrente das elevações contínuas de seus preços, desde 2006. A situação se agravou com as perdas anunciadas recentemente pelos bancos americanos, que afeta o setor como um todo, conforme Melo. A Rússia é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo - possui as maiores reservas provadas do planeta.

Entre os Brics, o índice da Índia foi o menos afetado, mas também está com perda (-14,73%). "A Índia tem uma economia de serviços. Exporta serviços e cérebros", afirma o diretor da Ágora. O segmento de tecnologia está entre os de maior crescimento no mundo, mas já começou a ser afetado. A Apple, empresa multinacional norte-americana que atua no ramo de aparelhos eletrônicos e informática, divulgou guidance (projeções) de vendas fracas no primeiro trimestre deste ano.

O Brasil deve ser afetado por uma recessão americana. Mas conta com a vantagem dos bons fundamentos internos, além da expectativa do "investment grade" do País ainda este ano. Os investidores têm revisto esses fundamentos na medida que em são ameaçados pela crise dos EUA. (Gazeta Mercantil)

Arquivo Etc

GOVERNO REJEITA OPERAÇÃO DA VALE PARA COMPRAR A XSTRATA

O governo não vê com bons olhos a compra da mineradora anglo-suíça Xstrata pela Companhia Vale do Rio Doce. A cúpula do governo, segundo apurou o Valor, considera o negócio "caro", "complicado" e prejudicial aos interesses do país. Por isso, o Palácio do Planalto deverá orientar os representantes do Conselho de Administração da Vale que têm vínculo com a União - BNDESPar e Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) - a rejeitar a operação, que depende de aprovação do conselho.

A oposição do governo ao negócio começa pelo preço - US$ 90 bilhões, quando a própria Vale é avaliada hoje em torno de US$ 120 bilhões. Na avaliação de um ministro, este não é um momento apropriado para aquisições, uma vez que os preços das mineradoras no mercado mundo estão muito elevados.

O governo tem resistência também a uma das formas de pagamento que a Vale pretende usar na operação: a troca de ações, com a oferta de US$ 30 bilhões em ações preferenciais (sem direito a voto). Isso transferiria para estrangeiros um bom pedaço do capital da companhia, que o Palácio do Planalto encara como "estratégica" para o desenvolvimento do país.

Na opinião de auxiliares do presidente, pelo menos um outro acionista da Vale com assento no Conselho de Administração deverá rejeitar a compra da Xstrata. "Vocês acham que o Bradesco concordará com esse negócio?", indagou um ministro. Segundo um outro ministro, o governo tem, além de "golden share" (12 ações com poder de veto em algumas decisões da Vale, como a mudança de sede para outro país ou a venda do controle para estrangeiros), um acordo de acionistas que assegura aos entes públicos (BNDESPar e Previ) a possibilidade de reprovar a operação.

A posição da cúpula do governo de rejeitar a potencial compra da Xstrata pela Vale surpreendeu tanto fontes próximas dos fundos de pensão envolvidos na negociação, como a diretoria executiva da empresa. Por meio de sua assessoria de imprensa, a direção da Vale considerou "prematuro" emitir opinião neste momento "porque ninguém tem informações do negócio, nem mesmo o conselho de administração da companhia". Mas, afirmou respeitar "a opinião de todos, mesmo sem informação". E conclui: "Vamos fazer o que for melhor para o acionista da Vale." (Valor Econômico)

Continua

O Brasil de muitos milionários

Seu dinheiro - Sua responsabilidadeA revista Veja dessa semana nos convida a descobrir a supereconomia brasileira, contando um pouco das lições e histórias de quem triunfou e surfou nas ondas calmas do capitalismo, que produz, em média, 164 milionários por dia no Brasil. Como tenho certeza que os leitores do Dinheirama gostariam de participar dessa estatística, convido-os a descobrir alguns aspectos que permitiram tais números e passos para alcançar essa façanha.

Para triunfar é preciso arriscar
A revista insinua que Jorge Paulo Lemann, em acordo com André Esteves (que vendeu o Pactual para o UBS), planeja a aquisição de uma parte do UBS, na tentativa de cooptar outros acionistas e montar um bloco de controle na instituição. Outro negócio aparente para Jorge Paulo e seus fiéis escudeiros Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira é a compra de um “naco” da Coca Cola. Projetos ousados, mas que podem sim sair.

Continua em Dinheirama

QUANTO MAIS FED, MAIS CHEIRA...

Nos últimos dias, o temor da "recessão" nos Estados Unidos tem causado uma enorme instabilidade nos mercados internacionais. Não se discute outra coisa por aqui, nem na Europa e nem na Ásia.

"A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou país. Do ponto de vista dos empresários, recessão significa restringir as importações, produzir menos e aumentar a capacidade ociosa. Para o consumidor, significa restrição de crédito, juros altos e desestímulo para compras. Para o trabalhador, baixos salários e desemprego. Tecnicamente, para que a economia de um país entre em recessão, são necessários dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Se o PIB crescer pouco, pode-se falar até de estagnação econômica, mas não de recessão. A recessão é formada por uma redução expressiva das atividades comerciais e industriais.
Wikipédia - Recessão

Os Estados Unidos atualmente é um grande consumidor de muitos produtos do mundo inteiro. De petróleo, por exemplo, é o maior. Por isso, o medo da recessão nos EUA vem empurrando o preço do petróleo para baixo pois, diminuindo o consumo, sobra mais e o preço cai. Então, o medo do desaquecimento da economia de lá provoca uma insegurança nos países fornecedores, principalmente naqueles em Desenvolvimento nos quais o PIB depende muito do comércio com os EUA, como o Brasil, por exemplo, causando recessão em cadeia.

Todo esse estardalhaço ainda é resultante da crise do crédito imobiliário, que estourou no ano passado e parecia ter se calado no final do ano. Buscando combater a diminuição brusca do consumo causado pelo endividamento dos americanos, esta semana o banco central de lá - chamado Federal Reserve, vulgo FED - baixou novamente a taxa de juros. Do início da crise pra cá, a taxa de juros já baixou de 5,25% pra 3,5%. A notícia fez algumas bolsas no mundo se recuperarem, mas o medo ainda não passou. No Fórum Econômico Mundial, que está rolando essa semana, a recessão nos EUA tem sido citada não mais como um risco, mas já como uma certeza.

Enquanto isso, do outro lado do mundo, a China concorre com os EUA pelo posto de maior consumidor do mundo. Desde 2005 tomou o posto dos EUA de maior mundial de grãos, como trigo e arroz, além de carne, carvão, aço, fertilizantes, televisores, geladeiras, celulares, PCs. Inclusive espera-se que até 2010 o posto de maior consumidor de energia também seja assumido pela potência asiática. Se a recessão for proclamada, esse processo pode ser ainda mais acelerado.

No Brasil, o alto escalão do Banco Central e do Governo tem defendido a tese de que estamos com a economia tão aquecida que não corremos o risco de entrar numa recessão por aqui. Anotem isso, quem falou foi o próprio Henrique Meirelles. As empresas por aqui continuam apresentando bons resultados (e descobrindo novas jazidas de gás por aí), o que deverá suportar o mercado de trabalho e a despesa em bens de investimento. Porém, alguns mercados, principalmente de produção rural, deverão sofrer um impacto significativo.

Quero Ficar Rico

Por que o FED não vai nos salvar

Artigo publicado na revista NewsWeek após o corte de juros de 0.75 pontos percentuais, pelo Banco Central americano.

Bernanke e as empresas estão usando todas as suas munições, mas os problemas originais mantém-se com o dólar baixo e com o débito americano, argumenta Allan Sloan - editor-sênior da NEWSWEEK magazine.

NEW YORK (Fortune) - Esqueça todas aquelas explanações racionais sobre por que os mercados financeiros estrangeiros, especialmente a Ásia, derreteram por dois dias. Apesar do que você tem lido, visto e ouvido por aí, aquelas quedas não foram causadas por medo do que uma recessão nos Estados Unidos possam afetar os lucros das companhias que são negociadas na Índia, China e Rússia.



Ben Bernanke

Presidente do FED

Pelo contrário, as despencadas são momentos de pânicos de um mercado acomodado, onde a racionalidade é jogada pela janela tão logo alguém tente colocar a cabeça para fora da porta todos saem espezinhando-se para querer sair também. Mercados que “vão-que-vão”, especialmente na Ásia, têm subido para alturas ridículas - eles estão subindo porque estão subindo, e o sentimento geral alimenta-se nisso de novo e de novo, e não pára de subir.

O fato de que o Banco Central americano (FED) anunciou um corte de emergência de 0.75 pontos percentuais nas taxas de juros de curto prazo mostra que o FED pensa que o problema é um pânico no mercado e não problema nos fundamentos econômicos. Normalmente, o FED teria esperado até o meio-dia da próxima terça-feira (o segundo dia do encontro de dois dias que realizam periodicamente) para anunciar um corte nas taxas de juros. Anunciando um corte de juros fora da data programada e antes dos mercados financeiros abrirem demonstra que a única motivação foi para acalmar os mercados e não para revigorar a economia americana.

Aqui está o por quê. Primeiro, não estará bem claro até o próximo verão americano se uma recessão está realmente por vir nos Estados Unidos. Mesmo que a economia nacional tenha demonstrado um certo encolhimento em dezembro, não existe recessão de um mês. “Uma recessão é um significativo declínio nas atividades econômicas que abrange diversos setores da economia, e que dura mais do que alguns meses,” de acordo com as maiores autoridades em tais assuntos: o comitê do Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas americana.

Segundo, mesmo que você acredite que o corte na taxa básica de juros do FED vá estimular a economia, isso não vai acontecer do dia para a noite. Se você convidar um economista do FED para alguns drinks e prometer não citá-lo depois, ele contará que os benefícios de um corte na taxa de juros levam no mínimo seis meses para terem efeito na economia.

Houveram pânicos e calafrios por todo o mundo desde o último verão americano, quando o desastre dos créditos podres (junk mortgage) nos Estados Unidos começou a acelerar-se. Mas as sequelas ficaram restringidas na maioria dos casos ao mercado de débitos - diferentemente do índice Dow Industrials - isso não ressoa na vida da maioria das pessoas comuns e suas consequências não pode ser agrupadas matematicamente em um número, como o índice Dow Jones é.

Mas agora, há um pânico nos mercados financeiros, que está visível para todos verem. No último ano, 41 entre 100 das ações que melhor performaram foram da Índia, de acordo com os índices Russell. O mercado de Shangai praticamente dobrou de valor.

Isso não faz sentido a menos que você considere que os mercados da Índia e de Shangai eram desconhecidos pelos investidores antes de 2007 - e não eram. Se o FED não tivesse feito nada hoje (22/01/2008) o Dowe teria facilmente caído 600 a 800 pontos. Pelo contrário, ele fechou caindo menos do que 130 pontos.

O problema é que o FED tem apenas um punhado limitado de munição de corte de juros, e gastou muito dela hoje. Há a expectativa no mercado que ainda haja novamente um corte de juros na próxima semana, e terão gasto ainda mais cartuchos.

Eu não quero cair no jogo “o-que-o-FED-deveria-fazer” - eu sou apenas um major inglês reformado, o FED é cheio de pessoas brilhantes com doutorado e com acesso a informações que eu não tenho - mas eu continuo a observar muito inquietamente as taxas de juros caírem no momento em que nós estamos tão dependentes de dinheiro estrangeiro para cobrir nossos déficits comerciais e os déficits no orçamento americano.

Estou também menos emocionado ainda, observando os preços das commodities subirem, embora o preço do petróleo tenha caído ultimamente. Já há sinais preocupantes de que estrangeiros, que mantém reservas em moeda local, estão, de forma crescente, cansando de perder dinheiro com a desvalorização do dólar. E caso a queda do dólar torne-se um incômodo para os mercados, podemos então realmente esperar que a coisa fique preta.

Olhe! Nós não podemos depender do FED (ou de nenhuma instituição individual) para salvar-nos. O FED não é todo-poderoso (e também não era todo-poderoso sob o comando de Alan Greenspan). O atual presidente do FED - Ben Bernanke - não tem uma varinha mágica que ele possa sacudir para fazer tudo certo em Wall Street ou em Main Street - designação para pequenos comércios locais. Ele está fazendo o melhor que pode, mas a influência do FED não é a mesma de quando os mercados financeiros eram muito menores do que são agora, e longe de serem regulados.

Por causa do déficit comercial e no orçamento do governo, os Estados Unidos têm se preocupado com o que o resto do mundo pensa. O que naturalmente ocorre quando se é uma nação deficitária. Há enormes riscos em cortar a taxa de juros, e riscos, também, em ter que emprestar ao Tio Sam outros 150 a 200 bilhões de dólares (primeiramente proveniente de estrangeiros) para financiar um pacote de estímulo econômico de curto prazo.

Nota de Autor: no longo prazo, os mercados são geralmente racionais. No curto prazo eles são… bem, mercados. Eles estão inclinados a subidas e descidas repentinas e irracionais. Não expere dos mercados que eles reajam do modo que você quer que eles reajam. E não espere o FED para salvá-lo se eles não reagirem como você esperava.

Mensalinho

E no curto prazo?!?!?!?!

Interessante a reportagem abaixo. Confirma o que estamos vivendo na renda variável atual: VOLATIDADE!!!

Assim, qualquer previsão de curto prazo, seja ela grafista ou fundamentalista, é puro chute. Em momentos como esse, o melhor é esperar e apenas olhar...
Volatilidade dificulta projeção ao comportamento da bolsa no curto prazo
Após forte queda recente, as bolsas apresentam um pregão de recuperação nesta quinta-feira (24). Na véspera, quando os mercados asiáticos, europeus e brasileiro já estavam fechados, Wall Street reverteu sua trajetória de baixa e acabou encerrando com ganhos expressivos, depois de bastante volatilidade.

Enquanto os analistas técnicos encontram nos seus indicadores a explicação para o repique para cima, os fundamentalistas buscam justificativas para a recuperação em fatores econômicos.


Para os primeiros, a penalização nos pregões anteriores levara muitas ações a níveis sobrevendidos, como demonstrado, por exemplo, pelos IFRs (Índices de Força Relativa), em um prenúncio de valorização iminente.


Já os fundamentalistas argumentam que a possibilidade de adoção de um plano de ajuda a seguradoras norte-americanas afetadas pelo subprime foi determinante para a inflexão em Wall Street na véspera. Seria mais uma medida contrária ao empoçamento de liquidez nos EUA e em prol de melhores condições do sistema financeiro.

Mais sensível

De fato, constata-se nos pregões recentes um aumento da sensibilidade do preço dos ativos a qualquer notícia ou rumor envolvendo a situação da economia norte-americana.


Se a nova informação relaciona uma probabilidade maior de recessão nos EUA com conseqüente impacto significativo sobre os países emergentes, a decorrência imediata é queda dos mercados pelo mundo. Quase a qualquer preço, investidores saem vendendo na tentativa de aumentar

sua liquidez e pintam de vermelho o quadro das bolsas.

Em contrapartida, se a hipótese sugere soft landing na economia norte-americana e descolamento dos países emergentes à piora da situação nos EUA, há um esboço de recuperação do preço das ações. Como o noticiário vem pendendo mais ao negativo nas últimas semanas, o parágrafo anterior tem aparecido com freqüência nas manchetes.

Sobra um resíduo a explicar

De forma evidente, as elucubrações sobre os possíveis cenários repercutem no preço dos ativos. Porém, atribuir a magnitude das recentes mudanças no valor das ações a aspectos estritamente racionais encontra restrições.


Os preços dos ativos têm variado em proporção superior às eventuais alterações de fundamentos. Sentimentos de pânico, por vezes, foram vistos no mercado nas últimas sessões. Em intervalos mais curtos, há esboços de euforia, como se o preço alcançado pelas ações embutisse um cenário de extremo pessimismo, permitindo o repique forte para cima.

As explicações para os últimos movimentos da renda variável são repletas de nuances. Se as causas não são conhecidas, arriscar qualquer previsão para o curto prazo fica ainda mais complexo. A maior variância potencializa erros de previsão e torna quase impossível avaliar o comportamento da bolsa nos próximos pregões.

Fonte: Infomoney

Investmaníacos

Raio X da crise americana

Aproveitando o dia mais tranquilo nos mercados, resolvi exercitar o meu modesto "economês" e tentar fazer um raio x do que eu imagino esteja acontecendo com a economia americana e consequentemente com a mundial. Dividindo em segmentos, faço um apanhado resumido das informações sobre essa crise que promete ser lembrada no futuro, como o estopim da retração da liquidez mundial.

Setor Imobiliário

A origem de tudo. A construção de novas casas, que representa 4% do PIB americano, despencou. A venda de residências novas continua em queda livre. Trazendo consigo os preços, que para muitos analistas, já começam a ficar interessantes em muitas regiões.

Desde 1997 os preços das residências mais que dobraram em termos reais. Em particular, a alta dos preços residenciais fornece aos consumidores a garantia de que precisam para um aumento enorme na tomada de crédito.

Em crises americanas do passado, o mercado imobiliário sempre foi o sintoma de que uma recessão se aproximava, e não a causa. Desta vez, a fonte do problema está no próprio estouro da bolha imobiliária.

Endividamentoraiox2

Em relação à sua renda, os consumidores vêm assumindo mais dívidas há décadas, uma vez que o sistema financeiro[bb] cada vez mais sofisticado dos EUA possibilita acesso ao crédito a mais pessoas. Mas o ritmo do endividamento subiu dramaticamente. A relação da dívida dos domicílios americanos com a renda disponível está agora acima dos 130%. No começo desta década, era de 100%; no começo da década de 90, era de 80%.

Consumo

Estudos sugerem que as mudanças nos preços das residências têm um impacto maior sobre os gastos do consumidor[bb] em países onde os mercados de crédito são mais desenvolvidos, como os EUA. Esses trabalhos concluem que uma queda de US$ 100 na riqueza financeira é tradicionalmente associada a uma queda de US$ 3 a US$ 5 nos gastos. Já uma queda equivalente no patrimônio habitacional acaba reduzindo os gastos em algo entre US$ 4 e US$ 9.

Considerando o tamanho do setor habitacional é possível prever que os gastos do consumidor cairiam quase dois pontos percentuais por ano.

Crédito

Por outro lado os bancos já estão reagindo. Segundo a pesquisa mais recente feita pelo Fed com funcionários de bancos americanos responsáveis por empréstimos, um quarto das instituições elevaram suas exigências para empréstimos ao consumidor. Assim o americano começa a ter dificuldades de obter recursos emprestados.

Petróleo

Com a perda de liquidez, o americano deve torcer para que o petróleo continue com sua recente tendência de queda. Afinal de contas, qualquer aumento, por menor que seja, na gasolina, tem um forte impacto no poder de consumo da população. Segundo dados do Goldman Sachs, esse número pode chegar a 1,2% aa sobre os gastos do consumidor.

Mercado de Trabalho

Até o momento parece estar resistindo bem a toda a turbulência. A divulgação hoje, do número de pedidos de auxilio-desemprego, ficando abaixo da raioxexpectativa dos analistas, reforça o fato que as empresas ainda não começaram a dispensar funcionários e a retrair drasticamente a produção.

Exportações

Boa parte da estabilidade do emprego se deve as exportações. As exportações americanas estão aquecidas enquanto o crescimento das importações diminuiu bastante. Isso reduziu o déficit comercial dos EUA e elevou a produção industrial. As exportações não continuarão crescendo às taxas alucinantes dos últimos meses, mas com o dólar dando sinais tímidos de recuperação e com as economias emergentes se mostrando particularmente resistentes, as exportações continuarão sendo um impulso importante.

Recessão

Juntando todo o exposto acima, teremos (ou já temos) uma recessão ? Difícil de dizer. O ponto em questão é que mesmo que a economia evite tecnicamente uma recessão, a maioria dos americanos terá a impressão que estar em meio a ela - uma vez que a queda virá do consumo. E isso representa uma mudança profunda. Os americanos não estão acostumados a terem que reduzir os gastos. Mesmo nas recessões anteriores, políticas de corte nos impostos, juros baixos e preço alto das residências, permitiram a população continuar gastando.

Agora as mesmas medidas vem sendo adotadas. Bush entrou em ação com um mega pacote tributário… Bernanke surpreende cortando os juros, em uma reunião extraordinária. Se serão suficientes esses eventos, em breve saberemos.

Uma coisa porém parece certa. Neste ano eleitoral, com recessão ou sem, os EUA têm uma estrada traiçoeira pela frente.

CHR Investor

Segunda perna de baixa









As líderes em ação, a correção pode ter terminado e vem aí a recuperação em pá-de-ventilador...

Uma irracionalidade nos gastos

Você conhece alguém que trata a restituição do imposto de renda como se fosse um prêmio e não usa este dinheiro para quitar contas diárias ou reservar o valor para algum gasto imprevisto? Conhece alguém que tenha uma poupança e usa o limite do cheque especial? Ou então quem não retira o dinheiro da poupança que fez para as férias e prefere financiar o saldo do cartão de crédito? As situações descritas, muito comuns no dia-a-dia, são analisadas pelas finanças comportamentais, campo de estudo que surgiu nos anos 70 pelos cientistas Kahneman e Tversky e pesquisa a aplicação da psicologia às finanças na tentativa de explicar como as pessoas tomam as suas decisões relativas ao dinheiro.

- Segundo as finanças comportamentais, tendemos a separar nosso patrimônio em partes e, então, tomar decisões de forma individual, isto é, decisões que não fariam sentido se olhássemos o patrimônio como um todo. Este processo de separação de patrimônio em compartimentos mentais diferentes é chamado de contabilidade mental - explica professor de finanças comportamentais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autor do livro A Árvore do Dinheiro, Jurandir Sell Macedo.

A contabilidade mental pode ser positiva, como na separação de uma parte do orçamento a cada início do mês para comprar uma casa, formar uma reserva para a aposentadoria, estudo dos filhos ou as próximas férias. Porém, algumas vezes faz com que as pessoas paguem juros altos tomando empréstimos só para não mexer na poupança.

Continua em Conexão Dinheiro

Bolsas em alta de manhã, com ajuda às seguradoras

A operação de socorro aos emissores de credit-default swaps, os CDS (veja post abaixo) já começou. Duas seguradoras americanas, MBIA e Ambac, especializadas na emissão de CDS, deverão receber um pacote de ajuda de 12 bancos de Nova York. Segundo o jornal The New York Times, a decisão pode sair em 48 horas.

Segundo o New York Times, as autoridades americanas orquestraram a ajuda às seguradoras para garantir que elas não quebrem e iniciem uma reação em cadeia que poderia se espalhar por todo o sistema financeiro americano. O valor segurado de MBIA e Ambac, segundo o jornal, é de um trilhão de dólares.

A decisão ajudou o mercado americano. O índice Dow Jones, mais conhecido indicador da bolsa de Nova York, está indicando 12 270 pontos no início da manhã, com uma alta de 16 pontos em relação ao fechamento anterior. Por aqui, o Índice Bovespa avança 4% a 56 000 pontos e o dólar e os juros caem.

Blog do Investidor

Outro dia, mesmos problemas, humor melhor

O resultado do Copom não poderia ser diferente. A taxa Selic foi mantida em 11,25% e assim deve permanecer por um bom tempo. Os cortes que vêm sendo feitos no Fed Funds Rate em nada influencia as decisões do nosso Comitê.

A situação interna do Brasil não sofreu grandes mudanças, apesar do nervosismo nos mercados financeiros. Continuamos com uma boa e relativa estabilidade, mesmo com um cenário de maior turbulência internacional, que faz aumentar a aversão ao risco dos emergentes. Assim, somos obrigados a manter um nível razoável de atratividade para o capital estrangeiro, caso contrário, ele voa para longe daqui! Se a saída de recursos já tem sido notada, principalmente na Bolsa de Valores, com os nossos juros pagando menos em termos reais, perderíamos condições de competir com economias mais fortes. Junte a isto o aumento no consumo proporcionado por financiamentos fáceis, que vem pressionando a inflação, e entendemos o porquê da decisão esperada em nossa ploítica monetária.

Os EUA devem se mexer do jeito que for possível para segurar a barra, e isto ficou claro no final do pregão de ontem em NY. O patamar de 12.000 pontos do Dow Jones foi recuperado (veja gráfico abaixo) e a Bolsa de São Paulo responde hoje com força. As principais ações registram expressivas valorizações. Petro e Vale sobem mais de 5%, o Ibovespa confirmou o fundo em 54k, e tudo agora indica que podemos voltar ao teste dos níveis de 60 mil pontos, mesmo que sujeitos ainda aos efeitos da volatilidade. Quando Wall Sreet não atrapalha a coisa fica boa para nós.

Portanto, é hora de aproveitar o repique da maré, sem criar muitas ilusões, manter os pés no chão, cientes de que atualmente tudo pode ser temporário. O humor do mercado continua bipolar: da euforia ao pânico e vice-e-versa! Vai ganhar quem mantiver o controle emocional, souber selecionar as melhores ações de potenciais empresas e aproveitar as boas oportunidades que sempre aparecem!


Spreads e a Estratégia de Investimentos

Quando um investidor avalia as diferentes possíveis estratégias de investimento, é preciso que não se esqueça de dois pontos importantes: os custos de transação e a carga tributária. Transacionar tem um custo, e algumas estratégias possuem custos de transação maiores do que outras. Os custos de transação evidentemente prejudicam o desempenho dos investimentos e podem fazer com que carteiras que de outra forma seriam lucrativas acabem por ser tornar ineficientes. Para compreender os efeitos destes custos, precisamos compreender quais são eles, como variam de uma estratégia para outra e como podem ser minimizados.

Um dos custos que afetam os investimentos são os spreads, e vou discutí-los brevemente aqui.

Existe uma diferença entre o preço de compra e o preço de venda de quase todos os ativos mesmo que negociados em um mesmo ponto no tempo. Chamamos a esta diferença de cotações de spread de compra e venda.

Por que existe um spread de compra e venda?

Na maioria dos mercados, existem intermediários, ou formadores de mercado, que é quem estabelece o spread de compra e venda, e três tipos de custo com os quais eles se deparam: o primeiro é o risco e o custo de possuir estoques, o segundo é o custo do processamento dos pedidos e o terceiro é o custo de negociar com investidores mais bem informados. O spread existe para cobrir estes custos e, ainda, deixar um lucro que compense ao intermediário continuar no seu ramo de negócio.

Investimetria

O mundo, a partir de NY

Por aqui o corte dos juros e o pacote de estimulo ainda nao acalmaram os mercados. Acreditam que até fim da semana teremos dias tensos. Até as acoes da Apple tiveram forte queda. Uma surpresa.

O economista Jeffrey Frankel da JFK School of Government disse ontem que tais medidas nao serao suficientes e que uma nova política fiscal deverá ser estabelecida. Dizer aos americanos, já super endividados que continuem consumindo soa um tanto irrealista.

A campanha perdeu um pouco de espaco para a economia...ainda bem porque Hillary e Obama continuam trocando farpas.

enviada por Luis Nassif

A telefonia, segundo a TIM

Na Coluna Econômica de ontem coloquei a versão dos candidatos à aquisição da Brasil Telecom.

Vamos, agora, à posição da TIM.

Em meio a essa enxurrada de especulações, a TIM se atém ao que diz a lei. A mudança de controle da Telecom Italia atrasou seis meses porque uma das condições dos bancos italianos e da Telefonica é que fossem resolvidas as questões regulatórias naqueles países onde houvesse posições concorrentes entre empresas controladas -- especialmente no Brasil e na Argentina.

Na Argentina, se resolveu rapidamente. No caso brasileiro, não. Hoje em dia a Vivo (na qual a Telefonica tem 50%) possui 32% dos celulares; a TIM outros 30%. A ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) soltou um documento colocando 28 restrições a uma posição fusão das operações de ambas. O primeiro ponto é que as operações de ambas deveriam ser totalmente independentes.

Recentemente vieram ao Brasil o CEO e o chairman da Telecom Italia. Estiveram na ANATEL, no CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) e com o presidente da República. E reafirmaram a decisão de manter independentes as operações de ambas as empresas.

O que pode acontecer pela frente, não se sabe. Na telefonia há muito boato, questões regulatórias intrincadas e decisões que precisam ser tomadas rapidamente.

Mas, na visão da TIM, o quadro atual é esse que foi relatado.



enviada por Luis Nassif

EUROPA AGORA


Bons ventos vindo do norte!

Análise Diária

Bom dia á todos!
No mercado nacional, tivemos um dia de fortes quedas durante todo o pregão, especialmente o setor de siderurgia e mineração, onde alguns papeis chegaram a perdas de mais de 7%.

No entanto, no mercado internacional, tivemos um forte rally de alta no índice Dow Jones nas duas ultimas horas de pregão, onde o índice estava em território negativo,e fechou na máxima do dia com valorização de 2,20%.

O efeito foi sentido no after market da Bovespa, onde diversos papeis fecharam na cotação máxima permitida de 2% para este horário.

No momento temos forte alta na Europa, a qual já estava fechada ontem no rally do Dow Jones. Os principais índices europeus apresentam alta em media de 4%.

A explicação geral para está alta, foi que, após revisarem o corte de juros do FED, chegaram a conclusão que estes cortes serão benéficos para os bancos. Detalhe: demoraram dois dias para chegarem a está conclusão!?

Os futuros americanos estavam em leve baixa de 0,40%. Para hoje, esperamos maior consistência no repique dos papéis, com destaque para compras no setor bancário - BBDC4 e ITAU4. PETR4 também se apresenta como um papel forte para compra. Bons negócios!

TR3 Invest

Saldo Estrangeiro Bovespa


Palpite Ações

Curta mensagem sobre um fundo de curto

Para aqueles que acham o tom desse blog excessivamente crítico, o que de fato é uma verdade, uma postagem fora desse padrão.

O comportamento dos mercados hoje, somado a um considerável incremento nas operações de crédito orquestradas pelo Federal Reserve durante os últimos dias, parece ter potencial de formar um fundo de curto prazo nas quedas recentes do mercado.

Ao menos temporariamente.


Cinco pesos de Dois Quilos


Trem bala Rio-SP: um exemplo dos elásticos prazos do PAC

Em 27 de maio do ano passado, o presidente da Valec Construções e Ferrovias, José Francisco das Neves, disse que o trem bala Rio/S.Paulo estaria com as obras licitadas ainda no final de 2007 ou início de 2008.

Nada feito.

Promessas e prazos simplesmente mudaram.

Agora, o projeto do trem bala está incluído no PAC, com previsão de US$ 11 bilhões de investimentos privados. Novos prazos, dados pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento: modelagem do projeto em agosto deste ano e publicação do edital de licitação em março de 2009. Mais ainda: o sistema terá uma segunda “perna” (São Paulo-Campinas), com o objetivo de ligar os aeroportos do Galeão, Guarulhos e Viracopos.

Conclusão: o projeto continua no papel, mas cresceu – o que torna mais vistosa a previsão de investimentos do PAC – e continua no prazo, no novo prazo.

Blog do Sanderberg

Por que o mundo ainda sofre com uma crise nos EUA?

A crise econômica nos Estados Unidos é o assunto da vez no blog que o Washington Post mantém com jornalistas de todo o mundo. A questão agora é discutir por que as economias do resto do mundo, mesmo indo tão bem, pegam sempre um resfriado quando os americanos espirram.

Por aqui, o governo nos vende a idéia de que nunca estivemos tão bem na história, com reservas acumuladas, superávits comerciais e em transações correntes, e dívida externa em queda. O dólar está num nível baixo e a previsão de crescimento para a economia está em torno de 5% em 2008. Mas, por que então, a Bovespa despencou na segunda-feira, repercutindo mal o pacote apresentado por Bush na sexta?

Em primeiro lugar, porque a crise americana, desta vez, não se trata de um espirro. A avaliação é que a maior economia do mundo está entrando em uma grave recessão, diferente das últimas duas, que foram breves e suaves. Em segundo lugar, estamos numa economia globalizada, e é ilusão acharmos que estamos desconectados do resto do mundo. Por fim, temos que lembrar que o EUA é o nosso maior investidor e importador, e está muito a frente da China, com quem aumentamos nossas relações comerciais nos últimos anos.

O mundo inteiro será afetado pela crise na economia americana, que é a maior do mundo. A principal diferença é que hoje em dia, quando os Estados Unidos espirram, eles atingem primeiramente a sua própria economia.

Entre aqui no blog do Washington Post e leia a opinião de outros jornalistas. (em inglês)

Notícias boas inesperadas deixam mercado mais animado

O dia amanheceu bem, subindo na Ásia e subindo na Europa apesar de um enorme rombo de U$ 7 bi no banco francês Societe Generale.

Houve algumas notícias boas inesperadas. Por exemplo: a confiança do empresário da Alemanha (foram sete mil empresários ouvidos) está na maior alta em dois anos. Isso atenua o medo de que a recessão americana chegue em outros países. Os dados da China também animaram. O país cresceu ao ritmo de 11% no último trimestre do ano. É bem verdade que a inflação está em 6,5%, o dobro da meta. E este ponto é preocupante.

Mas o que melhorou mesmo o ânimo foi o pacote de socorro financeiro de US$ 15 bilhões as seguradoras. Essa área do seguro era considerada a nova e assustadora frente de prejuízos, rombos e quebras. Nos jornais americanos, como o Wall Street Journal, já se discute até que ponto os juros americanos podem ganhar com segurança? Esse é o dilema de sempre: cair muito os juros pode ser o melhor caminho para alimentar a inflação.

Miriam Leitão.com

Copom decide manter juros em 11,75%

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do Uol

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu manter a Selic (taxa básica de juros) em 11,25% ao ano, percentual que está em vigor desde setembro.

Há quatro reuniões do Copom, a taxa está em 11,25%: antes, em 5 de setembro, 17 de outubro e 5 de dezembro, a instituição já havia optado pelo mesmo percentual. A decisão de agora sobre a taxa valerá pelos próximos 45 dias.

A justificativa do comitê foi a seguinte: “Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem viés. O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

O próximo encontro do comitê ocorrerá nos dias 4 e 5 de março.

O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.

O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.

O Copom se reúne em dois dias seguidos, No primeiro dia da reunião, participam também os chefes dos seguintes Departamentos do Banco Central: Departamento Econômico (Depec), Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin), Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), além do gerente-executivo da Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores (Gerin).

Acerto de Contas

VÃO PRA LÁ QUE EU VOU PRA CÁ

A Bolsa de Nova York, hoje, parecia jogada do Robinho no Maracanã: enquanto as Bolsas européias e a Bovespa fechavam em baixa, os gringos deram um corner na galera. BOVESPA encerrada no vermelho, os caras tocaram apito, bateram bumbo, e dançaram ula ula. Resultado: fechamento do Dow Jones com alta de +2,50%, em 12.770 pontos. A NASDAQ que havia caído uma barbaridade, fechou com alta de +1,05%. Hoje vai ter festa em vários APs do Upper West Side.

Com este resultado, o Estocástico sinalizou compra (já estava com Divergência de Alta), tendo inclusive feito uma figura forte de reversão no gráfico de Barras.

O vento que sopra lá, vai soprar aqui também. Recolhi minha banca de lenços na Quinta Avenida. Preparar! Apontar! Fogo!

Perguntar não ofende: porque a BOVESPA não opera sincronizada com Wall Street. Só nós tomamos fumo, com essa diferença de horário.

AMERICANOS DÃO GOLPE MANJADO NOS BRASILEIRINHOS


Pois é, os analistas daqui fizeram suas contas, analisaram com profundidade a tendência da economia mundial, e do alto de suas sabedorias foram dar entrevistas no "Conta Corrente" da Globo News. Falaram tanta abobrinha que eu acabei recolhendo duas dúzias delas, e botando uma banca em frente de casa pra ganhar uns trocados (a propósito, onde estão os experts, que disseram que a economia americana iria ter um pouso suave. Apareçam).

Os investidores com menos conhecimento deste mercado complexo, se assustaram e saíram vendendo seus papéiszinhos, IPOs, micos, e etc. Justo no momento em que o mercado tinha tudo para subir. Não pesou na decisão dos experts, nem o fato das Bolsas asiáticas terem encerrado o dia com altas expressivas. Pensaram: os amarelinhos não entendem nada de Bolsa. Nós sim! Resultado: BOVESPA encerrando o dia com perda de -3,32%, contra +2,50% do Dow Jones. Crianças, vão estudar sobre o mercado. Isto não é trabalho para adolescente. É briga de cachorro grande.

Ainda bem que amanhã tem bolsa aqui (sexta não). Vai dar chance de compra. Resistência em 58.000 pontos.

Com a puxada do Dow Jones, com toda certeza amanhã vai ter festa nos Home Brockers. Fiquem espertos: na prática, a teoria é outra, já dizia o Barão de Itararé.

Gráficos em BOLSA HOJE

Plascar: estudos

Aqui estão três estudos sobre Plascar. Dois gráficos são diários e um semanal em semilog. O gráfico semanal indica que havia espaço para uma queda, com o surgimento de uma forma arredondada no topo. O diário revela um topo duplo. O outro gráfico diário mostra que, a cada perda do gann-line, tívemos fortes quedas. Por estar sobrevendida, é natural uma reação corretiva no curto-prazo.






Ibovespa


Tem uma média móvel de 200 períodos sendo testada "por baixo" hoje!!!



Abertura

O caráter histérico da atual crise fica escancarado com o enorme repique que se vê nas Bolsas, em todo o mundo, mesmo com um prejuízo gigante do segundo maior banco francês: um vago boato de que um fundo seria constituído para ajudar nos problemas de crédito é o pretexto mais citado para a reviravolta. No Japão, o Nikkei225 até teve outra alta moderada (+2,06%), mas na Europa, o Stoxx50 das blue chips vai ganhando inéditos 5,8% até agora. Nos Estados Unidos, a virada foi no final do pregão de ontem, onde severas perdas, viraram boas altas. Hoje, os futuros vão subindo cerca de 0,6%, no momento. Por aqui, o repique começou antes dos índices americanos, mas apenas o leilão final já refletiu a virada que houve por lá. O Ibovespa ainda fechou com perda superior a 3%, porém o pré-pregão de hoje mostra um ganho de 4,5% para o Fut. Fevereiro, com enorme volume (se bem que parte do ganho é uma reposição da alta ocorrida no leilão final do à vista).

Bovespa abre em alta com ajuste a NY. DI repercute o COPOM

... Rumores de um PACOTE para socorrer seguradoras de bônus, atingidas por perdas do mercado hipotecário subprime, nos EUA, somaram-se à aposta de que o FED voltará a cortar o JURO norte-americano na próxima semana (em 50 pontos-base, segundo a maioria dos PRIMARY DEALERS), e as duas coisas juntas protagonizaram a espetacular VIRADA das bolsas em NY na última hora do pregão. Puxados pelas ações do setor financeiro, os índices fecharam em ALTAS expressivas, recuperando as fortes perdas do intraday. A oscilação foi de deixar tonto, quase 600 pontos no DOW Jones.

... Muita gente aqui já tinha ido embora para casa antes da virada, de moral baixa com o dia difícil (mais um), e vai gostar de saber que, HOJE, a bússola da VOLATILIDADE aponta para cima. Mas é um dia complicado para estratégia, esta quinta-feira, quando os investidores domésticos devem se posicionar para o feriado de amanhã em São Paulo, com WALL STREET em chamas. Alguma cautela pode prevalecer no final dos negócios.

... Já hoje à noite, NY espera para depois do fechamento o balanço da MICROSOFT, que deve vir com lucro líquido de US$ 0,46 por ação no quarto trimestre, e da SUN MICROSYSTEMS, com previsão de ganho de US$ 0,30 por papel... Antes da abertura, o destaque vai para a FORD, que deve reportar prejuízo de US$ 0,20. Amanhã, sexta-feira, saem os números da CATERPILLAR (US$ 1,50) e ainda da HONEYWELL (US$ 0,91).

.. No AFTER HOURS, fez feio a EBAY, despencando 5%, com projeções decepcionantes de lucro e receita para o atual trimestre. Já as ações da QUALCOMM dispararam mais de 7%, com a previsão de lucro para este ano no topo das estimativas.

... Na agenda dos indicadores, podem influenciar as vendas de IMÓVEIS usados do mês de dezembro, às 13h, que devem mostrar recuo de 0,4% na margem. Mais cedo, às 11h30, o auxílio-desemprego tem previsão de alta de 19 mil pedidos na semana até 19/1. Também é dia de conferir os estoques de PETRÓLEO, às 13h30 (previsões abaixo).

... AQUI, embora o COPOM tenha correspondido plenamente às expectativas, mantendo inalterada a taxa SELIC, em 11,25% (placar unânime), o texto do STATEMENT trouxe uma pequena mudança que pode movimentar as apostas hoje (abaixo)... Daqui a pouco, às 9h, sai o IPCA-15 de janeiro, para o qual pesquisa AE Projeções apurou previsões de 0,62% (piso) a 0,73% (teto), com a mediana em 0,67%. Também às 9h00, será divulgada pelo IBGE a taxa de DESEMPREGO (9h), que deve ficar em torno de 7,30%.

MEIRELLES. Em avaliação sobre a crise nos EUA, na reunião ministerial de ontem, disse que uma eventual recessão no país não deverá ter longa duração, segundo relato de participante à AE. Embora exibindo tranqüilidade sobre as condições do País contra essa crise, admitiu que o PIB brasileiro pode crescer menos que o previsto pelo BC (4,5%).

Primeiro sinal

... Pode parecer que não há nenhuma novidade na afirmação que você leu no statement do COPOM, que “irá acompanhar o cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos na estratégia de política monetária”. Realmente, é isso que o Comitê faz, em todas as reuniões, acompanhar os indicadores para, então, decidir que rumo dar aos juros. Mas já deu para perceber que esse trechinho extra é, no mínimo, uma forma de preparar o mercado para uma mudança na trajetória da SELIC, para cima. E como todas as vezes que o comunicado recebeu novas expressões houve algum ajuste, não é difícil imaginar que hoje vai ter gente revendo as apostas.

... O economista-chefe do Banco WESTLB do Brasil, Roberto PADOVANI, acredita que a alteração no texto do comunicado abre espaço para uma eventual elevação futura na SELIC. Acha que o BC quis “dar um recado” ao mercado financeiro de que está bastante atento às atuais condições macroeconômicas. “Todos estavam esperando mais o conteúdo do comunicado do que a própria decisão do COPOM”, disse ao repórter Flávio Leonel (AE). Na mesma linha, o economista-chefe do Banco SCHAHIN, Silvio CAMPOS Neto, acha que o comunicado indica a possibilidade de mudança na estratégia da política monetária do Banco Central para os próximos encontros.

... Com esse recadinho deixado no statement, fica ainda maior a expectativa do mercado para a ATA da reunião, que sai na próxima quinta-feira. O documento deve deixar mais claro quais são as variáveis importantes a serem observadas daqui para frente. E, com certeza, muitas delas têm a ver com o cenário externo. A grande dúvida é saber qual será o principal efeito da crise internacional: a desaceleração do crescimento econômico e alívio da inflação, por causa do recuo dos preços das commodities, ou pressão inflacionária, em função da desvalorização cambial que o fluxo menor de recursos e a queda do superávit comercial podem provocar.

... O mercado de JUROS segue carregando prêmios gigantescos em toda a curva. Mas, como os contratos mais curtos não estão acompanhando tão de perto as oscilações no exterior, há chance de haver alguma correção para cima dessas taxas na abertura dos negócios. O DI janeiro de 2010 encerrou a 12,97% (de 12,91% na terça-feira). DI janeiro de 2012 avançou de 13,16% a 13,25%. E DI janeiro de 2009 ficou estável, em 11,97%.

... O DÓLAR voltou para cima de R$ 1,80, de olho no comportamento de Wall Street. No fechamento, subia 1,84%, a R$ 1,825. Mesmo com a piora da crise externa, o BC não abandonou a estratégia de reforçar as reservas internacionais, que crescem sem parar desde 26 de dezembro. Segundo anotou o jornalista Fernando Nakagawa, da AE, só na terça-feira, dia 22/1, o montante aumentou em US$ 1,315 bilhão, para US$ 186,4 bilhões. Mas o volume de compras diminuiu com a crise. O superintendente do Banco BANIF, Rodrigo TROTTA, estima que a compra diária média em janeiro foi de US$ 120 milhões, contra US$ 400 milhões ou US$ 500 milhões antes de o cenário externo piorar.

... Na BOVESPA, a conta continua negativa, com saída de R$ 544,597 milhões no dia 21, que elevou o déficit em janeiro para R$ 4,511 bilhões.

... A volatilidade continua sendo a tônica na BOVESPA, na esteira de NY. Ontem, a bolsa foi até a mínima de -5,5%. No fechamento, reduziu a perda para 3,32% (54.234 pontos). De novo, o estrangeiro atuou com força na venda. O giro financeiro foi de R$ 6,1 bilhões.

... PETROBRAS PN teve queda de 1,71% no fechamento, mas chegou a perder 5,8%. A redução da queda ajudou o IBOVESPA a sair das mínimas na reta final. PETRO ON caiu 1,82%. VALE PNA teve baixa de 6,10% e a ON, de 5,46%.

... No mercado da DÍVIDA, o Global-40 fechou na máxima a 134,50 cents, alta de 0,37%. Mas o risco Brasil subiu seis pontos-base, para 275 pontos-base no final da tarde.

Reality show

... Ninguém se ilude achando que só porque as bolsas em NY protagonizaram um rali de última hora não tem mais crise e os investidores resolveram dar um voto de confiança ao FED. Mas o que se lê é que, do jeito como andava vendido o mercado de ação, cedo ou tarde, nada mais natural que acabasse criando oportunidades de compra. É assim que continua tudo igual, com WALL STREET no choque da realidade, e a ameaça de RECESSÃO logo aí, à espreita. Mas, menos mal, o fechamento de ontem foi BONITO.

.. Numa reversão fulminante, o Dow Jones recuperou 600 pontos numa tacada só, saindo de uma queda de 300 pontos para uma alta do mesmo tanto. Teria sido beneficiado, especialmente, pelo setor financeiro, que há tempos já andava devendo uma realização e que decidiu apostar que a diferença entre as taxas de juro de curto prazo (que os bancos pagam quando tomam empréstimo) e as de longo prazo (que cobram por financiamento) vai acabar impulsionando os lucros das instituições financeiras.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Alguns Ativos e suas Fibos

Sobre Fibonacci (Leonardo de Pisa, filho de Bonacci - daí seu nome) sabemos que seus estudos, e a proporção áurea, surgiram no ano de 1202, através de um experimento com coelhos. Depois os mesmos números de ouro foram observados em outros aspectos da natureza, como também na arquitetura em épocas remotas, como no caso do Parthenon em Atenas, na Grécia.

Como se trata de um estudo matemático, sua teoria foi adaptada para um acompanhamento das negociações no mercado. As oscilações de preço nos ativos das bolsas de valores podem ter alguma associação estreita com a razão proposta por Fibonacci. Mas existe uma fórmula correta de aplicação destes princípios?

Antes de tudo, devemos considerar que o mercado de capitais não segue um padrão de comportamento ordenado. Seus movimentos são totalmente desestruturados, apesar de identificarmos claramente ciclos de tendências que podem variar conforme o tempo. Mas a maneira certa de utilizar os números de Fibonacci (fibos) será sempre aquela que trouxer os melhores resultados financeiros. A análise técnica não é mágica! Ela pode oferecer as indicações mas a apuração do lucro (ou prejuízo) vai depender da forma e hora que as estratégias forem executadas. No simulado tudo pode ser flexibilizado, mas quando colocamos o nosso dinheiro no risco, a coisa fica mais séria.

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Hoje tem Copom.

Nenhuma novidade (por enquanto)

Como acontece a cada 45 dias, hoje tem Copom. Esta quarta-feira será o segundo dia da reunião do Comitê de Política Monetária, o Federal Reserve brasileiro. Os especialistas do Banco Central vão se reunir à tarde em Brasília para definir as taxas de juros referenciais da economia. Os prognósticos do mercado são simples: nada vai acontecer. Até a pintura "Descobrimento do Brasil" de Portinari, que enfeitava a sala de reuniões do oitavo andar do prédio do BC e está em restauração, sabe que os juros referenciais deverão permanecer a 11,25% ao ano. Essa é a crença geral do mercado financeiro. Até aí, nada de mais.

Nada mesmo?

Vamos consultar as sagradas escrituras, a boa e velha teoria econômica. Lembra da inflação? Pois é, inflação é quando os preços sobem descontroladamente. Ela pode ocorrer por duas causas:

- inflação de demanda, quando há muito dinheiro na economia. Os salários sobem, a quantidade de produtos não acompanha e os preços aumentam aceleradamente.

- inflação de custos, quando os preços de algum fator essencial (como petróleo, eletricidade, minério de ferro, salários) sobem inesperadamente, e contaminam todos os outros preços da economia.

No caso brasileiro, a principal preocupação dos economistas é com uma pressão de aumento de salários. A economia está aquecida, o desemprego diminuiu, há escassez de profissionais capacitados de nível médio em algumas áreas, e é possível (embora ainda não seja provável) que 2008 seja um ano marcado por fortes pressões de aumento salarial. Os sindicatos vão querer oferecer a seus filiados boas campanhas, e mesmo quem não é sindicalizado vai começar a procurar salários melhores. Tudo isso pode colocar um pouco mais de pressão na inflação.

Sempre é bom lembrar que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve para o Copom balizar suas taxas de juros, fechou 2007 dentro da meta por pouco, muito pouco. Os preços dos alimentos estão subindo depressa e isso pode pressionar mais os preços daqui para a frente.

Portanto, embora quase 100% do mercado esteja convencido de que os juros deverão permanecer estáveis ao longo do ano, um ou outro cético começa a trabalhar com a hipótese de uma leve alta mais para o segundo semestre. Que, sempre é bom lembrar, será o período de uma acalorada eleição municipal, com a oposição fazendo de tudo para ganhar terreno de olho em 2010.

Ou seja, quando o "Descobrimento do Brasil" de Portinari voltar de sua restauração, é bem capaz que ele ouça acaloradas discussões no oitavo andar do Banco Central.

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Pensamento do Dia: "O verdadeiro suporte!"

Não foi a redução da taxa de juros pelo FED que animou os investidores e fez a bolsa subir, mas sim a declaração do presidente sobre qual o verdadeiro suporte da Bovespa:


"Não se preocupem!!! Se bater 51, eu tomo tudo!"

PS: Piadinha infâme só para descontrair.... rsss

Investidores Estrangeiros - Batendo em retirada

Os investidores estrangeiros começaram o ano de 2008 vendendo mais do que comprando. Até o dia 18/01 só teve um dia em que as compras superaram as vendas. Resultado, o saldo dos investidores estrangeiros (SIE) na bolsa no mês de janeiro (até o dia 18) está negativo em R$ 3,97 bilhões.

Nas primeiras 03 semanas de 2008 o volume de vendas dos estrangeiros foi crescente. Veja o resultado o SIE de cada semana:

  1. 02 a 04/01 - R$ 305,9 milhões;
  2. 07 a 11/01 - R$ 1,57 bilhão;
  3. 14 a 18/01 - R$ 2,09 bilhões.
Veja as tabelas contendo a participação dos investidores no volume total da Bovespa nas 03 semanas de janeiro em Dalton Vieira.

Tendência conservadora e repulsa à tomada de decisão